Brasil Cármen Lúcia vai relatar notícia-crime contra Ricardo Salles no STF

06:20  17 abril  2021
06:20  17 abril  2021 Fonte:   poder360.com.br

"Sem revisão da Lei da Anistia, o passado vai bater à porta"

  Campanha pede que STF reinterprete lei de 1979 que garante impunidade de torturadores. Em entrevista, ex-secretário de Direitos Humanos defende importância da medida para evitar instabilidade política e democrática. © Arquivo Nacional Protesto contra a ditadura militar em 1968 Um movimento pela reinterpretação da Lei da Anistia no Supremo Tribunal Federal (STF) foi lançado na semana passada. O #ReinterpretaJáSTF é uma iniciativa articulada por diferentes organizações de direitos humanos e do meio jurídico.

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteada nesta 6ª feira (16.abr.2021) para ser a relatora da notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A ministra do STF Cármen Lúcia pode decidir se abre uma investigação contra Salles, ou se manda a questão para o plenário da Corte decidir © Rosinei Coutinho / SCO/STF A ministra do STF Cármen Lúcia pode decidir se abre uma investigação contra Salles, ou se manda a questão para o plenário da Corte decidir

Cármen Lúcia pode decidir se abre uma investigação contra Salles, ou se manda a questão para o plenário da Corte decidir. O pedido de investigação foi enviado ao STF porque o ministro tem prerrogativa de foro, em função do cargo que ocupa no governo federal.

Chefe da PF troca superintendente que pediu investigação contra Salles

  Chefe da PF troca superintendente que pediu investigação contra Salles Alexandre Saraiva, que comanda a Polícia Federal no Amazonas, enviou uma notícia-crime ao STF acusando o ministro do Meio Ambiente de tentar obstruir investigação contra extração ilegal de madeira na Amazônia. © Marcos Corrêa/Presidência da República do Brasil O pedido de investigação enviado ao Supremo acusa Salles de atuar em favor dos investigados em operação O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Maiurino, decidiu trocar o chefe da corporação no Amazonas, em meio a um atrito entre este e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou a imprensa brasileira nesta quinta-feira (15/04).

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O processo foi movido na 4ª feira (14.abr) por Alexandre Saraiva, então superintendente da PF (Polícia Federal) no Amazonas, e envolve também o senador Telmário Mota (Pros-RR).

Salles e Mota são acusados de formar uma organização criminosa que beneficiava madeireiros ilegais e criava obstáculos à fiscalização da PF e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Segundo a denúncia, Salles teria atuado para obstruir uma investigação que culminou em apreensão histórica de madeira ilegal. Seriam três delitos cometidos pelo ministro: dificultar a ação fiscalizadora do poder público no meio ambiente, exercer advocacia administrativa e integrar organização criminosa. O documento diz ainda que ele “patrocina diretamente interesses privados e ilegítimos perante a administração pública”.

Na 5ª feira, a direção da PF decidiu substituir Alexandre Saraiva na Superintendência Regional do Amazonas.

No mesmo dia, o subprocurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Rocha Furtado, pediu à Corte que determine à Casa Civil do governo o afastamento cautelar do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

'A boiada passou e corre o risco de passar de novo': as preocupações de ambientalistas um ano após reunião ministerial de Bolsonaro .
Um ano depois de reunião em que falou sobre 'ir passando a boiada', Salles está novamente sob holofotes durante Cúpula do Clima — e Brasil chama atenção internacional por problemas ambientais enfrentados desde desde entãoDivulgada em meio a acusações do ex-ministro Sergio Moro de que o presidente interferia da Polícia Federal em benefício próprio, o vídeo da reunião revelou bastidores e principais projetos e preocupações do governo Bolsonaro naquele momento.

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