Brasil Cidade de SP tem maior ocupação de UTIs em três meses; 22% dos pacientes são de fora da capital

10:58  23 fevereiro  2021
10:58  23 fevereiro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Hospitais estão entre o alerta e a saturação em 13 grandes cidades de Minas

  Hospitais estão entre o alerta e a saturação em 13 grandes cidades de Minas Levantamento feito pelo EM em BH e municípios populosos do interior mostra que ocupação de UTIs passa de 50% na maioria e alcança 100% em dois delesA crise no atendimento hospitalar com o agravamento da disseminação da COVID-19 após a mutação do novo coronavírus, que afeta diversas capitais e grandes cidades país afora, se alastra e eleva as taxas de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva e de enfermaria dedicados ao tratamento de pacientes contaminados pela doença respiratória.

A cidade de São Paulo atingiu 70% de ocupação nos leitos de UTI, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 22, pela Prefeitura. São 685 internados em tratamento intensivo, dos quais 334 têm auxílio de ventilação mecânica. É a maior taxa de ocupação de UTI dos últimos três meses, segundo o secretário de Saúde, Edson Aparecido. O Estado registrou esta semana pico de internações em UTI e o governo paulista prevê endurecer as restrições nos próximos dias.

'Pelo que está acontecendo no interior, estamos atentos e monitorando a situação', diz Aparecido © TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO 'Pelo que está acontecendo no interior, estamos atentos e monitorando a situação', diz Aparecido

A capital paulista dispõe hoje de 976 leitos de UTI voltados para atendimento de pacientes diagnosticados com covid-19. Entre os pacientes que ocupam os hospitais municipais e os leitos contratados, Aparecido estima que 22% não tenham residência na cidade. “A gente acaba recebendo muita gente de outros municípios, da região metropolitana. Pelo que está acontecendo no interior, estamos atentos e monitorando a situação”, disse o secretário.

Com um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes e vive pior fase da doença

  Com um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes e vive pior fase da doença Com um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes e vive pior fase da doençaAté as 18h desta quarta-feira, foram registradas 250.036 mortes, conforme levantamento feito pelo consórcio de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde. Só nas últimas 24 horas foram 1.390 mortos. E o total de vítimas da pandemia no Brasil pode ser ainda maior, considerando a subnotificação e outros óbitos que ainda aguardam confirmação dos testes para a covid-19. Desde que ocorreu a primeira morte pela doença, o País perdeu o equivalente às populações da cidade de Marília (SP) ou de Novo Hamburgo (RS).

Segundo ele, a variação na ocupação de UTIs vinha ficando entre 60% e 65. “Mas do sábado para cá chegou a 70%. É um patamar que, por exemplo, em novembro havíamos conseguido chegar em 50%”, disse Aparecido. O boletim de monitoramento da Prefeitura mostra que em 22 de novembro, há exatos três meses, a taxa estava em 48%, com 459 internados em UTI.

O secretário de Saúde informou que nos próximos dias deve participar de reuniões com a área técnica da pasta e o próprio prefeito Bruno Covas (PSDB) para discutir eventuais medidas a serem tomadas. Questionado sobre o indicativo do governo de endurecimento de medidas, Aparecido disse que ao longo da pandemia a cidade não se furtou a tomar tais decisões. “A cidade sempre foi mais restritiva em relação a medidas previstas pelo Plano São Paulo, como na questão da ocupação das escolas na volta às aulas. Não há problemas em tomar medidas nesse sentido.”

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  Covas antecipa vacinação de idosos de 80 a 84 anos ou mais para este sábado Imunização no sábado será restrita a drive-thrus e AMAs; campanha será ampliada na segunda-feira, 1º, para trabalhadores da saúde com 55 anos ou mais e profissionais da Prefeitura que atendem idosos e pessoas em situação de rua . Entre os profissionais de saúde autônomos aptos a receber a vacina, estão: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmaceûticos, técnicos de farmácia, odontólogos, auxiliares e técnicos de saúde bucal, médicos veterinários, fonoaudiólogos, psicólogos, profissionais de educação física e assistentes sociais.

A alta na capital é parte da elevação que o Estado vem notando. O governo divulgou nesta segunda-feira, 22, que o Estado atingiu o recorde de internações em UTI desde o início da pandemia. Por isso, a gestão do governador João Doria (PSDB) estuda adotar novas medidas restritivas para frear a transmissão da covid-19. A decisão está programada para ser anunciada nesta quarta-feira, 24.

“Ultrapassamos o maior número da história da pandemia e temos de ter uma atenção especial a algumas regiões do Estado", comentou Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. A situação do interior é um dos principais focos de preocupação das autoridades. Em algumas cidades, como Araraquara, a lotação dos hospitais fez com que os prefeitos adotassem lockdown para frear o vírus.

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Estudam CoronaVac e Oxford. Analisam cepa brasileiraOs pesquisadores trabalham em duas frentes: na 1ª, é realizado o sequenciamento genético do vírus presente em amostras de pacientes infectados e que foram vacinados.

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