Brasil Nas redes sociais, usuários organizam boicotes e protestos contra Carrefour

20:45  20 novembro  2020
20:45  20 novembro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Lojas do Carrefour já foram palco de outros casos de violência e racismo

  Lojas do Carrefour já foram palco de outros casos de violência e racismo Homem foi espancado no RS. Episódio não foi o único recente. Em SP, segurança matou cadelaO episódio de violência contra João Alberto Silveira Freitas provocou revolta nas redes sociais. Internautas e autoridades, entre elas os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes lamentaram a morte do homem negro no supermercado. Em Brasília, manifestantes fizeram protesto em uma unidade do Carrefour.

O Carrefour fica a cerca de 600 metros do apartamento do casal, na Vila Iapi. Freitas queria um pudim de pão e o casal foi ao mercado comprar os ingredientes Vídeos que mostram o espancamento e a tentativa de socorristas de salvarem o homem circulam nas redes sociais desde a noite de ontem.

As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros, exemplo disso estão nos últimos protestos que foram marcados através de redes

A morte de um homem negro espancado por dois homens brancos - um segurança e um policial militar - em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS) enfureceu cidadãos nas redes sociais, que passaram a defender boicote à rede varejista e organizar protestos em frente a unidades da companhia nesta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra.

Os usuários do Twitter rechaçaram a nota oficial do Carrefour Brasil com explicações sobre as medidas tomadas após o ocorrido. Até o começo da tarde, havia cerca de 3,5 mil comentários com xingamentos e acusações pelo novo episódio de violência nas imediações da companhia.

Djonga sobre assassinato de homem negro no RS: 'Se acreditassem que é errado, não aconteceria mais'

  Djonga sobre assassinato de homem negro no RS: 'Se acreditassem que é errado, não aconteceria mais' Espancamento de cliente do Carrefour revoltou cidadãos por todo o país; em BH, unidade do supermercado precisou ser fechada após ato Presente ao protesto motivado pelo assassinato de um homem negro em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre (RS), o rapper Djonga não poupou palavras ao criticar o racismo estrutural que assola o país. No Centro de Belo Horizonte, o ato contra a rede de supermercados fez uma filial da empresa fechar as portas na tarde desta sexta-feira.

Um cachorro foi abandonado por um humano ingrato, no estacionamento do CARREFOUR Agora a população está indignada com a rede de supermecados e quer justiça. Vamos boicotar o carrefour - em protesto ao assassinato do cachorro do estacionamento.

O boicote é apenas um pequeno passo, os jogadores estão a unir-se contra o racismo." " O boicote mostra a união dos jogadores e é um apelo para que sejam tomadas medidas mais drásticas por parte das redes sociais e das entidades que regem o futebol relativamente ao racismo, tanto dentro como

Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra agressões a homem negro no estacionamento do Carrefour © Twitter/Reprodução Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra agressões a homem negro no estacionamento do Carrefour

As manifestações de revolta partiram de perfis variados nas redes sociais. O ator e comediante Leandro Ramos (do grupo Choque de Cultura) sugeriu um boicote ao Carrefour, numa postagem com 10 mil curtidas na rede social. "Então, como é que a gente vai fazer pra organizar um boicote sério ao Carrefour?", escreveu Ramos.

O fundador da MRV, maior construtora residencial do País, Rubens Menin, também condenou o ocorrido, porém sem citar nomes. "Deprimente caso da morte de homem negro por seguranças no supermercado do RS, exatamente no dia da consciência negra. Até quando???", postou o empresário.

Revolta faz eclodir protestos contra Carrefour e lojas são depredadas

  Revolta faz eclodir protestos contra Carrefour e lojas são depredadas Revolta e indignação tomaram conta do país e uma série de protestos foram registrados contra o Carrefour após o assassinato de João AlbertoEm Porto Alegre houve protesto em frente à loja onde aconteceu o crime. Após duas horas de ato pacífico, alguns jovens derrubaram o portão de acesso ao estacionamento do Carrefour, quebraram janelas de vidro e tiveram acesso ao primeiro andar do estabelecimento.

Tolerância com desmatamento continua a gerar protestos na UE. O presidente Jair Bolsonaro compartilhou orgulhosamente nas redes sociais um vídeo de seu colega russo, Vladimir Putin, elogiando suas "qualidades masculinas", uma "amizade" que gerou memes divertidos nas redes

Convocação de Bolsonaro a protestos contra o Congresso repercute nas redes sociais Checklist Completo de todas as Notícias e políticas atualizada 2020 !

O perfil Favelado Investidor, do jovem Murilo Duarte, que também é bastante conhecido na comunidade do fintwit, fez postagem com xingamento à rede varejista e teve mais de 2 mil curtidas.

O ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, lamentou que em pleno Dia da Consciência Negra, o destaque do noticiário é o espancamento e morte de um cidadão negro em um supermercado. "A violência racial não pode mais ser tolerada. Que os assassinos sejam punidos com rigor. Minha solidariedade aos familiares e amigos", postou Moro.

A crescente repercussão negativa nas redes sociais pode vir a impactar o desempenho no Carrefour no Brasil, faltando uma semana para a Black Friday, uma das datas de maior movimento para o varejo nacional.

Abílio Diniz fala que o assassinato de João Alberto no Carrefour foi uma 'enorme brutalidade'

  Abílio Diniz fala que o assassinato de João Alberto no Carrefour foi uma 'enorme brutalidade' Empresário é acionista e membro dos Conselhos de Administração do Carrefour Global e do Carrefour Brasil , comentou a morte de João Alberto Silveira Freitas no fim da noite desta sexta-feira, 20. Em uma série de postagens em sua conta no Twitter, ele classificou o fato como "uma tragédia e uma enorme brutalidade". O homem negro de 40 anos foi espancado e morto por dois seguranças em uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre na noite de quinta-feira. Sua morte, às vésperas do Dia da Consciência Negra, desencadeou uma série de protestos contra o racismo em várias cidades brasileiras.

A polarização da sociedade brasileira tem causado discordâncias em diversos espaços coletivos. E o local da vez é o Café Sabelucha, que nas últimas semanas

As redes sociais tem mostrado um grande desenvolvimento nos últimos cinco anos, somando cada vez mais usuários e gerando constantemente serviços tangenciais que as tornam uma fonte de valor social como econômico. As redes sociais modernas surgiram no início do milênio.

Protestos são organizados em todo o País

No fim da manhã, representantes de movimentos sociais e vereadores negros eleitos para a Câmara Municipal de Porto Alegre se reuniram para uma manifestação em frente à unidade do Carrefour onde o caso de violência aconteceu. A candidata do PCdoB que está no segundo turno da corrida eleitoral na capital gaúcha, Manuela D'Ávila, se manifestou dizendo que não é possível se calar diante do racismo e apoiou o protesto que cobrava responsabilização do Carrefour e prestava solidariedade à família da vítima.

Nas redes sociais, internautas se mobilizam para realizar um protesto popular em frente ao Carrefour onde ocorreu o assassinato, no bairro Passo d'Areia, na zona norte da capital gaúcha, às 18 horas.

Em Brasília, um grupo de manifestantes também protestou em uma unidade do Carrefour na Asa Sul da capital federal. Cerca de 50 pessoas fizeram um ato no estacionamento em frente ao supermercado, localizado na quadra 402. Em seguida, percorreram os corredores internos do supermercado com cartazes e gritando palavras de ordem como "não consigo respirar" e "fascistas, não passarão".

Carrefour reabre loja onde João Alberto foi morto, em Porto Alegre

  Carrefour reabre loja onde João Alberto foi morto, em Porto Alegre Estacionamento foi aberto às 7h. Polícia retoma depoimentos nesta 2ªA loja reabriu às 8h, e uma hora antes o estacionamento foi liberado para clientes acessarem o local.

O grupo também pedia "Justiça para Beto", em referência a João Alberto Silveira Freitas, agredido até a morte em Porto Alegre. "Não faça compra no Carrefour. Você pode morrer", dizia um dos cartazes carregados pelo grupo. Em Brasília, não houve resistência dos seguranças do supermercado contra os manifestantes.

Segundo participantes, o protesto havia começado um pouco antes, em frente à sede Fundação Palmares, que fica próxima do supermercado. Os manifestantes criticam a decisão do atual presidente do órgão, Sérgio Camargo, de não celebrar o Dia Da Consciência Negra, e de retirar diversos nomes da lista de personalidades negras do País. O grupo levava cartazes com as fotos de alguns deles, como o do abolicionista do século 19 Luiz Gama, da cantora Elza Soares e da sambista e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-RJ).

Em São Paulo, um ato convocado também pelas redes sociais está programado para as 16 horas. A previsão dos manifestantes é se encontrar em frente ao Masp, na Avenida Paulista, e seguir em marcha até o Carrefour da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

No Rio, os manifestantes pretendem também se encontrar às 16 horas, em frente a uma unidade do Carrefour na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, zona norte da cidade.

Carrefour retira termo “black friday” de site depois da morte de João Alberto .
Chama ocasião de "Ofertou". Em 2019, marca usava o termoA mudança foi realizada após a morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, em uma loja da rede, em Porto Alegre. Beto, como era conhecido pelos amigos, foi morto após ser espancado por 2 seguranças terceirizados da empresa. O caso motivou protestos antirracistas em todo o Brasil, já que a vítima era 1 homem negro.

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