Brasil Na CPI, Planalto quer ‘culpar’ Mandetta por erros do governo na pandemia

13:41  04 maio  2021
13:41  04 maio  2021 Fonte:   estadao.com.br

CPI da pandemia: Quem é quem na comissão que investigará ações e omissões do governo Bolsonaro

  CPI da pandemia: Quem é quem na comissão que investigará ações e omissões do governo Bolsonaro Presidente Jair Bolsonaro conta com 4 aliados entre 11 senadores, que se reúnem pela primeira vez nesta terça-feira (27/04).A abertura da investigação foi determinada no início de abril pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após senadores apresentarem mandado de segurança à Corte em que argumentavam que a presidência da Casa vinha ignorando o requerimento para instalação da CPI, mesmo com os requisitos formais sendo atendidos.

BRASÍLIA – A CPI da Covid dá início nesta terça-feira, 4, à sua fase mais ostensiva, ao coletar depoimentos com potencial para aumentar a pressão sobre o presidente de Jair Bolsonaro. O colegiado vai ouvir os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Emissários do presidente reuniram uma série de informações sobre Mandetta e as repassaram a senadores. Além disso, perguntas que serão feitas ao ex-ministro foram preparadas dentro do Planalto e enviadas aos aliados. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos

BRASÍLIA - A CPI da Covid dá início nesta terça-feira, 4, à sua fase mais ostensiva, ao coletar depoimentos com potencial para aumentar a pressão sobre o presidente de Jair Bolsonaro. O colegiado vai ouvir os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Emissários do presidente reuniram uma série de informações sobre Mandetta e as repassaram a senadores. Além disso, perguntas que serão feitas ao ex-ministro foram preparadas dentro do Planalto e enviadas aos aliados. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos

BRASÍLIA – A CPI da Covid dá início nesta terça-feira, 4, à sua fase mais ostensiva, ao coletar depoimentos com potencial para aumentar a pressão sobre o presidente de Jair Bolsonaro. O colegiado vai ouvir os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. A estratégia do Palácio do Planalto é dar condições para que os senadores governistas da comissão apontem erros e contradições de Mandetta, hoje crítico de Bolsonaro.

Emissários do presidente reuniram uma série de informações sobre Mandetta e as repassaram a senadores. Além disso, perguntas que serão feitas ao ex-ministro foram preparadas dentro do Planalto e enviadas aos aliados. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, estiveram pessoalmente envolvidos no municiamento dos governistas, segundo apurou o Estadão.

Mandetta abre CPI da Covid-19 nesta terça expondo negacionismo de Bolsonaro e obsessão pela reeleição

  Mandetta abre CPI da Covid-19 nesta terça expondo negacionismo de Bolsonaro e obsessão pela reeleição Ex-ministro da Saúde e presidenciável, demitido pelo Planalto, diz que ultradireitista estava convencido de que governadores queriam minar sua candidatura em 2022 com medidas contra a pandemia. Alinhados ao Planalto devem explorar telhado de vidro do político do DEMO depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta estreará nesta terça-feira, 4 de maio, uma das maiores provas de fogo que o presidente Jair Bolsonaro enfrentará na CPI da Covid-19 no Senado. Político experiente, Mandetta tenta se cacifar para concorrer às próximas eleições presidenciais e espera-se dele um dos tons mais críticos com potencial de gerar constrangimento ao presidente.

Programa: Siará Notícias - 04.05.2021Apresentação: Eduardo CallegaryProdução: Edinaele Sousa.

Mandetta reafirma importância do isolamento social.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no salão oeste do Palácio do Planalto © Dida Sampaio/Estadão O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no salão oeste do Palácio do Planalto

Um dos pontos no qual os bolsonaristas devem insistir sugere que Mandetta foi responsável por inúmeras mortes ao recomendar que infectados só procurassem atendimento quando os sintomas se agravassem. Na época, contudo, essa era a orientação para que se evitasse o colapso no sistema de saúde. Senadores governistas estão sendo orientados a tirar a fala do contexto e a chamar Mandetta de “genocida”. A estratégia é tentar anular um “uso político” do espaço pelo ex-ministro da Saúde, pré-candidato à Presidência, em 2022.

“Vai depender da fala do ministro. Nessas coisas, cada ação tem uma reação”, disse o líder do PSDB, Izalci Lucas (DF), numa referência à posição dos governistas. O tucano não é integrante do colegiado, mas tem preparado questionamentos aos ex-ministros.

CPI da Covid: O que esperar dos depoimentos de Mandetta, Teich e Pazuello

  CPI da Covid: O que esperar dos depoimentos de Mandetta, Teich e Pazuello Comissão vai interrogar ministros da Saúde sobre responsabilidades do governo na compra de cloroquina, falta de oxigênio e atraso na vacinaçãoOs depoimentos começam na terça-feira (04/05), com os dois primeiros chefes da pasta, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

A CPI da Covid dá início nesta terça-feira, 4, à sua fase mais ostensiva, ao coletar depoimentos com potencial para aumentar a pressão sobre o presidente de Jair Bolsonaro. O colegiado vai ouvir os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. A estratégia do Palácio do Planalto é dar Emissários do presidente reuniram uma série de informações sobre Mandetta e as repassaram a senadores. Além disso, perguntas que serão feitas ao ex-ministro foram preparadas dentro do Planalto e enviadas aos aliados. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o chefe da Casa Civil, Luiz

Mandetta reafirma importância do isolamento social. Defesa do governo na CPI da Covid mobiliza milícias digitais.

O interesse eleitoral de Mandetta deve influenciar até a maneira como senadores de oposição e independentes vão questioná-lo. Para uma ala pragmática da CPI, será melhor abreviar a sessão porque a maior parte das posições do ex-ministro já é conhecida e o depoimento poderá servir para que ele capitalize politicamente.

Para um parlamentar independente, um interrogatório maçante servirá como “palanque eleitoral”. Fora do Executivo há mais de um ano, Mandetta assinou manifesto de presidenciáveis críticos do governo.

Entre os não governistas, uma das estratégias é usar os ex-ministros convocados para identificar Bolsonaro como o responsável pela “última palavra” e, consequentemente, pelos erros. No entanto, o grupo também pretende vasculhar o desempenho de Mandetta. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), embora Mandetta tenha se tornado crítico da gestão Bolsonaro, o trabalho dele deve ser passado a limpo. “É importante o questionamento à gestão dele. Não vai ser, digamos, nenhuma inquisição, mas também não vai ser um negócio para se jogar flores”, afirmou o petista.

Mandetta diz à CPI que Bolsonaro ignorou a ciência no combate à covid-19

  Mandetta diz à CPI que Bolsonaro ignorou a ciência no combate à covid-19 Ex-ministro afirma que presidente queira alterar bula da cloroquina para que fosse indicada no tratamento contra o coronavírus. Falta de unidade nas ações do governo confundiu população e afetou combate à doença, avalia. © Reuters/A.

A CPI da Covid dá início nesta terça-feira, 4, à sua fase mais ostensiva, ao coletar depoimentos com potencial para aumentar a pressão sobre o presidente de Jair Bolsonaro. O colegiado vai ouvir os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. A estratégia do Palácio do Planalto é dar condições para que os senadores governistas da comissão apontem erros e contradições de Mandetta , hoje crítico de Bolsonaro. Emissários do presidente reuniram uma série de informações sobre Mandetta e as repassaram a senadores.

O Mandetta foi demitido há mais de um ano e quando da demissão eram 1.900 mortos e hoje são 410.000!

A expectativa é a de que Mandetta e Teich sejam ouvidos a partir das 10 horas, no Senado. Procurados, nenhum dos dois quis se manifestar.

‘Treinamento’

O depoimento mais tenso é esperado para amanhã, quando o general Eduardo Pazuello se sentará no plenário da CPI. As possíveis consequências dos questionamentos ao general são as maiores fontes de preocupações para o governo. Substituído pelo médico Marcelo Queiroga, Pazuello deixou o Ministério da Saúde em março e fez acusações graves, admitindo até a existência de um esquema de corrupção na pasta.

Os integrantes da comissão têm na manga uma série de omissões de Pazuello que reputam terem sido responsáveis pelo agravamento da pandemia de coronavírus no Brasil.

O militar tem sido “treinado” pelo governo para suportar a pressão. Pazuello é um dos alvos do senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI. “Guerras se enfrentam com especialistas, sejam elas bélicas ou sanitárias. A diretriz é clara: militares nos quartéis e médicos na saúde. Quando se inverte, a morte é certa”, disse Renan.

Depoimentos da CPI miram cloroquina e 'ministério paralelo'; vacina tem pouco destaque .
Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta mencionaram insistência do presidente Jair Bolsonaro no uso de medicamentos do 'kit covid'; atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga se negou a responder sobre o temaBRASÍLIA — Os depoimentos prestados à CPI da Covid no Senado ao longo desta semana tiveram pelo menos um ponto em comum: todos trataram da insistência do presidente Jair Bolsonaro no chamado “tratamento precoce”, baseado no uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença, como a cloroquina. O tema das vacinas, considerado o mais urgente, acabou ficando em segundo plano.

usr: 2
Isto é interessante!