Brasil 'A hora de errar é agora', diz Guedes ao minimizar perda de R$ 30 bi com reforma tributária

04:36  23 julho  2021
04:36  23 julho  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

Em tom de ironia, Bolsonaro chama Paulo Guedes de “mão de vaca”

  Em tom de ironia, Bolsonaro chama Paulo Guedes de “mão de vaca” Presidente brincou que secretário especial da Receita Federal é o Tio PatinhasA declaração foi durante a cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. O ministro Paulo Guedes (Economia) estava presente e não escapou das piadas do presidente. Bolsonaro chamou o chefe da equipe econômica de mão de vaca, aos risos da plateia.

O casal se manifestou por meio de um vídeo publicado no Instagram de Cid, onde ambos conversam sobre os acontecimentos. Fátima é quem começa a falar, dizendo que a história não está boa para ela aqui fora . “Não sei por quê”, disse Cid. “Você foi a minha escolhida e quem cuida de mim é você. ‘Está na hora ’ de fazer 1ª etapa da reforma tributária , diz Guedes . Relacionado.

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes , classificou como imprudente a ideia de se instituir um fundo com recursos federais para garantir perdas de Estados e municípios com a reforma tributária , alegando que a União Guedes argumentou nesta segunda-feira que o governo já aprovou 250 bilhões de reais em compartilhamento de receitas via Fundeb e mais 58 bilhões de reais pela lei Kandir. "Nenhum governo passado acertou a lei Kandir, nós fizemos acordo e acertamos. Ninguém deu mais provas de ser federalista, de ajudar os municípios, do que esse governo.

O ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a minimizar a perda anual de R$ 30 bilhões dos cofres públicos com a proposta que altera o Imposto de Renda formulada por ele e pelo relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA). Para o titular da equipe econômica, “a hora de errar é agora”.

“Nós vamos para o risco, preferimos errar para o outro lado [corte de receitas]. Se tiver que errar, a hora de errar é agora”, afirmou durante debate realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

O ministro defende que o crescimento da arrecadação observado em 2021 autoriza ele a “arriscar” perda de recursos com as mudanças, que serão observadas de forma permanente a partir de 2022. “[A arrecadação está vindo] R$ 200 bilhões acima [de 2020]. Será que eu não posso arriscar R$ 30 bilhões?”, disse.

Paulo Guedes volta a se reunir com empresários para falar de reforma tributária

  Paulo Guedes volta a se reunir com empresários para falar de reforma tributária SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da economia, Paulo Guedes, volta a se encontrar com empresários nesta sexta-feira (16) para falar sobre a reforma tributária, em São Paulo. Estão na lista de convidados nomes como Washington Cinel (Gocil), Alberto Saraiva (Habib’s), Marco Stefanini (Stefanini Solutions), João Appolinário (Polishop), Edgard Corona (SmartFit), Candido Júnior (Hapvida), Rafael Furlanetti (XP Investimentos), Vander Giordano (Multiplan) e Sebastião Bomfim (Centauro), além de representantes de entidades como Gabriel Kanner, do Instituto Brasil 200, e Nabil Sahyoun, da Alshop (associação que reúne lojistas de shoppings).

Deu o timing perfeito agora da reforma administrativa, ela estava madura e entrou. A tributária ainda não está madura, está amadurecendo, está quase madura", afirmou Guedes durante audiência virtual em comissão do Congresso. Ele citou que a PEC 45, que está em discussão na Câmara e propõe a unificação de cinco tributos, incluindo de Estados e municípios, em um imposto sobre valor adicionado, ainda está sofrendo modificações e que o governo precisar conhecer os detalhes dos impactos. Também ressaltou que o governo não pode garantir compensações por eventuais perdas dos entes.

O ministro afirmou que está ouvindo o setor privado sobre a proposta de reforma tributária e indicou que alguns pontos poderão ser alterados ou retirados. Ministro da Economia Paulo Guedes , no Congresso Nacional, em Brasília (Adriano Machado/Reuters). O ministro da Economia, Paulo Guedes , afirmou nesta quarta-feira que o governo está decidido a ser ousado em sua reforma tributária , favorecendo as empresas e os trabalhadores, mas reiterou a disposição de taxar os dividendos distribuídos às pessoas físicas em 20% de forma a aumentar a tributação dos "super-ricos".

Analistas vêm criticando a ideia porque ela usa um fator de caráter não-recorrente (melhora nas receitas neste ano) para embasar uma perda com efeitos permanentes.

Guedes conhece as críticas. Mas afirma que a arrecadação não vai voltar a cair nos próximos anos mesmo que o PIB (Produto Interno Bruto) do país não cresça. Desta vez, no entanto, ele adicionou um adendo às declarações: “mas também não caia”.

“’Ah não, mas isso é temporário e ano que vem...’ Não, quem conhece a economia sabe que a arrecadação depende do nível. Se eu crescer zero nos próximos três anos, mas também não caia, o nível de arrecadação é esse. Tem R$ 200 bilhões a mais lá”, disse.

No primeiro semestre, a arrecadação federal ficou R$ 176 bilhões, ou 24%, acima de igual período do ano passado (já descontada a inflação). Os R$ 897 bilhões obtidos foram o melhor resultado em 22 anos.

Guedes reúne-se com empresários para debater reforma tributária

  Guedes reúne-se com empresários para debater reforma tributária Encontro realizado em São Paulo é feito logo após a apresentação do novo texto da reformaEstão na lista (íntegra) de convidados nomes como Gabriel Kanner, do Instituto Brasil 200, Washington Cinel (Gocil) e Alberto Saraiva (Habib’s).

Guedes também negou uma repercussão negativa do rearranjo político no mercado —as funções do Ministério do Trabalho haviam sido absorvidas pela Economia no início do governo Bolsonaro. "Onyx é alguém que participou das reformas , apoia o governo. É um membro completamento alinhado com Segundo Guedes , a nomeação de Nogueira é uma tentativa de aproximação do governo com o Senado Federal. " É natural que haja uma coalizão política de centro-direita para sustentar a agenda de reformas . Vocês sabem que isso tem andado bem na Câmara, mas há dificuldades no Senado"

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes , disse nesta segunda-feira, 29, que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os créditos a empresas que adquirem insumos da Zona Franca de Manaus "dificulta a solução do problema fiscal". O ministro estimou que a decisão pode criar um buraco adicional de R $ 20 bilhões a R $ 30 bilhões nas receitas Oficialmente, a Receita estima uma perda de R $ 16 bilhões, mas a decisão do STF pode incentivar mais empresas a adquirirem insumos da região, que conta com regime especial de tributação. O ministro, porém, não detalhou sua projeção.

Mas, conforme mostrou o jornal Folha de S.Paulo, economistas apontam que a melhora vista em 2021 está ligada a fatores não assegurados para os anos futuros, como a própria melhora na economia na comparação com o ano de chegada da pandemia, o preço das commodities e até o padrão de consumo na crise —mais voltado a bens (em geral, com taxação mais elevada do que serviços).

Há dúvidas sobre o comportamento da economia e das receitas nos anos seguintes —em especial considerando os impactos da crise energética e as incertezas sobre a recuperação da economia em meio à persistência da Covid-19 no país. Por isso, contar com essa elevação para respaldar um programa permanente é questionado por especialistas, que apontam que o ideal é uma proposta que não tenha impacto fiscal negativo.

O país está no vermelho desde 2014 e atingiu um rombo recorde em 2020 devido às medidas anticrise da Covid-19. A dívida bruta do governo é de R$ 6,7 trilhões —o que representa 84,5% do PIB. O endividamento é pago pelo país como um todo.

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  Alvo do Corinthians, Róger Guedes foi responsável direto por mais de um terço dos gols de seu time na China Quando esteve em campo, o atacante brasileiro teve influência em 36% dos 102 gols que o Shandong Luneng marcou nesse recorte. Timão vê nele o reforço ideal para o ataqueTABELA

O que o passado de Paulo Guedes pode dizer sobre o futuro de nossa economia - Продолжительность: 7:12 Le Monde Diplomatique Brasil 308 058 просмотров.

O ministro acrescentou que governo está “confiante” com reforma ampla e que manhã de reunião foi “produtiva”. Guedes quer antecipar para agosto o envio de proposta de desoneração da folha com a criação de uma nova contribuição de base mais ampla do que a extinta CPMF, de acordo com o assessor do ministro, Guilherme Afif Domingos. O potencial de arrecadação é de R $ 120 bilhões, diz Afif.

O buraco na arrecadação pode ser ainda maior se as medidas de compensação previstas na proposta não forem integralmente aprovadas no Congresso. Entre elas, estão a imposição do teto de salário para servidores públicos, a taxação de auxílios no funcionalismo e a retirada de diferentes subsídios para grupos empresariais.

Estados e municípios reclamam que praticamente toda a perda gerada pela proposta vai ficar com eles. Em cartas públicas, eles atacaram a proposta e secretários estaduais de Fazenda a chamaram de “atentado”.

Para conquistar apoio de governadores e prefeitos, Sabino, relator da proposta, sugeriu criar uma garantia para que eles não percam arrecadação.

“Nós estamos oferecendo ao Ministério da Economia, e ele está muito sensível a uma ideia que vamos discutir. Para colocarmos um hedge [espécie de seguro] para nenhum estado ter redução no FPE e FPM [fundos de participação de estados e municípios, respectivamente]. E assim agradar gregos e troianos”, afirmou Sabino.

Guedes não mencionou a sugestão diretamente, mas mostrou contrariedade com a proposta de gerar uma garantia a estados.

Acerto de Roger Guedes com Corinthians se aproxima

  Acerto de Roger Guedes com Corinthians se aproxima Atacante é cobiçado por clubes brasileiros e europeus, mas Timão tem breve "vantagem"Em contrapartida, a diretoria consegue ser efetiva no mercado de transferência. Recentemente, os meio-campistas Giuliano e Renato Augusto foram anunciados como forços para o elenco corinthiano. Apesar das limitações financeiras, o Corinthians segue contratando. O volante Paulinho também entrou no radar, mas acabou acertando com o Al-Ahli, dos Emirados Árabes.

“Nós somos federalistas, queremos ajudar estados e municípios. Mas não pode haver um abuso nisso, em querer fazer um acordo dos impostos em cima de garantias da União”, disse Guedes. “Eu já vivi esse troço antes. Vamos dar os repasses como damos, mas sabemos até onde podemos ir. Não podemos, para ficar bem com outra instância da federação, destruir o futuro de nossos filhos e netos, nosso compromisso com a estabilidade fiscal”, afirmou o ministro.

Guedes aproveitou para reforçar sua defesa pela taxação de dividendos e pelo fim da dedutibilidade dos juros sobre capital próprio (os JCP, recursos distribuídos a acionistas e que geram desconto na base de cálculo de impostos das empresas).

No caso dos dividendos, Guedes sinalizou que pode haver uma isenção maior do que a prevista. "Se precisar subir mais um pouquinho, sobe mais um pouco. Não quero mexer com dentista, médico, profissional liberal, não queremos atingir a classe média, nada disso”, afirmou.

A proposta prevê atualmente a tributação de 20% sobre dividendos pagos para fora do grupo econômico, sendo que há uma isenção de R$ 20 mil por mês caso o pagamento seja feito por micro e pequenas empresas. O relator já mencionou outras possibilidades de mudança nesse ponto, como um menor patamar de isenção ou também a possibilidade de uma progressividade para os dividendos (com cobrança maior para valores maiores).

Roger Guedes se aproxima de liberação contratual na China e empolga o Corinthians

  Roger Guedes se aproxima de liberação contratual na China e empolga o Corinthians Timão está otimista pela contratação do jogador, mas espera rescisão contratual do atacante com o Shandong TaishanA diretoria corintiana e os representantes de Guedes já conversam há alguns dias, mas o clube mantém cautela para tornar o interesse em negócio, pois aguarda a liberação do profissional junto ao clube que ele é ligado atualmente

O ministro também sinalizou que os JCP podem ter um fim escalonado —embora não abra mão de o fim da dedutibilidade continuar na proposta.

Durante o evento, tanto a CNI como a Febraban defenderam uma reforma tributária ampla —ideia que desagrada Guedes.

"Nós entendemos que essa reforma ampla seria a adequada para o país", afirmou Robson Andrade, presidente da CNI. A confederação defendia a PEC (proposta de emenda à Constituição) 45, de autoria da Câmara, que fundia tributos federais, estaduais e municipais —mas que foi praticamente inviabilizada após atuação do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Guedes rechaça uma reforma ampla porque as discussões acabam impulsionando a criação de um fundo de R$ 500 bilhões pago pela União para compensar prefeitos e governadores. Além disso, ele considera que a alíquota a ser aplicada pelo imposto resultante das fusões seria muito alta, o que prejudicaria pincipalmente comércio e serviços.

"É muito fácil dizer que tem uma reforma ampla, mas quando você vai olhar não tem nada embaixo. É um painel cheio de botão, mas você aperta e não tem nenhum fio embaixo. É blablá", afirmou o ministro.

Isaac Sidney, presidente da Febraban, disse no evento que o governo deve ter entre suas prioridades o equilíbrio nas contas públicas, o controle da pandemia e a agenda de reformas. Segundo ele, a entidade está disposta a colaborar com a “construção de um pontapé inicial" para as mudanças no sistema de impostos.

“Não ignoro que nossa economia ainda esteja vulnerável ao sabor de algumas incertezas e alguns desafios. Como a dinâmica fiscal ainda débil, patamares elevados de desemprego, inflação em níveis acima da meta, uma crise hídrica que nos ameaça com risco de apagões, instabilidade política e outros fatores", afirmou Sidney.

"Mas podemos e, mais do que isso, devemos construir um ambiente fértil e propício para as reformas”, disse Sidney, que defendeu a discussão "ainda que o setor bancário não esteja tendo seus interesses totalmente contemplados”. Dentre as reclamações da Febraban, estão os impostos mais altos para os grandes bancos do que para as fintechs.

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