Brasil Vacinação só não basta e Carnaval no Brasil preocupa, diz diretora da OMS

08:26  25 novembro  2021
08:26  25 novembro  2021 Fonte:   istoe.com.br

Passeio em Glasgow: Comitiva do Brasil teve 466, raros cientistas e muitos políticos

  Passeio em Glasgow: Comitiva do Brasil teve 466, raros cientistas e muitos políticos A lista oficial de autoridades, empresários e representantes de entidades civis, enviada pelo Itamaraty, tem de parlamentares à turma do agronegócioO grupo eclético, de 466 pessoas, foi a segunda maior comitiva do evento – a grande maioria são autoridades e assessores que viajaram bancados por verba pública.

A diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a brasileira Mariângela Simão, demostrou preocupação com a realização do Carnaval no Brasil.

Reprodução/ OMS © Reprodução/ OMS Reprodução/ OMS

Durante o Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Mariângela destacou que na Europa há um novo aumento de casos de Covid-19 e que o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis. No entanto, em razão da vacinação, houve uma dissociação entre casos e mortes, pelo fato da vacinação ter reduzido os óbitos decorrentes da doença. Ela lembrou que a imunização reduz as hospitalizações, mas não interrompe a transmissão.

Taxa de transmissão da covid-19 volta a subir no Brasil

  Taxa de transmissão da covid-19 volta a subir no Brasil A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil voltou a subir nesta semana, de acordo com a última atualização do Imperial College de Londres, realizada na segunda-feira, 22. Na semana passada, o índice havia ficado em 0,99. © Marcelo Camargo/Agência Brasil Uso de máscaras é flexibilizado ao ar livre a partir desta quarta-feira (03) no Distrito Federal. A atual taxa quer dizer que cada 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 106. Pela margem de erro das estatísticas, essa taxa pode ser maior (de até 1,12) ou menor (de 0,78).

Ao avaliar a situação da Covid-19 no Brasil, a diretora-geral afirmou que o programa de vacinação está andando bem. Porém, a partir da situação na Europa se mostrou receosa com o futuro da pandemia no Brasil pelas discussões em curso sobre o carnaval.

“Me preocupa quando vejo no Brasil a discussão sobre o Carnaval. É uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, alertou.

“A ressurgência de casos na Europa após a flexibilização das medidas sociais e de saúde pública é uma realidade inescapável”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico. “Só a vacinação não basta; com certeza diminui hospitalizações e mortes pelo Sars-CoV2, mas não diminui a transmissão a ponto de eliminar a circulação do vírus.”

As 4 ameaças que o Brasil tem pela frente na pandemia, na visão dos secretários de Saúde .
Variante Ômicron, piora da covid na Europa e baixa cobertura vacinal na América do Sul são alguns dos fatores que sinalizam perigo ao país. Médico sanitarista defende que Estados e municípios tenham cautela e evitem aglomerações em datas como Réveillon e Carnaval.Essa é a avaliação feita pelo médico sanitarista Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass.

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