Brasil Após ser alvo de pichação, PGR repudia vandalismo e reforça segurança

19:10  30 maio  2020
19:10  30 maio  2020 Fonte:   estadao.com.br

Funcionários de canal de TV morrem em atentado na capital afegã

  Funcionários de canal de TV morrem em atentado na capital afegã Um jornalista e o motorista de uma van que transportava funcionários de uma emissora de TV afegã morreram neste sábado na explosão de uma bomba em Cabul, informaram um diretor e funcionários do canal. O veículo transportava 15 funcionários da emissora privada Khurshid TV, segundo o diretor. O Ministério do Interior confirmou o ataque: "O alvo da explosão era o veículo da emissora." O canal já foi alvo de outro atentado, em agosto de 2019. Uma bomba presa com ímãs em outra van da emissora causou duas mortes, em um ataque cuja autoria nunca foi reivindicada. Os autores do atentado de hoje também são desconhecidos.

BRASÍLIA - Um painel colocado no edifício-sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, foi alvo de pichação. Onde se lia “Procuradoria-Geral da República”, foi escrito “do Bolsonaro” em cima de “da República”, para que se leia “Procuradoria-Geral do Bolsonaro”. Após o episódio, a PGR informou que vai reforçar a segurança nas unidades do Ministério Público Federal (MPF) de todo o País.

O ato de vandalismo ocorre em meio às críticas à atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras, alvo de crescente pressão interna no MPF e de setores da oposição por, na visão deles, agir alinhado aos interesses do presidente Jair Bolsonaro.

Ministério Público rejeita intolerância e está preocupado com situação do País, diz Aras

  Ministério Público rejeita intolerância e está preocupado com situação do País, diz Aras Em nota obtida com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais repudiam atos que possam afetar o ambiente de normalidade institucional preservado desde a Lei Maior de 1988. Por isso, rejeitamos a intolerância, especialmente as fakes news que criam estados artificiais de animosidade entre as pessoas, causando comoção social em meio a uma calamidade pública, com riscos de trágicas consequências para a povo”, prossegue a manifestação.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, na sede PGR © Dida Sampaio/Estadão O procurador-geral da República, Augusto Aras, na sede PGR

Conforme informou o Estadão, quase 600 procuradores já assinaram um manifesto pedindo a independência do MPF. O documento, subscrito por mais da metade dos 1.131 procuradores da República do País, pede a criação de uma emenda constitucional que obrigue o presidente a escolher o chefe do MPF a partir de uma lista tríplice elaborada pela categoria.

Em nota, a PGR informou que repudia o ato de “vandalismo contra sua sede, que se encontra em investigação para responsabilização civil e criminal do ato que danificou patrimônio público”. Na manhã deste sábado, a pichação já havia sido removida.

“As medidas de reforço na segurança das unidades de todo o País serão tomadas com a maior rapidez possível; bem como as demais medidas administrativas que se fizerem necessárias”, informou a assessoria da PGR.

Hall da Fama do UFC vai às ruas para pedir paz durante protestos nos EUA

  Hall da Fama do UFC vai às ruas para pedir paz durante protestos nos EUA Jon Jones não foi a única lenda do UFC que tentou utilizar seu prestígio com a população local para tentar acalmar os ânimos durante um dos protestos pela morte de George Floyd, assassinado por um policial que manteve seu joelho sobre o pescoço da vítima, um homem negro suspeito de falsidade ideológica, mesmo sem que []Jon Jones não foi a única lenda do UFC que tentou utilizar seu prestígio com a população local para tentar acalmar os ânimos durante um dos protestos pela morte de George Floyd, assassinado por um policial que manteve seu joelho sobre o pescoço da vítima, um homem negro suspeito de falsidade ideológica, mesmo sem que ela apresentasse condições de reagir à prisão.

Excepcional. Na última quinta-feira, Bolsonaro afirmou que poderia indicar o procurador-geral para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao classificar a atuação do PGR como “excepcional”, o chefe do Executivo disse que o nome de Augusto Aras "entra fortemente”, caso apareça uma terceira vaga na Corte - até 2022, os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello deixarão a Corte.

Os elogios de Bolsonaro provocaram desconforto na Procuradoria. O presidente tentou atenuar a repercussão negativa na última sexta-feira e escreveu, em suas redes sociais, que não cogita indicar o procurador-geral para nenhuma das duas vagas que serão abertas no seu mandato.

"Todos sabem que durante o mandato para o qual eu fui eleito, que vai até 2022, estão previstas apenas duas vagas para o Supremo Tribunal Federal. Conforme afirmei em minha 'live', e com todo o respeito que tenho pelo Senhor Procurador-Geral da República, Augusto Aras, eu não cogito indicar o seu nome para essas vagas", escreveu o presidente no Facebook.

Sara Winter é expulsa de partido por 'praticar atos antidemocráticos'

  Sara Winter é expulsa de partido por 'praticar atos antidemocráticos' Sara Winter é expulsa de partido por 'praticar atos antidemocráticos'O partido Democratas decidiu, na manhã desta terça-feira (2/6), expulsar a militante Sara Winter, 27 anos, de seu quadro de filiados. Segundo a sigla, Sara descumpriu "deveres éticos previstos estatutariamente" ao pregar a violência e praticar atos antidemocráticos.

Ontem pela manhã, Bolsonaro incluiu Aras numa lista de homenageados pela Ordem de Mérito Naval, uma das maiores honrarias militares, concedida a integrantes da Marinha e, excepcionalmente, corporações militares, instituições civis e personalidade que tenham prestados serviços relevantes à Marinha.

Alinhamento. O alinhamento de Aras aos interesses do Palácio do Planalto voltou à tona com os desdobramentos do inquérito do STF que investiga ameaças, ofensas e fake news disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares. O caso foi aberto por determinação unilateral do presidente do STF, Dias Toffoli, que escanteou o MP da apuração.

Depois de dizer, no ano passado, que Toffoli “exerceu regularmente as atribuições que lhe foram concedidas” pelo regimento interno do Supremo, Aras mudou de ideia e pediu agora a suspensão das investigações. O procurador havia concordado com a realização de depoimentos de alvos da investigação, mas se opôs à operação de busca e apreensão, medida considerada “desproporcional”.

O procurador costuma dizer a interlocutores que o MP não deve interferir na política e que se guia pela Constituição e pelas leis.

Aras chegou ao comando do MPF por escolha de Bolsonaro, sem participar da tradicional lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) após votação interna da categoria. “Tem problemas que vêm do Ministério Público”, chegou a afirmar o presidente na véspera da indicação, ao dizer que não indicaria um “xiita” para o cargo.

Aliados do procurador avaliam que a indicação sem o aval da categoria, com um discurso anticorporativista, abriu margem para a criação de um ambiente hostil dentro do Ministério Público e a vinculação ao presidente Bolsonaro./ COLABOROU DIDA SAMPAIO

Rampa do Planalto é coberta com tinta vermelha em ato de vandalismo .
Homem não identificado que assumiu autoria fala em 'genocídio da juventude'BRASÍLIA - No início da manhã desta segunda-feira, 8, parte da rampa do Palácio do Planalto ficou coberta por tinta vermelha, em um ato de vandalismo. Funcionários foram acionados imediatamente para limpar o local. A Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom) ainda não se manifestou sobre o episódio.

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