Brasil Mourão sinaliza ser contra inclusão de Pantanal no Conselho da Amazônia

23:10  13 outubro  2020
23:10  13 outubro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Governo Bolsonaro ainda não teve tempo de cuidar da Amazônia e do Pantanal, diz Augusto Heleno

  Governo Bolsonaro ainda não teve tempo de cuidar da Amazônia e do Pantanal, diz Augusto Heleno Para chefe do Gabinete de Segurança Institucional, floresta tropical amazônica suporta 'maus tratos'BRASÍLIA - O ministro Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que o governo Jair Bolsonaro, após 1 ano e nove meses de gestão, ainda "não teve tempo" para cuidar da Amazônia e do Pantanal. Os dois biomas sofrem com o aumento de queimadas desde o início do governo, o que gerou uma pressão internacional sobre o País. Heleno também disse que a floresta tropical amazônica suporta "maus tratos".

BRASÍLIA - O vice-presidente Hamilton Mourão indicou nesta terça-feira, 13, que é contra a inclusão do Pantanal no âmbito do Conselho Nacional de Amazônia. Por conta do aumento do número de incêndios registrados neste ano, parlamentares articulam para que o Pantanal também faça parte do guarda-chuva da iniciativa coordenada por Mourão. Para ele, entretanto, a preservação do bioma deve ser competência do Ministério do Meio Ambiente "porque é uma questão de preservação ambiental".

Mourão diz que críticas a ação ambiental do Brasil são ideológicas e miram Bolsonaro

  Mourão diz que críticas a ação ambiental do Brasil são ideológicas e miram Bolsonaro Mourão diz que críticas a ação ambiental do Brasil são ideológicas e miram BolsonaroBRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira que as operações de comando e controle na floresta amazônica serão mantidas sem interrupções até o final de 2022 e avaliou que o Brasil vem sendo alvo de críticas na área ambiental internacionalmente, por causa de um ataque ideológico ao presidente Jair Bolsonaro.

Mourão, contudo, destacou que cumprirá a decisão que for tomada quanto a inclusão ou não do bioma no Conselho. "A Amazônia é Amazônia, o Pantanal é o Pantanal, mas tudo depende das decisões que forem tomadas. A gente cumpre a decisão que for tomada", disse, na chegada à vice-presidência.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão © Dida Sampaio/Estadão O vice-presidente da República, Hamilton Mourão


Na visão do vice-presidente, os dois biomas brasileiros são distintos. Segundo ele, o debate relacionado à Amazônia inclui ações de desenvolvimento para a região. "Eu acho que a questão do Pantanal é um questão que em termos de tamanho é mais simples do que a Amazônia. É mais uma questão ligada à preservação. A Amazônia tem outras questões, principalmente de desenvolvimento. São duas áreas bem distintas", afirmou.

"Governo Bolsonaro lidou muito bem com a pandemia", diz Mourão

  À DW, vice-presidente afirma que o Brasil está fazendo um bom trabalho contra a covid-19, apesar dos quase 150 mil mortos, que a relação entre os Poderes está "cada vez melhor" e que Ustra foi um "homem de honra".Em entrevista ao programa de TV Conflict Zone, da DW, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que no Brasil "está tudo ok", apesar do aumento das queimadas da Amazônia e no Pantanal, da epidemia de covid-19 e da forte polarização política.

Comissão

Hoje o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública no âmbito da Comissão Temporária do Pantanal, que acompanha os incêndios na região. O ministro deve prestar esclarecimentos sobre as queimadas recordes registradas neste ano e que já superam em 82% o total de focos observados ao longo de todo o ano passado no bioma, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Durante a audiência, os senadores também devem intensificar as discussões sobre a inclusão do Pantanal, até 2025, nas atribuições do Conselho liderado por Mourão. A indicação foi aprovada oficialmente no colegiado na semana passada e também passará pela análise do Plenário do Senado.

O Estadão mostrou ainda que a comissão planeja apresentar o pedido de inclusão do bioma pessoalmente ao presidente Jair Bolsonaro nas próximas semanas.

O órgão foi criado pelo governo para lidar com ações contra queimadas e desmatamento na Amazônia Legal (região que abarca nove Estados com presença da floresta).


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