Brasil 3 boas notícias que mostram o impacto positivo da vacinação contra covid no Brasil

19:35  04 maio  2021
19:35  04 maio  2021 Fonte:   bbc.com

Imunização contra a COVID-19: a vez de quem tem comorbidades

  Imunização contra a COVID-19: a vez de quem tem comorbidades PBH começa a vacinar pessoas com menos de 60 anos do grupo de risco na sexta. Hora é de preparar documentos. Se preciso, cadastro será reabertoDe acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, até a manhã de ontem, 70 mil pessoas haviam garantido o registro no cadastro, aberto na sexta-feira passada e necessário para receber a vacinação. O número equivale a cerca de 25% dos 290 mil moradores que compõem esse público-alvo, “estimado pelo Ministério da Saúde, tendo como referência o IBGE e também a Pesquisa Nacional em Saúde" e já excluindo os que têm mais de 60 anos – contemplados com a vacina antes–, informou a pasta.

Os benefícios da vacinação contra a covid-19 já podem ser observados em todo o mundo, à medida que mais pessoas são imunizadas.

É importante tomar a primeira e a segunda dose da vacina © Reuters É importante tomar a primeira e a segunda dose da vacina

No Brasil, não é diferente. Dados mostram evidências claras de que a vacina vem reduzindo casos de infecção e mortes. Apesar disso, o país ainda enfrenta problemas em sua campanha de imunização.

A escassez de vacinas é um deles. Milhares de pessoas que tomaram a primeira dose ainda aguardam a segunda - o imunizante requer duas doses para oferecer proteção segura contra o vírus.

A CoronaVac, por exemplo, está em falta em cidades de pelo menos 18 Estados.

Pico de mortes era esperado, mas governo não atuou, diz especialista

  Pico de mortes era esperado, mas governo não atuou, diz especialista Aumento de casos em março. Covid segue padrões sazonais“O aumento de casos em março no Brasil e em outros países da América Latina era esperado. O poder público poderia ter planejado um aumento nos estoques de oxigênio e na disponibilidade de leitos para internação, por exemplo. Também poderia ter se adiantado no sentido de um distanciamento mais efetivo que não atrapalhasse tanto a economia”, afirma.

Até agora, segundo dados da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford (Reino Unido), cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid.

O número pode parecer alto, mas, na prática, significa que o país só administrou 20,7 doses para cada 100 pessoas, taxa inferior à de nações desenvolvidas, como Estados Unidos, Israel, França e Reino Unido, e também emergentes, como Chile e Uruguai.

Confira três boas notícias da vacinação no Brasil:

Mortes de idosos no Brasil caíram pela metade, diz pesquisa da UFPel © Getty Images Mortes de idosos no Brasil caíram pela metade, diz pesquisa da UFPel

1) Mortes de idosos acima de 80 anos caem pela metade

Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, mostra que caiu pela metade a proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais no Brasil após o início da vacinação contra a covid-19.

'Quem não toma, é burro', diz idosa ao receber segunda dose da vacina em BH

  'Quem não toma, é burro', diz idosa ao receber segunda dose da vacina em BH Além dos idosos de 70 anos, campanha de vacinação contra COVID-19 também aplicará a segunda dose em pessoas de 69, 68 e 89 anos

A taxa de mortalidade era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no fim de abril.

Quando a vacinação começou, em janeiro deste ano, o percentual era de 28%.

Segundo os responsáveis pelo estudo, os dados confirmam evidências já observadas em outros países, como Israel, mas a novidade é que, pela primeira vez, foi verificada queda de internações e mortes em um cenário com predominância da variante P1.

A variante P1 foi descoberta em Manaus (Amazonas) e hoje responde pela maior parte dos casos no Brasil.

Ela é até 2,4 vezes mais transmissível do que outras linhagens do coronavírus e, segundo estudos recentes, pode 'driblar' o sistema imunológico, infectando novamente quem já teve a doença e levando a quadros mais graves.

Evidências associam essa nova variante ao maior número de hospitalizações e mortes, especialmente de jovens.

Segundo o estudo da UFPel, pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas.

Idosos de 67 e pessoas com comobirdades de 54 e 53 anos são vacinadas em BH

  Idosos de 67 e pessoas com comobirdades de 54 e 53 anos são vacinadas em BH Prefeitura de Belo Horizonte ampliou a vacinação contra a COVID-19 para os dois grupos nesta terça-feira (11/5)

Caiu número de profissionais de saúde mortos pelo vírus © Reuters Caiu número de profissionais de saúde mortos pelo vírus

2) Profissionais de saúde estão morrendo menos

Profissionais de saúde, como médico e enfermeiros, que atuam na linha de frente do combate à covid-19, também estão morrendo em menor número.

Por causa de seu trabalho, eles foram um dos primeiros grupos a receber o imunizante.

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), houve uma queda de 83% no número de médicos mortos em março, na comparação com janeiro, quando grande parte deles foi imunizada.

Em janeiro, 59 profissionais morreram no país, informou o CFM. Em fevereiro, o número caiu para 24 e, em março, foram apenas 10.

O mesmo se observou entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

O número de mortos nesse grupo caiu 71% de março, quando 83 profissionais morreram, a abril, mês em que foram registrados 24 óbitos.

Menos indígenas estão morrendo por covid-19, mas epidemia de fake news assusta © REUTERS/Bruno Kelly Menos indígenas estão morrendo por covid-19, mas epidemia de fake news assusta

3) Casos e óbitos entre indígenas diminuem

Consideradas uma das populações de maior risco para a covid-19, os indígenas foram um dos primeiros grupos a serem vacinados.

Maria, preciso te contar sobre Bolsonaro, o fazedor de órfãos

  Maria, preciso te contar sobre Bolsonaro, o fazedor de órfãos O homem que governa o Brasil condenou uma geração a crescer e a viver sem pai ou sem mãeMaria, seu pai foi vítima de extermínio. Seu pai é um dos mais de 410.000 brasileiros que tombaram por um crime contra a humanidade entre os anos de 2020 e 2021. Enquanto eu escrevo essa carta para você, os assassinatos seguem acontecendo a uma média de quase 2.400 cadáveres por dia. Eu olho para você, Maria, e você ainda diz, os olhos escancarados de expectativa, quando alguém faz barulho na porta da frente: “pa!”. E, então, decepcionada: “pa?”.

Como resultado, houve uma queda acentuada no número de casos e mortes entre eles.

De janeiro a março, os óbitos nesse grupo caíram 66% em Mato Grosso do Sul, segundo dados oficiais. Foram nove mortes em janeiro contra três em março. O pico foi em agosto do ano passado, quando 38 indígenas morreram de covid-19.

O mesmo aconteceu em Estados como Ceará e Minas Gerais.

No entanto, como mostrou reportagem da BBC News Brasil, especialistas vêm alertando para a vulnerabilidade desse grupo às chamadas "fake news", que se espalham principalmente pelo WhatsApp nas comunidades indígenas.

  • Epidemia de fake news ameaça vacinação em terras indígenas

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O chamado ‘turismo de vacinação’ e suas polêmicas .
O polêmico "turismo de vacinação" começou a aparecer como opção em agências de viagens da Europa. Segundo o veículo de imprensa alemão Deutsche Welle, a agência de viagens norueguesa World Visitor, por exemplo, passou a oferecer pacotes a partir de 1.428 euros para Rússia e Turquia com “vacina incluída”. A opção na Turquia é se vacinar em um posto de saúde do aeroporto de Moscou, na conexão da viagem.

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