Brasil 'Brasil não aguenta mais um lockdown', diz Bolsonaro sobre nova variante

08:41  27 novembro  2021
08:41  27 novembro  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

África do Sul identifica nova variante da covid-19

  África do Sul identifica nova variante da covid-19 Variante com múltiplas mutações é potencialmente mais contagiosa e estaria por trás do aumento "exponencial" de casos na África do Sul, dizem autoridades. Reino Unido reage rápido e impõe restrições de viagem ao país. © Nardus Engelbrecht/AP Photo/picture alliance Autoridades de saúde afirmam que a nova variante representa uma Cientistas da África do Sul detectaram uma nova variante do coronavírus Sars-Cov-2 potencialmente mais transmissível e que representa uma "grande ameaça" aos esforços para conter a pandemia, anunciaram autoridades do país nesta quinta-feira (25/11).

Segundo o chefe do Executivo, “o Brasil não aguenta mais um lockdown ”. A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu que a cepa B.1.1.529 deve ser vista como “ variante de preocupação”. Leia Mais: OMS define nova linhagem da Covid-19 como “ variante de preocupação”; Anvisa recomenda A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou nesta manhã que o Governo Federal adote medidas de restrições para voos e viajantes vindos de seis países africanos, em razão da identificação de uma nova variante . África do Sul, Botsuana, Eswatini (ex-Suazilândia), Lesoto

Ele descartou um novo lockdown ou fechamento de fronteiras. Ele afirmou que debateu com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), almirante Antônio Barra Torres, e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), as medidas a serem tomadas. A ideia é evitar que se espalhe no Brasil uma nova variante da Covid-19 potencialmente mais transmissível, a B.1.1.529. Os ministérios da Casa Civil, Justiça e Saúde vão decidir se acatam ou não as sugestões da Anvisa de controle sanitário de fronteiras.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira (26) a adoção de "medidas racionais" para conter a chegada da ômicron, a nova variante do novo coronavírus. Ele descartou um novo lockdown ou fechamento de fronteiras.

Bolsonaro afirmou que debateu com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), almirante Antônio Barra Torres, e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), as medidas a serem tomadas.

"O Brasil não aguenta mais um lockdown. Conversei com o almirante Barra Torres, com o Ciro da Casa Civil discutindo Argentina. Quem vem da Argentina de carro para cá, sem problemas. Quem vier de avião tem que ficar quatro dias em quarentena. Vamos tomar medidas racionais", disse ele, sem deixar claro se já foi tomada a decisão ou não e se teria abrangência para outras fronteiras.

O que se sabe sobre a nova variante ômicron

  O que se sabe sobre a nova variante ômicron Nova cepa do coronavírus foi declarada "variante de preocupação" pela OMS. Possivelmente mais contagiosa, ela pode dificultar a reação do sistema imunológico. Vários países impõem restrições de viagem ao sul da África. © Denis Farrell/AP/dpa/picture alliance Nova variante B.1.1.529 foi descoberta em Botsuana e se espalhou para a África do Sul Onde foi detectada a nova variante do coronavírus? A nova variante B.1.1.529, batizada de ômicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi descoberta em 11 de novembro de 2021 em Botsuana, que faz fronteira com a África do Sul, onde a cepa também foi encontrada.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a adoção de "medidas racionais" para conter a chegada do ômicron, a nova variante do novo coronavírus. Ele descartou um novo lockdown ou fechamento de fronteiras. Conversei com o almirante Barra Torres, com o Ciro da Casa Civil discutindo Argentina. Quem vem da Argentina de carro para cá, sem problemas. Quem vier de avião tem que ficar quatro dias em quarentena. Vamos tomar medidas racionais", disse ele, sem deixar claro se foi tomada a decisão ou não.

Para Bolsonaro , o Brasil está no "finalzinho da pandemia''.Presidente reforça comportamento que teve durante todo ano. Bolsonaro vive em uma realidade

O Ministério da Saúde emitiu um alerta de risco para as secretarias de Saúde sobre a nova variante. Segundo o documento, até esta sexta-feira (26) ainda não foi identificado nenhum caso de Covid no Brasil causado por essa cepa.

Apesar da fala de Bolsonaro, o Brasil não fez lockdown, o confinamento radical para combater a transmissão do coronavírus, durante a pandemia. Nesse tipo de intervenção, a população tem a mobilidade muito reduzida por um período determinado, como estratégia para conter a disseminação.

A Anvisa sugeriu nesta sexta-feira (26) limitar a entrada no Brasil de quem esteve, nos últimos 14 dias, em seis países africanos: África do Sul, Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A Argentina não está entre os países mencionados.

Brasil 'fecha fronteiras aéreas' para seis países da África por variante omicron

  Brasil 'fecha fronteiras aéreas' para seis países da África por variante omicron O governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira (26) que vai "fechar as fronteiras aéreas" a partir da próxima segunda-feira para seis países africanos, com o objetivo de evitar a disseminação da nova variante do coronavírus, batizada de omicron. "Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia", declarou no Twitter o ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, após reunião entre vários ministérios para tratar da situação. Ele"Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia", declarou no Twitter o ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, após reunião entre vários ministérios para tratar da situação.

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (26) que o Brasil e o mundo não aguentam um novo lockdown , ao comentar sobre a possibilidade da chegada de uma nova variante da covid-19, como está sendo cogitada com a cepa surgida na África do Sul e que tem se espalhado por outros países. Uma nova variante , um novo vírus. Temos que nos preparar. O Brasil , o mundo, não aguenta um novo lockdown . Vai condenar todo mundo à miséria e a miséria leva à morte também. Não adianta se apavorar.

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (26) que o Brasil e o mundo não aguentam um novo lockdown , ao comentar sobre a possibilidade da chegada de uma nova variante da covid-19, como está sendo cogitada com a cepa surgida na África do Sul e que tem se espalhado por outros países. Uma nova variante , um novo vírus. Temos que nos preparar. O Brasil , o mundo, não aguenta um novo lockdown . Vai condenar todo mundo à miséria e a miséria leva à morte também. Não adianta se apavorar.

A ideia é evitar que se espalhe no Brasil uma nova variante da Covid-19 potencialmente mais transmissível, a B.1.1.529.

Os ministérios da Casa Civil, Justiça e Saúde vão decidir se acatam ou não as sugestões da Anvisa de controle sanitário de fronteiras. Como revelou a Folha de S.Paulo, o governo ignora desde o último dia 12 a sugestão da agência de adotar o "passaporte da vacina" para entrada por terra ou em voos internacionais no Brasil.

O presidente voltou a criticar a realização dos eventos de Carnaval, mas afirmou não ter meios para impedir a festa.

"Não tenho o comando ao combate à pandemia. A decisão do STF delegou aos governadores e prefeitos. Fiz minha parte, com recursos e materiais", disse ele, em tese já negada pelo Supremo.

ÔMICRON

Detectada no começo desta semana na África do Sul, a nova variante do Sars-Cov-2, que causa Covid, foi batizada como ômicron na tarde desta sexta (26) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Mundo tenta se blindar de variante, que começa a se espalhar

  Mundo tenta se blindar de variante, que começa a se espalhar Ideia de que países, aos poucos, estariam finalmente emergindo da pandemia é frustrada com surgimento da ômicron, potencialmente mais contagiosa e que já começa a aparecer na Europa. © Jerome Delay/AP/picture alliance Aeroporto de Paris: passageiros esperam para retornar à África do Sul A descoberta de uma nova variante do coronavírus na África Sul, potencialmente mais contagiosa, gerou alerta no mundo ao final desta semana, com países ocidentais tentando se blindar com bloqueios aéreos, ao mesmo tempo em que os primeiros casos começam a ser registrados. A variante se chama ômicron.

"O lockdown é muito eficiente (como medida de controle), embora seu custo econômico e social seja muito alto. Ele reduziu o número de infecções diárias. Não há dúvida sobre sua eficácia", diz ele, que é diretor do Instituto Weizmann de Ciências, sediado em Rehovot (Israel), um dos principais institutos multidisciplinares do mundo. Em entrevista à emissora CNN Brasil , o novo ministro da Saúde do Brasil , Marcelo Queiroga, descartou o lockdown como "política de governo" contra a covid-19.

Presidente disse que Merkel cancelou confinamento mais rígido na Semana Santa "porque efeitos de fechar tudo seriam mais graves que o vírus". Mas recuo ocorreu por dificuldades de planejamento e cronograma apertado. Em meio a seguidos recordes de mortes por covid-19 no Brasil , o presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quinta-feira (25/03) o anúncio da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, de cancelar um lockdown rígido no país europeu previsto para a Semana Santa. Falando a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente mentiu sobre as razões do

Ela foi classificada direto como "variante de preocupação", por causa do potencial risco de ser mais transmissível que as anteriores.

Mesmo antes dessa avaliação, o grande número de mutações da variante gerou uma grande onda de preocupação em vários países do mundo.

Ainda é cedo para ter evidências científicas de seus efeitos sobre o contágio, a gravidade da doença ou a eficácia da vacina, mas governos preferiram se antecipar enquanto forças-tarefa de cientistas trabalham "24 horas por dia" para entendê-la.

Um dos primeiros virologistas a alertar para a variante, Tom Peacock, do Imperial College de Londres, ressaltou que as mutações feitas na proteína S eram as "mais horríveis" já vistas, e que era a primeira vez que ele via não uma, mas duas mutações "no local de clivagem da furina" (um dos processos necessários para que o patógeno entre nas células humanas).

O diretor do Ceri (centro para resposta a epidemias e inovação da África do Sul), Túlio de Oliveira, afirmou na quinta (25) que a variante surpreendeu os virologistas, porque "deu um grande salto na evolução e tem muito mais mutações do que se esperava".

Ômicron: O que Brasil deve fazer para impedir a chegada da nova variante detectada na África do Sul

  Ômicron: O que Brasil deve fazer para impedir a chegada da nova variante detectada na África do Sul Governo anunciou fechamento de fronteiras com seis países africanos, mas há uma série de medidas que ainda precisam ser tomadas para conter o avanço - e ações rápidas nos próximos dias serão essenciais para conter o problema.Essa nova versão do coronavírus parece estar se espalhando rapidamente pelo país africano: em menos de duas semanas, há indicativos de que ela caminha para se tornar dominante, após uma onda bem forte causada pela variante Delta por lá.

A variante apresenta 50 mutações no total e mais de 30 na proteína S, as mais preocupantes, porque é a partir dessa proteína que são produzidas as vacinas.

Se sua estrutura é muito alterada em relação à usada para a produção de vacinas contra Covid, há preocupação de que os imunizantes percam eficácia contra a variante.

Por enquanto, não há pesquisas suficientes sobre como a variante atua nem como reage às vacinas e anticorpos de quem desenvolveu imunidade natural. A OMS afirmou que pode levar algumas semanas até que se entenda melhor o impacto da nova variante. ​

Cientistas supõem que ela seja mais contagiosa porque, de acordo com dados preliminares, a nova variante aumentou rapidamente na província de Gauteng, a mais populosa da África do Sul, e já pode estar presente nas outras oito províncias do país.

Segundo o diretor do Ceri, a vigilância genômica aponta que a ômicron, em menos de duas semanas, já sobressai em relação às infecções pelas outras variantes da Covid, logo após "uma devastadora onda da delta".

Pesquisadores afirmam que cerca de 90% dos novos casos em Gauteng poderiam estar associados à ômicron.

Segundo o grupo técnico de apoio à OMS, "nas últimas semanas, as infecções aumentaram abruptamente na África do Sul, coincidindo com a detecção da variante B.1.1.529 [agora chamada de ômicron]".

"Essa variante foi detectada em taxas mais rápidas do que picos anteriores de infecção, sugerindo que essa variante pode ter uma vantagem de crescimento. —o que indica que ela pode causar mais danos que a versão original do coronavírus."

Ômicron: dados ainda são insuficientes, mas variante tem potencial gigantesco de disseminação, diz virologista .
Dois elementos são fundamentais para entender prováveis efeitos da ômicron no Brasil: dados sobre como as mutações afetam ou não a eficácia vacinal e informações sobre comportamento da variante em países com cobertura vacinal maior que no sul da África."Embora os dados ainda sejam fragmentados, está claro que ela (ômicron) tem potencial de disseminação gigantesco — pelo número alto de mutações e pela rapidez com que já se disseminou", disse em entrevista à BBC News Brasil o virologista, que também é professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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