Brasil Heleno defende que governo entre com ação contra associação indígena por crime de lesa-pátria

01:01  23 setembro  2020
01:01  23 setembro  2020 Fonte:   reuters.com

"Governo Bolsonaro pratica nacionalismo seletivo na Amazônia"

  Para antropóloga, clima de conspiração e ataques a ambientalistas propagados por militares no governo são parte de "projeto de privatização das florestas". Presidente, afirma ela, confunde política com guerra. © Reuters/U. Marcelino Atenta ao desmonte de órgãos de fiscalização ambiental e aos ataques por parte do governo federal direcionados à pesquisa e entidades que defendem uma exploração sustentável da Amazônia, a antropóloga e socióloga Andréa Zhouri vê semelhanças entre o momento atual e o período da ditadura militar.

Ficamos, deste modo, com uma teoria que não observa os requisitos anteriormente expostos acerca do que deve ser uma definição explícita, pois defende que uma condição necessária para algo ser arte é imitar, e isso não acontece com todas as obras de arte.

Além de entender como o empreendedorismo contribui no desenvolvimento sustentável, é importante entender o papel exercido pelo governo para fomentar e contribuir com o empreendedorismo. Nesse sentido, algumas ações são importantes: educar gente, criar oportunidades e "sair da frente".

. © Reuters/Adriano Machado .

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, defendeu nesta terça-feira que o governo entre com uma ação contra a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) por crime de lesa-pátria por aliar-se a instituições estrangeiras para prejudicar a imagem do país.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, Heleno admitu que há "destruição" na Amazônia, mas argumentou que ela não é recente. Disse ainda que o governo pretende combatê-la, motivo pelo qual tem o vice-presidente da República na coordenação do Conselho Nacional da Amazônia.

3 perguntas que a PF deve fazer a Bolsonaro sobre acusações de interferência

  3 perguntas que a PF deve fazer a Bolsonaro sobre acusações de interferência Em paralelo, há uma disputa sobre o formato do depoimento do presidente à PF nos próximos dias, se ele será feito pessoalmente ou por escrito. O relator do caso, o ministro Celso de Mello, determinou que fosse presencial, mas a Advocacia-Geral da União recorreu. Como Celso de Mello está de licença médica, o recurso pode cair com o ministro Marco Aurélio de Mello. Marco Aurélio já afirmou que, se isso acontecer, ele levará a decisão ao plenário da Corte, o que deve alongar o processo. Historicamente, a regra sempre foi o depoimento presencial dos investigados, inclusive de presidentes da República.

Presidente de Angola João Lourenço concluiu esta sexta-feira (29.09.) a composição do novo Governo . Nove ministros mantêm as mesmas pastas do O coletivo vai passar a ter três ministros de Estado (mais um em relação ao Executivo anterior), com Manuel Nunes Júnior a acumular com o

em seu trabalho, além de relacioná-lo com outros pontos de vista. Deve ainda. defender seus resultados seguindo a ordem de trabalho proposta proporcionar que o estudante se familiarize com os termos específicos de cada área. de conhecimento e se torne mais confiante e preparado para

"Olha, vou dar aqui a minha opinião. Eu acho que nós temos que fazer isso", disse, questionado se o governo pretendia representar contra a Apib.

"A minha opinião é que nós temos que ir para cima, sim. Estamos levantando dados sobre essa articulação dos povos indígenas brasileiros. Até porque acho que eles não têm CNPJ", declarou Heleno.

"Então nós estamos buscando realmente qual é a missão deles, quais são seus verdadeiros objetivos para, se for o caso, movermos uma ação contra esse trabalho nefasto que eles fazem."

O ministro disse ter "certeza" que o advogado-geral da União, José Levi Mello, "está de olho nisso aí", referindo-se ao colega como "muito competente" e "extremamente sensato".

Segundo site da instituição, a Apib "é uma instância de aglutinação e referência nacional do movimento indígena no Brasil" e tem como missão a "promoção e defesa dos direitos indígenas, a partir da articulação e união entre os povos e organizações indígenas das distintas regiões do país".

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De acordo com Dan Ryan, consultor de aquisição de talentos e desenvolvimento pessoal, em artigo para a Revista Forbes, a tomada de decisões é algo que todos nós fazemos o tempo inteiro. “Algumas vezes, o processo pode ser quase automático, enquanto em outros, pode ser lento e pesado”, afirma.

Em uma das ações mais recentes, a articulação, aliada a seis partidos políticos, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), medidas legais imediatas pelo risco real de genocídio da população indígena.

No início de agosto a corte confirmou liminar anteriormente concedida para obrigar o governo Jair Bolsonaro a adotar medidas de contenção ao avanço da pandemia do novo coronavírus nas aldeias indígenas.

Ao lado da ativista ambiental Greta Thunberg, a líder indígena e coordenadora executiva da Apib Sonia Guajajara fez um apelo internacional de engajamento de toda a sociedade para que pressionem governos pela preservação da Amazônia e pelo respeito aos povos indígenas.

Dados da Apib desta terça-feira registram 32.818 casos confirmados, 821 indígenas mortos e 158 povos afetados pela COVID-19.

"Isso que está sendo feito pela Apib, eu disse isso em um post, é crime de lesa-pátria, eu não estou inventando. É Lei de Segurança Nacional, eu não estou inventando", afirmou o chefe do GSI na entrevista desta terça-feira.

"Esse crime, quando é praticado com o auxílio de qualquer espécie de governo, organização internacional ou grupos estrangeiros, eles agravam o problema", acrescentou.

O governo tem reforçado o discurso segundo o qual há interesses econômicos, por parte de estrangeiros, e políticos, por parte de brasileiros, para denegrir a imagem do país, principalmente a relacionada à condução nos setores ambiental e indígena.

O governo Bolsonaro é criticado por ambientalistas, que apontam seu discurso de defesa da exploração econômica da região amazônica como incentivo para a ação ilegal de madeireiros, grileiros e garimpeiros. Apontam ainda que a atual gestão federal desmontou e enfraqueceu órgãos e mecanismos de fiscalização ambiental.

Relatório mostra disparada na violência contra indígenas .
Estudo aponta intensificação e diversificação das formas de expropriação do território indígena em 2019, primeiro ano de Bolsonaro. Invasões e ataques mais que dobraram na comparação com 2018. © Reuters/U. Marcelino Paulo Paulino Guajajara, executado em novembro de 2019, no Maranhão José Maria Guajajara, de 61 anos, está com medo. Nos últimos 15 anos, 50 representantes de seu povo foram assassinados – uma média superior a três por ano. O ancião teme que a morte de seu filho Paulo Paulino Guajajara, em novembro do ano passado, no Maranhão, torne-se apenas um número.

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