Brasil Estragos provocados pela Ômicron no Brasil

10:58  16 janeiro  2022
10:58  16 janeiro  2022 Fonte:   em.com.br

Goiás registra primeira morte por ômicron no Brasil

  Goiás registra primeira morte por ômicron no Brasil Morte ocorreu em Aparecida de Goiânia. Vítima era homem de 68 anos, que sofria de doença pulmonar crônica e hipertensão arterial. Prefeitura local já identificou 55 casos da nova variante. © Fleig/Eibner-Pressefoto/picture alliance Provided by Deutsche Welle A prefeitura da cidade de Aparecida de Goiânia, próxima à capital de Goiás, informou nesta quinta-feira (06/01) de uma pessoa pela variante ômicron. Esse é o primeiro registro de morte por essa variante coronavírus no Brasil.

Quando o primeiro paciente contaminado com a variante Ômicron foi confirmado no país, no final de novembro, pouco se podia prever ou mensurar. A população, ansiosa para as comemorações de fim de ano, via um cenário epidemiológico razoavelmente estável, com o avanço da vacinação e estados registrando números menores de óbitos e infecções por COVID-19.

Aumento de caos de COVID-19 fizeram Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, cidades do Sul de Minas, voltarem a adotar restrições na pandemia © Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí/Divulgação Aumento de caos de COVID-19 fizeram Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, cidades do Sul de Minas, voltarem a adotar restrições na pandemia

À época, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chegou a afirmar que a nova cepa 'não é variante de desespero’ e que o Brasil estaria preparado para uma nova onda de casos do novo coronavírus.

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  Volta ao Mundo: Protestos no Cazaquistão e avanço da ômicron Nos EUA, o presidente Joe Biden culpou Trump pela invasão no Capitólio, há 1 anoAssista (4min8s):

Um mês e meio depois, a Ômicron tem se revelado forte. O tsunami de infecções provocado pela nova variante registra, dia após dia, recorde no número de casos: no mundo, foram mais de 3,2 milhões em 24 horas; no Brasil, a média móvel subiu mais de 600%.

Ao contrário do que previa Queiroga, o país não conseguiu acompanhar a evolução da situação pandêmica. Com a explosão de casos do novo coronavírus, algumas capitais brasileiras já estão sofrendo com grandes filas e lotação de pacientes.

O avanço da variante está provocando falta de profissionais de saúde na linha de frente do combate aos efeitos da doença, devido aos afastamentos de profissionais. Além disso, prefeituras e secretarias de saúde lutam contra a falta de estoque de testes para a detecção dos vírus das duas doenças.

Ômicron prevaleceu em 98,7% das amostras pesquisadas no Brasil

  Ômicron prevaleceu em 98,7% das amostras pesquisadas no Brasil Ômicron prevaleceu em 98,7% das amostras pesquisadas no BrasilDados de 26 de dezembro a 1° de janeiro mostram que o número de estados com indicação de Ômicron passou de 9 para 18 e o de municípios, de 80 para 191. Entre a última semana de 2021 e a primeira de 2022, a positividade para SARS-CoV-2 nos testes foi de 13,7% para 39,5%, segundo o ITpS.

Um estudo feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular, constatou que a cepa prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas no Brasil. Os pesquisadores analisaram 8.121 amostras coletadas entre 2 e 8 de janeiro de 2022.

Desde o dia 1º de dezembro de 2021, os pesquisadores testaram um total de 58.304 amostras em 478 municípios de 24 estados e do Distrito Federal. A Ômicron foi identificada em 191 municípios de 17 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também no Distrito Federal.

A análise demonstrou também, um aumento nos testes positivos para COVID-19. Entre a última semana de 2021 e a primeira de 2022, a positividade nos testes saltou de 13,7% para 39,5%.

Sobre a ômicron, o presidente da república, Jair Bolsonaro, declarou que a variante é “bem-vinda”.

Ocupação de leitos e vacinação infantil; leia sobre a ômicron

  Ocupação de leitos e vacinação infantil; leia sobre a ômicron Ministério da Saúde já analisa a possibilidade de reativar leitos para tratamento da covid-19 por causa do aumento de casos gerado pela variante ômicron. Segundo o ministro Marcelo Queiroga, a pasta vai observar as próximas 3 semanas a evolução dos casos para decidir sobre a necessidade de reativar os leitos. O Poder360 compilou as últimas notícias sobre a ômicron. Leia abaixo: ???? Crise global? Economistas do banco britânico HSBC alertaram na 4ª feira (12.jan.2022) para a “mãe de todas as crises” da cadeia de produção global caso a variante ômicron ganhe terreno na Ásia, sobretudo na China.

A fala foi proferida durante entrevista ao site Gazeta Brasil, na quarta-feira (14). "A Ômicron, que já se espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem, tem uma capacidade de difundir muito grande, mas é de letalidade muito pequena. Dizem até que seria um vírus vacinal. Segundo algumas pessoas estudiosas e sérias, e não vinculadas a farmacêuticas, a Ômicron é bem-vinda e pode, sim, sinalizar o fim da pandemia", complementou.

Em resposta, o diretor-executivo da OMS, Mike Ryan, rebateu Bolsonaro afirmando que “ainda não é hora de dizer que um vírus é bem-vindo”. “Existem muitas pessoas ao redor do mundo em hospitais, em UTIs, em respiradores, buscando fôlego no oxigênio. Obviamente é muito claro, não é uma doença leve”, explicou o representante do órgão.

SINTOMAS

De acordo com algumas pesquisas, é possível diferenciar, pelos sintomas, a ômicron das outras variantes. O infectologista Hemerson Luz explicou que os pacientes que são contaminados pela Ômicron relatam uma fadiga anormal e não percebem perda no olfato e no paladar. Além disso, a Ômicron é marcada por dores na garganta e por vezes, perda de voz.

Israel mantém 4ª dose de vacina, vê onda da Ômicron perdendo força em uma semana

  Israel mantém 4ª dose de vacina, vê onda da Ômicron perdendo força em uma semana Israel mantém 4ª dose de vacina, vê onda da Ômicron perdendo força em uma semanaJERUSALÉM (Reuters) - Israel continuará a oferecer uma quarta dose de vacina contra a Covid-19, apesar das descobertas preliminares de que ela não é suficiente para prevenir as infecções pela variante Ômicron do coronavírus, disse um alto funcionário de saúde do país nesta terça-feira, prevendo que os contágios provocados pela cepa diminuirão em uma semana.

*Estagiárias sob supervisão de Vicente Nunes

TRÊS PERGUNTAS PARA

Renato Kfouri, vice- presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

Quais pontos positivos podemos enxergar nessa onda de infecções quando comparada a outras?

A variante Ômicron é muito mais transmissível, mas, felizmente, por características dela, mas especialmente por encontrar populações altamente vacinadas, o risco, no que diz respeito às formas graves, é muito menor. A grande maioria das pessoas que estão hospitalizadas não têm a vacinação completa.

Quais são os riscos dessa nova onda causada pela Ômicron?

Os riscos da nova onda são os mesmos: casos graves, hospitalizações, mortes. Embora seja em proporção menor, por conta da vacinação da população, uma pequena proporção de muitos casos acaba sobrecarregando o sistema de saúde. Esses são os riscos que vamos enfrentar nas próximas semanas.

Qual a expectativa do pico de contaminações dessa onda? É possível prever quanto tempo vai durar?

A expectativa é de um pico muito maior, de duas a três vezes mais número de casos que a gente atingia na circulação da gama, por exemplo, que foi a maior até então. A duração é imprevisível, em outros países têm durado menos tempo do que as outras ondas, mas não dá para afirmar isso.

Confira a comparação entre os sintomas do vírus original da COVID-19 com os da variante Ômicron:

Vírus original

Mais comuns: febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar ou do olfato

Menos comuns: dor de cabeça, garganta inflamada, olhos vermelhos ou irritados, diarreia, erupção na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés

Ômicron

Cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e garganta e não relataram perda de olfato ou paladar.

FONTE: ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)

Pandemia pode estar se encaminhando para o fim na Europa, diz OMS .
Variante ômicron do coronavírus pode levar pandemia a outra fase na região, com características mais endêmicas. No entanto, diretor da OMS para a Europa pede cautela e alerta para imprevisibilidade do vírus. © Angelos Tzortzins/AFP Cerca de 60% dos europeus podem contrair a ômicron até março. O diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, afirmou neste domingo (23/01) que a variante ômicron do coronavírus iniciou uma nova fase da pandemia de covid-19 no continente, que pode aproximá-lo de seu fim.

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