Brasil O retrocesso do Brasil industrial

10:58  16 janeiro  2022
10:58  16 janeiro  2022 Fonte:   estadao.com.br

Pilotos afastados por Covid levam México a cancelar dezenas de voos

  Pilotos afastados por Covid levam México a cancelar dezenas de voos Mais de 60 voos de companhias aéreas mexicanas foram cancelados nas últimas 48 horas, depois que 87 pilotos testaram positivo para Covid-19, informaram fontes do setor nesta sexta-feira. A Associação Sindical de Pilotos Aviadores do México (Aspa) indicou que 83 pilotos da Aeroméxico e de sua subsidiária Connect e quatro da Aeromar testaram positivo para Covid. Eles foram colocados em isolamento, enquanto dezenas de tripulantes foram retirados dos voos para serem testados.Isso levou ao cancelamento de 22 voos ontem e 43 nesta sexta-feira, todos da Aeroméxico e Connect, segundo o aeroporto internacional da capital.

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Mais que uma crise conjuntural, a economia brasileira vive um recuo histórico, perdendo posições no mercado global e décadas de industrialização. Iniciado há mais de um século e acelerado a partir do fim da 2.ª Guerra Mundial, o esforço de implantação de um grande setor industrial vem sendo anulado por um acúmulo de erros políticos. A produção da indústria em novembro deste ano foi cerca de 20% menor que em maio de 2011, pico da série estatística. O volume produzido diminuiu em seis dos dez anos entre 2011 e 2020 e o desempenho neste ano continua abaixo de medíocre. Com a queda de 0,2% em novembro foram completados seis meses consecutivos de perdas. Em 11 meses desde o início do ano houve nove resultados mensais negativos. O último dado mostrou uma atividade 4,3% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, fim do período pré-pandemia.

2021 foi o 6º ano mais quente já registrado, afirmam agências dos EUA

  2021 foi o 6º ano mais quente já registrado, afirmam agências dos EUA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ano de 2021 foi o sexto mais quente da história, segundo dados divulgados conjuntamente nesta quinta-feira (13) pela Nasa, a agência espacial americana, e pela Noaa, a agência de administração oceânica e atmosférica dos Estados Unidos. "[O ano de] 2021 contribui e é consistente com a tendência de aquecimento observada a longo prazo", afirma a Nasa, em nota. Já a medição publicada na última terça (11) pelo Copérnico, o serviço de mudança climática da União Europeia, apontou 2021 como o quinto ano mais quente desde o início dos registros. As agências usam diferentes modelos e linhas de base, o que resulta em números distintos.

O surto de covid-19 afetou uma indústria já enfraquecida por severas comorbidades, com baixo investimento em inovação e em capacidade produtiva, insuficiente capitalização, juros altos, escassez de mão de obra qualificada, entraves causados por burocracia estatal, tributação inadequada e declinante poder de competição internacional. Alguns analistas apontam entre os problemas a supervalorização da moeda nacional, com barateamento de importações e encarecimento de exportações. Mas esse desajuste, evidente em alguns períodos, como nos anos 1990, foi menos duradouro do que outros. Em contrapartida, a proteção excessiva a alguns segmentos da indústria desestimulou a busca de competitividade.

O recuo do setor industrial, acentuado nos últimos dez anos, foi acompanhado da eliminação de 834 mil empregos, segundo números oficiais atualizados até outubro. O fechamento de postos industriais é especialmente nocivo, porque o setor é a fonte principal dos chamados empregos decentes, com carteira assinada e benefícios complementares, como serviços de saúde. A desindustrialização do País envolve relevantes custos sociais.

'Ondas de calor e incêndios serão grande parte do nosso futuro', diz secretária de Calor de Atenas

  'Ondas de calor e incêndios serão grande parte do nosso futuro', diz secretária de Calor de Atenas O presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto que transfere o poder sobre o orçamento da União do ministro da Economia para o chefe da Casa Civil.

Alguns segmentos industriais, como o aeronáutico, cresceram e ganharam peso no mercado internacional enquanto a maior parte do setor retrocedia. No mesmo período, o agronegócio continuou modernizando-se, ganhando poder de competição e ampliando sua presença no mercado global. Qualquer política de reindustrialização do País poderá ser beneficiada, quase certamente, por um exame das características dessas atividades bem-sucedidas na última década – e, de fato, em firme avanço pelo menos desde os anos 1980.

Essa política dependerá, no entanto, de um reconhecimento do problema e, depois, da elaboração de planos de revitalização e de modernização da indústria, com definição de metas, prazos e meios de ação. Seria preciso articular esses planos com roteiros de correção das contas públicas e de liberação de recursos fiscais para o desenvolvimento. Será surpresa, no entanto, se os problemas estruturais da indústria forem pelo menos percebidos e incluídos na pauta federal, neste fim de mandato do presidente Jair Bolsonaro.

Brasil e América Latina precisam de educação tecnológica para crescer, afirma economista .
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Além de ter a menor perspectiva de crescimento entre todas as regiões do mundo em 2022, a América Latina pode continuar a sofrer por vários anos com os efeitos da pandemia enquanto enfrenta uma polarização política que afasta investidores. A avaliação é do Banco Mundial, para quem são necessárias medidas urgentes a fim de contornar os problemas. Carlos Felipe Jaramillo, vice-presidente do Banco Mundial para América Latina e Caribe, afirma que a deterioração dos indicadores da região causa preocupação sobretudo na educação --impactada pelo fechamento das escolas.

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