Familia Como fazer com que as crianças se sintam bem nas duas casas depois do divórcio

20:06  13 abril  2022
20:06  13 abril  2022 Fonte:   nytimes.com

5 dicas para uma copaternidade saudável

  5 dicas para uma copaternidade saudável Copaternidade é o ato de criar um filho na companhia de uma pessoa de maneira racional. Ou seja, os indivíduos envolvidos no desenvolvimento da criança não têm nenhum tipo de relação romântica. A copaternidade pode ser praticada por pais divorciados, pais que nunca tiveram um relacionamento, amigos que desejam ter filhos e diferentes parentes. Para que ocorra a copaternidade, é preciso existir duas pessoas que criam a criança em conjunto, sem estarem em uma relação familiar considerada tradicional. A existência da copaternidade vai contra a ideia de que existe uma única formação familiar que deve ser seguida por todos. Essa formação seria: pai, mãe e filhos.

No dia em que meu ex e eu tivemos de contar a nossos filhos que estávamos nos divorciando, sentamos no sofá da sala enquanto eles brincavam no tapete. Foi um momento decisivo, e Isaac, nosso filho de quase cinco anos, sentindo que algo grande e perturbador estava acontecendo, tinha uma pergunta muito importante: o que aconteceria com seus Legos?

Quando os pais se divorciam, os filhos se veem divididos entre dois endereços - e devem se sentir em casa em ambos. (Miguel Davilla/The New York Times) © Distributed by The New York Times Licensing Group Quando os pais se divorciam, os filhos se veem divididos entre dois endereços - e devem se sentir em casa em ambos. (Miguel Davilla/The New York Times)

Quando se tem filhos, um dos aspectos mais difíceis do divórcio pode ser dar adeus ao lar conjugal e criar uma nova configuração para as crianças, seja para uma convivência compartilhada, seja só para visitas. É um desafio logístico, mas criar um novo espaço também pode carregar todo o peso emocional do divórcio. A decisão de separar o que supostamente deveria se manter intacto é usada nas disputas pela mobília e pelos brinquedos favoritos.

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E isso acontece em um momento em que muitas pessoas estão irritadas e sobrecarregadas. Como disse Jann Blackstone, mediadora de guarda filial e autora de seis livros sobre divórcio e coparentalidade: "A maioria das pessoas não está em seu melhor momento quando se separa."

Para os filhos, é crucial que essa transição seja feita da maneira correta. "As crianças partem do pressuposto de que seu mundo é estável e sempre será. Assim, quando chega o divórcio, há um desequilíbrio fundamental no sistema de crenças das crianças, que passam a questionar sua realidade. Elas se perguntam: 'Será que meus pais podem se divorciar de mim?'", explicou Julie A. Ross, diretora executiva da uma organização de educação parental, a Parenting Horizons, acrescentando que os pais precisam mostrar aos filhos, de forma concreta, que a família e a sensação de pertencimento serão mantidas. "O espaço físico é uma representação concreta do espaço emocional."

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Porta do quarto de Kathryn Olivia Banks na casa em que mora com a mãe, Kay Thomas, em Columbia, Carolina do Norte, 21 de março de 2022. (Sean Rayford/The New York Times) © Distributed by The New York Times Licensing Group Porta do quarto de Kathryn Olivia Banks na casa em que mora com a mãe, Kay Thomas, em Columbia, Carolina do Norte, 21 de março de 2022. (Sean Rayford/The New York Times)

Abaixo, um guia para ajudar os pais a enfrentar esse momento. Incluímos as melhoras práticas de acordo com especialistas em coparentalidade e dicas de pais que nos contaram por escrito como lidaram com a situação.

Preparar-se

"É importante que os pais tenham uma ideia de como será a vida dos filhos e de como vão apresentar isso a eles", frisou Blackstone.

Jerome A. Scharoff, pai e advogado especializado em divórcios em Merrick, no estado de Nova York, contou que, quando ele e sua ex estavam se preparando para a separação, ele assegurou aos filhos que permaneceria na mesma cidade em que a mãe deles morasse. Ele aconselha seus clientes que compartilham a parentalidade a morar perto de seu ex-cônjuge.

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Antes de contarmos a nossos meninos que estávamos nos separando, comecei a falar de crianças que eles conheciam cujos pais eram divorciados. Eu queria que eles vissem o divórcio como algo relativamente normal, não como assustador ou vergonhoso, antes que soubessem que passariam por isso.

Conversar sobre o assunto

Pode parecer óbvio, mas explicar aos filhos o que está acontecendo é essencial. Algumas pessoas ficam tão perturbadas com o divórcio que acabam não conversando com os filhos a respeito. Mas eles têm dúvidas e precisam de informação para ajudá-los a processar os fatos.

Depois que me ex e eu decidimos nos divorciar, comprei para meus filhos quase todos os livros infantis que encontrei sobre famílias com dois lares, e eles devoraram todos. Pareciam ansiar pelas informações que os livros continham, e sempre me pediam que os lesse na hora de dormir. Alguns dos meus favoritos eram "Two Homes" (Dois lares, em tradução livre), de Claire Masurel, e "Emily's Blue Period" (O período triste de Emily), de Cathleen Daly.

Criar um espaço especial

O próximo passo é decidir onde seu filho ficará em sua nova casa. Especialistas em parentalidade me disseram que é crucial que haja um espaço exclusivo para a criança.

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  Polêmica sobre crianças em casamentos: vetá-las ou não da lista de convidados? Quem é pai ou mãe já deve ter vivido um pequeno dilema sobre levar ou não os filhos a um casamento para o qual foram convidados. Lidar com a agitação natural dos baixinhos durante uma cerimônia religiosa seguida de uma festa longa, feita para adultos e com poucos atrativos para a criançada, pode se transformar em uma tarefa bem cansativa para os pais. Com o intuito de aproveitarem melhor a comemoração e poupar os pequenos de uma maratona entediante, a solução de alguns pais é deixá-los sob os cuidados de algum familiar ou uma babá.

Ross observou que, se não for possível dar a seu filho um quarto só para ele, é possível separar um canto da sala e colocar uma estante de livros, uma cama e um armário para guardar a roupa. Talvez seja interessante delimitar a área com um biombo. Para deixar o espaço mais aconchegante, ela sugeriu colocar pôsteres, mantas e almofadas. "É importante que seu filho não se sinta uma visita na própria casa." E você ganha pontos extras se incluir uma foto de seu filho com seu ex-cônjuge.

Envolver as crianças

Inclua seus filhos na escolha da decoração do espaço. Isso pode facilitar a transição e proporcionar a eles alguma sensação de controle em relação a parte do que está acontecendo. Ann Reitan, de Bend, no Oregon, disse que seu filho, na época com nove anos, passou a se preocupar com a segurança da família depois da separação dos pais. Nos primeiros anos, checava se a casa estava trancada e sempre trancava as portas do carro. "A permissão para que ele tivesse esse tipo de escolha lhe deu uma sensação de controle sobre uma situação que ele não podia controlar. Ele também escolheu a cor das paredes do banheiro – alaranjado vibrante não seria minha primeira escolha, mas ele ainda gosta", escreveu Reitan.

Kay Thomas, professora da Faculdade Honors da Carolina do Sul, contou que levava a filha para visitar apartamentos para alugar quando decidiu se separar e, depois, casas quando o divórcio foi finalizado. "Como pôde escolher onde morar e a mobília do quarto, ela se sentiu especial e incluída no processo." Depois de sua experiência, Thomas fundou uma organização e um podcast para ajudar pessoas que estão passando pelo divórcio.

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Tornar o processo divertido

De acordo com Victoria Shestack Aronoff, de Maplewood, em Nova Jersey, a parte mais difícil foi perceber as mudanças no padrão de vida: "Eu me preocupava muito com o fato de estarmos mudando de uma casa grande e maravilhosa para um apartamento pequeno e feio." Mas ela tentava parecer animada com a mudança e dizia aos filhos: "Olha só, seu quarto já tem borboletas azuis! Que legal, a sala é marrom e laranja!" (Horrorosa naquela época, e ainda horrorosa dez anos depois.) "Uau, a gente vai dividir o quintal com mais três pessoas, que divertido!" Ela acrescentou que seus filhos, na época com três e seis anos, amaram a nova casa, e embarcaram na conversa dela de que era um "país das maravilhas".

É mais que uma cama e uma escova de dentes

Quanto mais aconchegantes ficarem as duas casas, melhor – mesmo que seu filho só venha nos feriados e nas férias. Isso significa, se possível, ter uma escova de dente, pijama, roupas, brinquedos e livros em ambos os lares. Tente reduzir ao máximo os itens que seu filho precisa levar de um lugar para outro, mas pense no que pode deixar o ambiente mais acolhedor. Blackstone recomendou que você dê tarefas a seu filho, mesmo que ele só o visite ocasionalmente.

Meus pais se divorciaram quando eu era pequena e, quando criança, me incomodava só comer geleia de uva e pão branco na casa do meu pai, supostamente a preferência de sua nova família. Eu gosto de geleia de morango e pão integral, e a falta disso fazia com que eu me sentisse como uma visita, e não como parte integrante da família. Minha criança interior de 11 anos de idade lhe faz um apelo: se você tiver enteado(s) e for responsável por comprar a comida, pergunte a ele(s) que tipo de alimentos gostaria(m) de ter na geladeira.

Não disputar as regras

Esqueça a ideia de ter as mesmas regras nas duas casas. Se você e seu ex conseguissem concordar em matéria de parentalidade, provavelmente não estariam se divorciando.

Ross ressaltou que, com exceção de regras de segurança, quando os pais tentam ter as mesmas regras nas duas casas, isso gera conflitos desnecessários. Segundo ela, ao discutir por causa de tarefas ou da hora de ir dormir, os pais correm o risco de forçar a criança a escolher um dos lados e possivelmente se sentir desleal ao outro. Há quem ache que isso pode gerar confusão, mas Ross afirmou acreditar que as crianças são capazes de lidar essa situação. "As crianças já convivem o tempo todo com regras diferentes em diferentes espaços. As regras da escola são ligeiramente diferentes das de casa e se ajustam a isso."

c. 2022 The New York Times Company

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