Brasil Bolsonaro: 'Médico não abandona paciente, mas o paciente troca de médico'

03:06  10 abril  2020
03:06  10 abril  2020 Fonte:   correiobraziliense.com.br

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Então repito: médico não abandona paciente , mas paciente pode abandonar médico ". Na semana passada, Mandetta já havia respondido a boatos "Estou simplesmente vendo um paciente e dizendo que esse é o melhor caminho. Mas é normal também o médico falar que o caso é de cirurgia, e o

“ Médico não abandona paciente ”, afirmou Mandetta, como já havia dito outras vezes quando questionado se deixaria o cargo. Sobre o dia de trabalho atrapalhado pela possibilidade de sua saída da chefia do Ministério, levantada por Bolsonaro , Mandetta afirmou: “Tinha gente aqui dentro

  Bolsonaro: 'Médico não abandona paciente, mas o paciente troca de médico' © Facebook/ reprodução
Depois de um telefonema vazado mostrar uma tentativa de afastamento do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro se esquivou de comentar o assunto, em live, na noite desta quinta-feira (9/4). "Quem está esperando eu falar do Mandetta, Osmar Terra e Onyx, pode passar para outra live, não vai ter esse assunto aqui não", disse logo. No telefonema, os dois ministros discutem a saída do colega da pasta da Saúde

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Ao defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, porém, o presidente parafraseou uma fala do ministro da Saúde. "Médico não abandona paciente, mas o paciente troca de médico", afirmou sem citar o nome de Mandetta. O ministro tem falado repetidas vezes que "médico não abandona paciente" ao dizer que não deixará o cargo.  

‘Dormindo’, Mandetta diz que não ouviu fala de Bolsonaro sobre demissão: ‘Amanhã eu vejo, tá?’

  ‘Dormindo’, Mandetta diz que não ouviu fala de Bolsonaro sobre demissão: ‘Amanhã eu vejo, tá?’ Presidente sinalizou que pode demitir do governo quem está ‘se achando’ e mandou recado: ‘minha caneta funciona’Bolsonaro disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada que “algo subiu na cabeça” de alguns de seus subordinados, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro. “Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usara a caneta nem pavor.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que continuará no cargo após divergência com o presidente Jair Bolsonaro sobre a necessidade de distanciamento social como ferramenta para impedir a propagação do coronavírus. " O nosso inimigo tem nome e sobrenome: covid-19", diz.

- Isso é natural e o paciente , agora, é o paciente Brasil. E é normal que muitas pessoas que estão em torno, e que têm um O ministro disse ainda entender que Bolsonaro tenha uma posição diferente da sua e que defenda uma postura menos cautelosa, mas ele voltou a defender medidas de isolamento.

O presidente usou a fala para dizer que se o médico não quiser usar o remédio, que ainda é pesquisado, ele pode mudar de especialista. "Você tem todo o direito de trocar de médico", disse. O presidente ainda informou que já entrou em contato com um dos fabricantes no Brasil e que o país tem capacidade de produzir o remédio em grande escala. 

Medidas econômicas 

O presidente afirmou ainda que tem tentado manter a economia funcionando durante a pandemia, mas que tudo depende de quanto tempo a situação durar. "Temos uma enchente que levou a ponte. A gente colocou uma ponte virtual. Mas temos um limite, três meses, quatro meses, fica complicado", afirmou.  

O presidente ainda anunciou que assinou uma Medida Provisória que garantirar a conta de energia elétrica por três meses de famílias de baixa renda. "Tarifa social de até R$ 150, três meses fica sem pagar", explicou.  

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Mandetta, o ministro rebelde que fez sombra a Bolsonaro .
O presidente Jair Bolsonaro alertou há dias que poderia demitir seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, quando amenizasse a pandemia do novo coronavírus, por "falta de humildade". Mas nesta quinta-feira (16), antecipou-se e se livrou de seu popular ministro, agravando a crise política em meio a uma sanitária. Há dois meses, quando a COVID-19 era observada de longe no Brasil, este ortopedista pediátrico e político de 55 anos, com experiência em gestão sanitária, começou a ganhar a confiança de três quartos dos brasileiros que, como ele, eram favoráveis ao confinamento para conter a disseminação da doença.

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