Brasil Última audiência de mediação entre governo de Minas e Vale no caso Brumadinho termina sem acordo

04:30  22 janeiro  2021
04:30  22 janeiro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Minas aguarda contato do Ministério da Saúde para iniciar vacinação

  Minas aguarda contato do Ministério da Saúde para iniciar vacinação Governo do estado já adquiriu 50 milhões de seringas com agulhas para começar a imunizar mineiros contra COVID-19. Zema celebrou aprovação da Anvisa

De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o prazo de internação não pode ultrapassar o prazo de três anos e a manutenção Em setembro, a suspeita já tinha sido internada pelo caso . Ela ficou apenas um dia apreendida em isolamento no Case (Centro de Atendimento

O presidente da Vale afirmou hoje que a companhia não sabia da possibilidade de rompimento da barragem, apesar de relatórios divulgados pela mídia. Ele participou de uma audiência realizada na comissão externa da câmara dos deputados, que acompanha as investigações do caso .

RIO - Fracassou a tentativa de acordo entre a Vale, o Estado de Minas Gerais e instituições como o Ministério Público e a Defensoria Pública na bilionária ação civil pública do caso Brumadinho. Após negociações patrocinadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na última audiência de mediação antes da sentença as partes não chegaram a consenso. A discussão envolve o valor total das indenizações aos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos da Mina do Córrego do Feijão.

O episódio, em 25 de janeiro de 2019, matou 272 pessoas. Também deixou um rastro de destruição. Parte dos detritos de mineração chegou ao Rio Paraopebas, com extenso dano ambiental. Segundo o presidente do TJMG, Gilson Soares Lemes, a Vale propôs pagar R$ 29 bilhões por danos materiais e morais. A cifra ficou abaixo dos cerca de R$ 40 bilhões pedidos pelo governo e na ação.

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  Conheça as mineradoras mais caloteiras do Brasil Por trás dos calotes de mais de R$ 8,6 bilhões estão empresários, grandes herdeiros, políticos e grupos do exterior . Tal como o soterramento de trabalhadores em Bodó, há outras tragédias envolvendo caloteiras com participação estrangeira. É o caso da antiga Zamin, atual Dev Mineração S/A, no Amapá. A empresa está por trás de um desabamento no porto de Santana (AP) em 2013 e responde por um calote de quase R$ 120 milhões. À época, a britânica Anglo American controlava a mineradora, que ainda extrai minério de ferro na Amazônia.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais fez, nesta quinta (21), uma audiência pública para debater os impactos da tragédia de Brumadinho na bacia do Rio Paraopeba. A audiência contou com a presença de representantes da Procuradoria da República e

O secretário-geral do Governo de Minas , Mateus Simões, disse ver chances de um acordo na ocasião, mas apontou: “as negociações Neste contexto, o Morgan Stanley divulgou nesta semana as suas previsões a respeito das negociações entre Vale e governo de Minas Gerais por Brumadinho .

"Ainda há uma distância entre o que foi oferecido e o que as instituições pleiteiam. Demos um prazo de uma semana para que as instituições e a Vale possam tentar uma negociação melhor", disse.

O pedido original soma R$ 54,7 bilhões. Desse valor, R$ 26,7 bilhões são relativos a perdas materiais. Essa conta inclui a redução de arrecadação do Estado em função do rompimento da barragem.

O desfecho desejado pelas autoridades e pelo governo mineiro era chegar a um acordo com a Vale antes de 25 de janeiro, quando a tragédia fará dois anos. Ainda assim, a Vale terá até 29 de janeiro para reformular a proposta. Se de fato não houver acordo, o caso volta à Justiça de primeira instância em 1º de fevereiro para ser sentenciado.

O secretário-geral de Estado de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou após a última audiência com a companhia, realizada na tarde desta quinta-feira, 21, que o governo e as instituições de direito não aceitarão discutir valores como "lances de um leilão".

Brumadinho: Minas Gerais rejeita valor de reparação proposto pela Vale

  Brumadinho: Minas Gerais rejeita valor de reparação proposto pela Vale Vale tem até 29. jan para nova proposta. Rompimento de barragem completa 2 anos . 259 pessoas morreram na tragédia em MGDe acordo com o secretário-geral do governo mineiro, Mateus Simões, não haverá mais audiências. A Vale terá até 29 de janeiro para apresentar uma proposta que atenda às expectativas do Estado. Do contrário, o processo que julga a tragédia retomará sua tramitação normal na 1ª instância do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) e caberá ao juiz Elton Pupo Nogueira sentenciar os termos da reparação.

A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou nesta noite a identidade da 247ª vítima da lama da Vale que inundou a região de Brumadinho (MG) em janeiro Bombeiros trabalham na área onde corpo quase intacto foi encontrado ontem em meio ao rejeito em Brumadinho (MG) Imagem: Divulgação/CBMMG.

Terminou sem acordo a primeira reunião para definição do reparo de danos na tragédia em Brumadinho . Intermediada pela justiça, a audiência pôs frente a

"É o momento da Vale assumir sua responsabilidade, agir com dignidade e reparar os danos que foram causados ou demonstrar seu antagonismo com Minas Gerais e a sua posição de inimiga dos mineiros", afirmou Simões. Ele havia dito ao Estadão/Broadcast na semana passada que o valor dos danos materiais calculados pela Fundação João Pinheiro seria o piso para seguir as conversas com a mineradora.

O procurador da República Edilson Vitorelli disse que as instituições envolvidas na negociação são unânimes em rechaçar a proposta da Vale. "O valor oferecido está muito aquém das necessidades do Estado e das pessoas atingidas", disse.

Vitorelli comparou a tragédia de Brumadinho à causada em 2010 pelo vazamento de óleo da britânica BP no Golfo do México. No episódio, em que morreram 11 pessoas, número bem inferior ao de Brumadinho, o valor da reparação coletiva a que a empresa foi condenada chega a US$ 89 bilhões (R$ 400 bilhões). Isso, destacou, demonstraria a razoabilidade dos valores pleiteados à Justiça mineira.

Vale

Em nota, a Vale confirmou que a divergência com o governo de Minas Gerais e autoridades autoras da ação de reparação de danos concentra-se em aspectos relacionados a valores a serem pagos e à sua destinação. A mineradora afirma que continuará a cumprir integralmente sua obrigação de reparar e indenizar as pessoas, bem como de promover a reparação do meio ambiente, “independentemente de haver condenação ou acordo”. Também diz que "reitera sua confiança no Poder Judiciário".

A empresa calcula que até o momento destinou cerca de R$10 bilhões para ações de reparação e indenizações relativas à tragédia. Também destaca que até o momento foram pagas cerca de 8.700 indenizações individuais.

Secretaria de Saúde culpa população por aglomeração no Farmácia de Minas .
Unidade de Belo Horizonte tem fila quilométrica para retirada de medicamentos gratuitos; cena é frequente no localA Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais culpou usuários do programa Farmácia de Minas pelas grandes filas na porta da unidade regional de Belo Horizonte, na Avenida do Contorno, nº 8.495, próximo à trincheira do cruzamento com a Avenida Raja Gabáglia.

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