Brasil Maradona tinha tatuagens de Che e Fidel e se disse “soldado” de Lula e Dilma

22:26  25 novembro  2020
22:26  25 novembro  2020 Fonte:   poder360.com.br

Diego Maradona morre na Argentina aos 60 anos

  Diego Maradona morre na Argentina aos 60 anos Diego Maradona morre na Argentina aos 60 anosO ex-jogador deixa órfãos oito filhos, além de um país inteiro e uma legião de fãs espalhados por todo o planeta, apaixonados pelo gênio controverso de um dos esportistas mais talentosos e autodestrutivos a competir em alto nível na História.

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O ex-jogador e ídolo argentino Diego Armando Maradona, que morreu nesta 4ª feira (25.nov.2020) aos 60 anos, sempre teve forte relação com a política. Simpático a valores e líderes da esquerda mundial, rompeu as fronteiras da Argentina com sua militância.

O ex-jogador Diego Armando Maradona mostra tatuagem com o rosto de Fidel Castro ao ex-líder cubano © Reprodução O ex-jogador Diego Armando Maradona mostra tatuagem com o rosto de Fidel Castro ao ex-líder cubano

Ele chegou a fazer tatuagens com os rostos do líder cubano Fidel Castro e do guerrilheiro revolucionário Che Guevara. Nos últimos anos, Maradona fez manifestações de apoio aos ex-presidentes brasileiros Lula e Dilma Rousseff, do PT, e ao atual mandatário russo Vladimir Putin.

Maradona teve relação de amor e ódio com Pelé

  Maradona teve relação de amor e ódio com Pelé Argentino e Rei do Futebol trocaram farpas por décadas até fazerem as pazes em 2016Diego Maradona teve ao longo da sua vida uma relação de amor e ódio com Pelé. Nos últimos anos, no entanto, os dois selaram a paz e até trocaram afagos em público. No centro do embate entre o argentino e o Rei do Futebol esteve principalmente a disputa em quem foi o maior jogador de todos os tempos. Apesar de para a ampla maioria dos fãs do futebol de todo o mundo não haver dúvidas de que não existiu ninguém maior do que Pelé, na Argentina muitos colocam Maradona como o melhor jogador da história.

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O 1º encontro de “El Pibe”, como era conhecido o ex-jogador, com Fidel, ocorreu em julho de 1987, 1 ano depois de o craque comandar a Seleção Argentina na conquista da Copa do Mundo de 1986, realizada no México.

A relação do ex-jogador com o cubano ficou ainda mais próxima em 2000, quando o argentino passou uma temporada morando no país do Caribe. Ele foi à Cuba passar por tratamento de desintoxicação de drogas. “Junto com Deus, ele é a razão pela qual estou vivo”, disse, sobre Fidel.

Em 2016, quando o cubano morreu, por coincidência também no dia 25 de novembro, Maradona fez uma emocionada homenagem a quem considerava “o mais sábio de todos”.

“Morreu o meu amigo, o meu confidente, o que me dava conselhos e que me ligava a qualquer hora para falar de política, de futebol. Como nunca se enganou, para mim Fidel é, foi e será eterno, único, o maior. Dói-me o coração porque o mundo perdeu o mais sábio de todos”, escreveu.

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  De Menem a Fidel Castro: a vida política 'agitada' de Diego Maradona De Menem a Fidel Castro: a vida política 'agitada' de Diego MaradonaDurante sua vida, o ex-jogador e técnico apoiou personalidades de campos ideológicos distintos.

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A tatuagem com o rosto de Che Guevara no ombro direito simbolizava uma admiração de Maradona pelo seu conterrâneo, nascido em Rosário. Os 2 compartilhavam a nacionalidade e a identificação com os ideais comunistas.

Tatuagem de Che Guevara no ombro direito de Diego Maradona © Divulgação Tatuagem de Che Guevara no ombro direito de Diego Maradona

Fã de futebol, Che não viveu o suficiente para assistir a Maradona ganhar a Copa do Mundo de 1986 com a Seleção Argentina. Ele morreu 19 anos antes, em 1967. Gravada na pele, contudo, sua silhueta acompanhou o ídolo argentino em diversos episódios marcantes —do futebol à política.

Nos últimos anos, Maradona fez uma série de manifestações em relação à política brasileira. Em 2019, poucos minutos depois da saída da prisão do ex-presidente Lula, ele usou as redes sociais para fazer uma homenagem. “Hoje se fez a justiça”, escreveu, na legenda de uma foto com o petista.

Foto publicada por Maradona ao lado do ex-presidente Lula © Reprodução/Facebook Foto publicada por Maradona ao lado do ex-presidente Lula

No ano anterior, na data do julgamento do ex-presidente no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que acabou condenando Lula, Maradona publicou a seguinte mensagem nas redes sociais: “Lula querido, Diego está com você”.

Fascinado por líderes da esquerda, Maradona morre no mesmo dia que Fidel Castro

  Fascinado por líderes da esquerda, Maradona morre no mesmo dia que Fidel Castro Ele descreveu o líder cubano Fidel Castro como seu "segundo pai" e, em sua vida cheia de metáforas, a última foi que Diego Maradona morreu no mesmo dia que o líder cubano. Era amigo do venezuelano Hugo Chávez e jogava futebol com o ex-presidente boliviano Evo Morales: a rebelião juvenil de Diego Maradona tornou-se com o tempo um fascínio pela esquerda latino-americana no poder. “Sempre tivemos um relacionamento muito bom, uma amizade muito boa. Desde o primeiro dia em que você veio aqui com sua namorada” em 1987, disse Castro sobre Maradona em entrevista em 2005.

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Em maio de 2016, às vésperas da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ele escreveu que era “1 soldado de Lula e Dilma” na legenda de uma foto com a camiseta da Seleção Brasileira.

Publicação feita por Maradona às vésperas da votação do impeachment de Dilma © Reprodução/Facebook Publicação feita por Maradona às vésperas da votação do impeachment de Dilma

Durante a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, Maradona disse nutrir admiração a outro importante líder mundial, o presidente russo Vladimir Putin.“É meu ídolo. Na parede da minha casa, tenho duas fotografias. Duas fotos estão penduradas uma junto a outra: Fidel Castro e Vladimir Putin”, afirmou.

Vladimir Putin e Diego Maradona em cerimônia da Copa do Mundo da Rússia, em 2018; ao fundo, da esquerda para a direita, o camaronês Samuel Eto’o, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o espanhol Carles Puyol e o nigeriano Nwankwo Kanu © Reprodução/Instagram Vladimir Putin e Diego Maradona em cerimônia da Copa do Mundo da Rússia, em 2018; ao fundo, da esquerda para a direita, o camaronês Samuel Eto’o, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o espanhol Carles Puyol e o nigeriano Nwankwo Kanu

Depois de sua morte, Maradona recebeu homenagem de outros líderes políticos. Evo Morales, que renunciou à presidência da Bolívia há pouco mais de 1 ano, o chamou de “irmão”.

Ex-presidenta da Bolívia também prestou homenagem ao jogador. Afirmou que Maradona era “1 grande amigo das causas justas” © Reprodução/Instagram @evomoralesayma Ex-presidenta da Bolívia também prestou homenagem ao jogador. Afirmou que Maradona era “1 grande amigo das causas justas”

O jogador de futebol também recebeu homenagens de políticos do seu país natal. O presidente argentino, Alberto Fernández, declarou: “Você nos levou ao topo do mundo. Você nos fez imensamente felizes. Você foi o maior de todos”.

Casagrande, 'chocado', revela revolta e chora ao falar de Maradona: 'É a minha morte também'

  Casagrande, 'chocado', revela revolta e chora ao falar de Maradona: 'É a minha morte também' Casagrande, 'chocado', revela revolta e chora ao falar de Maradona: 'É a minha morte também'"Não tenho vergonha de dizer que sou igual àqueles caídos na Cracolândia [local na região central de São Paulo onde muitos dependentes químicos convivem], que são humilhados, parte da decoração terrível de São Paulo. Eu tenho sobrevivido, mas sou um dependente químico. E a morte de Maradona é a minha morte também", disse o ex-atleta no programa Redação SporTV, do canal SporTV.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, agradeceu ao craque “por ter existido” em uma homenagem póstuma © Reprodução/Instagram@alferdezok O presidente da Argentina, Alberto Fernández, agradeceu ao craque “por ter existido” em uma homenagem póstuma

A vice-presidente, Cristina Kirchner, também lamentou a morte do compatriota pelas redes sociais. Ele apoiava a gestão Kirchner desde a época em que seu marido, Néstor, era o presidente.

  Maradona tinha tatuagens de Che e Fidel e se disse “soldado” de Lula e Dilma

Em 2018, Maradona se ofereceu para ser vice em uma chapa encabeçada por Kirchner nas eleições do ano seguinte pela presidência da Argentina. Em vez disso, ela disputou –e venceu– como vice de Fernández.

Maradona e a então presidente da Argentina, Cristina Kirchner © Reprodução/WikimediaCommons Maradona e a então presidente da Argentina, Cristina Kirchner

Maradona também expressou reiteradas vezes ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Chegou a se declarar “1 soldado” do líder chavista.

Maradona participa do encerramento de campanha de Maduro em 2018 © Reprodução/Twitter Maradona participa do encerramento de campanha de Maduro em 2018

Maduro enfrenta forte oposição dentro do país, que se intensificou com a auto-declaração de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019. Desde então, Maradona voltou a afirmar seu apoio ao regime chavista. Visitou Nicolás Maduro em Janeiro deste ano.

Maradona também era apoiou o antecessor de maduro, Hugo Chávez. Os 2 visitaram Fidel Castro em Havana em 2011.

Maradona com Fidel Castro e Hugo Chávez © Reprodução/Fidel Castro Maradona com Fidel Castro e Hugo Chávez

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