Brasil Moradores denunciam gritos de ‘abaixa a arma’ e ‘perdi’ antes de mortes em Jacarezinho

00:06  16 maio  2021
00:06  16 maio  2021 Fonte:   istoe.com.br

Moradores e ativistas denunciam abusos em operação policial no Rio

  Moradores e ativistas denunciam abusos em operação policial no Rio Com 25 mortos, ação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho é a mais letal da história recente do estado. Residentes denunciam invasões de casas e execuções, e grupos de direitos humanos falam em tragédia inaceitável. © Silvia Izquierdo/AP Photo/picture alliance Após operação policial, moradores saíram às ruas da favela para pedir justiça Após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro no período democrático, a qual deixou ao menos 25 mortos na favela do Jacarezinho nesta quinta-feira (06/05), moradores e ativistas denunciaram execuções e excessos cometidos por policiais, como invasões de casas e tor

Luto, fome e solidariedade: moradores lidam com vida e morte no JacarezinhoToday at 11:06 AMnoticias.uol.com.br. Pazuello pretende responder todas as perguntas na CPI, diz advogado após concessão de habeas corpus. 1 Today at 4:09 PM www1.folha.uol.com.br. 24 Today at 2:23 PM paranaportal.uol.com.br. Vereadora Benny Briolly sobre sair do país após ameaças de morte : "É cruel".

Moradores relataram a integrantes da comissão que policiais mataram um homem dentro do quarto de uma menina. De acordo com os moradores da casa, um homem entrou no local durante perseguição. Em seguida, policiais entraram no imóvel e o encontraram dentro do quarto da criança. Em entrevista coletiva, delegados da Polícia Civil do Rio defenderam a operação, a mais letal da história do Rio, e destacaram a morte de um policial durante a ação. Eles negaram as denúncias de "execução" relatadas pela comissão da OAB. "A única execução que houve na operação foi do policial

Antes dos tiros que mataram 7 de 28 mortos na operação mais letal da história do RJ era possível ouvir “abaixa a arma” e “perdi”. A denúncia foi feita por moradores de uma casa próxima à rua do Areal, na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo os moradores, policiais civis, um grupo de seis a oito criminosos armados e três pessoas de uma mesma família estavam dentro da casa. Os suspeitos morreram, os policiais retiraram os corpos e os moradores da casa decidiram se mudar. Quase dez dias depois da ação, as circunstâncias de todos os 27 óbitos de civis ainda estão cheias de perguntas.

Defensora relata 'cenas de crime desfeitas' e 'choque' com morte em quarto de criança, após operação no Jacarezinho

  Defensora relata 'cenas de crime desfeitas' e 'choque' com morte em quarto de criança, após operação no Jacarezinho Deputada estadual e defensora pública que estiveram na favela do Jacarezinho depois da operação policial que deixou 25 mortos na quinta-feira descrevem cenários de devastação.A Defensoria Pública, a Comissão de Direitos Humanos da OAB e a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio foram à favela e ouviram moradores.

Gritos de ' abaixa a arma ' e ' perdi ' precederam matança no Jacarezinho , dizem moradores . Alta acelerada de casos e mortes por Covid faz Batatais (SP) decretar lockdown de 16 dias. Medida pode ser seguida por Brodowski, cidade vizinha que também tem pacientes à espera de vaga para internação.

Há muitas maneiras de se analisar os dados divulgados pela universidade americana, que têm servido de parâmetro para avaliar as tendências de aceleração ou arrefecimento das infecções em diferentes países. Uma delas é a medida de mortes por 100 mil habitantes, que leva em conta o tamanho da população e, por isso, é uma maneira eficaz para se avaliar o avanço da doença em locais diferentes. Na lista dos dez países com mais óbitos per capita há seis países da América Latina: Peru, Bolívia, Brasil, Chile, Equador e México, como se pode observar no gráfico abaixo

Três moradores, que não quiseram se identificar por medo de represálias, narraram que os fatos aconteceram nessa ordem: um grupo de traficantes armados fugia por cima de lajes e por dentro de casas durante a ação e parou ​em uma delas. Ficaram 20 minutos conversando com os moradores. Pouco depois a polícia chegou. Os moradores não contaram o que aconteceu dentro da casa, mas narraram que ouviram “abaixa a arma” e “perdi” ou “perdemos”, indicando uma discussão entre o grupo e os policiais, seguida de muitos tiros.

Após a ação, a família se mudou no mesmo dia e uma moradora relatou que vizinhos se juntaram para limpar a casa, mas ouviram dos policiais que não limpar porque haveria perícia. A mesma moradora contou que os policiais ficaram na região por cerca de 40 minutos depois das mortes.

Segundo a Folha, o boletim de ocorrência sobre o episódio com sete mortos corresponde aos nomes de Diogo Gomes, 39, Evandro Santos, 49, John Jefferson da Silva, 30, Marlon de Araújo, 23, Pablo de Mello, 26, Toni da Conceição, 29, e Wagner Luiz Fagundes, 38. Entre as forças de segurança, participaram desse suposto confronto oito policiais da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), grupo de elite da Polícia Civil do RJ.

O que ainda falta saber sobre a operação policial no Jacarezinho .
Elevado número de mortos e baixa quantidade de prisões são questões em aberto sobre ação de segurança mais letal da história do Rio de Janeiro: Por que, dos 21 procurados na Operação Exceptios, 15 não foram localizados? A Polícia Civil alega que tinha informações de inteligência e dez meses de investigação antes de entrar no Jacarezinho. Mobilizou mais de 200 agentes, em uma região que conhece bem – a Cidade da Polícia é ao lado da comunidade. Fica difícil entender por que só fez três prisões, da lista de procurados na operação.

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