Brasil Bolsonaro proíbe ministros de atenderem Doria, diz jornal

07:51  22 janeiro  2021
07:51  22 janeiro  2021 Fonte:   istoe.com.br

Fórum dos Leitores

  Fórum dos Leitores Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.Preparando o golpe

247 - Jair Bolsonaro proibiu que os ministros atendam a qualquer pedido do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de acordo com a colunista Vera Rosa, do Estado de S. Paulo. Quem descumprir a determinação, conversar e fizer “graça” para Doria poderá "receber cartão vermelho"

De acordo com o veículo, Bolsonaro não apresentou qualquer prova do suposto plano a nenhum deputado Bolsonaro voltou a dizer que a vacinação será voluntária, apesar de o STF Fenômeno nas redes sociais, ela foi apresentada ao grande público em 2017, após entrevista ao Jornal Extra.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) proibiu seus ministros de atenderem qualquer pedido do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). As informações são da repórter Vera Rosa, do jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com a reportagem, Bolsonaro reforçou a ordem após seu principal adversário político iniciar a vacinação contra a Covid-19 no último domingo (17). Segundo o jornal, quem conversar ou fizer “graça” para o governador estará sujeito a receber um “cartão vermelho” de Bolsonaro.

O presidente estaria convencido de que Doria trabalha em sintonia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para desgastar cada vez mais a imagem do governo e articular um impeachment contra ele. Segundo o Estadão, em conversa recente com aliados, Bolsonaro teria dito que “não vão conseguir me derrubar”.

A política da morte

  A política da morte O governo dá seguidas mostras de falta de compaixão e de responsabilidade. As mortes se acumulam e já chegam perto de 210 mil no País, mas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, continuam brincando com a vida das pessoas e boicotando a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. Todos os passos do governo são para trás e as manobras de Pazuello visam, até agora, retardar o processo e tentamEm um País desgovernado, onde o presidente e seus ministros são negacionistas, o início da campanha federal de vacinação virou um foco de incerteza e ansiedade.

Doria também cobrou do governo federal, do filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e da chancelaria brasileira a superação deste "mal-estar" e pediu "respeito" do presidente Jair Bolsonaro no trato com a China. "Não é hora de embate", disse Doria .

Doria e Bolsonaro discutem em reunião de governadores. A reunião apenas com governadores do Sudeste na manhã desta quarta-feira (25) teve uma discussão entre o de São Paulo, João Doria , e o presidente Jair Bolsonaro . Doria criticou o discurso feito por Bolsonaro na terça-feira (24).

De acordo com o Estadão, em abril do ano passado, Doria ligou para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o aconselhou a sair do governo para salvar sua biografia. Segundo a reportagem, o telefonema aconteceu logo após o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro deixar o governo.

A relação entre Bolsonaro e Doria se acirrou ao longo da pandemia, especialmente por conta da vacina contra a Covid-19. Enquanto Doria trabalhava para comprar vacinas CoronaVac do laboratório chinês Sinovac, e para que o Instituto Butantan pudesse produzir sua própria vacina em parceria com a farmacêutica da China, Bolsonaro desacreditava o imunizante que, hoje, briga para que seja reconhecido como “do Brasil”.

Segundo a reportagem do Estadão, auxiliares de Bolsonaro que ainda conversam com o governador João Doria pedem para que nunca tenham seus nomes citados, e que dois assessores, sob a condição de anonimato, revelam que Bolsonaro chegou a ameaçar de demissão quem se aproximasse de Doria.

Doria promete entrega de 40 milhões de doses da Coronavac até abril e rebate Bolsonaro .
Insumos para 8,6 milhões de doses chegam no dia 3 e serão distribuídos ao Ministério da Saúde 20 dias depoisDimas Covas, diretor do Butantan, afirmou que além dos 5,4 mil litros de insumos, outros 5,6 mil já estariam "em processo adiantado" de liberação. "Com esses dois lotes, regularizaremos as nossas entregas ao Ministério [da Saúde]", afirmou, dizendo que entregaria 40 milhões de doses da Coronavac ao governo federal até abril, com possibilidade de fornecimento para outras 54 milhões de doses.

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