Brasil Apesar da queda de mortes, 13 Estados registram alta de infecções pela covid

13:01  13 maio  2021
13:01  13 maio  2021 Fonte:   estadao.com.br

Índia supera marca de 20 milhões de casos de covid-19

  Índia supera marca de 20 milhões de casos de covid-19 Em meio a devastadora segunda onda do coronavírus, que sobrecarregou hospitais e crematórios, país contabilizou 10 milhões de infecções em apenas quatro meses. Oposição pede lockdown nacional. © Sanjeev Verma/Hindustan Times/imago images Pessoas aguardam para reabastecer cilindros de oxigênio em Nova Délhi O número total de casos de covid-19 contabilizados na Índia superou a marca de 20 milhões nesta terça-feira (04/05), em meio a uma devastadora segunda onda da doença e a um pedido da oposição por um lockdown nacional. O país reportou 357.

A pandemia de covid -19 continua a diminuir na Espanha, seguindo uma tendência de baixa iniciada há duas semanas no país, onde a incidência acumulada caiu para 180 casos a cada 100 mil habitantes nesta terça-feira, 8,3 pontos a menos do que no dia anterior. De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 4.941 casos de covid -19 e 205 mortes por complicações da doença nas últimas 24 horas. A média nacional de ocupação de leitos comuns por pacientes com covid -19 é de 6,4%, enquanto Madri e País Basco registram 13 % e Valência, 1,3%.

Por fim, há queda no Distrito Federal e em quatro Estados : Amazonas, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o mapa de tendência de casos aponta hoje para a manutenção do patamar atual em todas as unidades da federação, exceto no Rio de Janeiro, onde há tendência de alta . Atualmente, são registradas , em média, 2.086 mortes no país a cada 24 horas. O número vem em queda desde 12/04 e está no menor patamar desde meados de março.

Treze Estados registram alta na quantidade de novos casos de covid-19 confirmados em comparação com duas semanas atrás. A situação influencia a taxa nacional, que também subiu no período, e se mantém em cerca de 60 mil novos diagnósticos por dia. Especialistas alertam que, embora o País assista à queda de mortes, o cenário com tantos infectados sinaliza para a continuidade do patamar grave nos próximos meses. Por isso, a crescente flexibilização do isolamento social e a vacinação lenta preocupam.

Passageiros aglomerados no Metrô da Sé: a queda no ritmo das mortes convive com um patamar ainda alto do número de novos casos © TABA BENEDICTO / ESTADAO Passageiros aglomerados no Metrô da Sé: a queda no ritmo das mortes convive com um patamar ainda alto do número de novos casos

Dados do consórcio de veículos de imprensa mostram que, ao contrário da tendência notada em relação aos óbitos pelo novo coronavírus, os casos têm crescido na última semana. A nova alta sucede o pico registrado no fim de março e início de abril, meses que bateram recorde de letalidade na pandemia e várias redes de saúde entraram em colapso. O patamar de testes positivos pode indicar que o Brasil se manterá em um platô elevado ou até mesmo reverterá a tendência de redução de vítimas, apontam especialistas.

Pico de mortes era esperado, mas governo não atuou, diz especialista

  Pico de mortes era esperado, mas governo não atuou, diz especialista Aumento de casos em março. Covid segue padrões sazonais“O aumento de casos em março no Brasil e em outros países da América Latina era esperado. O poder público poderia ter planejado um aumento nos estoques de oxigênio e na disponibilidade de leitos para internação, por exemplo. Também poderia ter se adiantado no sentido de um distanciamento mais efetivo que não atrapalhasse tanto a economia”, afirma.

O número de novos casos de covid -19 atingiu um pico de 77 mil notificações diárias em 27 de março, um recorde na pandemia, e depois passou a cair ao longo de abril. Mas as infecções voltaram a subir em maio, e em 10/05 atingiram o maior patamar em três semanas. É importante deixar claro que há Para especialistas, os fatores ligados tanto à queda de casos quanto ao novo aumento são conhecidos desde o início da pandemia em quase todos os países do mundo. Mais recentemente, houve um recuo na média semanal do número de mortes a cada dia, mas espera-se que esse número também volte

O Brasil registrou 1.059 novas mortes por covid -19 entre ontem e hoje, de acordo com levantamento do consórcio de imprensa do qual o UOL faz parte. Até agora, aos dez meses da pandemia no país, 209.350 pessoas morreram pela doença provocada pelo coronavírus. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana. O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do

O Paraná, por exemplo, mal se recuperou do pico de março e registrou alta de 61% na média de novos casos diários, na comparação do dado da segunda-feira passada com 14 dias atrás. Os testes positivos passaram de 3 mil por dia para 4,8 mil em duas semanas. Uma alta intensa, de 83%, também é notada no Rio. Lá, as secretarias estadual e municipal de saúde atribuem a variação à notificações represadas de semanas anteriores.

Em Pernambuco, o patamar de novos casos é o maior da pandemia. O Estado tem média de 2,2 mil testes positivos, segundo dados da segunda-feira passada - alta de 19% em relação a 14 dias atrás, formando uma curva que não para de crescer.

“Nas últimas semanas, temos notado tendência de interrupção de queda nos novos casos de síndrome respiratória aguda grave e podemos traçar um paralelo com as flexibilizações das restrições e a retomada das interações sociais”, analisa o pesquisador da Fiocruz e coordenador do Sistema Infogripe, Marcelo Gomes. “Baixar a guarda desse jeito tem como efeito o aumento da exposição e é questão de tempo até mais locais notarem sinais da retomada de crescimento dos casos.”

Aumento entre os jovens: vacinação muda perfil da pandemia em Minas Gerais

  Aumento entre os jovens: vacinação muda perfil da pandemia em Minas Gerais SES aponta redução de internações e mortes de pessoas com 70 anos ou mais no estado, atribuída à vacinação. Por outro lado, incidência cresce entre mais novos[BLOCKQUOTE1] A faixa etária acima de 90 anos, na semana 3, representava 5,1% do total de internações em UTI pelo novo coronavírus. O número caiu para 1,7% na semana 16, citada acima. Dos óbitos, eram 8,6% do total e passou para 2%. O mesmo cenário de queda dos números é visto no grupo de pessoas entre 80 e 89 anos. Na semana 3, essa faixa representava 14,8% do total de internações em UTI. Na 16, a porcentagem caiu para 6,9%.

O Brasil registrou oficialmente 2.494 mortes ligadas à covid -19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) nesta quarta-feira (12/05). Também foram confirmados 76.692 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções no país O Conass não divulga número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 13 .847.191 pacientes haviam se recuperado da doença até esta quarta. Com os dados de óbitos registrados nesta terça, a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 203,7 no país, a 12ª maior do mundo

Palestinos acusam Israel de derrubar prédio de 13 andares em Gaza. Um bombardeio de Israel derrubou um prédio residencial de 13 andares na Faixa de Gaza nesta terça-feira (11), segundo o próprio exército israelense. A torre abrigava um escritório usado pela liderança política do Hamas, governantes islâmicos de Gaza. A agência de notícias Reuters registrou o momento em que uma enorme coluna de fumaça sobe de onde havia um edifício na região. Veja no VÍDEO acima.

Após o pico de abril passado, em vários Estados, já houve ampla retomada de atividades econômicas, como comércio, restaurantes, bares e até boates. Crítico do isolamento social, o presidente Jair Bolsonaro tem ameaçado editar decreto para barrar novas ações de quarentena. Já a vacinação sofre com dificuldades no recebimento de insumos para fabricar mais doses e adiamento de entregas.

Em países com vacinação mais avançada, como o Chile, a alta no contágio não necessariamente causou mais mortes. Mas o país vizinho já imunizou 47% da população, e o Brasil, 8,8% com as duas doses.

Além do Rio, Paraná e Pernambuco, houve alta em Roraima, Amapá, Maranhão, Alagoas, Tocantins, Piauí, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Pará. Já Minas, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraíba e Rondônia tiveram variação positiva ou negativa inferior a 5%, e são considerados estáveis. Houve queda em Espírito Santo, Ceará, Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Acre.

Países fecham fronteiras com a Índia por aumento da covid-19

  Países fecham fronteiras com a Índia por aumento da covid-19 O Sri Lanka fechou nesta quinta-feira (6) suas fronteiras com a Índia, seguindo os passos de outros vizinhos do gigante do Sudeste Asiático, que luta contra uma onda brutal do coronavírus. Bangladesh e Nepal também fecharam suas fronteiras com a Índia, que registrou um grande número de infecções e mortes relacionadas à covid-19 nas últimas três semanas. A Índia contabiliza mais de 230.000 mortes e 21 milhões de casos desde o início da pandemia. Sri Lanka, Bangladesh e Nepal combatem seus próprios problemas sanitários, enquanto a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho destaca "um desastre humanitário que se aprofunda" no sul da Á

Apesar da melhora recente, os pesquisadores da entidade alertaram que, considerando os índices atuais da pandemia, uma nova explosão de casos seria “crítica”, afirmando que medidas de contenção e o rastreamento das infecções continuam sendo necessários. Conforme dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções pelo coronavírus registradas , com 1.433.481 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos contabilizados, com 47.052 mortes . O governo federal ainda reporta 13 .924.217 pessoas recuperadas da Covid -19

Nenhum estado apresentou tendência de alta na média de mortes pela doença: 19 e mais o DF registraram queda ; outros 7 estados apresentaram estabilidade. Este é o primeiro dia com tendência de queda após uma semana apresentando estabilidade. Ainda assim, já são 111 dias em que a média diária de mortes fica acima de mil, indicando que, apesar da queda , os indicadores ainda estão elevados. Dezenove estados e mais o Distrito Federal registraram queda enquanto outros sete estados apresentaram estabilidade.

“Estamos relativizando a situação por tomar como base o momento mais dramático. Mas assim perdemos a sensibilidade de que ainda estamos em situação difícil, seja de casos, internações ou óbitos. O passado recente foi completamente extremo, mas o presente está longe de ser tranquilo”, acrescenta Gomes.

Os casos ajudam a prever a tendência. O novo caso de hoje pode ser o novo paciente grave de amanhã, com demanda de UTI, e eventual óbito. Quanto mais testes positivos, mais chance de a curva de mortes subir. “Há um tempo até a evolução do caso, da ordem de três semanas. Para saber o que acontece agora, o óbito não é o melhor indicador, pois está sempre atrasado quanto à atual situação da pandemia”, diz Gomes.

A prefeitura de Curitiba decidiu ontem ampliar as medidas restritivas na cidade. A gestão municipal disse que a decisão leva em conta “o aumento do número de novos casos, casos ativos, taxa de transmissão e ocupação de leitos”. O toque de recolher foi ampliado e o horário de funcionamento dos serviços não essenciais, reduzido.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde fluminense disse ter havido grande volume de notificações de casos represados na cidade do Rio. “Não significa dizer que os casos ocorreram na semana passada, mas que foram inseridos no sistema nestas datas, gerando o aumento observado.” A Secretaria municipal confirmou a situação, atribuindo a alta ao trabalho para incluir resultados laboratoriais no sistema. As pastas não detalharam a proporção de registros represados.

O dólar está em queda e precisamos ficar de olho nele

  O dólar está em queda e precisamos ficar de olho nele O dólar está em queda e precisamos ficar de olho neleOs registros de quedas vêm ocorrendo de forma recorrente desde o começo de abril e geram uma sensação de esperança no mercado brasileiro.

3 perguntas para Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19

Como avalia o momento atual da pandemia pelo qual passa o Brasil?

Tivemos um aumento forte em fevereiro e março e a grande maioria dos Estados adotou medidas e reduziu a mobilidade, e com isso conseguiu ao menos desacelerar. Sempre faço a analogia de um foguete subindo e fomos lá e desaceleramos, mas ele ficou lá em cima na estratosfera e não cai sozinho. Temos de continuar fazendo com que as pessoas fiquem longe uma das outras para não transmitir o vírus.

Logo que começamos a reduzir os casos, já aumentamos a mobilidade de novo na grande maioria dos Estados. Quando isso foi acontecendo, essa queda de casos já começou a desacelerar. A velocidade da queda foi cada dia um pouco mais lenta até se transformar em estabilização. Em alguns Estados, no Nordeste, a estabilização já indica aumento de casos. No Sudeste, em São Paulo, há uma estabilização em um patamar elevado.

Sabemos que alta de casos pode indicar uma futura alta de óbitos. Qual o papel da vacinação nessa conta?

O único fator novo é que temos uma pequena parte da população brasileira imunizada em relação aos outros aumentos que vimos no passado. É muito pouco ainda na população em geral. Se os idosos imunizados vivessem numa cidade-bolha onde só eles morassem, seria um local muito bem protegido porque 100% dos habitantes estariam imunizados e a cobertura vacinal daria a imunidade coletiva. Como esses idosos estão pulverizados, ainda há a possibilidade de continuidade da transmissão, podendo gerar surtos em diferentes faixas etárias ainda não imunizadas com capacidade de sobrecarregar hospitais. Aumentar a mobilidade neste momento é continuar desafiando o vírus.

Diante da alta de casos, como vê a perspectiva para o Brasil nos próximos meses?

Temos o risco de enfrentar um novo platô, com a manutenção de 2 mil óbitos por dia, pois a transmissão segue alta, com muitas hospitalizações. A isso se soma a dificuldade de acesso a vacinas e a chegada do inverno, período que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Ainda que a covid-19 não tenha demonstrado muito uma variação pela estação, é uma época de frio e de locais fechados. Na pior das hipóteses, veremos novo aumento na curva de mortes.

Covid-19 tira mais de um milhão de vidas na América Latina e no Caribe .
O coronavírus já tirou mais de um milhão de vidas na América Latina e no Caribe, onde a vacinação avança em um ritmo lento demais para conter a pandemia, ao contrário de lugares como Estados Unidos e Europa, que já veem uma saída para a crise. Desde que o vírus foi descoberto em dezembro de 2019 na China, a América Latina e o Caribe é a segunda região do mundo com mais mortes, atrás da Europa (1.119.433 mortes) e à frente dos Estados Unidos e Canadá (614.248 mortes). O milhão de mortes na região representa pouco menos de 30% dos 3,4 milhões de mortes oficialmente registradas pela covid-19 em todo o mundo.

usr: 6
Isto é interessante!