Brasil Brumadinho: Minas Gerais rejeita valor de reparação proposto pela Vale

08:41  22 janeiro  2021
08:41  22 janeiro  2021 Fonte:   poder360.com.br

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A Vale está sendo acusada de omitir informações sobre parte dos terrenos atingidos pela lama em Brumadinho , na Região Central de Minas Gerais , que Após as ações de reparação , o objetivo da Vale é definir a destinação da área abrangida em conjunto com autoridades e moradores da região

Vales de Minas Gerais . Parentes de vítimas, empregados e terceirizados da Vale atingidos pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão rejeitaram , em assembleia na noite desta quarta-feira (13), em Brumadinho , na Grande BH, acordo proposto pela mineradora.

Mais uma audiência para negociação do principal acordo de reparação da tragédia de Brumadinho (MG) terminou sem consenso. O governo mineiro rejeitou nessa 5ª feira (21.jan.2021) os valores propostos pela mineradora Vale, responsável pelo rompimento da barragem que causou impactos socioambientais em diversos municípios do Estado. Depois do episódio, que completará 2 anos na próxima 2ª feira (25.jan), 259 corpos foram resgatados e 11 pessoas permanecem desaparecidas.

Imagem mostra como ficou Brumadinho após rompimento de barragem da Vale, em 25 de janeiro de 2019 © Corpo de Bombeiros de MG - 25.jan.2019 Imagem mostra como ficou Brumadinho após rompimento de barragem da Vale, em 25 de janeiro de 2019

De acordo com o secretário-geral do governo mineiro, Mateus Simões, não haverá mais audiências. A Vale terá até 29 de janeiro para apresentar uma proposta que atenda às expectativas do Estado. Do contrário, o processo que julga a tragédia retomará sua tramitação normal na 1ª instância do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) e caberá ao juiz Elton Pupo Nogueira sentenciar os termos da reparação.

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  Conheça as mineradoras mais caloteiras do Brasil Por trás dos calotes de mais de R$ 8,6 bilhões estão empresários, grandes herdeiros, políticos e grupos do exterior . Tal como o soterramento de trabalhadores em Bodó, há outras tragédias envolvendo caloteiras com participação estrangeira. É o caso da antiga Zamin, atual Dev Mineração S/A, no Amapá. A empresa está por trás de um desabamento no porto de Santana (AP) em 2013 e responde por um calote de quase R$ 120 milhões. À época, a britânica Anglo American controlava a mineradora, que ainda extrai minério de ferro na Amazônia.

O Bom Dia Minas entrevistou, em uma edição especial pelos seis meses do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho , representantes da Defesa Civil de Minas Gerais , Corpo de Bombeiros e Ministério Público Estadual.

Governo não aceitou os valores apresentados pela Vale . Caso a empresa não apresente nova proposta até o dia 29/1, o processo seguirá na A ação visa a reparação dos danos socioambientais provocados pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho , em 25 de

Não vamos nos lançar num leilão para definir o valor desse acordo. Os projetos que foram apresentados somam um valor que é o mínimo necessário para garantir a recomposição dos danos gravíssimos que foram causados. Discutir os valores como se estivéssemos dando lances não será aceito pelo Estado”, disse Mateus Simões.

O secretário-geral também declarou se incomodar com o tom usando pelos representantes da Vale. “Soa como se ela estivesse dando um presente a Minas Gerais”, falou.

Que ela entenda que esse acordo será celebrado como o maior acordo da história do Brasil ou a condenação virá como a maior condenação da história do Brasil. Cabe à empresa decidir se ela quer passar para a história como aquela que, reconhecendo o que fez, resolveu reparar os danos ou que, não reconhecendo o que fez, irá esperar ser condenada.

Vale e governo mineiro não chegam a acordo sobre Brumadinho, diz secretário

  Vale e governo mineiro não chegam a acordo sobre Brumadinho, diz secretário Vale e governo mineiro não chegam a acordo sobre Brumadinho, diz secretárioSÃO PAULO (Reuters) - A Vale e o governo de Minas Gerais não chegaram a um acordo global sobre reparações pelo desastre de Brumadinho e as negociações estão encerradas, disse nesta quinta-feira o secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões.

Vales de Minas Gerais . O advogado Paulo Thomas Korte, que defende as famílias nesta ação, disse que ainda será estudado se eles irão recorrer sobre o valor das indenizações, apesar de o determinado pelo juiz ser cerca de dez vezes maior do que o proposto pela mineradora no processo.

A Vale foi condenada hoje pela primeira vez, na Justiça estadual de Minas Gerais , a reparar os danos causados pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão em Brumadinho , em janeiro deste ano, que até agora deixou 248 mortos e 22 desaparecidos.

Além de representantes da empresa e do governo de Minas Gerais, as negociações envolvem o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), o MPF (Ministério Público Federal), a DPU (Defensoria Pública da União) e a Defensoria Pública do Estado. Na 4ª feira (20.jan), o procurador-geral da República, Augusto Aras, esteve em Belo Horizonte para discutir o tema e se reuniu o governador Romeu Zema (Novo) e com representantes das instituições de Justiça envolvidas nas tratativas.

O MPMG divulgou nota dizendo que as negociações estão encerradas. “As instituições não podem abrir mão de que a Vale faça o ressarcimento completo de todo o dano resultante da tragédia, ou seja, reparação integral do meio ambiente, ressarcimento ao Estado e atendimento aos atingidos”, diz o texto.

Vale

Por sua vez, a Vale afirmou ter confiança no Poder Judiciário. Em nota, a empresa afirmou que já desembolsou R$ 10 bilhões no processo de reparação e que vem prestando assistência aos atingidos por meio de ações diretas nas regiões e de acordos individuais.

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  Justiça da Alemanha aceita ação coletiva pela devastação em Brumadinho Ação na Justiça é contra a multinacional alemã Tüv Süd; empresa afirma que colabora com autoridades

SÃO PAULO (Reuters) – A Vale ( VALE 3) e o governo de Minas Gerais não chegaram a um acordo global sobre reparações pelo desastre de Brumadinho e as negociações estão encerradas, disse nesta quinta-feira o secretário- geral da administração estadual, Mateus Simões.

Procurada sobre essa diferença de valores , a Vale não respondeu até a publicação deste texto. Crédito, Amanda Rossi/BBC News Brasil. A Defensoria Pública de Minas Gerais assinou Termo de Compromisso com a Vale para o pagamento de indenizações extrajudiciais.

A Vale reconhece, desde o dia do rompimento, sua responsabilidade pela reparação integral dos danos causados. Embora as partes não tenham chegado a consenso, a divergência concentra-se em aspectos relacionados a valores a serem pagos e à sua destinação. A Vale continuará a cumprir integralmente sua obrigação de reparar e indenizar as pessoas, bem como de promover a reparação do meio ambiente, independentemente de haver condenação ou acordo”, lê-se no texto.

As negociações vinham se arrastando em diversas audiências dentro de uma ação civil pública na qual o MPMG pedia inicialmente uma indenização de R$ 54 bilhões. Desse montante, R$ 28 bilhões seria para cobrir danos morais sociais e coletivos. Os R$ 26 bilhões restantes se referiam às perdas econômicas conforme apontou um estudo da Fundação João Pinheiro, instituição de pesquisa e ensino vinculada ao Estado de Minas Gerais.

O valor da última contra-proposta da mineradora não foi revelado. No início das tratativas, ela ofereceu R$ 21 bilhões. Além dos valores, outro ponto-chave das negociações era a governança dos projetos de reparação. Um consenso em torno dessa questão foi alcançado em audiência realizada no fim do ano passado.

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  TÜV SÜD enfrenta ação coletiva na Alemanha por caso de Brumadinho em 2019 TÜV SÜD enfrenta ação coletiva na Alemanha por caso de Brumadinho em 2019LONDRES (Reuters) - O auditor industrial TÜV SÜD enfrenta uma ação judicial por "danos significativos" na primeira ação civil em solo alemão por seu suposto papel no colapso de uma barragem em Brumadinho (MG) há dois anos.

Atingidos

Os atingidos vinham criticando o processo de negociação do acordo. Eles realizaram diversas manifestações na porta do TJMG nos dias agendados para as audiências. A principal crítica dizia respeito à falta de transparência. Como as negociações vinham se dando sob o princípio da confidencialidade, apenas os participantes das tratativas tiveram conhecimento dos detalhes. Não foram tornados públicos os projetos que estavam em discussão.

As 3 organizações que foram escolhidas pelos próprios atingidos da tragédia de Brumadinho para assessorá-los –a Aedas (Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social), o Nacab (Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens) e o Instituto Guaicuy– chegaram a publicar um documento pleiteando que todos os termos do acordo sejam tornados públicos. Também cobravam a criação de espaços abertos para discuti-lo.

No início do mês, a Aedas também apresentou uma lista com 220 medidas prioritárias para a reparação dos danos. O levantamento foi feito após um processo que teve a participação de 4.067 atingidos. A matriz emergencial de medidas reparatórias, como foi chamado o documento, divide as demandas em 8 categorias: comunicação e acesso à informação; água; moradia; infraestrutura e serviços públicos; trabalho; mulheres, crianças e adolescentes; meio ambiente; e danos morais e materiais.

A Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão), entidade criada pelos familiares dos mortos na tragédia, avalia que o acordo vinha sendo negociado num momento em que se nota uma redução dos esforços para encontrar os desparecidos.

Tem 11 pessoas para serem encontradas. Essa deveria ser a prioridade. As famílias estão se sentindo desamparadas. Enquanto um acordo bilionário é negociado, os investimentos nas buscas são reduzidos. Famílias estão desesperadas para ter o encontro dos seus”, disse Josiane Melo, presidente da entidade.

Com informações da Agência Brasil

Bombeiro de Minas organiza grupo internacional de ajuda humanitária .
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