Brasil Bolsonaro afirma que rasgaram cartão de vacina da mãe: ‘Tomou a de Oxford’

04:15  19 fevereiro  2021
04:15  19 fevereiro  2021 Fonte:   poder360.com.br

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Na live semanal desta 5ª feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou a notícia de que sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 93 anos, tomou a primeira dose da vacina contra o coronavírus, da marca CoronaVac, imunizante do laboratório chinês Sinovac produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

  Bolsonaro afirma que rasgaram cartão de vacina da mãe: ‘Tomou a de Oxford’

Mostrando a fotografia impressa da mãe, o presidente contou o que aconteceu quando a mãe tomou a vacina, no dia 5 de fevereiro. “Ela foi vacinada e aconteceu uma coisa que é inacreditável. Ela mora no estado de São Paulo, no Vale do Ribeira. A imprensa noticiou, aqui comigo tá o Portal R7 exibindo a foto da minha mãe”. O presidente leu a manchete “Mãe de Bolsonaro tomou CoronaVac, mostram dados oficiais” e disse que os seguidores sabiam a intenção.

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“Aqui então, está o cartão de vacina da minha mãe”, continuou exibindo uma folha com a cópia do cartão de vacina. “Ela foi vacinada 12 de fevereiro de 2021. No lote está escrito ‘Oxford’. Está aqui o assinado, a assinatura dele (enfermeiro que aplicou a dose), então tá aqui o registro profissional”.

O enfermeiro, segundo Bolsonaro, é Walter Lacerda de Oliveira Prado, que desde 2017 tem o registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem em São Paulo (Coren – SP). O presidente afirmou que o profissional rasgou o cartão de vacina da sua mãe. “O cara foi embora, vacinou minha mãe e foi embora. Duas horas depois o cara volta apavorado na casa da minha mãe, chama a pessoa que acompanhou ela pega o cartão de vacina dela e rasga”, diz.

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  O que se sabe sobre a vacina da AstraZeneca Mais barato e fácil de armazenar, o imunizante, também chamado de "vacina de Oxford", está em uso em dezenas de países e foi comprado pelo Brasil. © Thomas Brégardis/Ouest-France/MAXPPP/picture alliance Vacina da AstraZeneca não precisa ser armazenada a temperaturas extremamente baixas e é mais barata Quem desenvolveu a vacina da AstraZeneca contra covid-19? A vacina, chamada AZD1222, foi desenvolvida por uma equipe da Universidade de Oxford e da empresa farmacêutica britânico-sueca AstraZeneca. A equipe de pesquisa inclui cientistas do Instituto Jenner e do Oxford Vaccine Group.

Segundo Bolsonaro, após rasgar o registro de que a mãe tinha tomado uma dose da vacina de Oxford, o enfermeiro deu outro cartão onde afirmava que a dose aplicada era da CoronaVac. “Eu tenho metade do cartão rasgado que está em outra imagem aqui”.

“Tá aqui ó, o registro profissional”, diz enquanto lê os dados do enfermeiro. “Ele volta, rasga o cartão de vacina da minha mãe, de Oxford, e entrega o do Butantan”. O presidente ainda relembrou uma entrevista feita pela Revista Crescer, da Globo, com Olinda em 2015, aonde ela afirma que o filho não era de falar besteira. “Entrevistaram minha mãe, já com sinais de Alzheimer, e colocou a manchete ‘Mãe de Bolsonaro: Ele não era de falar besteira’. Essa é a Globo e outros órgãos de imprensa. Uma canalhice em cima da minha mãe, com 93 anos de idade”, conclui o presidente.

Disputa política

A fala de Bolsonaro sobre a vacinação de dona Olinda reacende uma disputa política entre o presidente e o governador de São Paulo, João Doria. A CoronaVac distribuída pelo país é licenciada pelo Instituto Butantan, subordinado ao governo paulista. Já as doses da vacina de Oxford são licenciadas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), autarquia federal do Ministério da Saúde.

Antes da liberação das doses em todo o país, Bolsonaro e Doria trocaram farpas em diversas oportunidades. Enquanto o governador de São Paulo defendia a CoronaVac, o presidente chegou a contraindicar o imunizante.

Por trás da briga está a disputa eleitoral de 2022. O governador antagoniza com o presidente desde o início da pandemia e é cotado a disputar a Presidência nas próximas eleições. Se isso ocorrer, ele pode ser um dos principais adversários de Bolsonaro, que deve tentar a reeleição.

Esta reportagem foi produzida pela estagiária em jornalismo Lorena Fraga, sob supervisão do editor Samuel Nunes

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