Brasil Fórum dos Leitores

11:45  22 julho  2021
11:45  22 julho  2021 Fonte:   estadao.com.br

Fórum dos Leitores

  Fórum dos Leitores Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.Fundão eleitoral

* Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br. Regras eleitorais em risco. O presidente da Câmara, Arthur Lira, e seus aliados, como um golpe em meio a essa pandemia, já debatem desfigurar a lei eleitoral, para vigorar já no pleito de 2022.

Fórum dos Leitores . Estadão 6 horas atrás Fórum dos Leitores . Eleições municipais. Autonomia do eleitor. Só algumas capitais e grandes cidades conseguiram eleger o prefeito em primeiro turno, destaque para Curitiba e Belo Horizonte. E as urnas mostraram que o povo rejeita tutela.

Desgoverno Bolsonaro

Náusea

Ontem, logo bem cedinho, peguei o Estadão, ansioso por ver alguma notícia proveitosa para o meu país. Mas na página A4 já fiquei totalmente enojado com o completo estado de putrefação política em que nos encontramos. Cheguei a pensar numa solução do tipo impeachment, mas só em imaginar o vice-presidente assumindo o poder fiquei horrorizado. Esse senhor há meses publicou neste jornal artigo dizendo que não há interferência militar no governo e, agora, volta de Angola após missão em defesa de uma igreja... Realmente, não dá mais.

NELSON PENTEADO DE CASTRO PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Afeta quem...?!

Li neste jornal (20/7, A4) que, talvez dando vazão a arroubos diplomáticos, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, abalou-se para Angola para dizer ao presidente João Lourenço que a crise da Igreja Universal naquele país “afeta o governo e a sociedade brasileira pela penetração que essa igreja tem” no Brasil. Ora, essa dita crise jamais me fez perder o sono, mas falei sobre o assunto com o entregador de pizza, na banca de jornal e na fila do pão. Repeti a argumentação do vice e acabei por verificar que ninguém está dando a mínima para esse imbróglio. Quer dizer, o desassossego do diligente Mourão parece tê-lo impelido a sair das medidas. Melhor teria feito se, em vez de se envolver com a diatribe evangélica dos angolanos, ficasse por aqui a cuidar da nossa vilipendiada Amazônia.

Fórum dos Leitores

  Fórum dos Leitores Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.Ninguém sabe, ninguém viu

Desgoverno Bolsonaro. Carestia. O custo de vida está nas alturas. Cada vez que se vai ao supermercado, menos alimento se leva para casa. Ponho-me a pensar em como está sendo a vida dos quase 14 milhões de desempregados do País. Se está difícil para quem tem trabalho, imagine-se para quem não tem. Arroz, óleo de soja, tomate, leite e carnes se destacam no aumento dos preços. Mas é melhor não reclamar com o presidente da República, vai doer menos.

Fórum dos Leitores . Estadão 21/02/2021 Fórum dos Leitores . Desgoverno Bolsonaro. Estrago de bilhões.

JOAQUIM QUINTINO FILHO JQF@TERRA.COM.BR

PIRASSUNUNGA

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Abuso da fé

O editorial No altar da politicagem (21/7, A3) retrata fielmente os verdadeiros interesses do nosso medíocre presidente. Ao escalar o sr. Mourão para negociar com Angola as falcatruas da Igreja Universal, ele escancara que seu interesse maior é estar bem com os evangélicos, seu nicho predileto para fazer demagogia na tentativa de se reeleger. Há muito se suspeita de lavagem de dinheiro na Universal. No Brasil a legislação é frouxa, permite perdão de dívidas milionárias de impostos e concede canais de TV para arrecadação em nome de Deus. Até remédios “milagrosos” contra a covid vendem, sem importunação das autoridades. O que os bispos não sabiam é que nem todos os países aceitam tais abusos. Parabéns aos angolanos!

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA ZULLOAMARO@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

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Terceira via

Não temos recursos para fazer o censo – afinal, para que serve?, dirá Jair Bolsonaro –, mas ajudar a Universal em Angola, mandando o vice-presidente como despachante, com mais uma curriola de turistas, é uma obra religiosa de alto interesse que tem todo o apoio desse desgoverno... Cadê a terceira via que nos leve ao bom caminho?

Fórum dos Leitores

  Fórum dos Leitores Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.Votos humanitário e político

Fórum Dos Leitores . Четверг, 18 Января 2018 г. 13:27 + в цитатник. Segredo De Um Polvo Cozido Sempre Tenro.

Desgoverno Bolsonaro. De corrupção. O ambiente tóxico no atual momento da política nacional parece ter produzido, entre outros comportamentos deletérios, falta de rigor na apuração das falas presidenciais, sobretudo quando o presidente lança palavras ao vento que são vendidas nas redes sociais como verdade absoluta. A de que acabou com a Lava Jato porque “não tem corrupção no governo” é a mais recente.

ALDO BERTOLUCCI ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sangria desatada

Os brasileiros continuam “sangrando” pela politicalha de plantão. São bilhões de reais liberados via emendas parlamentares, mais alguns bilhões em orçamentos secretos e outros bilhões para os tratoraços, entre outras barbaridades. E o povo de bem ainda é obrigado a financiar com quase R$ 6 bilhões (até agora) de seus impostos o famigerado fundo eleitoral, para que essa politicalha se mantenha no poder. Isso é o que temos para hoje. Afinal, os brasileiros vão sangrar até quando?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Provocação eleitoreira

O pronunciamento do ministro da Educação em rede de rádio e televisão na noite de terça-feira, clamando pela volta presencial às aulas, soou como provocação a governadores e prefeitos, responsáveis por essa decisão na maioria das escolas públicas. Foi uma demonstração competente de discurso utilizando fatos verdadeiros para resultar numa grande falácia. É verdade, sim, que a falta de aulas presenciais está causando grandes danos, aqui e em todo o mundo. Mas a realidade nos países que estão retomando as aulas e foram citados pelo ministro é bem diferente da nossa, em que apenas 16% da população está completamente imunizada. Esse pronunciamento ficou com cara de nova frente da campanha contra o isolamento social empreendida com empenho pelo governo federal.

Na Rússia, prefeito de Barbacena recebe alta após infecção por COVID-19

  Na Rússia, prefeito de Barbacena recebe alta após infecção por COVID-19 Chefe do Executivo comunicou a alta hospitalar nas redes sociais; ele foi ao país para participar do Fórum Internacional dos Municípios dos Países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).   As atividades do fórum – entre 2 e 12 de julho – tiveram por objetivo discutir a possibilidade de cooperação entre cidades brasileiras e russas e, consequentemente, estabelecer conexões com representantes comerciais, autoridades e especialistas das áreas de indústria e de exportação na Rússia.

Ambas se referiam aos meus comentários no Fórum dos Leitores do Estadão. Logo percebi que se tratava de bolsonaristas fanáticos, pelo teor da escrita. Não respondi, porém achei que eles precisavam saber quem sou, a minha origem e minhas Andei muito de ônibus, bonde e trem. Desde 1980 moro em Piracicaba. Trabalhei na indústria, viajei ao exterior, falo várias línguas, fui secretário municipal, escrevo desde 1987 para vários jornais, publiquei mais de 1.400 artigos, no Fórum dos Leitores

Estadão 1 hora atrás Fórum dos Leitores . Desgoverno Bolsonaro. Cultura da morte. É ou não é sinal de vitalidade. O Estadão pulsa e vibra através dos seus diretores, jornalistas e, principalmente, seus leitores – online ou como eu, manuseando prazerosamente suas páginas. Digo que sou dependente do cheiro da sua tinta e o conteúdo de suas matérias que embriaga e estimula o senso crítico de seus leitores , nutrindo sua memória, reflexões e pensamentos para nos tornar pessoas

VALTER VICENTE SALES FILHO VALTERSAOPAULO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Semipresidencialismo

À brasileira

Semipresidencialismo sem reforma política? Ora, se estamos quase em uníssono protestando contra o vergonhoso aumento do fundão votado pelo Congresso, não podemos em sã consciência simplesmente dar mais poder a esses mesmos senhores e senhoras só para diminuir o poder de um desastrado e desastroso presidente! Semipresidencialismo é bem-vindo, mas no bojo de uma reforma política que, num primeiro momento, alterasse o sistema eleitoral com a adoção do voto distrital misto para nos sentirmos realmente representados no Congresso. O primeiro-ministro seria votado entre os líderes de votação dos partidos. Aos poucos outras modificações seriam adotadas, como a diminuição do número de partidos. Qualquer coisa muito diferente disso é para enganar trouxa.

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Reformas

O momento atual pede reformas administrativa e tributária abrangentes e justas. A reforma eleitoral fica para depois que derrotarmos Lula e Bolsonaro nas urnas (eletrônicas).

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

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E o povo?

Não é preciso fazer um plebiscito? Ou o Congresso é todo-poderoso para decidir? Cria uma PEC, vota na calada da noite e quando o povo acordar...

Em livro, Soros defende sociedade aberta contra autocratas e redes sociais

  Em livro, Soros defende sociedade aberta contra autocratas e redes sociais SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Encontrar uma definição para o bilionário George Soros, 90, não é tarefa simples. Sobrevivente das ocupações nazista e soviética da Hungria na década de 1940, Soros fez fortuna no mercado financeiro e usou parte do dinheiro para ajudar a enterrar o socialismo no Leste Europeu. Tornou-se um financiador do Partido Democrata nos Estados Unidos e inimigo declarado de dirigentes autocratas como Donald Trump (EUA), Xi Jinping (China) e Viktor Orbán (Hungria). Recentemente, elegeu as grandes empresas de tecnologia como uma nova ameaça à democracia e ao pensamento crítico.

ECILLA BEZERRA ECILLABEZERRA@GMAIL.COM

PERUÍBE

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RECONDUÇÃO NA PGR

O presidente Jair Bolsonaro novamente ignorou a lista tríplice a ele apresentada e novamente encaminhou, ao Senado Federal, o nome de Augusto Aras para ocupar mais dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR). E, assim, veremos agora se o Senado irá novamente compactuar com os esquemas de blindagem do presidente Bolsonaro, numa clara evidência de subserviência, compadrio e desprezo pelo País e pela população brasileira.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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AUGUSTO ARAS

Após ser reconduzido pelo presidente Jair Bolsonaro, fora das normas da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República, ao cargo de procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras declarou sentir-se honrado com a recondução e prometeu reafirmar o compromisso de “bem e fielmente cumprir a Constituição e as leis do País”. Como se sabe, Aras é o nome por trás da cruzada contra a Operação Lava Jato, responsável pelo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rejeitar a ação contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) no imbróglio das rachadinhas e contra a abertura de investigação sobre os depósitos de R$ 89 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, entre outras ações. Como se vê, o importante cargo de PGR segue nas mãos suspeitas da famiglia Bolsonaro. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MAIS DO MESMO

O pedido de indicação para o segundo mandato na Procuradoria-Geral da República (PGR) de Augusto Aras, declinando da lista tríplice, mostra como o presidente Bolsonaro gosta da independência nos Poderes da República. Depois reclama do aparelhamento do Estado.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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OLHANDO A PAISAGEM

A recondução do PGR para mais dois anos de mandato mantém a situação muito bem descrita pela ministra do STF Rosa Weber, de que a atuação do Ministério Público não deveria ser de olhar a paisagem, mas sim de agir na defesa da Constituição federal e do público em geral. Parece que essa senhora tem ressalvas em relação ao sr. Aras...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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HOMENS DE MORAL E ÉTICA

Ministro Braga Netto, segundo sua declaração, “o Brasil precisa de homens de moral e ética”. Então chamem de volta o dr. Sérgio Moro e indiquem ao STF o dr. Dallagnol.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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O FUNDÃO DO CENTRÃO

A turma do Congresso (popularmente apelidado de Cambalacho) Nacional, sentindo o desgoverno de Bolsonaro caindo de podre, cobra valores absurdos para ele se aguentar no cargo – até quando não sabemos. Enquanto isso, vai solapando o erário com a maior cara de pau. Os partidos queriam uma verba para custear as eleições maior que os R$ 2 bilhões previstos no Fundo Eleitoral. Descontentes, cobraram Bolsonaro e, conforme a imprensa noticia, ele criou uma verba fora do Orçamento de R$ 3 bilhões para distribuir conforme as necessidades de apoio a seu mandato. Mas não foi o suficiente, porque graças a um presidente cambaleante com o escândalo do “vacinaço”, enfiaram no Orçamento para 2022 um aumento – ou sei lá como chamam tamanha safadeza – de 185% no Fundo Eleitoral, que passou para R$ 5,7 bilhões! Mas é bom não esquecer a verba invisível de R$ 3 bilhões, que, somada aos R$ 5,7 bilhões, fará com que a politicalha disponha de um “Fundão” Eleitoral de R$ 8,7 bilhões para torrar em suas campanhas eleitorais no ano que vem. Este absurdo deveria envergonhar vossas excelências, que fingem não saber que há mais de 14 bilhões de desempregados no Brasil, boa parte até passando fome (mas por que se preocupar? Isto aqui é Terceiro Mundo e nada acontece à politicalha, então se locupletam à tripa forra com toda essa grana).

Atos contra Bolsonaro neste sábado testam vigor das ruas após sequência de três manifestações

  Atos contra Bolsonaro neste sábado testam vigor das ruas após sequência de três manifestações SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os protestos com alcance nacional e internacional contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) marcados para este sábado (24) serão uma espécie de teste para a disposição dos manifestantes, após uma sequência de três grandes atos nos últimos 56 dias —o mais recente no dia 3 deste mês. Capitaneadas por movimentos sociais, partidos e centrais sindicais, as mobilizações avançaram para além da esquerda, sobretudo em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, e se viram diante de questões como a violência de militantes do PCO contra membros do PSDB na avenida Paulista no ato anterior.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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PLATEIA

O nosso sistema político pode ser comparado a um barco sem bandeira, pilotado por piratas da pior espécie, ansiosos por butins lucrativos. O Congresso acaba de aprovar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, 40 a 33 no Senado, e 278 a 145, na Câmara dos Deputados. O dispositivo inclui um vergonhoso aumento do Fundo Eleitoral de R$ 1,8 bilhão para R$ 5,7 bilhões. A matéria segue para sanção presidencial, mas Bolsonaro já declarou que vetará a parte referente ao “reajuste”. Caso se concretize tal decisão, a discussão volta aos parlamentares, que podem derrubar o veto ou, ao aceitá-lo, certamente criarem restrições ao apoio ao Planalto, dificultando o andamento das reformas tão necessárias ao País. Se, entretanto, o presidente sancionar a lei como está, sofrerá incrível reprovação pela sociedade em geral, o que afetará o apoio popular. O mais estranho, porém, é que alguns parlamentares governistas foram favoráveis à referida inclusão e, portanto, indiretamente responsáveis pelo indecente aumento, o que vem corroborar o fato de que participamos de um concerto político sonso e dissonante, estruturado basicamente para atender aos interesses particulares dos que estão nas coxias de controle, supostos representantes da plateia (Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, somente plateia”).

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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QUEM QUER DINHEIRO... FÁCIL?

O fundo eleitoral aprovado de R$ 5,7 bilhões mostra que o Congresso Nacional brasileiro não vale nada.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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RAZÃO

Bolsonaro vai vetar fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Será que a internação fez voltar a razão?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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TEATRO

São quase R$ 6 bilhões para o Fundo Eleitoral, quando metade desta soma já seria demais. Quantas escolas, hospitais, etc. deixam de ser feitos? Bolsonaro fala em veto, em casca de banana, além de demonstrar estupefação e insatisfação. Aprendeu a fazer bem teatro. Veta e, depois, o Poder Legislativo derruba o veto. Combinado? Quem pode provar?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PANTOMIMA

Desrrespeitável Público! Bem-vindos a mais uma encenação, no Picadeiro Central! Esta peça se dará em três atos, a saber: 1.º Ato, os porcos do reino pedirão R$ 5,7 bilhões de pérolas, em vez das atuais R$ 1,7 bilhão, para enfeitar suas fileiras; 2.º Ato, o fazendeiro-mor, indignado, só deixará que levem módicos R$ 4 bilhões delas – abaixando o total em R$ 1,7 bilhão, exatamente o que hoje levam; 3.º Ato, os porcos, destilando falso altruísmo e compreensão da atual situação, aceitarão de bom grado essa “redução”, o que fará as reses da fazenda mugir de alegria por serem representadas. Ao fim, enquanto os atores pedem para apoiá-los no ano que vem, para poderem apresentar espetáculo igual ou ainda maior, o público se divide entre aqueles que candidamente aplaudem o bem ensaiado roteiro, enquanto a maioria silenciosa se pergunta se ainda há narizes de palhaço suficientes para todos.

Apesar de restrições, bares vendem bebidas alcoólicas em Tóquio

  Apesar de restrições, bares vendem bebidas alcoólicas em Tóquio TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Em ruas tão estreitas que carros não passam, centenas de jovens podem ser vistos andando sem máscara. Eles e elas bebem e conversam animadamente. Nas vias repletas de bares e restaurantes próximos à avenida Meijo-dore, no bairro Shinjuku, em Tóquio, restaurantes servem álcool e ficam abertos além do horário, apesar das proibições do governo. Em um deles, um funcionário ofereceu à Folha cerveja e, com inglês arrastado, disse que não haveria problema nenhum, enquanto fazia o convite com o braço para entrar. Shinjuku é uma das áreas preferidas pela juventude da capital e a de vida noturna mais ativa.

Guillermo Antonio Romera guillermo.romera@gmail.com

São Paulo

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NO TOPO DO RANKING

Parabéns a Weslley Galzo e Camila Turtelli, de Brasília, pela excelente matéria na edição de domingo (18/7), página A6: Brasil é o País que mais gasta com partidos. Excelente trabalho de jornalismo mais que necessário, principalmente quando se encenam novos escândalos de corrupção no Brasil e se insistem em reformas aparentes da estrutura administrativa do Estado, sem romper com privilégios e com benefícios de quem de fato onera as contas públicas. Parabéns, claro, ao Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), pelo estudo que embasou o trabalho desses repórteres de O Estado, e parabéns também aos poucos políticos e partidos que se colocaram contrários a este escandaloso absurdo. Eis a reforma que o Brasil precisaria encarar, mas que escapa ao jogo de interesses da política: até quando vamos tolerar uma política nestas bases e uma representatividade nestes termos? Não é hora de o jornalismo e os movimentos populares se mobilizarem para combater esta vergonha escrachada e mais esta agressão na cara de todos nós, brasileiros?

Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

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GAVETAS FECHADAS

Como é de costume no Congresso Nacional, os assuntos de interesse única e exclusivamente dos parlamentares são tratados com a maior celeridade. O fundo eleitoral no valor de R$ 5,7 bilhões, por exemplo, foi julgado ligeiramente pelos congressistas. O superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, que contém 21 imputações de crimes de responsabilidade, está na gaveta do vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos. As duas Casas parlamentares têm o dever de esclarecer para a população brasileira se Bolsonaro é realmente um criminoso. Os elementos reais precisam ser apurados, de acordo com a lei, pois o chefe de Estado e de governo da República Federativa do Brasil não pode ficar incólume diante de infrações comprovadas. Abram-se as gavetas da Câmara!

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ELEIÇÃO FRAUDADA?

Caso Bolsonaro não apresente, como disse, provas de fraude nas eleições, é preciso que a Justiça Eleitoral tome providências sérias contra este atentado contra as instituições e a lisura do pleito, ou ficará marcada para sempre por não ter feito absolutamente nada diante de uma acusação tão séria.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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COMO SERÁ A FRAUDE NA ELEIÇÃO

A eleição com voto de papel será fraudada da seguinte forma: a votação transcorrerá normalmente, a fraude será na apuração: os votos de papel do outro candidato serão substituídos por votos de papel a favor de Bolsonaro, a manobra será feita pelos militantes infiltrados como mesários. Haverá enorme diferença entre os resultados da urna eletrônica e os votos de papel, Bolsonaro se apresentará como o salvador da pátria que acabou com a fraude nas eleições, e o resultado que vai prevalecer será o do voto de papel, a favor de Bolsonaro. Se Bolsonaro não estiver na cadeia até as eleições, julgado e condenado pela pior gestão da pandemia do planeta, o País merece continuar a ser governado por ele.

Morre pesquisador da Embrapa Luiz Otávio Campos da Silva

  Morre pesquisador da Embrapa Luiz Otávio Campos da Silva Considerado um dos maiores expoentes da Embrapa, Silva foi um dos idealizadores do programa Embrapa-Geneplus, especializado em melhoramento genético animal . Silva era zootecnista, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – seu doutorado foi em Genética e Melhoramento Animal. Em 2015, esteve entre os "10 Heróis da Revolução Verde no Brasil", concedido pelo Fórum da Inovação, Agricultura e Alimentos, iniciativa que reúne instituições como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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VOTO IMPRESSO E FRAUDE ELEITORAL

Bolsonaro almeja matar dois coelhos com uma cajadada só. Desvios garantidos e o controle dos votos. Simples assim, para instaurar a ditadura.

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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O HAITI É AQUI

Parafraseando Caetano Veloso, hoje, mais do que nunca, o Haiti é aqui. Não no tocante à miséria, mas na situação política. Temos nosso Papa Doc, vários Baby Doc, além de milhares de tonton macoute em formação – basta ver os palhaços de boina vermelha e os motoqueiros que seguem Papa Doc em suas excursões, cujo custo ninguém comenta. O vodu é virtual, divulgado pelos gabinetes do ódio. Os bonequinhos para cutucar com agulhas e os venenos para transformar as pessoas em mortos-vivos, hoje, são distribuídos pelas mídias sociais.

Nestor Rodrigues Pereira Filho nestor.filho43@gmail.com

São Paulo

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O JOGO SÓ ACABA QUANDO TERMINA (VICENTE MATEUS)

Pelo menos uma vez primeira o povo brasileiro precisa adotar o realismo e deixar o mundo onírico em que adora viver. E os governos (estaduais, se a União jogar contra ou imperfeitamente), acelerar na medida do possível o procedimento de imunização. Só as vacinas podem combater com eficácia a variante Delta, responsável por 83% dos novos casos de covid-19 nos EUA e 25 mil novos casos na Rússia, com 794 mortes na última sexta-feira. Os russos têm um porcentual de 14,23% de vacinados, poucos menos dos 16,2% dos brasileiros. Ante o quadro de países continentais, adultos responsáveis devem considerar que o embate ainda não findou, ainda não somos vitoriosos. E por mais algum tempo manter o uso de máscaras, cuidar da higienização, o trabalho home office e não promover aglomerações – o inverso da tendência que se verifica, de comemorar a vitória em torno de uma fogueira precoce.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SUS

Não faço parte do rol dos que só sabem reclamar. Mas, sim, também dos que reconhecem com sentimento de gratidão os benefícios recebidos, como, por exemplo, serviços públicos. Foi o caso da assistência domiciliar à saúde de meu pai, de 102 anos de idade, prestada pelo SUS com qualidade e eficiência. Muita coisa há que melhorar, porém acho que é meu dever valorizar o que de bom é feito. Meu muito obrigada ao SUS, e continuo acreditando no meu país.

Siomara de Sales Trigueiros Araújo triguesud@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CONCESSÃO DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO

A reportagem a respeito da divisão territorial dos Estados para definição das áreas de concessão dos serviços privatizados de saneamento suscita a necessidade de ter uma matriz nacional de divisão territorial para essa e outras finalidades de serviços públicos, tais como saúde, segurança, educação e infraestrutura intermunicipal entre outros. A diversidade de portes de “municípios autônomos”, todos “iguais” política, administrativa e fiscalmente, variando de menos de 1 mil habitantes para 12 milhões, dificulta a administração racional de serviços públicos para os municípios cujo porte não justifica a implementação de determinados serviços. Um exemplo é o caso presente dos serviços de fornecimento de água e saneamento. Outro seria o caso de serviços de saúde que extrapolam o escopo das UBSs, ou a distribuição de vacinas fracionada por faixa de idade, para uma população de até 10 mil habitantes. A Lei de Saneamento deixou ao critério dos municípios se acertarem em acordos locais para definir o escopo territorial de uma concessão. Ora, esses acertos dependem de afinidades políticas locais de natureza volátil e temporária e nem sempre resultam na melhor solução, economicamente viável, para a definição de áreas de concessão. É necessário que os critérios de divisão territorial para essas finalidades sejam estabelecidos de forma objetiva, isenta e independente em função de parâmetros geofísicos e geoeconômicos. Esses critérios foram a base do trabalho do IBGE para a definição das chamadas “microrregiões” geoeconômicas que agrupou os 5.570 “municípios” dos 26 Estados da Federação em 555 “microrregiões”, onde lidera em cada uma dessas um município de porte, geralmente com população superior a 100 mil habitantes, com vários micro ou mini municípios no entorno, tudo circunscrito num raio de 25km-30km, evidentemente exceto na região amazônica. Num outro nível de racionalização, seria mais justo redistribuir o ICMS estadual em função da divisão por microrregiões dentro dos respectivos Estados do que para municípios específicos, devido à prática de minimunicípios concederem incentivos para sediar grandes empreendimentos e se beneficiarem desses repasses numa escala fora de sua proporção, enquanto usam os recursos humanos, logísticos e até a produção regional de municípios vizinhos, no caso de produtos agro. A bem da verdade, uma reforma radical da estrutura da Federação deveria criar essas 555 “microrregiões” e transferir para esse nível de estrutura a administração municipal, fiscal e orçamentária dos atuais 5.570 municípios, 85% dos quais não têm as mínimas condições de autonomia fiscal, administrativa e até executiva. O País ganharia muito com essa reforma, em eficiência na administração dos serviços públicos de qualidade e na redução do desperdício de escassos recursos orçamentários com dezenas de milhares de vereadores, suplentes, secretários e respectivas verbas de gabinete.

Elie R. Levy elierlevy@gmail.com

São Paulo

Morre pesquisador da Embrapa Luiz Otávio Campos da Silva .
Considerado um dos maiores expoentes da Embrapa, Silva foi um dos idealizadores do programa Embrapa-Geneplus, especializado em melhoramento genético animal . Silva era zootecnista, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – seu doutorado foi em Genética e Melhoramento Animal. Em 2015, esteve entre os "10 Heróis da Revolução Verde no Brasil", concedido pelo Fórum da Inovação, Agricultura e Alimentos, iniciativa que reúne instituições como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).

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