Brasil Evo Morales deixa a Argentina rumo à Venezuela

15:06  24 outubro  2020
15:06  24 outubro  2020 Fonte:   brasil.rfi.fr

Bolívia volta às urnas atingida por pandemia e crise econômica

  Bolívia volta às urnas atingida por pandemia e crise econômica Os bolivianos elegem um novo presidente, neste domingo (15), nas primeiras eleições em duas décadas sem Evo Morales como candidato, embora sua figura tenha alimentado a polarização em uma campanha tensa marcada pela pandemia e pela deterioração econômica. Há exatamente um ano, mais de sete milhões de bolivianos votaram em uma eleição em que Morales, o primeiro presidente indígena e de esquerda, buscava uma terceira reeleição. Acusações de fraudeHá exatamente um ano, mais de sete milhões de bolivianos votaram em uma eleição em que Morales, o primeiro presidente indígena e de esquerda, buscava uma terceira reeleição.

Descrição de chapéu Venezuela . O ex-presidente da Bolívia Evo Morales deixou a Argentina nesta sexta (23), rumo a Caracas, em um avião oficial do governo venezuelano.

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales deixou a Argentina e embarcou em direção a Caracas na noite de hoje em um avião oficial Morales , que está exilado em Buenos Aires desde dezembro, saiu do aeroporto internacional de Ezeiza às 17h15 (horário de Brasília) rumo à capital venezuelana.

O ex-presidente boliviano Evo Morales, refugiado na Argentina, viajou na sexta-feira (23) de forma repentina para a Venezuela. Ele embarcou em um avião da companhia estatal venezuelana Conviasa, colocado à disposição pelo regime de Nicolás Maduro. Paralelamente, em La Paz, o Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia anunciou oficialmente a vitória do presidente eleito, Luis Arce, por 55,1% dos votos no primeiro turno.

  Evo Morales deixa a Argentina rumo à Venezuela © AFP/File

Márcio Resende, correspondente em Buenos Aires

O ex-líder boliviano partiu da Argentina com destino à Venezuela sem anúncio prévio e sem que se saiba por quanto tempo ficará fora do país onde está refugiado. A viagem foi confirmada pela agência oficial argentina Télam com base em fontes do governo. Já a assessoria de imprensa de Morales em Buenos Aires manteve-se discreta, sem confirmar nem desmentir a informação.

Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade

  Bolivianos vão às urnas sob a sombra da instabilidade Bolívia realiza sua primeira eleição presidencial sem a participação de Evo Morales em mais de duas décadas. Muitos esperam que pleito ajude o país a superar de uma vez o caos político – mas isso é muito pouco provável. © Juan Karita/AP Images/picture-alliance Candidato de Morales, Luis Arce lidera as intenções de voto na Bolívia Quando os bolivianos forem às urnas neste domingo (18/10) para eleger um novo governante e um novo Parlamento, o ex-presidente Evo Morales não aparecerá nas cédulas de votação. Será a primeira eleição sem sua participação desde 1997, ou seja, em mais de duas décadas.

Evo Morales surta ao ser perguntado por que não fugiu para a Venezuela Siga a gente nas redes sociais twitter.com/liberdade_ldr instagr.am/liberdadedireita

A Venezuela quer mesmo invadir a Guiana? RÚSSIA manda RECADO ao BRASIL após RENÚNCIA de Evo Morales (Felipe DIdeus) - Продолжительность: 3:52 Vamos falar de História ?

Morales, aliado de Maduro, está refugiado na Argentina desde 11 de dezembro do ano passado. Ele chegou ao país um dia após a posse do presidente argentino, Alberto Fernández. Antes, o ex-líder boliviano havia passado um mês no México sob a proteção do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador.

A saída da Bolívia ocorreu depois de Morales renunciar, no dia 10 de novembro, em meio a uma convulsão social motivada por denúncias de fraude. Ele já havia passado 14 anos no poder e tentava impor um quarto mandato consecutivo na presidência, apesar de um plebiscito ter rejeitado essa possibilidade.

"Cedo ou tarde"

Nesta semana, logo após a vitória do seu candidato e ex-ministro da Economia, Luis Arce, na eleição presidencial boliviana, Morales disse que seu retorno ao país era "uma questão de tempo".

Bolívia vai às urnas em primeira eleição sem Evo Morales em duas décadas

  Bolívia vai às urnas em primeira eleição sem Evo Morales em duas décadas Os 7,3 milhões de bolivianos convocados para comparecerem às urnas começaram a votar neste domingo (18), para eleger um presidente e vice. A votação acontece quase um ano depois da renúncia do líder indígena Evo Morales, em meio a uma convulsão social decorrente de denúncias de fraude eleitoral. O pleito, no qual disputam os favoritos de Luis Arce – do partido Movimento ao Socialismo (MAS), de Morales – e o centrista e ex-presidente Carlos Mesa (2003-2005), começou oficialmente às 8h locais (9h em Brasília) e vai durar nove horas.A votação será mais longa do que a de 2019, devido às medidas sanitárias adotadas para prevenir a propagação da covid-19.

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O ex-presidente da Bolívia Evo Morales chegou na manhã desta quinta-feira (12) à Argentina e ficará no país na condição de refugiado, segundo confirmou o chanceler argentino, Felipe Solá. Evo viajou num avião venezuelano que havia deixado

" Evo Morales , seu vice, Álvaro García Linera, o ex-chanceler e uma ex-ministra, vieram com ele", declarou Solá a meios argentinos. Morales já havia demonstrado intenção de vir à Argentina , país onde estão também seus dois filhos, para estar mais próximo da Bolívia e atuar, a partir do país, na

"Cedo ou tarde vamos voltar à Bolívia. Se há tantos processos, é porque são parte de uma guerra suja de tanto mentir. Então, é questão de tempo", prometeu.

Morales evitou responder se ocuparia algum cargo no próximo governo de Arce. Indicou, no entanto, que voltaria a Cochabamba para se dedicar à agricultura.

"O meu grande desejo é voltar à Bolívia, entrar na região onde cresci como dirigente sindical. Vou voltar a Cochabamba pela agricultura, para ser um pequeno produtor", desconversou.

Retorno condicionado

O ex-presidente boliviano também associou o seu retorno à Bolívia ao fim dos processos judiciais que o ameaçam de prisão e previu que as acusações "vão cair".

"Agora tenho a possibilidade de voltar sem muitos problemas. Quero que saibam que tenho 30 processos. Nenhum é por corrupção. Vocês vão ver, irmãs e irmãos, todos esses processos vão cair", afirmou Morales durante uma videoconferência com centenas de dirigentes e trabalhadores plantadores de coca das Seis Federações do Trópico de Cochabamba, berço político-sindical de Morales.

De Buenos Aires Evo Morales comemora vitória de seu candidato, Luis Arce, à presidência na Bolívia

  De Buenos Aires Evo Morales comemora vitória de seu candidato, Luis Arce, à presidência na Bolívia De La Paz, na Bolívia, o candidato a presidente Luis Arce e, de Buenos Aires, na Argentina, o ex-presidente Evo Morales comemoram vitória nas eleições tanto para presidente quanto para o Congresso, realizadas neste domingo (18). A presidente Jeanine Áñez, mesmo sem dados oficiais, admitiu a vitória da oposição que voltaria ao poder um ano depois de renunciar. Confirmado o resultado, a Bolívia se afastaria do Brasil e se alinharia com Venezuela e Argentina.

Morales chegou de forma discreta à capital argentina ao lado do ex-vice-presidente Álvaro García Linera, a ex-ministra Gabriela Montaño e o ex-embaixador da

Evo Morales anunciou renúncia em pronunciamento em rede nacional no domingo — vice também deixou o cargo — Foto: Reprodução/TV do governo boliviano/Via Reuters. O país da América Central se expressou em termos semelhantes à Venezuela .

Para o ex-presidente, os processos por fraude eleitoral, sedição, genocídio, terrorismo, financiamento e incitação pública a delinquir e até estupro são parte de uma "guerra suja" do atual governo de Jeanine Áñez.

Remoção de obstáculos judiciais

Além de Morales condicionar sua volta à Bolívia ao fim das ordens de prisão, dirigentes políticos do seu partido, o Movimento Ao Socialismo (MAS), recomendaram ao ex-presidente, por enquanto, continuar fora do país.

"Nós não acreditamos que seja o momento adequado [para Morales voltar à Bolívia]. Ele ainda tem problemas a serem solucionados, e nós, liderados por Luis Arce e como Congresso, temos tarefas a terminar", indicou a senadora Eva Copa, presidente da Assembleia Nacional, sugerindo que os parlamentares vão trabalhar para remover os obstáculos jurídicos.

Além dos processos na Bolívia, o atual governo conservador de Jeanine Áñez promoveu uma denúncia por delitos de lesa humanidade na Corte Internacional de Haia.

Posse de Arce está marcada para 8 de novembro

Enquanto Morales voava para se encontrar com Maduro, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia oficializava a vitória de Luis Arce no primeiro turno da presidencial por 55,1% dos votos.

O segundo colocado, Carlos Mesa, obteve 28,83%, e o terceiro, Luis Fernando Camacho, 14%. Eles serão os principais opositores ao governo do presidente eleito, que tomará posse no dia 8 de novembro, confirmou o presidente do TSE, Salvador Romero.

Justiça boliviana anula ordem de prisão contra Evo Morales .
Procedimentos legais não cumpridos. Ex-presidente exilado desde dezembroO juiz afirmou que a acusação e o mandado de prisão foram anulados porque os promotores não cumpriram os procedimentos estabelecidos em lei, o que foi avaliado pela autoridade judicial que concedeu a proteção solicitada através dos advogados de Morales.

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