Brasil Fapesp terá fundo de R$ 100 milhões para projetos voltados para a Amazônia

21:21  27 outubro  2021
21:21  27 outubro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Relatório aponta que 79% do desmatamento, em 2021, aconteceu no Brasil

  Relatório aponta que 79% do desmatamento, em 2021, aconteceu no Brasil Imagens de satélite nos trazem uma primeira visão dos hotspots de desmatamento deste ano, totalizando mais de 860 mil hectares entre janeiro e setembro. A maior parte do desmatamento (79%) ocorreu no Brasil e se concentrou ao longo das rodovias federais, de acordo com um relatório recente do Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP). Entre 2017 e 2020, o MAAP registrou a perda de mais de 2 milhões de hectares de florestas primárias na Amazônia Ocidental; apenas 9% do total ocorreram em áreas protegidas, destacando a importância das unidades de conservação.

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DUBAI - Governadores de dez Estados brasileiros que estarão semana que vem na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudança Climática, (COP-26) em Glasgow, anunciarão no evento um projeto batizado de Amazônia + 10. A iniciativa conjunta tem a participação de São Paulo e os nove Estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).

Os chefes dos executivos apresentarão um edital conjunto com valor mínimo de R$ 100 milhões, valor que será disponibilizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para projetos de pesquisa na região da Amazônia Legal. O anúncio foi antecipado nesta quarta -feira, 27, pela secretária de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Patrícia Ellen, a quem a Fapesp está subordinada.

Série de vídeos mostra como a mudança no clima já afeta o Brasil

  Série de vídeos mostra como a mudança no clima já afeta o Brasil Agência FAPESP – O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) lançou uma série de vídeos curtos sobre como as mudanças climáticas estão afetando o Brasil. São cinco episódios, cada um sobre um tema específico, em que cientistas e especialistas apontam dados sobre a nossa situação atual, o que pode acontecer caso o ritmo de poluição e desmatamento continue igual e que medidas os cidadãos podem tomar para ajudar a frear o aumento das temperaturas e os desequilíbrios no nosso país.

Vista de parte da Floresta Amazônica.  © Herton Escobar/Estadão - 07/10/2017 Vista de parte da Floresta Amazônica.

Segundo ela, que está em ua comitiva de secretários do governo paulista e empresários liderada pela InvestSP, braço de investimentos do governo, o valor do investimento pode ser ampliado para R$ 500 milhões com aportes da iniciativa privada. "O valor do aporte total pode mais que dobrar", diz. Os recursos serão distribuídos em quatro linhas de investimento: conservação da Biodiversidade, proteção de Populações e Comunidades Tradicionais, desafios urbanos na Amazônia Legal e Bioeconomia como Política de Desenvolvimento Econômico.

"O objetivo é promover o ecossistema de ciência e tecnologia da Amazônia Legal, por isso a inscrição no edital estará vinculada à participação de pelo menos um pesquisador ou instituto da região. O anúncio da COP é uma oportunidade para atrair potenciais financiadores internacionais interessados na preservação e no desenvolvimento sustentável da Região Amazônica que queiram se juntar a este esforço de pesquisa", disse a secretária, que fez o anúncio em uma coletiva ao lado do governador João Doria (PSDB) e o presidente da InvestSP, Gustavo Junqueira.

Carlos Nobre: “O desafio brasileiro vai além da Amazônia. Não dá mais para jogar para o futuro”

  Carlos Nobre: “O desafio brasileiro vai além da Amazônia. Não dá mais para jogar para o futuro” Cientista afirma que o país chega à COP26 como uma grande preocupação global e que precisa apresentar metas mais ambiciosas caso queira recuperar credibilidadeNobre considera insuficiente a proposta do vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho da Amazônia, de antecipar em dois ou três anos o fim do desmatamento ilegal —antes previsto para 2030. Até porque, explica Nobre, existe uma “indústria da legalização do crime ambiental”, isto é, o desmatamento ilegal pode, amanhã, acaba sendo legalizado pelo Congresso, como ocorreu outras vezes.

Com esse gesto, São Paulo tenta marcar posição em relação ao governo Jair Bolsonaro, que vem sendo criticado no exterior por sua falta de políticas para defender a Amazônia. O Brasil foi o país que mais regrediu em suas ambições de reduzir as emissões de gás carbônico (CO2) entre as nações do G-20, aponta um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta terça-feira, 26. Publicado a poucos dias da Conferência do Clima (COP-26), em Glasgow, o documento destaca ainda que as promessas climáticas para 2030 colocam o mundo no caminho de aumento de temperatura de pelo menos 2,7ºC neste século.

*O repórter viajou a convite da Invest SP

Desmatamento verde .
Por Tiago Jokura em Revista Pesquisa FAPESP - A produção de açaí impacta negativamente a biodiversidade amazônica e os chamados serviços ecossistêmicos oferecidos pela floresta de várzea, como a retenção de carbono e a regulação do clima. De acordo com um estudo publicado em julho de 2021 no periódico científico Biological Conservation, o aumento da quantidade de palmeiras de açaí (Euterpe oleracea), por meio do manejo florestal, tem causado a diminuição do número de espécies vegetais nas várzeas, áreas alagáveis das margens dos rios.

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