Brasil Brasil anuncia compra de mais 100 milhões de doses da Pfizer

13:40  12 maio  2021
13:40  12 maio  2021 Fonte:   dw.com

CPI da Covid ouve Pfizer para entender como Brasil foi para o 'fim da fila' das vacinas

  CPI da Covid ouve Pfizer para entender como Brasil foi para o 'fim da fila' das vacinas Executivo da farmacêutica no país depõe nesta quinta aos senadores; governo rejeitou compra de 70 milhões de doses em 2020.O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, será ouvido pelos senadores. Originalmente, a CPI havia convocado também a executiva Marta Díez, presidente da subsidiária da farmacêutica no Brasil, mas a empresa pediu que ela fosse dispensada porque está no Chile e "não participou das tratativas com o governo federal no ano de 2020".

Segundo Ministério da Saúde, contrato para aquisição de vacina contra covid-19 já foi fechado, com previsão de entrega entre setembro e dezembro. Novas doses se somam a outras 100 milhões já encomendadas pelo país.

Até agora, Brasil recebeu 1,6 milhão de doses da vacina da Pfizer-Biontech © Douglas R. Clifford/Tampa Bay Times/ZUMA/picture alliance Até agora, Brasil recebeu 1,6 milhão de doses da vacina da Pfizer-Biontech

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (12/05) que fechou contrato para a aquisição de mais 100 milhões de doses da vacina contra covid-19 desenvolvida pela empresa alemã Biontech e produzida em parceria com a farmacêutica americana Pfizer.

Chegam a Minas Gerais 50,3 mil doses de vacinas da Pfizer

  Chegam a Minas Gerais 50,3 mil doses de vacinas da Pfizer Imunizantes chegaram de avião a Confins e foram levados para Rede de Frios, em BH; eles serão usados para dar início à vacinação de indivíduos com comorbidades como diabetes, arritmia cardíaca, doença renal crônica, obesidade mórbida, síndrome de down, entre outros. As vacinas da Pfizer necessitam de refrigeradores específicos para serem armazenadas em temperaturas inferiores a 70 graus negativos. Em janeiro, o governo estadual anunciou a compra de 450 câmeras frias e 617 freezers com capacidade entre 200 e 400 litros para que a operação fosse concretizada.

"O Ministério da Saúde informa que já assinou o contrato com a Pfizer e aguarda a assinatura do laboratório", disse a pasta em nota.

Segundo o ministério, 30 milhões das doses deverão ser entregues em setembro, e o restante, até dezembro deste ano. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a compra das novas doses foi viabilizada por uma medida provisória que abriu um crédito extraordinário de R$ 5,5 bilhões, dos quais R$ 3,8 bilhões serão usados para a aquisição da vacina da Pfizer.

A nova encomenda se soma às 100 milhões de doses iniciais adquiridas mediante um acordo fechado com a Pfizer em março. Até agora, o Brasil recebeu apenas 1,6 milhão de doses do imunizante, distribuídas em dois lotes, entregues em 29 de abril e 5 de maio. Está prevista para esta quarta a chegada ao país de um terceiro lote, com mais 628 mil doses.

Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontes

  Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontes Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontesBRASÍLIA (Reuters) - A gestão do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello preteriu as negociações com o laboratório norte-americano Pfizer para a compra de vacinas contra a Covid-19 por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além dos acordos para produção nacional das vacinas Oxford-AstraZeneca e CoronaVac, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento da questão.

Baixas temperaturas e alta eficácia

Em razão das condições específicas de armazenamento – os frascos devem ser mantidos em temperaturas entre -25 ºC e -15 ºC, por no máximo 14 dias –, as doses já entregues foram enviadas somente para capitais. Se as doses forem armazenadas em temperaturas de 2 ºC a 8 ºC, o prazo para uso diminui para apenas cinco dias.

A vacina da Pfizer é aplicada em duas doses, por enquanto em brasileiros com mais de 16 anos de idade. A indicação do fabricante é que a segunda dose seja aplicada 21 dias após a primeira, mas o governo brasileiro recomendou um intervalo três meses. É o mesmo adotado no Reino Unido (primeiro país a usar o imunizante) e tem como base estudos que apontam alta eficácia da vacina após a primeira dose.

O imunizante usa a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que, em termos simples, ensina as células do corpo humano a se defenderem do vírus responsável pela covid-19.

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Segundo um estudo da farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã Biontech divulgado no início de abril, a vacina contra a covid-19 permanece 91,3% eficaz em evitar o contágio pelo coronavírus por pelo menos seis meses após a aplicação da segunda dose.

Demora para aquisição

A vacina da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo da Anvisa. No segundo semestre de 2020, o laboratório fez várias propostas para o Ministério da Saúde, que previam a entrega de 70 milhões de doses, com início do envio de uma primeira carga em dezembro, mas a pasta não manifestou interesse.

As negociações voltaram a andar em dezembro, mas só resultaram num acordo após vários meses de disputa, em março. Representantes da Pfizer devem ser ouvidos na CPI da Pandemia nesta quinta-feira. Os senadores querem investigar por que o governo federal se recusou a comprar a vacina da Pfizer no ano passado.

lf (Reuters, ABR, OTS)

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