Brasil Lira defende fundão eleitoral e diz que, sem verba pública, campanhas podem ser bancadas por milícia e tráfico

01:12  29 julho  2021
01:12  29 julho  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

Antes de tomar decisão, Bolsonaro chama de casca de banana aumento do fundo eleitoral pelo Congresso

  Antes de tomar decisão, Bolsonaro chama de casca de banana aumento do fundo eleitoral pelo Congresso SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro chamou neste domingo (18) de "casca de banana, uma jabuticaba" a decisão de deputados federais e senadores de reservar R$ 5,7 bilhões para distribuir a candidatos nas eleições de 2022. A declaração foi dada logo após receber alta de um hospital em São Paulo. "Eu sigo, né, a minha consciência, sigo a economia, e a gente vai buscar dar um bom final pra isso tudo aí. Afinal de contas, eu já antecipo, R$ 6 bilhões para fundo eleitoral, pelo amor de Deus.

que, sem verba pública , campanhas podem ser bancadas por milícia e tráfico . (28) a utilização do fundo eleitoral para bancar as campanhas de 2022, negou que a Câmara defendeu que nada foi definido ainda sobre a quantia do fundo eleitoral e que

O presidente da Câmara defendeu que nada foi definido ainda sobre a quantia do fundo eleitoral e que a regra aprovada visa promover as eleições "com transparência" e "com fiscalização”. Ao mudar seu discurso e sinalizar apoio a um fundo eleitoral no patamar de R$ 4 bilhões, Bolsonaro alegou que, do contrário, poderia incorrer em crime de responsabilidade. A Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados, porém, emitiu um parecer que diz que as duas leis vigentes que tratam do tema determinam, na verdade, que sejam destinados ao menos R$ 800 milhões às

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta quarta-feira (28) a utilização do fundo eleitoral para bancar as campanhas de 2022, negou que a projeção de valor chegue a R$ 5,7 bilhões e questionou como seria a forma de financiamento da política sem esse tipo de recurso.

Em entrevista à Globonews, ele lembrou que, com restrição ao financiamento privado, sobraram apenas os recursos públicos para pagar as campanhas eleitorais. "A primeira discussão é essa. Nós temos outra maneira de financiar a política e a democracia no Brasil? Nós temos como manter a democracia sem um sistema claro?", disse.

"De onde virão os financiamentos se por acaso nós não tivermos recursos suficientes? Talvez das milícias? Talvez do tráfico? Talvez das influências das igrejas? De alguns outsiders e personalidades que estão de maneira momentânea ou tangencial participando da política? Essa é a discussão que tem que ser feita", afirmou Lira.

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Justificou dizendo que não pode vetar por completo para não incorrer em crime de responsabilidade. A Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados emitiu um parecer que diz que as duas leis vigentes que tratam do tema determinam, na verdade, que sejam destinados ao menos R$ 800 milhões às campanhas políticas do ano que vem, contradizendo o presidente. Lira afirmou que o assunto deve ser tratado institucionalmente. " É constitucional o direito de o presidente da República vetar, é constitucional o direito de o Parlamento aprovar, como é constitucional o direito de o

O valor do fundão pelos critérios do projeto aprovado pelos parlamentares se aproxima de R$ 5,7 bilhões, segundo projeção feita por técnicos da Casa a partir das regras fixadas 25% da verba da Justiça Eleitoral em 2021 e em 2022, além de uma parte das emendas de bancada estaduais.

Após uma sequência de críticas, Jair Bolsonaro mudou seu discurso e afirmou na segunda-feira (26) que deve vetar só um "excesso" de R$ 2 bilhões do fundão eleitoral. Sinalizou aceitar uma quantia próxima de R$ 4 bilhões "que já dobraria a verba pública anterior para esse tipo de financiamento. Ele não explicou como pretende realizar a operação. O presidente da Câmara defendeu que nada foi definido ainda sobre a quantia do fundo eleitoral e que a regra aprovada visa promover as eleições "com transparência" e "com fiscalização".

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Presidente da Câmara defendeu a utilização do fundo eleitoral para bancar as campanhas de 2022, negou que valor chegue a R$ 5,7 bilhões. Arthur Lira defende pagar gastos de campanha eleitoral com dinheiro público (Foto: Pablo O presidente da Câmara defendeu que nada foi definido ainda sobre o fundo eleitoral e que, na Lei de Lira disse que não precisava ser claro sobre o episódio porque o próprio Braga Netto

Ele disse que a eleição de 2022 será mais ampla que a de 2020 e criticou "alguns que fazem discurso fácil" e que "têm financiamento privado de pessoas físicas, milionárias, que têm um projeto de poder também e que financiam esses grupos".

Lira negou que a projeção do fundão alcance R$ 5,7 bilhões. "Se nós formos levar à luz da realidade do que foi o Orçamento de 2020, de 2021, da Justiça Eleitoral e fizermos o uso do indexador de 25%, o fundo não passaria de R$ 4,3 bilhões, R$ 4,4 bilhões, nunca de R$ 5,7 bilhões", afirmou.

"Foi feita uma projeção em cima de um possível Orçamento que fosse aprovado para o TSE em 2022 para se chegar a esse número", justificou.

Segundo ele, os valores só serão definidos com exatidão na votação do Orçamento, que deve ocorrer em novembro ou dezembro.

Ao mudar seu discurso e sinalizar apoio a um fundo eleitoral no patamar de R$ 4 bilhões, Bolsonaro alegou que, do contrário, poderia incorrer em crime de responsabilidade.

Adotado em Portugal e França, semipresidencialismo é solução para o Brasil?

  Adotado em Portugal e França, semipresidencialismo é solução para o Brasil? Defendido por presidente da Câmara como remédio pra instabilidade política, proposta divide especialistas no tema.Nas últimas semanas, ganhou fôlego em Brasília o debate para substituir o presidencialismo, em que o país é governado por um presidente eleito pela população, pelo semipresidencialismo, em que o presidente eleito diretamente divide o governo com o primeiro-ministro, escolhido por ele em acordo com o Congresso.

Acho que congresso está cheio de $ da milicia e do tráfico . Dinheiro que será usado para fazer campanha na base de mentiras e mais mentiras. E outra: pra que tanto dinheiro assim se a eleição vai ser fraudada (segundo o cara que ocupa a Presidência da República)?

Depende do tempo a que você está se referindo. Quando falamos do futuro, usamos a. Por exemplo: – Ele chega daqui a duas semanas. Também usamos a preposição a para nos referirmos a distâncias: – Estamos a dois minutos da sua casa. Quando nos referimos a um tempo passado, o certo é usar o verbo haver >> Truque: a palavra há, nesses casos, pode ser substituída pelo verbo fazer. Portanto, se ainda restar alguma dúvida, tente substituir a palavra por faz. Se a frase ainda fizer sentido, emprega-se “há”.

A Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados, porém, emitiu um parecer que diz que as duas leis vigentes que tratam do tema determinam, na verdade, que sejam destinados ao menos R$ 800 milhões às campanhas políticas do ano que vem, contradizendo Bolsonaro.

Lira afirmou que "é constitucional o direito de o presidente da República vetar", mas que é "constitucional o direito de o Parlamento aprovar" e de "apreciar vetos".

O presidente da Câmara elogiou a decisão de Bolsonaro de nomear o senador Ciro Nogueira (PP-PI) "um dos líderes do centrão, assim como Lira" para o Ministério da Casa Civil. "Tem boa articulação política, tem determinação, tem bom trânsito, faz a boa política que muitas vezes sofre preconceitos", afirmou.

Na avaliação de Lira, a mudança vai melhorar a articulação entre os Poderes e trará "mais firmeza nas proposições em que o governo tem que demonstrar unidade".

"A Câmara é independente, ela tem demonstrado isso. Ela tem votado matérias em prol do Brasil. O Senado precisa realmente de uma articulação mais intensa, respeitando também sua independência. E o Ciro tem esses predicados", disse.

Lira reafirma eleições em 2022 e Braga Netto nega falar via interlocutor; Estadão mantém informações

  Lira reafirma eleições em 2022 e Braga Netto nega falar via interlocutor; Estadão mantém informações Pressão de ministro da Defesa a presidente da Câmara para que Congresso aprove voto impresso foi revelada pelo jornalBRASÍLIA – Depois de o Estadão revelar a ameaça que um interlocutor do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, levou ao presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressitas-AL), condicionando a realização das eleições de 2022 à adoção do voto impresso, o líder da Câmara se manifestou para dizer que o pleito ocorrerá no ano que vem e que as eleições serão realizadas normalmente, por meio do “voto popular, secreto e soberano”.

Lira foi questionado sobre a adoção do voto impresso no Brasil, bandeira de Bolsonaro, e afirmou que não pretende entrar "nessa briga de dizer que o sistema não é confiável".

"O sistema é confiável, mas, por confiável que seja, eu não vejo dificuldade que ele tenha algumas regras de auditagem para que se confirme a realidade das urnas e se afastem as versões", disse. "Se essa versão existe, ela seria esclarecida simplesmente com auditagem mínima nas urnas eleitorais, de uma maneira compreensiva, de uma maneira factível."

Ele falou também sobre as supostas ameaças feitas pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, às eleições de 2022 caso o voto impresso não seja implementado no país.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada no dia 22 afirma que o ministro teria mandado a Lira um recado por meio de um interlocutor de que, sem a aprovação do voto impresso, não haveria eleições em 2022.

Lira disse que não precisava ser claro sobre o episódio porque o próprio Braga Netto desmentiu, em nota, o ocorrido. "Eu não participei dessa conversa, não chegou nada a mim dessa conversa. O que eu só quero afirmar é o seguinte: com relação a esse período de recesso, nós temos fatos, versões que são criadas a todo momento", disse.

Ele afirmou que Bolsonaro, ao convidar Ciro Nogueira para a Casa Civil, "dá uma visão clara de que quer interlocução política". "O fato de ter um senador da República independente da sua sigla partidária na Casa Civil demonstra que o caminho é o diálogo e não há nenhum tipo de risco à democracia".

"E enquanto nós estivermos aqui na presidência da Câmara, nessa posição, que é passageira, nós seremos, estaremos aqui como guardiões da democracia", defendeu. "Não tem possibilidade de ruptura política institucional no Brasil. Nós não somos qualquer país."

Lira falou ainda sobre os mais de 130 pedidos de impeachment contra Bolsonaro e disse que a decisão "não pode ser um ato ditatorial, um ato pessoal do presidente da Câmara".

"Cabe ao presidente da Câmara, como ao que me antecedeu [Rodrigo Maia] e a mim, ter imparcialidade, tranquilidade, porque o impeachment é feito de várias situações. Ninguém faz ele só", disse.

"E essas situações nem políticas, nem econômicas, nem sociais se mostram presentes para que se paute um processo de impeachment para instabilizar momentaneamente uma situação e ela não tenha nenhum tipo de efetividade".

Lira decide levar voto impresso para plenário e diz que tema ‘já foi longe demais’ .
Proposta é rejeitada pela comissão especial, mas em pronunciamento presidente da Câmara diz que plenário é soberano“Pela tranquilidade das próximas eleições e para que possamos trabalhar em paz até janeiro de 2023, vamos levar a questão do voto impresso para o plenário, onde todos os parlamentares eleitos legitimamente pela urna eletrônica vão decidir”, afirmou Lira.

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