Brasil Discreto, Sundar Pichai vai parar na linha de fogo com processo contra o Google

11:41  23 outubro  2020
11:41  23 outubro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Maravilhosos, cheios de mimos e… vazios: o futuro dos escritórios das empresas de tecnologia

  Maravilhosos, cheios de mimos e… vazios: o futuro dos escritórios das empresas de tecnologia Durante anos, gigantes atraíram funcionários com mordomias e sedes luxuosas, mas agora a pandemia faz todo mundo questionar se o trabalho presencial é realmente necessárioDurante anos, as instalações das empresas de tecnologia do Vale do Silício chamavam pouca atenção. Fundadas em garagens, essas empresas usavam edifícios baixos de escritórios, discretos, quando começavam a crescer. À medida que elas se expandiam, o número de edifícios de uma sede crescia. De aparência exterior genérica, mas cheios de mordomias, eles se tornaram um padrão de escritório de tecnologia que vigorou por anos.

Pichai Sundararajan, nasceu em 12 de julho de 1972, em Chennai, na Índia, e por lá ficou até se formar em Engenharia Metalúrgica no Indian Institute O nível das credenciais fez com que Sundar finalmente conseguisse espaço na Google em 2004, quando a companhia começava a expandir

A Google agora passa a ser plenamente comandada por Sundar Pichai , então chefe do Durante o Google I/ O 2015, o canal The Verge fez uma entrevista com Pichai , onde o executivo afirma que vê o O tempo vai dizer como ficam as coisas creio em uma nova Google mais forte e mais presente no Na verdade esse processo de desmembramento da Google já vem ocorrendo a alguns anos

Quando Sundar Pichai herdou de Larry Page o cargo de CEO da Alphabet, holding que controla o Google, em dezembro, ele recebeu um pacote de problemas: os acionistas tinham processado a empresa por causa de bônus financeiros destinados a executivos acusados de má conduta. Uma admirada cultura de escritório dava sinais de desgaste. E, principalmente, as autoridades de combate à formação de trustes estavam de olho. Agora, ele vai para a linha de frente.

Na última terça feira, o Departamento de Justiça acusou o Google de manter o “monopólio dos portões da internet", usando táticas anticompetitivas para proteger e reforçar seu controle dos segmentos de busca na internet e publicidade em buscas. O Google, que obteve imenso lucro em meio a uma recessão, uma pandemia e investigações anteriores das autoridades de governos de cinco continentes, enfrenta agora sua primeira crise verdadeiramente existencial em seus 22 anos de história.

Governo dos EUA abre contra Google maior processo antitruste em 20 anos

  Governo dos EUA abre contra Google maior processo antitruste em 20 anos Governo dos EUA abre contra Google maior processo antitruste em 20 anosWASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e 11 Estados do país entraram com uma ação antitruste contra o Google nesta terça-feira, acusando a companhia de usar seu poder de mercado para afastar rivais.

Processo -crime contra Duarte Lima por homicídio de Rosalina Ribeiro chegou a Portugal. O conselheiro delegado da Google , Sundar Pichai , também publicou um 'tweet' em que dizia: "Forçar as empresas a piratear poderá comprometer a privacidade dos seus utilizadores".

O CEO da Google , Sundar Pichai , foi convidado para prestar esclarecimentos após acusação do presidente norte-americano de que a companhia estaria manipulando os resultados da busca para desfavorecer opiniões dos republicanos. Ele aceitou, e o evento deverá ocorrer no próximo 5 de

Os fundadores da empresa, Page e Sergey Brin, deixaram sua defesa a cargo de Pichai. Um homem de fala mansa, ele subiu na hierarquia da empresa ao longo de 16 anos de trabalho com a reputação de ser mais um zelador cuidadoso, nem tanto um empreendedor apaixonado.

Pichai, que já foi gerente de produtos, pode parecer um candidato improvável a liderar a luta de sua empresa contra o governo federal. Mas, se a turbulenta história dessa indústria com as leis de combate à formação de trustes serve de lição, um zelador que relutantemente assume seu lugar sob os holofotes pode ser preferível a um líder carismático que nasceu para comandar as atenções.

Pichai, 48 anos, deve apresentar em sua defesa da empresa a ideia de que ela não constitui um monopólio (coisa que ele já diz há algum tempo), mesmo ficando com uma fatia de mercado de 92% das buscas na internet. O Google é bom para os Estados Unidos, diz a mensagem da empresa, que se apresenta como um humilde motor econômico, e não uma predadora assassina de empregos.

EUA versus Google: tire suas dúvidas sobre o processo judicial

  EUA versus Google: tire suas dúvidas sobre o processo judicial Caso aberto nesta terça-feira , 20, pelo Departamento de Justiça americano é o primeiro a acontecer na terra da gigante de buscas; entenda o que está em jogo com o processoO processo é a primeira ação antitruste contra a empresa, controlada pela holding Alphabet, a ser aberta a partir de investigações feitas pelo DoJ, pelo Congresso dos EUA e pelos 50 Estados norte-americanos. Nos últimos meses, advogados-gerais dos Estados e agentes federais também investigaram o comportamento do Google no mercado de publicidade – e um grupo de Estados ainda considera um terceiro caso contra a empresa, de escopo maior.

Pesquise na barra de endereço com o Google . Acesso instantâneo ao Google no navegador. Fazer do Google meu provedor de pesquisa. Aww yeah. Torne o Google seu mecanismo de pesquisa padrão. Pesquise diretamente a partir da barra de endereço, em qualquer parte da Web.

Google investigada por violação de dados. Gigante digital é suspeita de não seguir as regras de Motor de busca Bing, da Microsoft, inacessível na China. Facebook, Twitter ou WhatsApp também Sundar Pichai , diretor-geral da empresa, explicou que entre os empregados despedidos estão 13

“Ele precisa parecer alguém que tenta fazer o que é certo não apenas para sua empresa, mas para a sociedade como um todo", disse Paul Vaaler, professor de direito e negócios da Universidade de Minnesota. “Se parecer evasivo, petulante e dissimulado, será massacrado pelo tribunal e pela opinião pública.”

O Google se recusou a agendar uma entrevista com Pichai para a reportagem. Em e-mail endereçado aos funcionários na terça feira, ele insistiu para que os empregados do Google mantenham o foco no trabalho para que os usuários sigam interessados em seus produtos, não por falta de escolha, e sim por opção. “Investigações não são novidade para o Google, e aguardamos a oportunidade de apresentar nossa defesa", escreveu Pichai. “Alguns colegas do Google me perguntaram como podem ajudar, e minha resposta é simples: continuem o que estão fazendo.”

Desafio de Pichai foi encarado por poucos na indústria

Poucos executivos já encararam um desafio como esse. Algumas das figuras mais icônicas da indústria da tecnologia derreteram sob a pressão de investigações contra a formação de trustes. Bill Gates, que era CEO da Microsoft no último grande caso de combate à formação de trustes no setor da tecnologia movido pelo Departamento de Justiça, duas décadas atrás, deu a impressão de ser combativo e dissimulado nos depoimentos, reforçando a imagem da empresa como valentona que buscava vencer a qualquer custo. No ano passado, Gates disse que o processo foi uma “distração” tão grande que o fez “errar” na transição para o mundo dos celulares, cedendo esse mercado ao Google.

EUA entram com ação contra Google por violações antitruste

  EUA entram com ação contra Google por violações antitruste Departamento de Justiça americano acusa gigante da internet de abusar de domínio em buscas e publicidade online para reprimir a concorrência. Empresa alega que consumidores são livres para buscar outros serviços. © picture alliance / Geisler-Fotopress Provided by Deutsche Welle O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou nesta terça-feira (20/10) com uma ação judicial contra a Google por violações antitruste, acusando a gigante da internet de abusar de seu domínio em buscas e publicidade online para reprimir a concorrência e prejudicar consumidores.

A falta de grana para poder fazer as viagens de ônibus que vocês tanto gostam. Me desculpem pelo desabafo, mas não sei o que fazer. Vou tentar aqui com todas as minhas forças conseguir uma maquina nova para as Assando no ônibus da Gontijo na linha de Belo Horizonte para São Paulo.

Cientistas e profissionais de várias áreas do conhecimento estão na linha de frente de um combate em que cada minuto importa. a todas as pessoas que, de forma voluntária e remota, colaboraram com essa produção: Kaline Sampaio (Sedis/UFRN), Rodrigo Bico (ator), Marina Gadelha (Agecom).

Page lidou com as investigações iminentes contra a formação de trustes demonstrando distanciamento, investindo seu tempo em projetos tecnológicos futuristas em vez de se reunir com advogados. Mesmo quando a União Europeia aplicou três pesadas multas ao Google por causa de suas práticas anticompetitivas, Page mal falou publicamente no assunto.

Em chamada coletiva com os repórteres na terça feira, funcionários do Departamento de Justiça se recusaram a revelar se tinham conversado com Page durante a investigação. Na queixa apresentada, o Departamento de Justiça e 11 Estados alegaram que o Google limitou a concorrência no mercado de buscas ao firmar acordos com fabricantes de celulares, entre elas a Apple, e operadoras que impediram as as rivais de concorrer de maneira justa.

“Para o bem do consumidor americano, dos publicitários e de todas as empresas que agora dependem da economia da internet, chegou a hora de barrar o comportamento do Google limitando a concorrência e restaurá-la", dizia a queixa. O Google disse que o caso continha “profundos equívocos”, alegando que o departamento de justiça teria se baseado em “argumentos dúbios contra a formação de trustes".

Processo nos EUA não deve prejudicar domínio de mercado do Google, dizem especialistas

  Processo nos EUA não deve prejudicar domínio de mercado do Google, dizem especialistas Processo nos EUA não deve prejudicar domínio de mercado do Google, dizem especialistasWASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e 11 Estados do país iniciaram na terça-feira um processo contra o Google por supostas violações à legislação de concorrência, marcando a disputa antitruste mais importante desde que Washington enfrentou a Microsoft mais de duas décadas atrás.

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Galera do céu, isso é bem assustador. A que ponto o ser humano chega.Bem na verdade acho que vou parar de fazer os vídeos de surf ou começar a dizer que

O Google também é alvo de um inquérito contra a formação de trustes movido por procuradores gerais estaduais que investigam sua tecnologia de publicidade e busca na web. E a Europa continua a investigar a empresa por sua prática de coleta de dados mesmo depois de ter aplicado a ela três multas desde 2017, somando quase US$ 10 bilhões.

Além de Pichai, executivos do Google têm tom conciliatório

Ao lado de Pichai estão executivos do alto escalão que também se mostram inclinados a adotar uma postura de conciliação. Ele se cercou de outros gerentes sérios com carreira respeitável no Google que amplificam o elemento monótono da empresa.

A pessoa designada para centralizar a defesa é Kent Walker, diretor jurídico do Google e diretor de assuntos globais. Ele já foi funcionário do Departamento de Justiça e chegou a ser procurador assistente. Walker entrou para o Google em 2006, e ainda que supervisione os problemas mais complicados da empresa, ele raramente é citado nas manchetes — de acordo com colegas e ex-colegas, isso comprova seu pragmatismo de advogado.

O Google nomeou Halimah DeLaine Prado como nova assessora jurídica. Veterana de 14 anos no departamento jurídico da empresa, Halimah foi recentemente vice-presidente encarregada de supervisionar a equipe global que orientava o Google em relação a produtos incluindo publicidade, computação na nuvem, buscas, YouTube e hardware. Ainda que Halimah não tenha tanta experiência com a legislação de combate à formação de trustes, ela está no Google desde 2006 e, a essa altura, conhece bem o direito à concorrência.

Acusado de monopólio, Google é alvo de um dos maiores processos da Justiça americana

  Acusado de monopólio, Google é alvo de um dos maiores processos da Justiça americana Acusado de monopólio, Google é alvo de um dos maiores processos da Justiça americanaO Google alega, em sua defesa, que o processo é “profundamente falho”. Diz ainda que o resultado do instrumento de busca tem sucesso porque os usuários procuram-no por iniciativa própria, “não porque são forçados ou não encontram alternativas”. A empresa já enfrenta processos similares na Europa.

Espera-se que a empresa aposte pesado em seus escritórios jurídicos caros para administrar a batalha, entre eles Wilson Sonsini Goodrich & Rosati, uma das principais firmas do Vale do Silício, e Williams & Connolly, que já defendeu o Google em outros processos ligados ao direito à concorrência.

O Wilson Sonsini representa o Google desde a fundação da empresa e ajudou-a a se defender de uma investigação da Comissão Federal do Comércio envolvendo o ramo das buscas. Em 2013, a agência optou por não apresentar queixa.

Independentemente dos argumentos jurídicos por trás de um processo contra o Google por formação de monopólio, o caso pode moldar a percepção pública da empresa por muito tempo após seu desfecho.

Até agora, a postura pública do Google diante do caso tem sido de indiferença. Pichai disse que as investigações de uma possível formação de monopólio não são novidade, e a empresa vê com bons olhos a investigação de suas práticas de negócios. O Google argumentou que concorre em mercados que mudam rapidamente, e seu domínio pode evaporar de uma hora para outra com o surgimento de novos rivais.

“O Google atua em mercados globais altamente dinâmicos, de concorrência acirrada, onde o preço é gratuito ou está em queda e os produtos são constantemente aperfeiçoados", disse Pichai em seus comentários de abertura a um painel de congressistas analisando a formação de trustes em julho. “A continuidade do sucesso do Google não é garantida.”

No início de sua gestão à frente do Google, Pichai relutou em se defender perante Washington — função de um de seus antecessores, Eric Schmidt, desempenhava com gosto. Schmidt, importante doador para o Partido Democrata, visitava com frequência a Casa Branca durante o governo Obama, e participou do conselho de especialistas em ciência e tecnologia do então presidente.

Em 2018, o Google se recusou a enviar Pichai para depor perante uma comissão de espionagem do senado interessada na interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016. Irritados, os senadores deixaram uma cadeira vazia para o representante da empresa ao lado dos executivos do Facebook e do Twitter (Page também foi convidado a depor, mas ninguém na empresa imaginou que ele aceitaria o convite).

Desde então, Pichai fez visitas frequentes a Washington, depôs em outras audiências do congresso e se reuniu com o presidente Donald Trump. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Nos EUA, depoimento de executivos de tecnologia vira simulacro da polarização na internet .
Debate sobre liberdade de expressão nas redes sociais, com a participação de presidentes de Facebook, Google e Twitter, mostrou como republicanos e democratas estão afastados em discussõesDe um lado, conservadores acusam as empresas de censurar suas ideias; do outro, liberais e democratas afirmam que as companhias precisam fazer mais para evitar a disseminação de desinformação em suas plataformas. Marcado no início do mês, o depoimento tinha uma função clara: discutir se seriam necessárias mudanças na Seção 230, lei introduzida em 1996 nos EUA e que garante regras sobre liberdade de expressão e moderação de conteúdo na internet.

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