Brasil Como será a primeira eleição na Bolívia após renúncia de Evo Morales?

15:41  18 outubro  2020
15:41  18 outubro  2020 Fonte:   bbc.com

Bolívia volta às urnas atingida por pandemia e crise econômica

  Bolívia volta às urnas atingida por pandemia e crise econômica Os bolivianos elegem um novo presidente, neste domingo (15), nas primeiras eleições em duas décadas sem Evo Morales como candidato, embora sua figura tenha alimentado a polarização em uma campanha tensa marcada pela pandemia e pela deterioração econômica. Há exatamente um ano, mais de sete milhões de bolivianos votaram em uma eleição em que Morales, o primeiro presidente indígena e de esquerda, buscava uma terceira reeleição. Acusações de fraudeHá exatamente um ano, mais de sete milhões de bolivianos votaram em uma eleição em que Morales, o primeiro presidente indígena e de esquerda, buscava uma terceira reeleição.

Evo Morales renunciou no dia 10 de novembro de 2019. Cerca de 3 meses depois, está morando na Argentina e a Bolívia tem uma presidente interina enquanto

Evo Morales , agora ex-presidente da Bolívia , renunciou ao poder após forte pressão popular e das forças armadas.

Era quase meia-noite de 20 de outubro de 2019, data em que foram realizadas as últimas eleições nacionais da Bolívia, e o país ainda não sabia se Evo Morales permaneceria na Presidência.

A Bolivia teve muitos protestos populares no último ano © Getty Images A Bolivia teve muitos protestos populares no último ano

Um ano depois do cancelamento daquela polêmica eleição, os bolivianos voltam às urnas neste domingo para decidir quem será o primeiro presidente eleito após os quase 14 anos de governo de Morales e após o mandato interino de Jeanine Áñez.

Morales renunciou em 10 de novembro em meio a uma mobilização social que, somada ao motim de grande parte dos policiais bolivianos e ao pedido de renúncia feito pelas Forças Armadas, acabou por destituí-lo do poder.

Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade

  Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade Bolívia realiza sua primeira eleição presidencial sem a participação de Evo Morales em mais de duas décadas. Muitos esperam que pleito ajude o país a superar de uma vez o caos político – mas isso é muito pouco provável. © Juan Karita/AP Images/picture-alliance Candidato de Morales, Luis Arce lidera as intenções de voto na Bolívia Quando os bolivianos forem às urnas neste domingo (18/10) para eleger um novo governante e um novo Parlamento, o ex-presidente Evo Morales não aparecerá nas cédulas de votação. Será a primeira eleição sem sua participação desde 1997, ou seja, em mais de duas décadas.

Evo Morales renunciou à presidência da Bolívia , neste domingo (10), depois de quase três semanas de protesto. A situação ficou insustentável depois que o exército mudou de lado e pediu a renúncia dele. Para assistir ao conteúdo na íntegra, acesse o PlayPlus.com.

Renuncia Evo Morales como presidente de Bolivia - Продолжительность: 55:02 Noticieros Televisa 301 550 просмотров. Bolsonaro atende telefonema de Zambelli e critica Alexandre de Moraes | AQUI NA BAND - Продолжительность: 10:58 Aqui na Band 922 680 просмотров.

  • Che Guevara: a inédita homenagem na Bolívia a militares da operação que matou o guerrilheiro
  • Brasileiro secretário da OEA para direitos humanos é demitido às vésperas de relatório sobre milícias e ataques a minorias no Brasil

Depois um ano marcado pela pandemia do coronavírus, as eleições deste domingo chegam com o partido fundado por Morales, o Movimento pelo Socialismo (MAS), como favorito nas pesquisas, com o candidato Luis Arce Catacora.

Catacora foi Ministro da Economia e Finanças de Morales por quase todo seu mandato (exceto por dois anos devido ao câncer) e lidera as intenções de voto, mas em uma situação bem diferente da época em que a vitória do MAS era garantida com mais de 60% dos votos.

Luis Arce Catacora, ex-ministro de Evo, agora é o favorito nas pesquisas © Getty Images Luis Arce Catacora, ex-ministro de Evo, agora é o favorito nas pesquisas

As pesquisas de opinião na Bolívia colocam em segundo lugar Carlos Mesa, ex-presidente e jornalista que, desde 2019, se tornou o maior adversário do MAS. E em terceiro lugar vem Luis Fernando Camacho, conhecido como o "Bolsonaro boliviano" e um dos líderes da revolta que contribuiu para a queda de Morales.

Quem é Luis Arce, ex-ministro de Morales apontado por projeções como novo presidente da Bolívia

  Quem é Luis Arce, ex-ministro de Morales apontado por projeções como novo presidente da Bolívia 'Cérebro' das reformas econômicas promovidas por Evo Morales, Luis Arce Catacora acompanhou ex-presidente durante boa parte de seus 14 anos de mandato.De acordo com o resultado preliminar, Luis Arce Catacora, que é ex-ministro da Economia, teria obtido ampla vantagem, de mais de 52% dos votos contra 31% de seu principal adversário, o ex-presidente Carlos Mesa.

VAMOS MOSTRAR O QUE A TV NÃO MOSTRA!! Após 13 anos no poder, Evo Morales renuncia à Presidência O povo vai para as ruas e pede intervenção militar na

Evo Morales habla tras renunciar a la Presidencia de Bolivia - Продолжительность: 12:51 T13 510 983 просмотра. Bolivianos celebran en las calles renuncia de Evo Morales - Las Noticias - Продолжительность: 10:53 Noticieros Televisa Recommended for you.

O que aconteceu nas últimas eleições?

Morales renunciou à presidência 21 dias após as eleições do ano passado, em meio a uma onda de protestos de rua acusando-o de fraudes eleitorais.

Uma auditoria realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou que havia ocorrido irregularidades nas votações e que os resultados não eram confiáveis.

No entanto, a OEA não constatou ocorrência de fraudes, e diversos estudos acadêmicos em 2020 analisaram o método utilizado pela entidade e chegaram à conclusão que as análises da organização estavam incorretas.

No entanto, a auditoria da OEA continua sendo um dos principais argumentos dos detratores de Morales que o acusam de trapacear nas eleições de 2019.

Uma missão de observadores da União Europeia chegou a propor a realização de um segundo turno. Ambos os eventos multiplicaram a suscetibilidade e a crise política da época.

Tensão cresce à espera de resultados na Bolívia e com cobrança de Evo Morales

  Tensão cresce à espera de resultados na Bolívia e com cobrança de Evo Morales Resultados oficiais só serão conhecidos a partir desta segunda-feira. 35.000 policiais e militares foram mobilizados para garantir a segurança pela polarização social no paísApoie nosso jornalismo. Assine o EL PAÍS clicando aqui.

Confira trecho do pronunciamento de Evo Morales que renunciou ao governo da Bolívia após golpe militar. Estamos renunciando , estou renunciando justamente para que minhas irmãs e meus irmãos, dirigentes, autoridades do Movimento ao Socialismo (MAS) não sigam sendo hostilizados

Depois de enfrentar protestos cada vez mais violentos por conta de possível fraude nas eleições, # EvoMorales renunciou ao cargo de presidente da # Bolívia neste domingo, 20 de novembro. Ele era o chefe de estado a mais tempo no poder na #AméricaLatina, foi eleito pela primeira vez em 2005 e

Em 10 de novembro, horas depois dos resultados preliminares dessa auditoria da OEA, Morales renunciou à Presidência, denunciando ter sido vítima de um golpe.

Dois dias depois, Jeanine Áñez assumiu, e sua posse foi endossada pelo Tribunal Constitucional da Bolívia. Menos de 48 horas após a saudação do Palácio do Governo, ela disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, que seu principal objetivo era convocar novas eleições e que não concorreria nelas.

Porém, em janeiro deste ano, ela tomou uma decisão contrária e decidiu ser candidata, em uma época em que as pesquisas lhe davam altos índices de aprovação.

Jeanine Áñez assumiu a Presidência em novembro © Getty Images Jeanine Áñez assumiu a Presidência em novembro

Áñez acabou renunciando à candidatura no final de setembro, diante do seu fraco desempenho nas pesquisas. Ela disse ter feito isso para que "Evo não voltasse".

Decisão semelhante foi tomada por dois outros partidos políticos que retiraram suas candidaturas menos de duas semanas antes das eleições.

Durante o governo de transição, foram tomadas decisões que iam além do restabelecimento de um mandato constitucional. Por exemplo, grande parte do serviço diplomático foi alterado, e as relações com países como Cuba e Venezuela foram rompidas.

Curar feridas e superar a crise: os desafios de Arce na Presidência da Bolívia

  Curar feridas e superar a crise: os desafios de Arce na Presidência da Bolívia Após sua esmagadora e inesperada vitória eleitoral, o esquerdista Luis Arce deverá enfrentar a crise econômica e curar as feridas de uma Bolívia polarizada pela convulsão social que acabou com o governo de Evo Morales em 2019. A eleição deste domingo transcorreu em um clima de paz, embora não isenta de temores a que se repetissem os distúrbios que deixaram mais de 30 mortos em 2019, depois da contestada votação, posteriormente anulada, na qual Morales obteve uma nova reeleição."É preciso curar as feridas dos bolivianos, embora não vá ser um processo tão automático", disse à AFP a cientista política Maria Teresa Zegada, da Universidade Mayor de San Simón.

Juan Evo Morales Ayma (Orinoca, 26 de outubro de 1959), é um político boliviano. Foi presidente da Bolívia por três mandatos consecutivos, de 2006 a 2019. Líder sindical dos cocaleros - agricultores que cultivam a planta da Coca, cuja folha é utilizada em chás, mascada

Renuncia el presidente de Bolivia , Evo Morales , tras casi 14 años en el poder - Продолжительность: 3:24 AGENCIA EFE 81 510 просмотров. #AOVIVO - 20 Minutos URGENTE BOLÍVIA : O que significa o golpe militar contra Evo Morales na Bolívia ?

E as mudanças dos titulares de cargos governamentais foram constantes e não foram livres de escândalos de corrupção.

Sindicatos e organizações camponesas pedem por eleições desde a saída de Evo © Getty Images Sindicatos e organizações camponesas pedem por eleições desde a saída de Evo

Foi golpe ou não foi golpe?

Desde a renúncia de Morales, a controvérsia sobre se sua saída foi um golpe ou não está no centro da polarização política no país.

"Golpe" é uma das palavras que o ex-presidente repete com insistência, e seus seguidores o apoiam. Morales agora está na Argentina, depois de ter ido inicialmente para o México e passado por Cuba.

Morales foi encurralado a tal ponto que o anúncio de sua renúncia foi feito no Chapare (centro da Bolívia), onde sempre foi invencível nas urnas.

Com milhares de seus seguidores em estado de alerta, ele afirmou que a Polícia e os militares o abandonaram e garantiu que o golpe contra ele tinha sido bem sucedido.

Poucos dias antes houve um grande motim policial, e nas horas antes de sua queda as Forças Armadas "sugeriram" que ele se afastasse.

A maior central sindical do país também pediu sua renúncia, e os protestos contra ele se mantiveram intensos por três semanas, deixando cidades como La Paz e Santa Cruz paralisadas.

O papel das Froças Armadas na saída de Morales é questionado © Getty Images O papel das Froças Armadas na saída de Morales é questionado

Sebastián Michel, ex-vice-ministro de Morales e agora porta-voz da campanha de Catacora, enumera diferentes razões que ele diz terem resultado no sucesso do que ele chama de golpe contra o ex-presidente.

Luis Arce, virtual eleito na Bolívia, sobre Evo Morales: 'É bem-vindo, mas isso não quer dizer que estará no governo'

  Luis Arce, virtual eleito na Bolívia, sobre Evo Morales: 'É bem-vindo, mas isso não quer dizer que estará no governo' Em entrevista à BBC, o candidato apontado como vencedor da eleição presidencial boliviana sinalizou para a formação de um governo sem o ex-presidente, de quem foi ministro.As projeções dos resultados das pesquisas eleitorais na Bolívia dão a Arce a vitória na disputa pela Presidência do país. Ao final da votação de domingo (18/10), a boca de urna do instituto de pesquisas Cies Mori e do consórcio Tu Voto apontavam que Arce terá estimados 52% dos votos.

"Foi uma conspiração política em que subornos foram feitos a comandantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional. Não é um golpe de todos os militares, mas de alguns comandantes", disse ele à BBC News Mundo.

Michel acredita que o ocorrido causou uma perda significativa da legitimidade dos militares perante a sociedade boliviana e que por isso "são repudiados na rua".

"Um elemento central é que as Forças Armadas não podem pedir a renúncia de um governo. É o mesmo que se você estivesse na rua e um ladrão com uma arma se aproximasse de você e pedisse sua carteira. Quando você a entrega, não é uma transferência voluntária, ele está roubando você", acrescenta.

O porta-voz inclui entre seus argumentos a polêmica sucessão presidencial que levou Áñez ao poder e as mortes ocorridas nos dias após a renúncia de Morales, que ainda não foram esclarecidas.

Apoiadores de Evo lamentaram sua renúncia em 2019 © Getty Images Apoiadores de Evo lamentaram sua renúncia em 2019

'Recuperação da democracia'

Muito diferente da leitura do porta-voz do partido de Evo Morales é a opinião de Javier Issa, atual vice-ministro do Regime do Interior da Bolívia.

"A sucessão foi constitucional. Em nenhum momento houve golpe. Há renúncias expressas do ex-presidente, do ex-vice-presidente e do ex-presidente do Senado", diz à BBC News Mundo.

Issa acrescenta que o que aconteceu há um ano foi um ato de "recuperação da democracia", já que, diz ele, o MAS havia "criado um esquema para governar por muito mais tempo".

"Não havia independência de poderes quando o senhor Morales era presidente. Todos os poderes e instituições estavam a serviço do caudilho", afirma.

Evo Morales deixa a Argentina rumo à Venezuela

  Evo Morales deixa a Argentina rumo à Venezuela O ex-presidente boliviano Evo Morales, refugiado na Argentina, viajou na sexta-feira (23) de forma repentina para a Venezuela. Ele embarcou em um avião da companhia estatal venezuelana Conviasa, colocado à disposição pelo regime de Nicolás Maduro. Paralelamente, em La Paz, o Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia anunciou oficialmente a vitória do presidente eleito, Luis Arce, por 55,1% dos votos no primeiro turno. Márcio Resende, correspondente em Buenos AiresO ex-líder boliviano partiu da Argentina com destino à Venezuela sem anúncio prévio e sem que se saiba por quanto tempo ficará fora do país onde está refugiado.

Issa afirma que durante os 14 anos de governo de Evo, foram "montados" processos contra todos os adversários políticos. "Eles judicializaram a política", conclui.

Morales foi da Bolívia para o México após renunciar © Reuters Morales foi da Bolívia para o México após renunciar

Violência

Mais de vinte pessoas morreram nos conflitos sociais que eclodiram após a renúncia de Morales, e o governo Áñez é questionado por isso.

Também ocorreram pelo menos duas mortes antes da renúncia do ex-presidente, mas os organismos internacionais observam uma diferença: as forças de segurança do Estado participaram dos eventos subsequentes.

"Há fortes indícios de uso excessivo e desproporcional da força dos militares e da polícia. Por isso, nosso apelo é esclarecer esses fatos", disse María José Veramendi, pesquisadora da Anistia Internacional para a América do Sul.

A especialista coordenou uma equipe que fez trabalho de campo junto aos familiares das vítimas, autoridades judiciárias e governamentais. Ela aponta que um decreto presidencial que na época isentava as Forças Armadas de responsabilidade criminal é "uma violação de direito internacional".

"Infelizmente, no período em que vigorou, ocorreram as mortes", acrescenta.

Veramendi lembra, no entanto, que também durante o mandato de Morales e seus antecessores também ocorreram violações de direitos humanos.

"Todos devem ser investigados e punidos. Em nosso relatório, afirmamos expressamente que certas ações ocorreram antes das eleições de 20 de outubro de 2019. Por isso, a crise de impunidade no país deve ser enfrentada", afirma.

E o coronavírus?

Menos de cinco meses depois do terremoto político que atingiu a Bolívia, o coronavírus chegou ao país e mudou tudo.

As eleições para escolher o sucessor de Morales aconteceriam no início de maio, depois foram adiadas para agosto e, finalmente, serão realizadas em 18 de outubro de 2020.

Evo Morales descarta participação no novo governo da Bolívia

  Evo Morales descarta participação no novo governo da Bolívia O ex-presidente socialista Evo Morales se prepara para retornar à Bolívia, depois de um ano no exílio, mas descarta qualquer participação no governo do seu afilhado político, Luis Arce, e garante que se dedicará à atividade sindical e à piscicultura. Um ano depois dessas eleições, o ex-presidente afirma que "o povo não se enganou ao pedir a continuidade (do seu governo)".Ainda sem a data de posse da Arce e do vice-presidente eleito David Choquehuanca, Morales disse nesta segunda-feira em entrevista à AFP por vídeo que a Confederação Única dos Trabalhadores Camponeses da Bolívia será a instituição que decidirá o dia do seu retorno.

A quarentena e as restrições para evitar contágios significaram um golpe terrível para a economia do país e para a situação financeira dos bolivianos.

A principal reivindicação dos apoiadores de Morales era a realização das eleições o mais rápido possível para "redirecionar o país". Mas, com a covid-19, a batalha política se concentrou nas responsabilidades pela emergência sanitária.

A atual governo diz que Morales deixou uma herança de pouco investimento em saúde, enquanto apoiadores do ex-presidente dizem que governo Áñez está sendo incompetente no enfrentamento da crise de saúde e da crise econômica.

E agora?

Morales não deixou de ser uma referência na política boliviana e sua influência está longe de desaparecer.

Em uma de suas falas públicas mais recente, ele afirmou que, se seu partido vencer as eleições, "no dia seguinte" ele estará de volta à Bolívia.

Porém, vários dirigentes sindicais e agricultores que acreditam que é hora de virar a página e construir novas lideranças.

Mesmo o candidato de seu partido repete que será ele quem governará a Bolívia em caso de vitória, e não o ex-presidente.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

https://www.youtube.com/watch?v=bGUzPH96N6w

https://www.youtube.com/watch?v=yPSp_TLz_ug

https://www.youtube.com/watch?v=D7rQLzAbEWs

Evo Morales descarta participação no novo governo da Bolívia .
O ex-presidente socialista Evo Morales se prepara para retornar à Bolívia, depois de um ano no exílio, mas descarta qualquer participação no governo do seu afilhado político, Luis Arce, e garante que se dedicará à atividade sindical e à piscicultura. Um ano depois dessas eleições, o ex-presidente afirma que "o povo não se enganou ao pedir a continuidade (do seu governo)".Ainda sem a data de posse da Arce e do vice-presidente eleito David Choquehuanca, Morales disse nesta segunda-feira em entrevista à AFP por vídeo que a Confederação Única dos Trabalhadores Camponeses da Bolívia será a instituição que decidirá o dia do seu retorno.

usr: 2
Isto é interessante!