Brasil Entenda a relação entre os primos João Campos e Marília Arraes, candidatos no Recife

01:55  21 novembro  2020
01:55  21 novembro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Principais cidades do primeiro turno das eleições municipais

  Principais cidades do primeiro turno das eleições municipais Uma eleição com mais candidatos reeleitos do que eleitos pela primeira vez é o resultado que os analistas preveem para o primeiro turno das eleições municipais do Brasil, neste domingo, 15 de novembro. É o que se espera que aconteça em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, onde o prefeito de centro Bruno Covas (Partido da Social Democracia Brasileira, 32%), lidera as intenções de voto, seguido por um empate técnico entre o candidato de esquerda Guilherme Boulos (Partido Socialismo e Liberdade, 13%) e o jornalista conservador Celso Russomano (Republicanos, 12%), favorito do presidente Jair Bolsonaro, conforme uma pesquisa do Ibope divulgada na segunda-feira (9).

João Campos e Marilia Arraes são primos e se enfrentam no 2º turno no Recife Imagem: FELIPE Candidata à Prefeitura do Recife, Marilia Arraes (PT) aparece numericamente à frente, com 45 Em relação aos votos válidos, quando são excluídos os votos brancos e nulos, o resultado fica assim

João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), que são primos , partiram para o ataque no primeiro debate, realizado pela Rádio Jornal. Vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre

A relação entre os atuais candidatos à prefeitura do Recife (PE), João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), vai além das disputas políticas: os dois também são primos de segundo grau. O racha na família Campos-Arraes não se resume às eleições de 2020. Já tem alguns bons anos que o clã, com uma prolífica genealogia política, está dividido.

João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT): primos disputam Prefeitura do Recife em 2020. © Dida Sampaio/Estadão e Ricardo Labastier/EFE João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT): primos disputam Prefeitura do Recife em 2020.

No primeiro turno deste pleito, Campos teve 233.028 votos válidos, ou 29,13%, enquanto Marília teve 223.248 votos válidos, 27,9%. O cenário mudou depois da primeira pesquisa Ibope simulando as intenções de voto no segundo turno: a petista tem agora 45% e o candidato pessebista, 39%. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, que é de 3%.

Ibope no Recife: João Campos tem 39% dos votos válidos; Marília Arraes, 26%

  Ibope no Recife: João Campos tem 39% dos votos válidos; Marília Arraes, 26% Em 3º, Mendonça Filho (DEM) tem 18%. Campos venceria todos no 2º turno. Delegada Patrícia tem maior rejeiçãoNa sequência, vem a deputada federal Marília Arraes (PT-PE), com 26%. Com isso, o levantamento indica que os primos devem disputar a eleição em 2º turno.

Download Now. saveSave A RELACAO ENTRE O PPP e PDE Mirza Toschie e Marili Neste texto buscamos fazer relaes entre a proposta do Projeto Poltico-Pedaggico (PPP) que as escolas vinham sendo incentivadas a desenvolver, segundo preceitos da prpria LDB e, posteriormente, do Plano

A artesã marilia salom]ao ensina a fazer UMA linda bolsa em petchwork no programa artesanato sem stress.

A disputa acirrada e o histórico de embates familiares elevou os ânimos no primeiro turno. Marília chegou a chamar o primo de “frouxo” pelo Twitter e o acusou de se esconder atrás da vice, Isabella de Roldão (PDT). “João Campos é frouxo, colocou a vice para criticar as nossas propostas (...) Ressalto: não debato com vice. Se o candidato quiser, crie coragem e venha debater o Recife”, escreveu a candidata.

Os dois buscam firmar o legado de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, na política. Falecido em 2005, Arraes é avô de Marília e bisavô de João. O candidato pessebista, por sua vez, é filho de Eduardo Campos, que também governou o Estado e se candidatou à presidência em 2014, mas foi morto em um acidente aéreo. Por divergências recentes, porém, não compartilham a força de Arraes conjuntamente.

Recife terá segundo turno entre os deputados federais João Campos e Marília Arraes

  Recife terá segundo turno entre os deputados federais João Campos e Marília Arraes A última pesquisa do Ibope, divulgada na noite do sábado, 14, já indicava a probabilidade do segundo turno entre os dois candidatos , mas apontava 39% dos votos válidos para João Campos e 26%, para Marília Arraes."Esse resultado foi muito simbólico. Foi um recado para quem acha que o povo do Recife tem dono. A gente mostrou que quem manda no Recife é o povo do Recife. No segundo turno, a eleição será bem diferente. A primavera do Brasil para se livrar do obscurantismo que ameaça o povo vai começar aqui no Recife. O Recife está dando um recado para o Brasil que não aceita ser oprimido.

relacao _ candidato _vaga_2012. Uploaded by. JohannvonSeehausen. Visconde Expresso. O ensino superior brasileiro e a influência do modelo francês.

Um termo usado pela sociologia e psicologia para definir qualquer tipo de relação entre duas ou mais pessoas. Cada meio social como escola, comunidade, núcleo familiar e É a partir do momento que nos enxergamos que conseguimos amadurecer e lidar melhor com o meio e as pessoas que vivemos.

Veja, a seguir, a árvore genealógica da família Campos-Arraes e como as disputas começaram.

Primeira geração: Miguel Arraes

O patriarca da família é Miguel Arraes de Alencar. Filho de agricultores, nasceu no Ceará e se mudou para o Recife, onde se formou em Direito e trabalhou no Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Casou-se com Célia de Sousa Leão, com quem teve oito filhos entre 1946 e 1959: José Almino, Ana Lúcia, Carlos Augusto, Miguel Filho, Marcos, Maurício, Carmen Sylvia e Luiz Cláudio.

Célia morreu em 1961. Arraes voltou a se casar, dessa vez com Maria Magdalena Fiúza, com quem teve mais dois filhos: Mariana e Pedro.

Foi na campanha do avô ao governo do Estado, em 1986, que Eduardo Campos começou a atuar na vida pública. © NEWTON AGUIAR/ESTADÃO Foi na campanha do avô ao governo do Estado, em 1986, que Eduardo Campos começou a atuar na vida pública.

Arraes estreou em eleições em 1951, quando se elegeu deputado estadual; em 1960, virou prefeito do Recife e, em 1992, governador do estado pelo Partido Social Trabalhista (PST), hoje extinto. Entretanto, foi deposto pelo governo federal em 1964, após o golpe militar. Ficou preso em Fernando de Noronha por cerca de um ano e meio, até que foi solto e partiu para o exílio na Argélia.

Bolsonaro minimiza derrota e capitaliza derrota do PT no Nordeste

  Bolsonaro minimiza derrota e capitaliza derrota do PT no Nordeste Nas redes sociais, presidente adota discurso para atenuar derrota de seus candidatos; dos 13 prefeitos e 45 vereadores, apenas 11 tiveram sucesso nas urnas“Se engana quem acha que o presidente sai derrotado dessa aí. Essa narrativa vai por água abaixo. Basta você olhar oque aconteceu no Nordeste, onde o PT perdeu praticamente todas as capitais e isso não acontecia há muito tempo. Tenha certeza que isso é trabalho do presidente e de seus ministros”, disse Carlos.

Como está a pessoa amada com relação à MIM hoje e qual atitude pensa em tomar? - Продолжительность: 50:26 Tarô do amor e a sacerdotisa 5 385 просмотров.

A ciência é um modo de compreender e analisar o mundo empírico, envolvendo o conjunto de procedimentos e a busca do conhecimento. científico através do uso da consciência crítica que levará o. pesquisador a distinguir o essencial do superficial e o principal do.

O político voltaria para o Brasil apenas em 1979. Arraes cumpriu outros três mandatos como deputado federal e se elegeu governador mais duas vezes, em 1986 e em 1994, firmando o seu nome como um dos políticos mais tradicionais de Pernambuco.

Segunda geração: Ana Arraes

Ana Lúcia Arraes, nascida em 1947, seguiu a carreira política, a exemplo do pai. Ela também se formou em Direito e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na mesma época em que Miguel, na década de 90. Em 2006, foi eleita deputada federal pelo Estado, e repetiu o feito em 2010. No ano seguinte, foi eleita para ser ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), onde é vice-presidente, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Ana Lúcia teve dois filhos com Maximiano Accioly Campos, que morreu em 1998: Eduardo e Antônio.

Ana Arraes, ministra do TCU, em seu gabinete em Brasília. © Divulgação/TCU - 2016 Ana Arraes, ministra do TCU, em seu gabinete em Brasília.

Outros filhos de Miguel Arraes preferiram distância do campo político. Miguel Filho, conhecido como Guel Arraes, é um diretor de novelas e filmes como O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. É pai da atriz Luisa Arraes.

Eleições municipais 2020: quais cidades terão 2º turno — e quem são os candidatos na disputa

  Eleições municipais 2020: quais cidades terão 2º turno — e quem são os candidatos na disputa Segunda rodada de votação acontece no dia 29 de novembro em 57 cidades.Dessas 57 cidades, 18 são capitais.

Terceira geração: Eduardo, Antônio e Marília

Eduardo Campos, um dos filhos de Ana, foi um dos membros da família com maior destaque na política. Também formado em Direito, foi eleito pela primeira vez em 1991, como deputado estadual. Depois, virou deputado federal e licenciou-se algumas vezes de seus mandatos para atuar nos governos do avô. Em 2004, tornou-se Ministro da Ciência e da Tecnologia no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, dois anos mais tarde, elegeu-se governador de Pernambuco, cargo no qual permaneceu por outros dois mandatos.

Candidato do PSB à Presidência em 2014, Eduardo Campos morreu em um acidente de avião, em Santos. © Divulgação Candidato do PSB à Presidência em 2014, Eduardo Campos morreu em um acidente de avião, em Santos.

Eduardo e a esposa, Renata Andrade Lima, tiveram cinco filhos: Maria Eduarda, João Henrique, Pedro Henrique, José Henrique e Miguel.

Em 2014, Campos se candidatou à presidência da República com Marina Silva (Rede) como a sua vice. A campanha, no entanto, foi curta: ele morreu em um acidente de avião no mesmo dia em que o seu avô, Miguel.

O seu irmão, Antônio, é escritor e chegou a se candidatar para o cargo de prefeito de Olinda (PE) em 2016, mas não foi eleito. Atualmente é presidente da Fundação Joaquim Nabuco, associada ao Ministério da Educação.

Eduardo e Antônio Campos eram primos da hoje candidata Marília Arraes, filha do administrador Marcos. Ela atuou no governo de Eduardo como secretária de Juventude e Emprego até que foi eleita vereadora do Recife em 2008, cargo no qual cumpriu três mandatos. Em 2016, se desfiliou do PSB e foi para o PT.

Confira os famosos que não foram eleitos nas eleições de 2020

  Confira os famosos que não foram eleitos nas eleições de 2020 Maioria dos nomes conhecidos do público não obteve bom desempenho; Thammy Miranda foi uma das exceções e conseguiu ser eleitoDiversos artistas e nomes conhecidos do público disputaram as eleições municipais em 2020. Destacou-se o nome de Thammy Miranda, filho de Gretchen, 9º mais votado e eleito vereador na cidade de São Paulo.

Marília chegou a se lançar como pré-candidata ao governo do Estado em 2018, cargo que disputaria com o ex-governador e ex-colega de partido, Paulo Câmara. O PT, porém, preferiu firmar uma aliança com o PSB a nível nacional e no Estado, apenas apoiou a candidatura. Ela se candidatou, então, ao posto de deputada federal e foi eleita, cumprindo o mandato até o momento.

Quarta geração: João Campos e o racha na família

João, filho de Eduardo e Renata, despontou na carreira política após se formar em Engenharia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Depois de ingressar no PSB e atuar na coordenação de encontros do partido no Estado, foi nomeado chefe de Gabinete do governo de Paulo Câmara. Também chegou a comandar a Secretaria Nacional de Juventude da sigla. A sua primeira disputa eleitoral foi em 2018, quando virou deputado federal após votação recorde.

Entre os primos, o racha começou em 2014, quando João foi escolhido pelo partido para o comando da Secretaria Nacional de Juventude, posto então visado por Marília. Ela também criticou o apoio do partido a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno daquelas eleições, sugerindo uma “guinada à direita”.

Outras disputas da família vieram à tona em 2016. Depois de perder a eleição em Olinda, Antônio, tio de João, acusou o partido de “traição” e de “ingratidão” por parte da cunhada, Renata.

Já em 2018, durante uma sessão na Câmara de Deputados, João disse ao então ministro da Educação, Abraham Weintraub, que não tinha nada a ver com o tio, Antônio: “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um sujeito pior que você”. Antônio respondeu dizendo que o jovem foi “nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht” e que queria “se mostrar” para a nova namorada, a também deputada Tabata Amaral (PDT). Ana, avó do hoje candidato à Prefeitura, repreendeu o neto em entrevista à Rede Nordeste de Rádios e disse ter ficado “entristecida” com a situação.

Conforme afirmou ao Estadão em janeiro, Antônio é crítico às alianças do PSB com petistas e afirmou ter “mais convergências do que divergências” com o atual presidente, Jair Bolsonaro. Depois da entrevista, Antônio disse ter sido ameaçado de morte. Naquela ocasião, Marília comentou, por nota, que a briga dos parentes não lhe dizia respeito.

Fatos da semana: eleições, protestos pela morte de Beto e CoronaVac em SP .
Fatos de 15 a 21 de novembro. O essencial para ficar informadoAssista ao vídeo (3min8s):

usr: 65
Isto é interessante!