Brasil França homenageia professor decapitado

02:26  22 outubro  2020
02:26  22 outubro  2020 Fonte:   dw.com

França: Professor decapitado foi denunciado por pais revoltados com exibição de caricaturas

  França: Professor decapitado foi denunciado por pais revoltados com exibição de caricaturas A classe política e educacional francesa amanhece estarrecida neste sábado (17), após a decapitação de um professor de história que exibiu caricaturas de Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão, nos arredores de Paris. O crime, tratado como terrorista islamita pelas autoridades francesas, ocorreu na tarde desta sexta-feira (16) em plena rua, a 300 metros da escola onde a vítima ensinava história e geografia. A exibição dasA exibição das caricaturas durante a aula, na semana passada, havia causado indignação de alguns pais. Um deles chegou a tentar prestar queixa contra o professor e postou um vídeo no YouTube para denunciar a postura em classe.

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Imans homenagearam Samuel Paty na mesquita de Drancy, perto de Paris.

Em cerimônia, Macron diz que docente de História, assassinado por mostrar caricatura de Maomé, foi morto por ensinar alunos a serem cidadãos e ressalta que país não renunciará a ilustrações.

Macron participou de homenagem a Samuel Paty © Francois Mori/Pool/Reuters Macron participou de homenagem a Samuel Paty

A França homenageou nesta quarta-feira (21/10) o professor que foi decapitado num subúrbio de Paris, após mostrar uma caricatura do profeta islâmico Maomé em sala de aula. Na cerimônia solene, na Universidade Sorbonne, o professor recebeu a título póstumo a Legião de Honra, a condecoração francesa mais importante.

"Samuel Paty foi morto porque os islamistas querem o nosso futuro e sabem que com heróis silenciosos como ele nunca o terão", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, durante a cerimônia. "Defenderemos o laicismo. E a liberdade que ensinava tão bem. Não renunciaremos a caricaturas ou ilustrações", acrescentou.

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Um pouco por toda a França são esperadas este domingo manifestações contra o horror e em homenagem ao professor decapitado na sexta-feira, por mostrar aos seus alunos caricaturas de Maomé, e pelo qual 11 pessoas estão detidas. Os responsáveis dos principais partidos políticos, associações e sindicatos vão manifestar-se este domingo, às 15h00 (14h00, em Lisboa), em Paris e em em outras cidades incluindo Lyon, Toulouse, Estrasburgo, Nantes, Marselha, Lille e Bordéus.

França homenageia professor decapitado . 2020-10-21. VEJA TAMBÉM. 14. “Je suis Samuel”: franceses enchem as ruas para protestar morte de professor decapitado . 19.

Macron afirmou ainda que Paty foi morto por "covardes porque encarnou a República" e "porque decidiu ensinar aos seus alunos a se transformaram em cidadãos, assumir os seus deveres e a liberdade para os exercer".

Professor recebeu a título póstumo a Legião de Honra © Francois Mori/Reuters Professor recebeu a título póstumo a Legião de Honra

O presidente ressaltou que Paty passou a encarnar "a cara da luta pela liberdade e razão", uma luta que Macron diz que continuará em seu nome "porque é mais necessária que nunca".

O caixão do professor foi colocado no centro do pátio de honra da Universidade Sorbonne e adornado com bandeiras da França. Alunos e amigos prestaram homenagens ao professor de História assassinado. A pedido da família, a cerimônia começou com a música "One" da banda U2 e terminou com aplausos.

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Milhares de pessoas foram às ruas na França para prestar homenagem ao professor decapitado por um terrorista. Ele foi assassinado após exibir charges de

O professor de História Samuel Paty, de 47 anos, foi decapitado na tarde de sexta-feira próximo à escola em que lecionava, no subúrbio de Conflans-Sainte-Honorine, no oeste de Paris.

O autor do ataque, um refugiado de nacionalidade tchetchena de 18 anos, foi morto a tiros pela polícia. Segundo testemunhas, o assassino teria gritado "Allahu Akbar" ("Deus é grande" em árabe), ao ser abatido a 200 metros do local.

Paty vinha sendo alvo de ameaças na internet por ter mostrado uma das caricaturas de Maomé, originalmente publicada no Charlie Hebdo, durante uma aula sobre liberdade de expressão. O representante de uma associação de pais de alunos relatou que o docente teria "convidado os alunos muçulmanos a deixarem a classe", pois iria mostrar a imagem.

Adolescentes detidos por ajudar a identificar professor

O promotor antiterrorismo da França, Jean-François Ricard, revelou nesta quarta-feira detalhes do crime. Segundo ele, o assassino pagou a alunos da escola para ajudá-lo a identificar o professor. Ao chegar no local, ele tinha apenas o nome de Paty e endereço do colégio, que descobriu após uma campanha lançada contra a vítima nas redes sociais.

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Os franceses saíram as ruas neste domingo para prestar homenagens ao professor decapitado em um ataque extremista. Atos foram registrados em diversas cidades, entre elas Paris, Nice, Lille e Lyon.

A França presta homenagem nesta quarta-feira ao professor de ensino médio Samuel Paty, que se tornou um símbolo da liberdade de expressão no país, depois de ser decapitado em 16 de outubro por um extremista islâmico por ter mostrado charges do profeta Maomé a seus alunos. Homenagens ao professor decapitado . 21 de outubro de 2020 7:52 PM.

"A identificação só possível com a ajuda dos alunos da escola", afirmou Ricard. "É por isso que a promotoria antiterrorismo decidiu processar dois menores de 18 anos, cujas implicações na identificação da vítima pelo assassino parecem ser conclusivas", acrescentou.

Alunos, amigos e familiares de Paty participaram de ato solene © Gonzalo Fuentes/Reuters Alunos, amigos e familiares de Paty participaram de ato solene

Segundo o promotor, o assassino chegou cedo na escola e ofereceu a alunos entre 300 e 350 euros para a identificação da vítima. Dois estudantes, de 14 anos e 15 anos, foram presos acusados de cumplicidade em homicídio com motivação terrorista e associação com terrorismos. Eles teriam ficado com o assassino por mais de duas horas esperando a chegada de Paty, mesmo após o agressor ter tido que queria "humilhar e golpear" a vítima.

Os adolescentes foram apresentados a um juiz de instrução nesta quarta-feira junto com outros cinco suspeitos de envolvimento no caso – entre eles pai de uma estudante que chegou a lançar apelos online por uma "mobilização" contra o professor e um conhecido radical islamista.

Ricard afirmou ainda que o assassino trocou mensagens com o pai da aluna que lançou a campanha contra Paty antes do crime. Três amigos agressor completam a lista de suspeitos. Eles estariam envolvidos na compra das armas usadas no crime ou na radicalização do assassino.

Após o ataque, a polícia da França lançou uma operação contra redes islamistas. Autoridades ordenaram ainda o fechamento de uma mesquita nos arredores de Paris e dissolução de grupos e associações que tenham ligações com o movimento islamista.

CN/afp/rtr

Presidente do Culto Muçulmano na França condena caricaturas de Maomé nas escolas .
Em entrevista publicada nesta terça-feira (27) no site Franceinfo, uma das lideranças da religião muçulmana na França diz não concordar com a apresentação de charges do profeta Maomé aos estudantes franceses. “Existem outras maneiras de explicar o respeito mútuo, o respeito pela liberdade de cada um”, argumenta Mohammed Moussaoui, presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano. “O dever da fraternidade impõe a todos renunciar a certos direitos”, destacou, num momento em que a Turquia lidera um movimento internacional de boicote aos produtos franceses em razão da defesa do presidente Macron à liberdade de caricaturar o profeta Maomé, o que Mohammed Moussaoui crit

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