Brasil Rio de Janeiro identifica nova cepa do vírus em circulação no estado

22:00  06 maio  2021
22:00  06 maio  2021 Fonte:   istoedinheiro.com.br

O que se sabe sobre a variante indiana do coronavírus

  O que se sabe sobre a variante indiana do coronavírus Nova cepa contém duas mutações já associadas a menor neutralização por anticorpos. No entanto, ainda não é possível afirmar que ela seja mais transmissível ou provoque casos mais graves de covid-19. © Ashish Vaishnav/Zumapress/picture alliance Índia registrou mais de 270 mil casos de covid-19 na segunda-feira Uma nova variante do coronavírus Sars-CoV-2 descoberta recentemente na Índia está sendo acompanhada com atenção por cientistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições da área ainda estão estudando a variante, denominada B.1.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) identificou uma nova variante do vírus da covid-19 em circulação no estado, de acordo com comunicado divulgado hoje (6) pelo governo. A cepa, que recebeu o nome P.1.2 foi encontrada principalmente na Região Norte, mas também foi identificada em amostras nas regiões Metropolitana, Centro e Baixada Litorânea.

A nova variante do SARS-CoV-2 recebeu esse nome por se tratar de uma mutação da linhagem P1, que permanece em maior frequência no estado, correspondendo a 91,49% das amostras analisadas. Essa variante foi identificada inicialmente em Manaus. A P.1.2 foi identificada em 5,85% das 376 amostras submetidas à segunda etapa do sequenciamento realizado pela SES.

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Também foram identificadas, em menores proporções, as linhagens B.1.1.7, variante identificada inicialmente no Reino Unido, encontrada em 2,13% das amostras e P2, identificada no próprio estado do Rio, em 0,53%.

Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES e idealizadora da pesquisa, Cláudia Mello, ainda não se sabe se a nova variante é mais transmissível ou letal. De acordo com ela, a partir deste resultado, o monitoramento segue aprofundando os efeitos que poderão ser apresentados, ou seja, o comportamento epidemiológico da variante.

O estudo mostra que a linhagem P1 se mantém presente em quase todas as regiões do estado, e a P2, nas regiões Norte e Baixada Litorânea. A variante B.1.1.7 foi identificada em todas as regiões, exceto na Baixada Litorânea.

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Monitoramento

Nesta etapa, de acordo com a SES, foram investigadas 376 amostras, de 57 municípios, selecionadas a partir de genomas enviados ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen/RJ), entre os dias 24 de março e 16 de abril.

Este estudo integra uma das maiores iniciativas na área de sequenciamento do vírus da covid-19 do país, que prevê análise de cerca de 4,8 mil amostras em seis meses.

A ação é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e conta com a parceria do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Lacen, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

Há ainda outros dois sequenciamentos de amostras do Rio de Janeiro em andamento, realizados pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde. Ao todo, foram analisadas, desde fevereiro, 708 amostras. A variante P1 prevaleceu nos sequenciamentos.

Descoberta nova variante do coronavírus no Rio de Janeiro .
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) identificou uma nova variante do vírus do coronavírus em circulação no estado. Ela é uma mutação da P.1, cepa que surgiu pela primeira vez em Manaus.Batizada de P.1.2, a nova variante foi identificada em 5,85% das 376 amostras submetidas a sequenciamento genético realizado pela secretaria entre os dias 24 de março e 16 de abril. Ainda não se sabe se essa nova cepa é mais transmissível que o vírus original, nem se provoca sintomas mais graves.

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