Brasil A falta que os mortos na pandemia farão também para a riqueza do Brasil

13:01  30 outubro  2020
13:01  30 outubro  2020 Fonte:   bbc.com

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  O (quase) consenso da maconha Parlamentares de esquerda e direita se unem a militantes e pesquisadores pela aprovação do uso medicinal da cannabisO evento foi organizado pela Green Hub, uma consultoria e aceleradora de startups que atua no mercado da cannabis. Entre os palestrantes, além do ex-presidente, estavam o cientista Stevens Rehen, referência na pesquisa com cannabis, o advogado Emílio Figueiredo, responsável por importantes conquistas jurídicas para os defensores do uso medicinal da planta, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), entre outros.

No Brasil , as despesas autorizadas para gastos relacionados à pandemia já somam mais de R$ 510 bilhões e devem alcançar, segundo cálculos do banco "Mas também é importante registrar que o país demorou para fazer a quarentena, bem como saiu mais rápido que os demais países", destaca

Pandemia começou em porcos no México. Os registros históricos apontam que, desde o Estudos apontam que a confirmação desse tipo de transmissão no Brasil foi feita com atraso em 2009. Especialistas afirma que o mesmo pode estar acontecendo nesta pandemia , porque muitos países

Os quase 160 mil mortos até agora pela covid-19 no Brasil eram filhos, pais, mães e avós. Mas também eram professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, prestadores de serviços ou aposentados pensionistas, por exemplo - em outras palavras, pessoas que que contribuíam para o sustento de suas famílias e para movimentar a economia do país.

Estudo preliminar traça hipóteses para esmiuçar justamente o quanto o Brasil perdeu - e deixou de ganhar - com as vidas que estão se esvaindo na pandemia © Reuters Estudo preliminar traça hipóteses para esmiuçar justamente o quanto o Brasil perdeu - e deixou de ganhar - com as vidas que estão se esvaindo na pandemia

Um levantamento preliminar recém-publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre, da FGV) traça hipóteses para esmiuçar justamente o quanto o Brasil perdeu — e deixou de ganhar — com as vidas que estão se esvaindo na pandemia.

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  Famílias chinesas ampliam riqueza na pandemia, diz Credit Suisse A pandemia que causou mais de 1 milhão de mortes em todo o mundo também levou a um declínio na riqueza individual, embora a riqueza das famílias tenha se mantido e até aumentado na China e na Índia. Essa é uma das principais conclusões do relatório de riqueza global do Credit Suisse divulgado nesta quinta-feira. Graças às ações do governo e do banco central para mitigar as consequências da Covid-19, a riqueza global se recuperou de uma queda inicial no primeiro trimestre do ano, adicionando US$ 1 trilhão em junho, após encerrar 2019 em US$ 399,2 trilhões.

Este artigo documenta a cronologia da pandemia de COVID-19 no Brasil . 28 de janeiro de 2020 — o alerta de emergência foi elevado ao nível 2 de 3, considerando um "perigo iminente" para o Brasil . O Ministério da Saúde do Brasil confirmou três casos suspeitos de COVID-19

O Brasil está fechando boa parte dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) abertos desde o início da pandemia do coronavírus. A previsão é que em 2021 haja uma grande sobrecarga do sistema, o que, por si só, já justificaria manter parte dos leitos emergenciais.

As 63,2 mil pessoas entre 20 e 69 anos (ou seja, em idade produtiva) que haviam morrido de covid-19 até 6 de outubro tinham rendimentos mensais estimados em R$ 108,6 milhões. Por ano, elas geravam em renda estimados R$ 1,3 bilhão.

Soma-se a isso o quanto provavelmente ganhavam do Estado, em média, as 72,3 mil pessoas com mais de 70 anos que morreram até 6 de outubro. Considerando a aposentadoria média de R$ 1,8 mil, elas recebiam por mês, juntas, estimados R$ 138,3 milhões. Em um ano, isso equivale a R$ 1,7 bilhão.

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Os pesquisadores Claudio Considera e Marcel Balassiano fizeram as estimativas cruzando dados do Portal da Transparência do Registro Civil, que traz informações sobre as pessoas mortas na pandemia, com a Pesquisa Nacional Por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua, de 2018, do IBGE), que traça um panorama de nível de educação e renda da população brasileira.

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No Brasil , um dos templos que suspenderam todos os cultos foi a Igreja Batista da Água Branca, na zona oeste de São Paulo. Seu terreiro continua aberto, mas ele diz que a situação pode mudar nos próximos dias, a depender da evolução das infecções no Brasil .

A Indústria- Riqueza do Brasil . O especialista garante que a evolução dos produtores nos últimos 10 anos surpreende e faz frente com similares estrangeiros. 4 de 5 Gustavo Andrade de Paulo, da ABS-SP: associação realizou lives durante a pandemia e faz cursos para que público tenha contato com

"Essa tragédia já alcança todos nós social ou individualmente. Esse é seu lado humano", escrevem os pesquisadores no estudo.

"Mas há outro lado: essas pessoas vitimadas tinham um certo conhecimento, certas habilidades adquiridas ao longo da vida, que utilizando e transmitindo para os colegas poderiam, por muito tempo ainda, contribuir para gerar renda para si, para eventuais dependentes e, portanto, para o país. Eles farão falta."

Considera e Balassiano estimaram, também, o quanto as pessoas em idade produtiva ainda poderiam, em teoria, gerar de renda para o país, levando-se em conta a expectativa de vida nacional.

Calcularam que as pessoas entre 20 e 69 anos poderiam ter tido a chance de gerar, juntas, mais R$ 36,1 bilhões ao longo de sua vida, caso elas tivessem sobrevivido à pandemia.

Pessoas em idade produtiva que o país perdeu para a covid-19 teriam tido a capacidade de gerar mais R$ 36 bilhões ao longo de sua vida, se tivessem sobrevivido; acima, tributo às vítimas da pandemia em setembro, no Rio © Reuters Pessoas em idade produtiva que o país perdeu para a covid-19 teriam tido a capacidade de gerar mais R$ 36 bilhões ao longo de sua vida, se tivessem sobrevivido; acima, tributo às vítimas da pandemia em setembro, no Rio

"O presidente fala que todo mundo vai morrer mais cedo ou mais tarde (em referência à fala, de Jair Bolsonaro, de que "a morte é o destino de todo mundo", ao comentar os mortos pela pandemia em mais de uma ocasião). Isso é uma besteira", afirma Claudio Considera à BBC News Brasil.

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No Brasil , a economia já começa a sentir os efeitos colaterais das medidas de isolamento social Há ainda parte da indústria que está produzindo mais durante a pandemia , como os fabricantes de A decisão foi uma tentativa de driblar a falta de matéria-prima para produção de álcool gel, que a

Copa do Brasil . Um dos dados mais compartilhados a respeito da pandemia de coronavírus é sobre a vulnerabilidade Recentemente, o próprio diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que havia crianças e jovens adultos entre os mortos pela pandemia .

"Ele ignora um aspecto, que é essa perda de habilidades que de certa forma é irreparável. Para o país, cada morte é uma perda de capital e de capacidade de gerar renda. Se uma máquina deixa de produzir, você pode rapidamente colocar outra no lugar, ela não tem que aprender nada. Uma vida não tem substituição imediata, e talvez não tenha mesmo (nunca)."

O custo das tragédias sociais ao Brasil e ao mundo

Esse conhecimento e essas habilidades intangíveis que as pessoas acumulam ao longo de sua vida profissional são chamados por economistas de capital humano.

E uma de suas principais variáveis é a educação, tanto a formal (anos de estudo) quanto a prática (ou seja, a experiência adquirida durante o trabalho), que impactam enormemente a capacidade produtiva — por isso que o Brasil, com seu histórico de problemas na educação, é considerado globalmente como um país de nível mediano em acumulação de capital humano.

E isso nos prejudica tanto no âmbito individual quanto nacional.

"O capital humano permite às pessoas ter ciência de seu potencial como membros produtivos da sociedade", afirma o Banco Mundial, instituição que mede anualmente o capital humano médio dos países.

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O que é uma pandemia . A humanidade enfrenta pandemias desde ao menos 1580, quando um vírus do tipo influenza, que causa gripes, surgiu na Ásia e se Declarar uma pandemia significa dizer que os esforços para conter a expansão mundial do vírus falharam e que a epidemia está fora de controle.

A pandemia de COVID-19, também conhecida como pandemia de coronavírus, é uma pandemia em curso de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2).

"Mais capital humano está associado a renda mais alta às pessoas, mais ganhos para os países e uma coesão mais forte da sociedade. É uma força central no crescimento sustentável e na redução da pobreza."

Para os pesquisadores do Ibre, o mesmo raciocínio da perda de capital humano decorrente da pandemia poderia ser aplicado (e calculado) para outras mortes potencialmente evitáveis, resultado de outras tragédias brasileiras — como os altíssimos índices de homicídios e as mortes decorrentes de acidentes de trânsito do país.

Conhecimento e habilidades intangíveis que as pessoas acumulam ao longo de sua vida profissional são chamados pelos economistas de capital humano © Getty Images Conhecimento e habilidades intangíveis que as pessoas acumulam ao longo de sua vida profissional são chamados pelos economistas de capital humano

Só no ano passado, o Brasil teve 47.773 mortes violentas intencionais, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste mês de outubro.

As mortes no trânsito, embora em queda, foram 30.371 no ano passado.

Esses dois números, juntos, equivalem a quase um Maracanã lotado de pessoas mortas a cada ano.

Em 2016, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que os homicídios de jovens custava ao Brasil R$ 150 bilhões por ano.

"Cada vida é única, e óbvio que isso é muito mais importante do que a questão econômica", afirma o pesquisador Marcel Balassiano à BBC News Brasil.

Fórum dos Leitores

  Fórum dos Leitores Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. PauloMais uma que não pegou

"(Mas) todas as tragédias que ocorrem sempre têm uma perda de capital humano com impacto econômico no curto prazo e para o resto da vida — de o quanto essas pessoas poderiam produzir."

A mesma lógica vale para outros países que perderam capital humano, seja na pandemia ou em guerras e eventos trágicos.

Considera cita, por exemplo, os 6 milhões de mortos no Holocausto. "Pense em quantos eventuais prêmios Nobel estariam ali, quantas pessoas que poderiam ter contribuído para o bem da humanidade, ou na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais. São perdas também do ponto de vista econômico."

Fragilidade da mão de obra

Considera e Balassiano fazem a ressalva de que, na atual crise econômica do Brasil, muitas das vítimas fatais do coronavírus talvez estivessem entre os mais de 65 milhões de brasileiros que, segundo dados de 2019, já viviam em situação vulnerável no mercado de trabalho e possivelmente sofreriam precarização profissional ainda mais intensa por causa da pandemia. Muitos talvez estivessem desempregados.

Isso não muda, porém, o fato de que suas habilidades e conhecimentos foram precocemente perdidos.

© Reprodução/Palácio do Planato "O presidente fala que todo mundo vai morrer mais cedo ou mais tarde (em referência à fala, de Jair Bolsonaro, de que "a morte é o destino de todo mundo", ao comentar os mortos pela pandemia). Ele ignora um aspecto, que é essa perda de habilidades que de certa forma é irreparável."

Do ponto de vista dos aposentados — que, embora talvez não gerassem mais renda e dependessem do Estado para sustentar a si e a parentes —, os economistas apontam que "algumas das mortes (na pandemia) levarão a pagamento de pensão. (...) Do lado fiscal, se de um lado temos os aposentados que deixarão de pesar no INSS, do outro (haverá) mais pensões em alguns casos. Pesquisas futuras para quantificar esse efeito fiscal ficam como sugestões".

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  “A máquina da morte deve ser parada no Chile”, diz jornalista sobre nova constituição Para Mónica González, que investigou violência e corrupção na ditadura de Pinochet, chilenos disseram “basta” a um estado violento e que humilha cidadãosO país tem agora a possibilidade de transformar seu sistema de saúde, as aposentadorias, a privatização da água, os direitos de mulheres e indígenas, dentre tantas outras reivindicações que explodiram nas ruas do país. Está em pauta até mesmo a existência dos carabineros, a polícia militar chilena, denunciada pela repressão violenta aos mesmos protestos que tornaram possível a nova constituição.

Ambos os pesquisadores ressaltam que seu levantamento é preliminar, com o objetivo de, mais do que estabelecer um cálculo definitivo sobre a perda de capital humano na pandemia, "provocar um debate e falar disso mais qualitativamente do que quantitativamente".

Um desafio global

O problema, claro, é compartilhado pelo restante do mundo, em meio às disrupções socioeconômicas provocadas pelo coronavírus. Em relatório de setembro, o Banco Mundial afirmou que a pandemia "ameaça reverter muitos dos ganhos recentes" na melhoria do capital humano global.

Para voltar a promover o acúmulo de capital humano, o Banco sugere que os países não apenas deem apoio às comunidades mais vulneráveis, como voltem seus olhares à educação: desde investir em estímulos cognitivos para as crianças menores (na fase em que seu cérebro está no auge do desenvolvimento) até promover habilidades nas crianças mais velhas e adolescentes.

Isso tudo no cenário desafiador da volta às aulas presenciais, ainda sob a ameaça do contágio pelo coronavírus, que demanda conciliar os esforços da educação à distância com "recursos personalizados de ensino e aprendizagem, urgentemente necessários principalmente para compensar (as oportunidades de aprendizado) perdidas pelas crianças em situação de desvantagem".

E, mesmo antes da pandemia, a desigualdade social já impedia muitos jovens de atingirem seu pleno potencial de capital humano. Agora, o desafio é ainda maior, diz o relatório do Banco Mundial.

"No mundo, uma criança nascida pouco antes da chegada da covid-19 teria como expectativa, em média, alcançar apenas 56% de sua produtividade potencial como trabalhadora futura. (Porque) os abismos em capital humano continuam especialmente profundos em países de baixa renda e os que são afetados pela violência, conflitos armados e fragilidade institucional."

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Vida depois da vida: as revelações de Vale Owen e Chico Xavier .
As descrições da vida pós-morte psicografadas pelo médium Chico Xavier e pelo sacerdote anglicano Vale Owen apresentam tal consonância entre si que praticamente se confirmamNo ano de 1919, Lorde Northcliffe, proprietário de uma cadeia de jornais londrinos, tomou conhecimento de uma obra que narrava fatos sobre a vida após a morte, psicografada por um sacerdote da Igreja Anglicana, o reverendo G. Vale Owen, pároco de Oxford, Lancashire. A originalidade dos conceitos interessou Northcliffe a tal ponto que ele pediu (e obteve) permissão para publicar a obra, de forma seriada, no “Weekly Despatch”.

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