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Boas Notícias O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP

22:45  25 outubro  2019
22:45  25 outubro  2019 Fonte:   bbc.com

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  Caso Raissa: Polícia diz ter certeza de participação de adolescente no crime Caso Raissa: Polícia diz ter certeza de participação de adolescente no crimeA polícia também já descarta a existência do suspeito descrito pelo garoto, um homem de baixa estatura, calça branca, camiseta cinza e uma bicicleta verde. “Ouvimos mais de 20 seguranças do parque e também temos o material das câmeras de segurança. Podemos afirmar que esse homem descrito pelo menor não existe. Esse indivíduo foi criado por ele” disse o delegado.

Graças aos projetos de robótica e programação, o professor Edison se viu motivado a expandir as barreiras da sala de recursos. Quando a escola recebeu o kit, assumiu também o compromisso de participar do JAM de robótica , encontro que reuniu cerca de 1 mil alunos de diversas escolas para

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Julia, Guilherme e André exibem seus projetos de robótica na sala de recursos com o professor Edson: 'Professor não pode deixar ninguém para trás'© Secretaria Municipal de Educação Julia, Guilherme e André exibem seus projetos de robótica na sala de recursos com o professor Edson: 'Professor não pode deixar ninguém para trás'

Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi idealizada, montada e apresentada na escola pela estudante Julia, 14 anos, os olhos da atendente de telemarketing Marli Monteiro Casemiro, 48, se enchem de lágrimas.

"Depois que o professor Edson entrou nessa escola, minha filha melhorou bastante. Ela se sentiu querida, e isso faz muito bem para o aluno. Saber que você está sendo vista, que alguém está te reconhecendo", diz, emocionada, na sala de recursos multifuncionais da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Brigadeiro Haroldo Veloso, no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Fotos de alunos fazendo prova com caixa de papelão na cabeça para não 'colar' causam polêmica

  Fotos de alunos fazendo prova com caixa de papelão na cabeça para não 'colar' causam polêmica Fotos de alunos fazendo prova com caixa de papelão na cabeça para não 'colar' causam polêmicaO registro foi feito durante uma prova de química na Bhagat Pre-University College, em Haveri, no Estado de Karnataka, no sul da Índia.

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi A Santa Casa ( SP ) aplica as provas do Vestibular 2020 nos dias 26 e 27 de outubro. Vagas são para Medicina e

Depois de uma semana marcada por protestos contra o bloqueio de recursos na área de educação, indicadores ruins na economia e a revelação da quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro, o governo do O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP .

  • O que é a 'supremacia quântica' que o Google diz ter alcançado

Julia tem epilepsia e dificuldades na aprendizagem, especialmente na escrita. Marli afirma já ter sofrido muitas vezes a dor da filha que, cursando o oitavo ano do ensino fundamental em uma sala regular com adolescentes da mesma idade que ela, muitas vezes se sentiu deixada de lado em atividades das quais gostaria de participar.

"Ela tem 14 anos, já percebe a exclusão. Entende que em muitas coisas ela não está no meio. É triste para mim que sou mãe", lamenta.

"O projeto do professor Edson mostra que eles têm capacidade. Se ensinar, ela aprende", diz a mãe, emocionada. "Mas o que motiva ela é essa sala aqui. Nossa, ela aprendeu muita coisa. A coordenação dela melhorou demais, a interação, aprendeu a se comunicar mais", diz a mãe.

Prefeitura de Votuporanga demite educadora de creche investigada por dopar crianças

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Os professores do Ifba me incentivaram desde o primeiro dia de aula para estudar e fazer aquilo que gosta”, relatou. Residente numa casa que funciona como ‘república’, onde moram outras 22 O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP .

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi idealizada, montada e Lojas Renner investe R0 mi para construir seu maior centro de distribuição, em SP .

Guilherme e seu Wall-e, personagem que tenta salvar as flores em um mundo cheio de lixo; na versão de papelão, ele carrega flores emprestadas pela diretora© Secretaria Municipal de Educação Guilherme e seu Wall-e, personagem que tenta salvar as flores em um mundo cheio de lixo; na versão de papelão, ele carrega flores emprestadas pela diretora

A realidade é diferente quando Julia está na sala de recursos, espaço dedicado a crianças com necessidades especiais, que ela frequenta duas vezes por semana, em horário de contraturno.

A sala, comandada pelo professor de matemática Edson Luiz Plateiro, 53 anos, é equipada com equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou superdotação matriculados no ensino regular da rede pública municipal.

"As atividades na sala de recursos são pensadas para atender a deficiência específica de cada pessoa. Normalmente trabalhamos com jogos, quebra-cabeça, oficinas de slime", exemplifica o professor.

Andando pela sala enquanto fala, Edson desvia de um robô de cerca de 30 cm de altura, que desliza pelo chão e mexe os bracinhos comandado pelo controle remoto de Guilherme, 11 anos. "Deixem o Wall-e passar", pede o aluno, animado.

Aulas para concurso de polícia ensinam técnicas de tortura e execução

  Aulas para concurso de polícia ensinam técnicas de tortura e execução Aulas para concurso de polícia ensinam técnicas de tortura e execução“Eu prestei uns 100 socorros, eu nunca perdi um paciente [risos]. Todos que socorri chegaram mortos, todos. Nunca prevariquei”, continua o professor, que, além de execução, também dá aula de como se torturar pessoas. “Não tenho dó e torturo até umas horas. E digo mais: para falar em tortura, fala na hora. Tortura não demora, isso de DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna, que na ditadura militar era o local para torturar presos políticos). ‘Fiquei 15 dias sendo torturado’.

No regimento de uma das escolas , em Santa Cruz de Cabrália, os meninos são obrigados a cortar o cabelo assim: "máquina 2 para as laterais e máquina 3 ou correspondente em tesouro para parte O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP .

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi A Santa Casa ( SP ) aplica as provas do Vestibular 2020 nos dias 26 e 27 de outubro. Vagas são para Medicina e

Wall-e feito de papelão, cola quente e um carrinho quebrado foi ideia de Guilherme, que têm autismo.© Secretaria Municipal de Educação Wall-e feito de papelão, cola quente e um carrinho quebrado foi ideia de Guilherme, que têm autismo.

"Ficou bonitinho com as florzinhas, não ficou? Pesquisa lá o filme pra você assistir", sugere à reportagem o aluno, que tem autismo e cursa o quinto ano do ensino fundamental, para explicar quem é o Wall-e, robô que ele escolheu fazer.

Montado a partir de um carrinho quebrado de controle remoto e um tutorial na internet que ele mesmo pesquisou, o robô remete ao personagem homônimo da animação da Disney e da Pixar, que vive em um futuro em que o planeta está desabitado e tornou-se um grande depósito de lixo.

O personagem principal do filme, Wall-e (Waste Allocation Load Lifters - Earth, ou Levantador de Carga para Alocação de Lixo - Classe 'Terra', em tradução livre), trabalha duro para organizar todo esse entulho.

O boneco, na versão montada por Gui, tem um coração de papelão pintado de vermelho que se ilumina, além de carregar nas mãos dois arranjos de flores de plástico rosa, emprestadas da sala da diretora da escola. As funções e movimentos do robô são definidas por linguagem de programação C++, de uso geral.

Estudante que teve dedo do meio amputado no muro da escola deve ser indenizado em Joinville

  Estudante que teve dedo do meio amputado no muro da escola deve ser indenizado em Joinville Estudante que teve dedo do meio amputado no muro da escola deve ser indenizado em JoinvilleEm 2011, o aluno estava na escola quando se pendurou em uma armação de aço que sustentava uma cerca de proteção e caiu. Ele usava um anel, que engatou na cerca, o que ocasionou o ferimento no dedo médio da mão esquerda.

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi O colégio Oficina do Estudante vai transmitir um aulão pré-Enem ao vivo no canal do Brasil Escola no YouTube.

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Edson dá aulas na rede pública há mais de 15 anos O Conversa com Bial promoveu debate sobre autismo com convidados que, de alguma forma, estão ligados ao tema. Participaram de papo a

"Quer saber o porquê? Por que no filme o Wall-e acha muitas flores que viviam no planeta e estavam podres. Daí ele não queria que essa flor morresse, então ele fica carregando."

Robótica e programação acessíveis

"Foi o Gui teve a ideia, ele pegou o tutorial na internet. Ajudei com os objetos cortantes, ele não sabia usar régua, tive que ensinar", comemora o orgulhoso professor Edson. "Ele fica super motivado."

Edson dá aulas de matemática na rede pública de ensino há mais de 15 anos, mas diz que foi quando assumiu a gestão da sala de recursos, há três, que encontrou sua realização profissional.

O interesse de Edson pela robótica surgiu em 2017, quando ele descobriu que sua escola receberia da Secretaria Municipal de Educação um kit de iniciação para aulas de programação, o Arduíno, dispositivo mais acessível para estudantes por ser barato, funcional e fácil de programar.

Logo a professora da sala de informática sugeriu um projeto conjunto dos alunos do professor Edson com os estudantes de outras salas.

"Eu me interessava por programação, mas não sabia. Comecei a fuçar, estudar o kit, e descobri que ele era usado como ferramenta para tratar o autismo e quis me aprofundar no assunto, fazendo uma extensão universitária na Universidade Federal do ABC. Lá, tive contato com um software para estudar algoritmo de programação (Robomind) e estudamos formas de usar a robótica no contexto educacional", diz o professor.

Criança de 5 anos morre esfaqueada perto de escola em Betim

  Criança de 5 anos morre esfaqueada perto de escola em Betim Criança de 5 anos morre esfaqueada perto de escola em BetimO crime ocorreu na Rua Perdões, perto de uma instituição de ensino, por volta das 7h. A vítima não seria aluna dessa instituição. “Chegou para nós que uma senhora estava levando a criança para a escola, o homem chegou do nada e começou a esfaquear a criança. Essa mulher não foi ferida”, explicou o sargento Bruno Mendes, do 66º Batalhão da Polícia Militar (PM).

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi O colégio Oficina do Estudante vai transmitir um aulão pré-Enem ao vivo no canal do Brasil Escola no YouTube.

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . A primeira revista a respeito de autismo da América Latina. E a primeira no mundo em língua portuguesa, estritamente a respeito do transtorno do espectro autista.

Graças aos projetos de robótica e programação, o professor Edison se viu motivado a expandir as barreiras da sala de recursos. Quando a escola recebeu o kit, assumiu também o compromisso de participar do JAM de robótica, encontro que reuniu cerca de 1 mil alunos de diversas escolas para estudar os manuais, reproduzir as experiências e pensar protótipos.

"O momento mais interessante do projeto foi um dia que estávamos todos na sala de recursos, os alunos que têm deficiência e os que não têm deficiência, explorando os kits. Aí chegou uma pessoa pra mim e perguntou, na sala: 'eu não sabia que você atendia tantos alunos na sala de recursos'. Eu falei 'não, meus aqui só tem três'. E ele disse: 'mas quem são?' E eu falei: 'procura!'", lembra Edson, rindo.

"Estavam todos no mesmo processo de construção e conhecimento, cada um no seu projeto. E quem olhava via cada aluno fazendo seu percurso de aprendizagem, mas todos juntos."

Julia, de 14 anos, e seu carrossel-robô; projeto melhorou leitura, interação com os colegas e autoestima© Secretaria Municipal de Educação Julia, de 14 anos, e seu carrossel-robô; projeto melhorou leitura, interação com os colegas e autoestima

Evolução e motivação

Outro ponto positivo é que, como os próprios alunos sugerem os projetos em que desejam trabalhar, a motivação no trabalho em sala é evidente.

André, que tem autismo e sonha ser veterinário, quis criar um robô escorpião para alertar as crianças pequenas, que são alvos fáceis e principais vítimas das picadas, sobre os perigos de interagir com a espécie.

"Um dia encontramos um panfleto da prefeitura sobre escorpiões. Pensamos que vai voltar o calor, e a cidade estava com esse problema de escorpiões. Lendo o panfleto, vimos que as principais vítimas dos escorpiões são as crianças muito pequenas, porque não são atingida pelas campanhas, e não têm noção de perigo desenvolvida. Pensamos em fazer algo para resolver esse poblema", relembra o professor.

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  Bolsonaro diz que Witzel agiu para incluir seu nome no caso Marielle Bolsonaro diz que Witzel agiu para incluir seu nome no caso Marielle“Minha convicção é de que ele [Witzel] agiu no processo pra botar meu nome lá dentro”, disse Bolsonaro.

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP . Diagnosticado com autismo de grau leve, quando tinha apenas 2 anos e oito meses, o menino Isaac Manhães, de 11, aluno do 4 º ano do ensino fundamental, viu

# Autismo na BBC: O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP http Estima-se que uma a cada 59 crianças tenha alguma característica desta condição, que, em alguns casos, pode envolver episódios de agressividade perigosos.

Para fazer o escorpião robô, André e Edson estudaram a anatomia do animal por meio de um software da prefeitura. "A criança tem que arrastar o nome daquela parte do corpo do escorpião para o lugar certo, é bem acessível", ensina.

Depois de ampliar uma imagem do bicho na máquina de xerox, eles usaram cartolina e cola quente para construir a carapaça gigante, que incluiu até um rabo que se move e simula uma picada.

"Eu o ajudei em partes de risco, como usar a tesoura. Ele até levou partes para casa, fez as patas, e fomos colando com cola quente", conta o professor.

Carliene Cunha e Silva Ferreira, 44 anos e mãe de André, conta que a experiência levou o filho a superar a timidez. Ele apresentou o trabalho na mostra cultural da escola para todos os alunos, respondendo a perguntas e tirando dúvidas sobre o projeto, como havia ensaiado também em casa com os pais.

"Isso de ele fazer com os demais colegas fez diferença para ele, os professores têm elogiado bastante. Aqui na escola todo mundo conhece ele depois da mostra cultural."

Para o professor Edson, a flexibilidade maior da sala de recursos foi um ativo poderoso na tarefa de incluir os alunos.

Nas salas de aulas tradicionais, que são realidade para a maioria dos professores, é mais difícil para o professor se adaptar à necessidade de muitos alunos, opina Edson, que vê o risco de que muitos alunos percam a conexão com o aprendizado — e não só os que têm necessidades especiais.

"Na sala de aula tradicional, é mais difícil se desprender do currículo para ter uma visão singular. Eu me realizei como professor porque aqui eu tenho uma estrutura voltada para isso, mas na sala é o grande desafio", diz. "O professor se apega muito que tem que dar determinada matéria em determinado período. Colocar a matéria na lousa e o aluno não entender nada, você só está enganando a si mesmo."

"A proposta é recuperar essa conexão do aluno com a sala de aula. Se o aluno tem qualquer tipo de defasagem, vamos tirar essa defasagem, vamos criar uma comunidade de aprendizagem", opina.

Outro diferencial, pondera o professor, foi a formação que ele procurou nos últimos anos, buscando cursos oferecidos na rede pública que o ajudaram a pensar novos caminhos para lidar com desafios antigos de aprendizagem nas escolas, como a inclusão e retenção de alunos.

Nos últimos anos, com o avanço também da legislação, Edson diz que os professores têm se mostrado menos intimidados diante de alunos com deficiência ou algum tipo de necessidade especial, como ele diz que era comum ocorrer há alguns anos.

"Nas universidades os cursos de graduação têm que incluir disciplina inclusiva no seu currículo, e isso está criando uma consciência. Não chega mais ninguém falando aqui na escola falando 'ah, eu não estou preparado, não estudei para dar aula para esses alunos'."

Para professor, qualquer aluno com dificuldade de acompanhar a turma precisa estar no radar do professor para não se perder pelo caminho e desistir da escola, como fazem milhares de jovens todos os anos.

Em 2017, em razão da falta de engajamento juvenil nas atividades escolares, 1,3 milhão dos jovens de 15 a 17 anos não estavam na escola, o que representa uma perda para o Brasil de cerca de R$ 124 bilhões, segundo estudo do Insper.

"É preciso tirar essa cruz dos ombros, ter o rigor metodológico, mas respeitar a condição da criança. Numa sala de aula você tem muitas pessoas com características diferentes, e você tem que entender essas diferentes características. O professor não pode deixar ninguém para trás", afirma Edson.

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