Brasil Brasil está despreparado para futuro das relações EUA-China, dizem especialistas

01:33  07 julho  2020
01:33  07 julho  2020 Fonte:   estadao.com.br

China imporá restrições de visto a indivíduos dos EUA por causa de Hong Kong

  China imporá restrições de visto a indivíduos dos EUA por causa de Hong Kong China imporá restrições de visto a indivíduos dos EUA por causa de Hong KongO anúncio chega no momento em que o principal órgão decisório do Parlamento da China delibera a respeito do projeto de uma lei de segurança nacional para Hong Kong que ativistas pró-democracia da cidade temem ser usada para eliminar a dissidência e endurecer o controle de Pequim.

As relações China - Estados Unidos sofreram quando a primeira rodada de diálogos não obteve os resultados esperados. A maior parte da importação dos EUA em relação à China é originada dos bens intermediários e equipamentos de capital, tais produtos são primordiais para fábricas e oficinas

Uma das prioridades nas relações entre os EUA e Turquia é prevenir que Ancara compre sistemas de defesa antiaérea S-400 russos. O especialista militar, Amur Gadzhiev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, esclareceu as razões da preocupação de Washington.

SÃO PAULO – Para especialistas em relações internacionais, a mudança radical na política externa brasileira a partir do ano passado deixou o País despreparado para lidar com tanto com os Estados Unidos quanto a China. O assunto foi tema de painel do Brazil Forum UK 2020 nesta segunda-feira, 6, sobre os novos rumos do Itamaraty desde a eleição do governo Jair Bolsonaro.

Para a professora Monica Hirst, que dá aulas de relações internacionais na Universidade Torquato di Tella em Buenos Aires, as eleições presidenciais neste ano nos EUA deixariam o Brasil numa posição ruim independentemente do resultado. Ela vê um aprofundamento da crise de imagem brasileira no caso de uma reeleição do presidente Donald Trump, e um provável isolamento ainda maior no caso de vitória do democrata Joe Biden. Em qualquer cenário, segundo Monica, haverá dificuldade para o governo Bolsonaro se posicionar em meio às disputas dos americanos por hegemonia com a China.

China adotará "medidas correspondentes" se Reino Unido ampliar plano de cidadania de Hong Kong

  China adotará A China adotará medidas se o Reino Unido persistir com o plano de conceder a milhões de cidadãos de Hong Kong a possibilidade de cidadania britânica em resposta à nova lei de segurança para o território, afirmou nesta quinta-feira a embaixada chinesa em Londres. "Se a parte britânica fizer mudanças unilaterais na prática pertinente, violará sua própria posição e seus compromissos, assim como o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais", afirmou a embaixada em um comunicado publicado em seu site.

A China também tem trabalhado nos últimos anos em uma nova geração de aeronaves de combate, a quinta O novo tipo de aeronave também poderá impulsionar a China a enviar de tropas ao exterior, devido às más relações com Washington. Inscreva-se para receber notificações da Sputnik Brasil .

"O Brasil não permitia que suas relações comerciais com países fossem influenciadas por decisões tomadas por terceiros, e agora estamos vendo exatamente isso, concordando com as sanções impostas pelos EUA contra o Irã", diz Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da

"Realmente vamos nos tornar, do ponto de vista da comunidade internacional, um ator absolutamente irrelevante e desprezível", diz a professora, sobre as consequências da continuidade do alinhamento com Trump, caso reeleito. Já sobre a China, os especialistas veem atritos desnecessário do Brasil com seu maior parceiro comercial. "Como nós vamos 'desideologizar' esse relacionamento com esse governo? Não vejo nenhuma possibilidade."

A especialista Adriana Erthal Abdenur, em 1º plano, em painel do Brazil Forum UK com a professor Monica Hirst e o economista Paulo Nogueira Batista © Reprodução A especialista Adriana Erthal Abdenur, em 1º plano, em painel do Brazil Forum UK com a professor Monica Hirst e o economista Paulo Nogueira Batista

O economista Paulo Nogueira Batista, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) por oito anos, vê com preocupação a postura adotada pelo Brasil com as duas maiores potências mundiais. Ele acredita que há uma lenta transição na hegemonia sobre a ordem mundial entre EUA e China, e vê um relacionamento pior dos brasileiros com os dois países.

China alerta o Canadá que pode responder sanções pela lei de Hong Kong

  China alerta o Canadá que pode responder sanções pela lei de Hong Kong As autoridades chinesas fizeram um alerta ao Canadá nesta segunda-feira (6), depois que Ottawa anunciou sanções devido à lei de segurança nacional aprovada para Hong Kong. Na sexta-feira, o Canadá suspendeu seu tratado de extradição com Hong Kong para protestar contra a nova lei de segurança nacional promulgada pela China, assim como suas exportações de equipamentos militares considerados "sensíveis" a este território semiautônomo. Para Zhao, essas decisões são "uma grave violação do direito internacional" e uma interferência nos assuntos chineses."A China pede ao Canadá que retifique imediatamente esses erros (...

Os Estados Unidos devem criar "máquinas revolucionárias de guerra" para manter sua liderança contra a Rússia e a China , que "rapidamente transformaram as forças de seus Exércitos do estilo soviético a um pesadelo de alta tecnologia", disse o secretário do Exército dos EUA , Mark Esper.

As relações entre Brasil e Estados Unidos englobam o conjunto de relações diplomáticas, econômicas, históricas e culturais estabelecidas entre o Brasil e os Estados Unidos. Estão entre as mais antigas do continente americano

Ele diz que o governo Bolsonaro pôs em prática na relação com os EUA "uma busca de proximidade que os próprios americanos estranham", e não vê benefícios práticas para o Brasil. "Já não é muito facil para mim entender a lógica de hostilizar a China. Isso faz parte de um 'delírio amadorístico'."

"Com este governo, é inviável o Brasil ser um ator relevante", resume Batista.

Já a cofundadora da Plataforma CIPÓ e especialista em relações internacionais, Adriana Erthal Abdenur, diz que o Brasil abdicou da influência que tinha na diplomacia em áreas como saúde, o grupo BRICS, órgãos regionais da América do SUl e da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Temos organizações que estão paralisadas politicamente, por falta de recursos, por discórdias entre lideranças", diz Adriana sobre a região sul-americana. "Nâo é uma politica externa propositiva em qualquer âmbito." /TULIO KRUSE

China promete retaliação após Trump encerrar tratamento preferencial de Hong Kong .
China promete retaliação após Trump encerrar tratamento preferencial de Hong KongWASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou na terça-feira o fim do status especial concedido a Hong Kong na lei norte-americana para punir a China pelo que classificou como "ações opressivas" contra a ex-colônia britânica, levando o governo chinês a alertar para sanções retaliatórias.

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