Brasil PF quer ouvir Bolsonaro no inquérito sobre interferências políticas na corporação

04:23  30 maio  2020
04:23  30 maio  2020 Fonte:   estadao.com.br

Caso Queiroz: Paulo Marinho depõe hoje sobre vazamento de operação

  Caso Queiroz: Paulo Marinho depõe hoje sobre vazamento de operação Caso Queiroz: Paulo Marinho depõe hoje sobre vazamento de operaçãoA situação de Bolsonaro no inquérito se agravou ontem. Carlos Henrique Oliveira, ex-superintendente da PF no Rio e atual diretor executivo da corporação, deu novo depoimento no inquérito e mudou sua versão. Ele disse ter se encontrado com o presidente, no ano passado, antes de ser indicado para comandar a superintendência fluminense.

Bolsonaro pede arquivamento do inquérito que investiga suposta interferência na PF . O inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal foi aberto há pouco O primeiro a ser ouvido foi o próprio Moro, no dia 2 de maio. Neste depoimento, o ex-ministro citou

O inquérito é conduzido em sigilo pela própria Corte e está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes Entre eles, estão apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como o empresário Luciano O ministro também quer ouvir dois deputados estaduais do PSL em São Paulo, Douglas

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal que pretende tomar o depoimento do presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre supostas interferências na corporação. A informação consta no despacho da delegada Christiane Correa Machado, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais no STF, em que pede mais trinta dias para a realização de novas diligências e conclusão das investigações.

O ministro Celso de Mello encaminhou o pedido para manifestação do Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

Como presidente, Bolsonaro pode optar pelo depoimento por escrito, como foi autorizado a Michel Temer em 2017 no inquérito sobre a gravação de Joesley Batista. Neste cenário, as perguntas são formuladas pela Polícia Federal e enviadas ao presidente. No caso do emedebista, ministro Edson Fachin, relator do caso, deu prazo de 24 horas para resposta.

Em live, Bolsonaro volta a dizer que não falou de interferir na PF

  Em live, Bolsonaro volta a dizer que não falou de interferir na PF Em live, Bolsonaro volta a dizer que não falou de interferir na PFNesta quinta-feira (21/5), Bolsonaro disse que “amanhã, se Deus quiser” o ministro Celso de Mello vai confirmar a sua versão. “Eu estou adiantando a decisão do ministro Celso de Mello. Não tem nada nenhum indício de que eu, porventura, interferi na Polícia Federal naquelas duas horas de fita. Não houve uma palavra falando em Polícia Federal, trocar Polícia Federal, mexer na Superintendência do Rio de Janeiro ou de outro estado”, afirmou o presidente.

Apesar de Bolsonaro ter prometido a Moro, quando o escolheu para comandar a pasta da Justiça, que o trabalho dele não sofreria interferências , os dois acumulam Em agosto de 2019, Bolsonaro já havia feito uma primeira tentativa de trocar o comando da PF , depois de a corporação resistir a uma

O inquérito é conduzido em sigilo pela própria Corte e está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes também determinou que deputados federais do PSL, pelo qual Bolsonaro se elegeu e do qual se O ministro também quer ouvir dois deputados estaduais do PSL em São Paulo, Douglas dos

  PF quer ouvir Bolsonaro no inquérito sobre interferências políticas na corporação © Fornecido por Estadão

O presidente Jair Bolsonaro participa de videoconferência da posse de Carlos Alberto Vilhena para o cargo de Procurador Federal dos Direitos do Cidadão. Foto: Marcos Corrêa/PR

O inquérito apura as declarações do ex-ministro Sérgio Moro sobre 'interferências políticas' do presidente no comando da PF. O ex-juiz foi o primeiro a prestar depoimento no caso, na qual revelou as declarações de Bolsonaro na reunião ministerial do dia 22 de abril. A gravação se tornou peça-chave do caso e foi divulgada na semana passada por ordem do ministro Celso de Mello.

Entre palavrões e ameaças, as imagens mostram o presidente afirmando que não vai esperar alguém 'foder a minha família toda' e que já havia tentado 'trocar gente da segurança no Rio'. A versão do Planalto é que Bolsonaro se referia a sua segurança pessoal enquanto Moro alega que se tratava da Superintendência da PF fluminense, foco de interesse do governo.

Bolsonaro diz que jamais entregará celular e critica ministro do STF

  Bolsonaro diz que jamais entregará celular e critica ministro do STF Bolsonaro diz que jamais entregará celular e critica ministro do STF"Um ministro do STF querer o telefone do presidente da República, por causa de fake news, tá de brincadeira comigo", disse Bolsonaro, acrescentando que os Poderes são independentes e precisam saber o seu limite.

Moraes manda PF ouvir Weintraub sobre ataque ao STF e aponta indícios de seis crimes. André Mendonça também estendeu o pedido a todos os alvos de mandados de busca e apreensão no inquérito . PF pede mais prazo para investigar suposta interferência de Bolsonaro .

Bolsonaro passou a ser investigado após Moro romper com o governo em 24 de abril. O ex-juiz da Lava Jato o acusou de tentar nomear pessoas de sua confiança em postos-chave da PF , entre eles a chefia da superintendência da corporação no Rio, por ter interesse em investigações em curso.

"Mas é a putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu (sic), porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira", disse Bolsonaro.

Três ministros palacianos listados por Moro como testemunhas foram ouvidos pela PF: Augusto Heleno (GSI), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). No caso de Heleno, a PF solicitou provas do Gabinete de Segurança Institucional que provariam a versão do presidente sobre 'insatisfação' com a sua segurança pessoal.

A PF quer que o ministro apresente todas as eventuais trocas de comando na chefia do Escritório Regional do GSI no Rio de Janeiro entre 2019 e 2020, o detalhamento de eventuais óbices ou embaraços a nomes escolhidos para a segurança pessoal de Bolsonaro e seus familiares no período e informações sobre eventual extensão desde o ano passado da segurança pessoal do presidente.

PGR vai dar aval a mais 30 dias para inquérito e pedir depoimento de Bolsonaro .
Manifestação do presidente sobre acusação de interferência na PF deve ser por escrito, uma das prerrogativas do seu cargoO depoimento por escrito é uma das prerrogativas do cargo de presidente da República, apontam procuradores. O então presidente Michel Temer, por exemplo, encaminhou ao Supremo um papel com resposta aos questionamentos feitos pelos investigadores no âmbito do inquérito dos Portos. Temer acabou denunciado no caso por corrupção e lavagem de dinheiro.

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