Brasil Alexandre de Moraes prorroga inquéritos ligados a Bolsonaro

03:30  12 outubro  2021
03:30  12 outubro  2021 Fonte:   dw.com

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Investigações sobre milícias digitais e suposta interferência do presidente na Polícia Federal serão estendidas por mais 90 dias. Segundo STF, um dos motivos é porque há "diligências em andamento".

Alexandre de moraes é relator de ambos os inquéritos © Marcos Oliveira/Agecia Senado Alexandre de moraes é relator de ambos os inquéritos

O juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes prorrogou nesta segunda-feira (11/10) por mais 90 dias os inquéritos que investigam milícias digitais ligadas a Jair Bolsonaro e a suposta interferência do presidente na Polícia Federal (PF).

Segundo o STF, a prorrogação deve-se "à necessidade de prosseguimento das investigações e à existência de diligências em andamento". O prazo começa a contar a partir do encerramento final anterior, que era 27 de outubro. Moraes é relator de ambos os inquéritos.

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  STF retoma julgamento sobre interrogatório de Bolsonaro à PF e testa 'paz' entre Poderes BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O STF (Supremo Tribunal Federal) tem na pauta desta quarta-feira (6) um debate que desagrada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A corte definirá o formato de depoimento que o chefe do Executivo, na condição de investigado, deverá prestar à Polícia Federal. A questão é desdobramento do inquérito aberto no ano passado a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, após acusações de Sergio Moro de que o presidente queria intervir na PF. Bolsonaro nega. Depoimentos e vídeos de uma reunião ministerial reforçaram a denúncia do ex-juiz, que deixou o comando do Ministério da Justiça em abril do ano passado.

No caso das milícias digitais, a PF investiga indícios que apontam para a existência de uma organização criminosa, ligada a Bolsonaro, que teria agido com a finalidade de atentar contra o Estado democrático de direito e desestabilizar as instituições democráticas.

A investigação visa apurar se apoiadores de Bolsonaro estariam usando as estruturas do Palácio do Planalto, da Câmara dos Deputados e do Senado para disseminar informações falsas nas redes sociais e atacar a democracia. Outra suspeita é de que esse grupo tenha sido financiado com verbas públicas. Até ao momento, já foram ouvidos blogueiros e youtubers bolsonaristas.

A abertura do inquérito se baseia em relatório da Polícia Federal que cita como possíveis envolvidos na organização criminosa três dos filhos do presidente, - o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro -, bem como parlamentares bolsonaristas, como as deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli, fiéis apoiadoras do presidente.

Bolsonaro pede para prestar depoimento presencial à PF, e STF suspende julgamento

  Bolsonaro pede para prestar depoimento presencial à PF, e STF suspende julgamento BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu nesta quarta-feira (6) a suspensão do julgamento sobre o formato do depoimento que o presidente Jair Bolsonaro deverá prestar à Polícia Federal. Relator do caso, Moraes informou aos colegas que, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), o chefe do Executivo manifestou interesse em prestar depoimento presencial. Assinado pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco, o pedido da AGU chegou à corte 15 minutos antes do início da sessão.

Interferência na PF

No âmbito do inquérito que investiga a suposta interferência de Bolsonaro na PF, Moraes autorizou na semana passada que o mandatário faça o seu depoimento de forma presencial em até 30 dias.

Na quarta-feira passada, dia em que o Supremo poderia decidir se Bolsonaro seria autorizado a depor por escrito, a Advocacia-Geral da União (AGU)informou que o presidente tinha interesse em depor presencialmente.

O inquérito foi aberto em abril de 2020, após Sergio Moro pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública e lançar acusações contra o presidente. Segundo o ex-juiz, Bolsonaro decidiu trocar a chefia da Polícia Federal, à época comandada por Maurício Valeixo, para ter acesso a informações de inquéritos sobre a família dele.

Valeixo foi exonerado da chefia da PF em 24 de abril. Na véspera, Moro havia dito a Bolsonaro que não ficaria no ministério se o diretor-geral fosse afastado, e acabou pedindo demissão na mesma data. À época, o ex-ministro afirmou que não assinou a exoneração de Valeixo e que ficou sabendo dela pelo Diário Oficial. Ele também já havia declarado que Valeixo não pediu para deixar o cargo, como Bolsonaro chegou a alegar.

Ao anunciar sua renúncia, o ex-juiz acusou o presidente de tentar interferir na Polícia Federal ao cobrar a troca da direção-geral, bem como a do comando da Superintendência no Rio de Janeiro. As declarações acabaram levando à abertura da investigação pelo Supremo em 28 de abril. Bolsonaro nega as acusações.

le (ots)

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