Brasil Brasil vai disputar topo na lista de países com maior inflação de 2021, diz OCDE

17:40  21 setembro  2021
17:40  21 setembro  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

Djokovic garantido no topo após queda de Medvedev em Wimbledon

  Djokovic garantido no topo após queda de Medvedev em Wimbledon Russo precisava de final ou do título para desbancar o sérvioDjokovic era ameaçado e perderia o topo caso Medvedev conquistasse o título do torneio ou fizesse final e ele fosse eliminado até a semifinal.

O índice de preços ao consumidor no Brasil deve ficar entre os maiores do mundo, considerando um grupo de cerca de 20 economias com projeções divulgadas nesta terça-feira (21) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Em 2021, somente dois países entre os 19 selecionados teriam inflação superior à brasileira, Turquia (17,8%) e Argentina (47%).

O índice de preços no Brasil é projetado em 7,2%, recuando para 4,9% em 2022, o que colocaria o país com a quinta maior inflação na lista, atrás também de Rússia e Índia, ambos com 5,5%.

O IPCA, índice de preços ao consumidor medido pelo IBGE e que serve como meta de inflação, está em quase 10% no acumulado em 12 meses até agosto.

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  Indústria perde participação de setores tecnológicos e se torna mais concentrada Falta de política industrial e Custo Brasil contribuíram para a redução de setores industriais de alta e média intensidade tecnológica. A participação deles caiu de 23,8% para 18,7%A participação de setores produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis no Produto Interno Bruto (PIB) industrial passou de 23,8% para 18,7%, entre os biênios de 2007/2008 e 2017/2018. O Brasil perdeu 5,1 pontos percentuais de presença desses setores mais complexos. Eles produzem bens mais sofisticados, com alto valor agregado e contribuem para o aumento do nível de educação e de renda, ao contratarem profissionais mais qualificados.

A última projeção de mercado, considerando o relatório Focus do Banco Central, é de 8,35% para este ano e 4,1% no próximo.

A projeção de 2022 da OCDE está praticamente no limite da meta, que é de até 5%.

Segundo pesquisa Datafolha, mais de 70% dos brasileiros consideram que governo tem responsabilidade pela alta da inflação.

Ao comentar a inflação nos países emergentes, a OCDE afirma que houve surpresas consideráveis nos índices de preços que, provavelmente, persistirão por algum tempo. Condições monetárias mais rígidas, no entanto, ajudarão a limitar as pressões internas sobre os preços, principalmente na segunda metade de 2022.

A projeção de crescimento da economia brasileira em 2022 foi revista de 2,5% para 2,3% pela OCDE, de acordo com o relatório. A projeção anterior havia sido feita em maio. Para 2021, passou de 3,7% para 5,2%.

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  Comida, gasolina, conta de luz: por que está tudo tão caro no Brasil? Inflação surpreendeu mais uma vez em agosto e veio acima do esperado. Entenda os diferentes fatores que têm se combinado e tirado poder de compra dos brasileiros.Em agosto, mais uma vez, a inflação oficial do país veio acima do esperado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, medido pelo IBGE, acelerou para 9,68% no acumulado em 12 meses, levando a uma onda de revisões entre os economistas.

Com esses resultados, o país cresceria abaixo da média mundial tanto em 2021 (5,7%) quanto em 2022 (4,5%). No próximo ano, teriam resultados menores que o do Brasil apenas dois países em uma lista de 20 nações: Japão (2,1%) e Argentina (1,9%).

No relatório intitulado "Mantendo a recuperação no caminho certo", a OCDE afirma que o crescimento econômico mundial acelerou este ano, ajudado por um forte apoio de políticas fiscal e monetária, pelo avanço da vacinação em alguns países e pela retomada de muitas atividades econômicas.

O PIB global já ultrapassou seu nível pré-pandemia, mas "a recuperação segue muito desigual" e a atividade ainda está 3,5% abaixo do que se estimava antes da atual crise para meados de 2021. Isso representa uma perda equivalente a um ano de crescimento econômico em tempos normais (US$ 4,5 trilhões).

Ou seja, o mundo teve a chamada "recuperação em V" do nível de atividade, mas esse movimento deixou um buraco na renda das pessoas que ainda não foi preenchido.

Brasil terá uma das maiores inflações do mundo em 2021, prevê OCDE

  Brasil terá uma das maiores inflações do mundo em 2021, prevê OCDE Alta projetada dos preços no Brasil é de 7,2%; estimativa só perde para as de Argentina e TurquiaA OCDE projetou a inflação de 12 países avançados e de 7 economias emergentes para 2021. Nesta relação, apenas a Argentina e a Turquia superariam o Brasil, com taxas de inflação de 47% e 17,8%, respectivamente.

"Fechar essa lacuna é essencial para minimizar as cicatrizes de longo prazo da pandemia via empregos e perdas de renda", diz a OCDE.

Segundo a entidade, lacunas de produção e emprego permanecem em muitos países, particularmente em economias em desenvolvimento, onde as taxas de vacinação ainda são baixas.

A instituição afirma que o impacto econômico da variante delta do coronavírus tem sido relativamente suave em países com altas taxas de vacinação, mas reduziu o ímpeto de curto prazo em outros lugares e aumentou as pressões sobre cadeias de abastecimento globais e custos.

Para a OCDE, os governos precisam garantir todos os recursos necessários para vacinar suas populações o mais rápido possível, de forma a salvar vidas, preservar rendimentos e colocar o vírus sob controle.

No cenário mais otimista da OCDE, a economia poderia crescer 6,25% em 2022 e voltar à tendência pré-crise, com um progresso mais rápido na distribuição de vacinas eficazes, o que aumentaria a confiança e os gastos de consumidores e empresas. No mais pessimista, a queda no ritmo de vacinação e uma possível redução na eficácia das atuais vacinas pode levar a um novo fechamento de atividades, e o mundo cresceria apenas 3%.

Para a entidade, também é necessário manter o apoio de políticas macroeconômicas, pois a perspectiva de curto prazo ainda é incerta e os mercados de trabalho não se recuperaram. É preciso, no entanto, uma sinalização clara sobre o horizonte e a extensão em que a alta da inflação será tolerada e o planejamento em direção à normalização da política monetária.

Alemanha registra inflação mais alta dos últimos 28 anos .
Índice supera 4% pela primeira vez desde 1993. Alta é puxada pelo aumento nos preços no fornecimento de energia, o que também gera preocupação em toda a Europa. Líderes da UE vão discutir meios de mitigar o problema. © Imago-Images/J. Huebner Economistas avaliam que tendência de alta da inflação na Alemanha deve ser fenômeno temporário A Alemanha registrou sua maior inflação em quase 28 anos. Os preços ao consumidor aumentaram em 4,1% em setembro, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo estimativas iniciais do Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) divulgadas nesta quinta-feira (30/09).

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