Brasil Brasil registra 1.699 novas mortes por Covid-19 e total supera 260 mil

09:12  05 março  2021
09:12  05 março  2021 Fonte:   reuters.com

Com um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes e vive pior fase da doença

  Com um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes e vive pior fase da doença País atingiu marca de óbitos por covid-19 nesta quarta-feira, de acordo com dados do consórcio de veículos de comunicação. Medidas rígidas voltaram a ser adotadas e especialistas chamam atenção para a falta de controle sobre a propagaçãoDoze meses depois do registro do primeiro caso da covid-19, o Brasil superou nesta quarta-feira, 24, a marca de 250 mil mortos e vive a pior fase da doença, com pico de internações e com ritmo lento de vacinação. Para tentar frear o vírus, prefeitos e governadores voltaram a adotar restrições rígidas. Especialistas afirmam que ainda não há controle sobre a pandemia.

Por Gabriel Araujo

Cemitério em Manaus © Reuters/BRUNO KELLY Cemitério em Manaus

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta quinta-feira 1.699 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que representa a segunda maior contagem diária desde o início da pandemia e eleva o total de vítimas fatais da doença no país a 260.970, segundo o Ministério da Saúde.

A cifra desta quinta fica abaixo apenas da verificada justamente na véspera, quando o Brasil atingiu o recorde de 1.910 óbitos em um só dia.

Além disso, foram contabilizados 75.102 novos casos de coronavírus no país, também a segunda maior marca já vista em apenas um dia, com o total de contaminados avançando para 10.793.732.

A covid-19 está sob o controle de Bolsonaro

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O número de casos desta quinta perde somente para a contagem notificada em 7 de janeiro, de 87.843 infecções.

Passando por uma nova onda de contaminações, mortes e sobrecargas de sistemas de saúde, o Brasil é o segundo país com maior número de óbitos por coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em casos, abaixo dos EUA e da Índia.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reafirmou nesta quinta-feira que o país enfrenta o pior momento da pandemia, especialmente considerando as taxas de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs).

"Mesmo no período entre a segunda metade de julho e o mês de agosto, quando foram registrados os maiores números de casos e óbitos, não tivemos um cenário como o atual, com a maioria dos Estados e Distrito Federal na zona de alerta crítica", disse em nota a Fiocruz, que contabiliza 19 unidades da Federação com taxas de ocupação superiores a 80%.

Covid-19: Brasil tem 1,7 mil óbitos e 75,1 mil novos casos em 24 horas

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Estado brasileiro mais afetado pela doença em números absolutos, São Paulo atingiu nesta quinta as marcas de 2.080.852 casos e 60.694 mortes.

"É fundamental que a população entenda a importância de conter a disseminação do vírus. Faço um apelo para que sigam as medidas restritivas, evitem aglomerações e usem máscara", disse pelo Twitter o governador paulista, João Doria (PSDB), que na véspera colocou todo o Estado na fase vermelha do plano de contenção da Covid-19, a mais restritiva.

Os fechamentos de atividades decretados por diversos governadores do país têm sido alvo de ataques constantes do presidente Jair Bolsonaro, que nesta quinta disse --apesar do momento dramático da pandemia no país-- que o Brasil precisa parar "de frescura, de mimimi".

Conforme os números do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções pelo coronavírus, com 901.535 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos contabilizados, somando 33.466 mortes.

O Brasil ainda possui, segundo o governo, 9.637.020 pessoas recuperadas da Covid-19 e 895.742 pacientes em acompanhamento.

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