Brasil Racismo: homem negro compra sapato, é acusado de roubo e apanha em shopping

23:12  16 junho  2021
23:12  16 junho  2021 Fonte:   hypeness.com.br

RJ: Justiça determina prisão preventiva de acusado de feminicídio em shopping

  RJ: Justiça determina prisão preventiva de acusado de feminicídio em shopping RJ: Justiça determina prisão preventiva de acusado de feminicídio em shoppingA decisão de trocar a prisão em flagrante pela preventiva foi assinada pela juíza Rachel Assad de Cunha, e expedida na última sexta-feira (4).

O servidor público Paulo Arifa foi vítima de racismo no Pantanal Shopping, em Cuiabá, no Mato Grosso. O homem, que é negro, comprou um tênis na loja Studio Z, mas foi acusado de roubo por uma funcionário e agredido pelos seguranças do shopping.

Arifa afirmou que foi convocado para uma reunião e precisou comprar uma roupa especial em urgência. Ele foi ao shopping e comprou um tênis e já o calçou, mas uma funcionária o acusou de roubo.

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  Racismo: homem negro compra sapato, é acusado de roubo e apanha em shopping © Yuri Ferreira

Paulo foi agredido pelos seguranças do shopping; caso escancara racismo no Brasil

Laudo aponta 50 perfurações em corpos de jovens mortos por policiais durante ocorrência em SP

  Laudo aponta 50 perfurações em corpos de jovens mortos por policiais durante ocorrência em SP Agentes disseram que dupla suspeita de roubo na zona sul da capital reagiu após tentativa de prisão. Vídeo mostrou, porém, que séries de disparos foram efetuados sem reação de jovens, o que foi ratificado pela Corregedoria. Três PMs estão presosOs policiais atendiam uma ocorrência após uma denúncia de roubo na quarta-feira, 9, quando perseguiram o veículo dos suspeitos, que acabou se chocando e parando no cruzamento das ruas Dr. Rubens Bueno e Castro Verde, em Santo Amaro, zona sul da capital. Os agentes relataram que houve reação por parte deles, o que justificaria os disparos realizados.

“A vendedora continuou me acusando, falando que tinha pegado o troco na loja de roupas, que ela tinha visto. Mas eu tinha feito o pagamento no débito e não em dinheiro. Uma situação humilhante. Neste momento já tinha um grupo de cinco a oito seguranças me cercando”, declarou ao UOL.

Cerca de oito seguranças o seguiram e o agrediram fisicamente, mesmo ele sendo o cliente. Paulo imobilizou o pé após ser empurrado por um segurança. Para a vítima, as agressões foram motivadas pelo racismo.

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“É cultural, nesse tipo de abordagem você já foi julgado e condenado. O Brasil é baseado na escravidão. Tenho muito orgulho da minha cor. Durante a adolescência, meu corpo foi tocado por policiais várias vezes. Quando via uma blitz, já sabia como deveria agir”, denunciou Paulo ao UOL.

Empresária negra é acusada de furtar vestido em shopping no Rio

  Empresária negra é acusada de furtar vestido em shopping no Rio Empresária negra foi acusada de furtar um vestido de R$ 25 que era dela. O caso de racismo aconteceu na Leader Magazine, do Norte Shopping, no Rio de Janeiro. Ela levou a peça de roupa para encontrar uma de tamanho semelhante. © Reprodução/Redes sociais “Eu fui lá ver um vestido para minha enteada. Como eu tinha levado um vestidinho de casa para medir o tamanho dela, porque sempre confundo, eu peguei o vestido que estava na minha bolsa, olhei e comparei com o vestido da arara”, contou em um vídeo que circula nas redes sociais.

  Racismo: homem negro compra sapato, é acusado de roubo e apanha em shopping © Yuri Ferreira

Paulo é servidor público federal, mas foi vítima de violência racista em shopping

Paulo Arifa é servidor público federal atuante na Secretaria de Patrimônio da União. E mesmo trabalhando em ações de risco, pontuou que a intimidação e a agressão dos seguranças foi o maior medo que sentiu em sua vida.

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“Desenvolvemos um trabalho muito peculiar na União. Tive a oportunidade de atuar em vários processos com o Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, Ministério Público Federal. Lidamos com situações extremamente delicadas, com traficantes, garimpeiros, e também com jacarés, arraias, cobras e onças, mas nunca tive tanto medo como nesta situação”, disse ao G1.

O Pantanal Shopping afirmou que afastou os seguranças envolvidos e a loja Studio Z garante que não endossa a discriminação racial, mas não confirmou se afastou ou puniu a funcionária que acusou Paulo falsamente.

Vítima de racismo vira investigado e mostra como Brasil ainda vê negro como suspeito .
Matheus Ribeiro, jovem que foi vítima de racismo após ser acusado de ter roubado uma bicicleta por dois jovens brancos no Leblon, se tornou investigado por receptação. A Polícia Civil carioca descobriu que o instrutor de surfe de 24 anos o veículo que o jovem comprou havia sido roubado e depois revendido. Relembre: ‘Essa bicicleta é minha’: racismo no caminho de jovem negro no Dia dos Namorados Ribeiro comprou a bicicleta através de um site de vendas online e não sabia que o veículo havia sido roubado. A bicicleta foi comprada por pouco mais de R$ 3 mil, valor condizente com o produto usado.

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