Brasil Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid

08:58  25 julho  2021
08:58  25 julho  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

Fabricante da Covaxin anuncia rescisão com a Precisa e nega ter assinado cartas enviadas à Saúde

  Fabricante da Covaxin anuncia rescisão com a Precisa e nega ter assinado cartas enviadas à Saúde Farmacêutica indiana não revelou o motivo para o término do contrato e informou que vai trabalhar diretamente com a AnvisaNo comunicado, a Bharat negou ter assinado duas cartas que fazem parte do processo administrativo de compra do imunizante e foram enviadas ao Ministério da Saúde. Os documentos foram incluídos no material enviado pela Pasta à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A fabricante da vacina indiana Covaxin, Bharat Biotech, anunciou nesta sexta-feira (23) que rescindiu um acordo que mantinha com a brasileira Precisa Medicamentos para trazer doses do imunizante ao país.

Em comunicado, a empresa indiana diz que a rescisão tem "efeito imediato". Na prática, a medida tende a acelerar o cancelamento do contrato, suspenso em maio, que o Ministério da Saúde mantém com a Precisa Medicamentos para obter 20 milhões de doses da vacina.

Atualmente, a negociação para compra de doses da Covaxin é um dos principais alvos de investigação da CPI da Covid.

A parceria da Bharat com a Precisa e a empresa Envixia Pharmaceuticals foi anunciada em 24 de novembro de 2020, por meio de um memorando de entendimento, informa a Bharat. O objetivo era trazer a vacina ao país. O motivo do fim do acordo não foi divulgado.

Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, encerra contrato com a Precisa

  Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, encerra contrato com a Precisa A empresa indiana diz que vai continuar trabalhando com a Anvisa para a aprovação da vacinaEm nota, a Bharat afirma que irá continuar trabalhando com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a aprovação do imunizante indiano contra a covid-19. Eis a íntegra do comunicado (238 KB).

No documento em que anuncia a rescisão, a Bharat diz que, apesar da decisão, continuará a trabalhar com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) "para concluir processo de aprovação regulatória para a Covaxin".

Em nota, a Precisa diz lamentar o cancelamento do acordo com o laboratório indiano, e atribui a medida ao "caos político que se tornou o de até sobre a pandemia". "Que deveria ter como foco a saúde pública, e não interesses políticos", disse a empresa.

A Precisa ainda afirma que jamais praticou qualquer ilegalidade e que conduziu as tratativas para entrada da vacina no Brasil.

"Infelizmente, o resultado prático desta confusão causada pelo momento político do país é o cancelamento de uma parceria com o laboratório indiano que iria trazer 20 milhões de doses de uma vacina com comprovada eficácia (65,2%) contra a variante Delta."

Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid

  Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A fabricante da vacina indiana Covaxin, Bharat Biotech, anunciou nesta sexta-feira (23) que rescindiu um acordo que mantinha com a brasileira Precisa Medicamentos para trazer doses do imunizante ao país. Em comunicado, a empresa indiana diz que a rescisão tem "efeito imediato". Na prática, a medida deve acelerar o cancelamento do contrato que o Ministério da Saúde mantém com a Precisa Medicamentos para obter 20 milhões de doses da vacina. O contrato já havia sido suspenso em junho. Atualmente, a negociação para compra de doses da Covaxin é um dos principais alvos de investigação da CPI da Covid.

A existência de denúncias de irregularidades em torno da compra da vacina indiana Covaxin foi revelada pela Folha no último dia 18, com a divulgação do depoimento sigiloso do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda ao Ministério Público Federal, que relatou pressão "atípica" para liberar a importação da Covaxin.

Desde então, o caso virou prioridade da CPI no Senado. A comissão suspeita do contrato para a aquisição da imunização, por ter sido fechado em tempo recorde, em um momento em que o imunizante ainda não tinha tido todos os dados divulgados.

A crise também chegou ao Palácio do Planalto após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor da Saúde, relatar que o presidente havia sido alertado por eles em março sobre as irregularidades. Bolsonaro teria respondido, segundo o parlamentar, que iria acionar a Polícia Federal para que abrisse uma investigação, o que não ocorreu.

Em maio, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão do contrato com a Precisa.

"Por orientação da Controladoria-Geral da União, por uma questão de conveniência e oportunidade, decidimos suspender o contrato para que análises mais aprofundadas sejam feitas", afirmou na ocasião o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Ministério da Saúde planejou dispensar garantia na compra da Covaxin antes de aceitar fiança irregular .
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde chegou a prever, em documento que balizou o contrato para compra da vacina indiana Covaxin, a dispensa da necessidade de garantia por parte das empresas contratadas. Depois, a pasta do governo de Jair Bolsonaro aceitou uma garantia irregular apresentada pela intermediadora do negócio, a Precisa Medicamentos, como revelou o jornal Folha de S.Paulo na última quarta-feira (14). O termo de referênciaDepois, a pasta do governo de Jair Bolsonaro aceitou uma garantia irregular apresentada pela intermediadora do negócio, a Precisa Medicamentos, como revelou o jornal Folha de S.Paulo na última quarta-feira (14).

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