Brasil Parlamentares pedem que ministro da Educação seja investigado por homofobia

22:01  24 setembro  2020
22:01  24 setembro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Volta às aulas do Colégio Militar de BH provoca reação generalizada

  Volta às aulas do Colégio Militar de BH provoca reação generalizada Escolas particulares questionam precedente aberto por decisão que reabrirá instituição federal em BH, enquanto pais se dividem e apreensão cresce entre alunos e professoresA possível retomada das aulas presenciais levanta diversas perguntas e opiniões, mas poucas respostas. A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Denise Romano, comenta sobre a longa suspensão das aulas e se posiciona contra a volta de forma não planejada. “No início da pandemia, havia um processo de negação quanto à contaminação por COVID-19 e como afetaria o país, o estado.

BRASÍLIA - Parlamentares e especialistas reagiram nesta quinta-feira, 24, à entrevista do ministro da Educação, Milton Ribeiro, ao Estadão, em que ele exime a pasta de responsabilidades sobre a volta às aulas no País e atribui a homossexualidade de jovens a "famílias desajustadas". O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) disse que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro seja investigado por homofobia. O deputado David Miranda (PSOL-RJ) pretende acionar o Ministério Público Federal pelo mesmo motivo.

Arte e Educação: Por uma reescrita coletiva do conhecimento

  Arte e Educação: Por uma reescrita coletiva do conhecimento A curadora Sepake Angiama fala sobre a importância de desaprender para reprogramar o aprendizadoSepake Angiama foi curadora de Educação da documenta 14 e tinha recém-assumido a direção artística do Institute for International Visual Art (Iniva), em Londres, quando o lockdown foi decretado na cidade. Fundado em 1994 por Stuart Hall, criador do campo dos Estudos Culturais no Reino Unido, a organização se firmou como um dos espaços mais inclusivos na cena de arte contemporânea naquele país, dedicando-se especialmente a artistas da diáspora africana e asiática.

Na entrevista, o ministro afirmou que deve revistar o currículo do ensino básico e promover mudanças em relação à educação sexual. Segundo ele, a disciplina é usada muitas vezes para incentivar discussões de gênero. “E não é normal. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, mas não concordo”, afirmou ele, que também disse ter "certas reservas" sobre a presença de professores transgêneros nas salas de aula.

Reverendo pastor Milton Ribeiro, da Igreja Presbiteriana Jardim Oração, de Santos, nomeado para ser o 4.º ministro da Educação de Jair Bolsonaro © Mackenzie/ Divulgação - 18/10/2018 Reverendo pastor Milton Ribeiro, da Igreja Presbiteriana Jardim Oração, de Santos, nomeado para ser o 4.º ministro da Educação de Jair Bolsonaro

"Meu repúdio absoluto a esse ataque preconceituoso, medieval e sórdido, que exige reação imediata das instituições democráticas!", afirmou Contarato. "Homossexualidade não é castigo nem crime. É uma forma de amar e se relacionar como qualquer outra! É requisito nesse governo de “desajustados” ser um criminoso homofóbico!", postou Miranda em seu Twitter.

Lula afirma que “depende de nós acender a luz nas trevas”

  Lula afirma que “depende de nós acender a luz nas trevas” Participou de Webinário sobre Educação. Ao lado de ganhador do Nobel da Paz. Citou legado de Paulo FreireLula fez rápida participação no evento, que contou com a presença do diretor da ICESCO (Organização do Mundo Islâmico para Educação, Ciência e Cultura) Salim M. Almalik e a diretora executiva da Global Partnership for Education Alice Albright. O ex-candidato a presidência pelo PT (Partidos dos Trabalhadores) Fernando Haddad também esteve presente no evento.

Presidente da Comissão de Educação da Câmara em 2019, o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) considerou que as declarações mostram "preconceito inconcebível". "Mentalidade atrasada e triste de se ver em uma posição tão relevante." Ele também reforça que o MEC deve atuar em cooperação com Estados e municípios para encontrar soluções sobre a pandemia. "Um problema do Brasil na educação, necessariamente, é um problema do MEC também."

Para o coordenador da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha do MEC, Felipe Rigoni (PSB-ES), a pasta tem responsabilidade de orientar o retorno às aulas e viabilizar o acesso ao internet para atividades remotas, ainda que caiba a gestores locais decidirem um calendário. "A função do MEC é coordenar esforços. A educação acontece no Estado e município, mas o ministério é o grande maestro", disse o deputado.

Adesanya desconstruído: como o dançarino resolveu dar show no octógono e se tornou o último grande herói do UFC

  Adesanya desconstruído: como o dançarino resolveu dar show no octógono e se tornou o último grande herói do UFC Adesanya desconstruído: como o dançarino resolveu dar show no octógono e se tornou o último grande herói do UFCO atual campeão dos médios é um dos maiores lutadores que o UFC já viu e tem um simples objetivo: desenhar a história. Mais além do que defender o cinturão e acumular conquistas, Adesanya quer moldar a lenda do The Last Stylebender a sua maneira.

Rigoni avalia que o ministro, na entrevista, manteve o tom já observado no MEC de usar "alguma coisa ideológica, sem evidência" como "cortina de fumaça" para esconder falhas em execuções de políticas públicas. "É irrelevante se o aluno ou professor é homossexual. MEC não tem de se meter nisso."

Presidente-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz afirma que Ribeiro erra "no campo jurídico e ético" ao retirar do MEC responsabilidades sobre organizar o retorno das aulas presenciais. "Não dá para dizer que não é problema dele. A coordenação nacional é ainda mais importante num ano pandêmico. Mesmo que não estivesse tão claro na legislação, onde está a preocupação que a gente espera das lideranças públicas?", afirmou.

Cruz também aponta "desvio grave de função" quando o ministro usa o cargo para defender pontos de vista pessoais. Para ela, este tipo de manifestação pode estimular a cultura de intolerância. "Autoriza o aluno a questionar se quer ter professor transgênero ou não, como se não fosse algo legítimo", exemplificou.

Vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e chefe da pasta no Espírito Santo, Vitor de Angelo afirma que o MEC pode ampliar o protagonismo na crise. "Assumindo papel importante no enfrentamento das desigualdades sociais", afirmou. Para ele, o ministro também "desvia o foco" ao tratar sobre orientação sexual de alunos e professores.

A ex-ministra e candidata nas últimas eleições a presidente Marina Silva (Rede) disse que o governo é "um verdadeiro condomínio de negligência, omissão e irresponsabilidade", ao compartilhar nas redes sociais a entrevista do ministro ao Estadão.

Para a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), falta "responsabilidade" a Ribeiro ao dizer que a redução na educação da desigualdade e acesso à internet não são pautas do MEC. Ela também afirmou que o chefe do MEC carece de "gana" para lutar pelo orçamento da pasta e "empatia" ao "propagar preconceito à comunidade LGBTQIA+."

Pastor é condenado a pagar R$ 100 mil por comparar gays a câncer e Aids .
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o pastor e ex-secretário, Ezequiel Cortaz Teixeira, condenado por comparar gays a doenças graves e terá que pagar uma indenização de R$ 100 mil em benefícios para a população LGBTQIA+ do Rio. Ele está sendo condenado por ter afirmado que acreditava na cura gay, comparando a homossexualidade a doenças, como câncer e Aids. © Reprodução/Instagram A indenização por danos morais deverá ser convertida em ações para o programa Rio Sem Homofobia, realizado pelo Governo do Estado.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais
usr: 1
Isto é interessante!