Brasil Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade

14:50  18 outubro  2020
14:50  18 outubro  2020 Fonte:   poder360.com.br

Partido Republicano instala urnas falsas na Califórnia

  Partido Republicano instala urnas falsas na Califórnia Justiça ordenou retirada de urnas postas nas cidades do estado    A denúncia por tentativa de enganar eleitores foi divulgada neste domingo (12) pelo jornal "The New York Times" neste domingo (12).

Quando os bolivianos forem às urnas neste domingo (18/10) para eleger um novo governante e um novo Parlamento, o ex-presidente Evo Morales não A Bolívia vive um período de turbulência e instabilidade política desde a eleição presidencial do ano passado. Morales, acusado de fraudar a

De acordo com as últimas pesquisas, a disputa pela presidência na Bolívia será acirrada. O socialista Evo Morales, atual presidente, está em busca do quarto

Cego em meio à multidão sem máscara na Bolívia. Segundo estudos, mais pobres são mais atingidos pela crise econômica causada pela pandemia que o próprio coronavírus © Gaston Brito/dpa/picture-alliance Cego em meio à multidão sem máscara na Bolívia. Segundo estudos, mais pobres são mais atingidos pela crise econômica causada pela pandemia que o próprio coronavírus

Quando os bolivianos forem às urnas neste domingo (18.out.2020) para eleger 1 novo governante e um novo Parlamento, o ex-presidente Evo Morales não aparecerá nas cédulas de votação. Será a primeira eleição sem sua participação desde 1997, ou seja, em mais de duas décadas.

Exilado na Argentina, Morales escolheu seu ex-ministro e aliado próximo Luis Arce como candidato do partido Movimento para o Socialismo (MAS) à presidência da Bolívia.

Bolívia, o país mais indígena da América Latina

  Bolívia, o país mais indígena da América Latina A Bolívia, que realiza eleições gerais neste domingo, é o país latino-americano com a maior proporção de indígenas e um dos mais pobres, apesar de suas grandes reservas de gás natural e lítio. O país tem a segunda reserva de gás mais importante da América Latina, atrás apenas da Venezuela; as primeiras reservas de lítio do mundo e importantes depósitos de metal (ferro, cobre, estanho). A Bolívia multiplicou os acordos de investimentos com o exterior, especialmente com a China, para a exploração de gás natural e principalmente de lítio, do qual espera se tornar o quarto maior produtor mundial. Com 25.

No domingo 20 de novembro de 2019 imigrantes bolivianos que moram no estado de SP acudiram às urnas para eleger seu novo presidente. Famílias de imigrantes

Sob comando interino, Bahia enfrenta o Internacional em busca de estabilidade. Apartamentos de Jackie Chan em Pequim são apreendidos e vão a leilão. Em fevereiro de 2016, Morales perdeu nas urnas um referendo sobre a possibilidade de reeleição.

Falando em 1 evento de campanha em Santa Cruz nesta semana, Arce prometeu que o partido de Morales retornaria ao poder: “Eles puxaram uma arma para nós e nos forçaram a deixar o cargo, mas vamos voltar“. Pesquisas de opinião mostram que entre 30% e 40% dos bolivianos querem ver o MAS governando o país novamente.

Muitos integrantes de povos indígenas, agricultores e moradores mais pobres das cidades da Bolívia acumulam esperanças de que o partido poderia tirar a nação da crise gerada pela pandemia de covid-19 e trazer a economia de volta aos trilhos.

Mas uma parte considerável dos bolivianos ficou totalmente desiludida com a legenda, suas tendências autoritárias e o nepotismo em suas fileiras. Eles odiariam ver o retorno de Morales, que dizem ter apoiado os agricultores que plantam folha de coca.

ONU, União Europeia e Igreja pedem que bolivianos votem em paz

  ONU, União Europeia e Igreja pedem que bolivianos votem em paz A ONU, a União Europeia e a Igreja Católica pediram que os bolivianos votem em paz no domingo nas eleições presidenciais para evitar a repetição dos atos de violência que deixaram o país em luto, após as eleições anuladas de 2019. Além disso, a ONU fez outro apelo junto aos bispos católicos bolivianos e à União Europeia, que enviou uma missão de observação eleitoral ao país, que pede aos líderes políticos locais para "evitar a violência duranteO esquerdista Luis Arce, afilhado político de Evo Morales, e o ex-presidente de centro Carlos Mesa são os candidatos com mais chances de vencer as eleições, depois de uma campanha marcada pela polarização entre seguidores e críticos do ex-presidente aimara, agora refugiado na Argentina.

O estado boliviano foi fundado sob o nome de República Bolívar em homenagem a seu libertador Foram outorgados ao Chile diversos direitos alfandegários e concessões de exploração mineral a O tradicionalmente forte executivo, no entanto, tende a deixar na sombra o Congresso, cujo papel está

Já Haddad foi prejudicado pelo forte sentimento antipetista e pela imagem de "poste" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi impedido pela Justiça Eleitoral de O petista ainda agradeceu aos apoiadores que foram às ruas em defesa de sua candidatura."Sobretudo na última semana vimos a

Se o MAS vencer a eleição, não haverá misericórdia para a oposição“, diz Alejandro Colanzi, ex-parlamentar opositor e professor universitário.

Caos político na Bolívia

A Bolívia vive 1 período de turbulência e instabilidade política desde a eleição presidencial do ano passado. Morales, acusado de fraudar a votação, foi forçado a renunciar pelo Exército boliviano. Ele foi sucedido por 1 governo provisório conservador chefiado por Jeanine Áñez, que, apegada ao poder, adiou a eleição geral mais de uma vez devido à pandemia de coronavírus.

O pleito deste domingo visa finalmente trazer a estabilidade de volta ao país. Mas Maria Teresa Zegada, socióloga da Universidade de Cochabamba, duvida que isso aconteça. “O MAS está ameaçando não reconhecer 1 resultado eleitoral vantajoso”, afirma.

A especialista argumenta que, se a oposição boliviana vencer, ela será “permanentemente confrontada com a pressão de movimentos sociais, que são controlados pelo MAS”. Zegada acredita que a Bolívia poderia, então, se afundar numa instabilidade política de longo prazo, como não se vê desde os anos 1990.

Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade

  Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade Bolívia realiza sua primeira eleição presidencial sem a participação de Evo Morales em mais de duas décadas. Muitos esperam que pleito ajude o país a superar de uma vez o caos político – mas isso é muito pouco provável. © Juan Karita/AP Images/picture-alliance Candidato de Morales, Luis Arce lidera as intenções de voto na Bolívia Quando os bolivianos forem às urnas neste domingo (18/10) para eleger um novo governante e um novo Parlamento, o ex-presidente Evo Morales não aparecerá nas cédulas de votação. Será a primeira eleição sem sua participação desde 1997, ou seja, em mais de duas décadas.

Live: Bolsonaro, o ataque às liberdades, a soberania nacional ameaçada e a instabilidade política.

Bolivianos que vivem em São Paulo vão às urnas em escola do Brás votar para presidente — Foto: Rafaela Putini/G1. O atual presidente da Bolívia, Evo Morales, foi o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais daquele país realizada com os eleitores bolivianos que vivem no

As empresas, em particular, estão preocupadas com a perspectiva de manutenção da turbulência política. “Precisamos de estabilidade para poder fazer planos, e precisamos que o Estado apoie as empresas privadas em vez de dificultar as coisas para elas”, diz Pedro Colanzi, do Instituto Boliviano de Comércio Exterior, sediado em Santa Cruz. A cidade abriga 30% de toda a população da Bolívia e é responsável por mais de 1/3 de seu produto interno bruto (PIB).

A Bolívia é 1 país profundamente polarizado quando se trata de poder econômico e político, uma situação agravada pelas contínuas tensões entre a população indígena e não indígena. Juntos, esses fatores tornam governar o país algo muito desafiador.

Oposição dividida

Se o MAS vencer, podemos enfrentar 1 autoritarismo –mas a oposição cometeu erros também e falhou em aproveitar uma grande oportunidade [que foi ocupar o poder]”, diz o ex-parlamentar Alejandro Colanzi.

Muitos bolivianos estão decepcionados com a presidente interina Áñez e seus aliados, que se envolveram em escândalos de corrupção e manifestaram sentimentos religiosos extremistas e calúnias raciais. Áñez, por exemplo, chegou a se referir aos povos indígenas do país como “selvagens“.

Bolívia vai às urnas em primeira eleição sem Evo Morales em duas décadas

  Bolívia vai às urnas em primeira eleição sem Evo Morales em duas décadas Os 7,3 milhões de bolivianos convocados para comparecerem às urnas começaram a votar neste domingo (18), para eleger um presidente e vice. A votação acontece quase um ano depois da renúncia do líder indígena Evo Morales, em meio a uma convulsão social decorrente de denúncias de fraude eleitoral. O pleito, no qual disputam os favoritos de Luis Arce – do partido Movimento ao Socialismo (MAS), de Morales – e o centrista e ex-presidente Carlos Mesa (2003-2005), começou oficialmente às 8h locais (9h em Brasília) e vai durar nove horas.A votação será mais longa do que a de 2019, devido às medidas sanitárias adotadas para prevenir a propagação da covid-19.

Узнать причину. Закрыть. Centrão - Os donos da Instabilidade . Chave de Cérebro. Загрузка Carlos Andreazza analisa a parceria entre Bolsonaro e o Centrão, sob critérios bolsonaristas - Продолжительность: 9:20 Reinaldo Azevedo: Bolsonaro vai às compras para barrar impeachment.

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Muitos acreditam que ela e seus ministros se preocupam apenas com seu ganho pessoal, em acertar contas e desfazer as políticas sociais de Evo Morales.

A oposição do país, entretanto, está dividida. O moderado professor universitário Carlos Mesa, que deverá receber cerca de 30% dos votos, segundo apontam pesquisas de opinião, é apoiado pela classe média urbana liberal da Bolívia.

Já a elite conservadora e empreendedora torce pelo populista de direita Luis Fernando Camacho, projetado para levar 15% dos votos neste domingo. Alguns pediram que Camacho desistisse da corrida para aumentar as chances de Mesa, mas o populista rechaça a ideia, em meio às animosidades entre ele e o professor.

Enquanto isso, o candidato Luis Arce provavelmente se beneficiará de uma oposição dividida. De acordo com as leis eleitorais da Bolívia, ele só precisa de 40% dos votos –e uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado – para vencer no primeiro turno.

O cientista político Diego von Vacano está convencido de que o candidato do MAS seria bom para o país neste momento: “Arce não é como Morales; é 1 tecnocrata cosmopolita e a única garantia de que a Bolívia não vai voltar ao neoliberalismo e privatizar suas reservas de lítio“, afirma.

Preocupações com o futuro

Independente de quem vencer as eleições neste domingo, governar a Bolívia será 1 desafio. “O MAS tem uma ala reformista que apoia o vice-presidente David Choquehuanca em vez de Arce e Morales, então tensões são inevitáveis“, diz a socióloga Zegada.

Carlinhos lamenta após nova derrota do Vasco: 'Semana difícil para nós'

  Carlinhos lamenta após nova derrota do Vasco: 'Semana difícil para nós' Há 35 dias sem vencer, Cruz-Maltino perdeu para o Inter neste domingo, no Beira-RioA partida foi a última antes de Ricardo Sá Pinto assumir o comando da equipe. O treinador esteve presente no Beira-Rio, com sua comissão técnica, e viu a derrota do Vasco, a quarta em sequência. Em entrevista ao Canal Premiere após o fim da partida, o meia Carlinhos comentou sobre a fase atual do clube e a chegada do novo treinador.

Roger Cortez, especialista em socioeconomia, também prevê problemas à frente. “O MAS propaga 1 modelo econômico baseado no capitalismo de Estado e na exploração de recursos naturais“. Além disso, afirma ele, “a pandemia empurrou entre 1 e 2 milhões de bolivianos de volta à pobreza”.

Cortez também não acredita que a agricultura de corte e queima e as plantações geneticamente modificadas na planície boliviana sejam sustentáveis.

Mesa prometeu uma nova abordagem econômica, mas foi vago nos detalhes. De qualquer forma, será difícil formar maiorias num Parlamento tão fragmentado.

Muitos bolivianos, portanto, estão bastante pessimistas quanto ao futuro. Uma pesquisa online conduzida pela Fundação Friedrich Ebert, da Alemanha, apontou que 78% dos entrevistados veem a situação da Bolívia piorando, e 57% esperam o fim da violência após as eleições. Enquanto isso, impressionantes 80% se disseram preocupados com a economia e pobreza crescente.

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Centenas de bolivianos protestam contra o triunfo de Arce .
Centenas de bolivianos se manifestaram nesta terça-feira (20) na cidade de Santa Cruz, reduto do candidato de direita Luis Fernando Camacho, em rejeição à eleição do esquerdista Luis Arce para a presidência do país. Algumas dezenas de pessoas também protestaram nesta terça-feira em frente à sede do Tribunal Eleitoral da região central da cidade de Cochabamba, denunciando uma suposta "fraude" nas eleições vencidas pelo candidato de esquerda. Arce, herdeiro político de Morales, venceu as eleições com mais de 53% dos votos, superando o ex-presidente centrista Carlos Mesa, com 29%, e Camacho, com 14%, segundo a contagem oficial que avançou lentamente nesta terça

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