Brasil: Polícia tenta intimar porteiro que vinculou Bolsonaro ao caso Marielle - - PressFrom - Brasil

Brasil Polícia tenta intimar porteiro que vinculou Bolsonaro ao caso Marielle

23:40  08 novembro  2019
23:40  08 novembro  2019 Fonte:   estadao.com.br

Mourão diz que depoimento de porteiro não tem poder de derrubar governo, mas 'perturba'

  Mourão diz que depoimento de porteiro não tem poder de derrubar governo, mas 'perturba' Mourão diz que depoimento de porteiro não tem poder de derrubar governo, mas 'perturba'"Não dá pra derrubar o governo dessa forma, mas que perturba o andamento do serviço, como se diz na linguagem militar, perturba", declarou Mourão na manhã desta quarta-feira, 30.

Caso Marielle : Bolsonaro ataca Globo, Witzel e diz que acionou Moro para novo depoimento de porteiro - Продолжительность: 7:38 BBC News Brasil 181 523 Bolsonaro nega envolvimento com acusados de matar Marielle Franco - Продолжительность: 6:39 Band Jornalismo 57 353 просмотра.

Condomínio Vivendas da Barra, no Rio, onde suspeitos da morte de Marielle Franco se encontraram — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil. O porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em depoimento à Polícia Civil, no inquérito que investiga a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL)

O condomínio Vivendas da Barra, na zona oeste do Rio, onde moravam o policial militar reformado Ronnie Lessa e o presidente Jair Bolsonaro  © Fabio Motta/Estadão O condomínio Vivendas da Barra, na zona oeste do Rio, onde moravam o policial militar reformado Ronnie Lessa e o presidente Jair Bolsonaro

RIO – A Polícia Civil tentou intimar a prestar novo depoimento o porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde morava o PM reformado Ronnie Lessa, acusado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). Agentes estiveram na tarde desta quinta, 7, na casa de Alberto Mateus, no bairro Gardênia Azul, na zona oeste, mas o profissional não estava em casa.

Reportagem publicada na sexta-feira, 8, na revista Veja, revelou o paradeiro do porteiro, mas ele não deu entrevista. Segundo a publicação, Mateus sente-se acuado. Uma milícia domina o bairro onde ele mora.

Bolsonaro sabia de depoimento de porteiro e acusa Witzel de conduzir caso

  Bolsonaro sabia de depoimento de porteiro e acusa Witzel de conduzir caso Bolsonaro sabia de depoimento de porteiro e acusa Witzel de conduzir caso"No dia 9 de outubro, às 21 horas, eu estava no Clube Naval do Rio de Janeiro quando o governador Witzel chegou para mim e disse: "o processo está no Supremo, comentou o presidente a jornalistas, em Riade (Arábia Saudita). "Que processo? O que eu tenho a ver? E o Witzel disse que o porteiro citou meu nome. Ele sabia do processo que estava em segredo de Justiça", acrescentou.

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira um inquérito para investigar eventuais irregularidades cometidas pelo porteiro que citou o nome do presidente Jair Bolsonaro no âmbito das investigações do caso do assassinato da vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco, informou a PF. Saiba mais.

A promotora Simone Sibilio, do Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou que o porteiro que cita Jair Bolsonaro em seu depoimento, no caso do

Em dois depoimentos, Mateus contou que no dia do crime, 14 de março de 2018, o ex-PM Élcio Queiroz, também acusado do crime, esteve no condomínio por volta das 17h. Segundo o porteiro, Élcio anunciou que queria ir à casa 58, do então deputado federal Jair Bolsonaro, também morador.

Ele registou a informação em um livro de entrada, e também contou que foi o próprio “seu Jair” quem teria autorizado a entrada. Naquele dia, no entanto, Jair Bolsonaro estava em Brasília e participou de duas votações no plenário da Câmara.

O Ministério Público do Rio apresentou um áudio da portaria em que a liberação da entrada é feita, via sistema de comunicação, por alguém da casa 65/66, de Ronnie Lessa. A voz que atende à ligação seria dele, não de Bolsonaro. Com base no áudio, cuja análise, feita em meios de três horas, foi questionada, promotoras que investigam o caso sustentaram que “o porteiro havia mentido”.

Rede pede a Witzel proteção a porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle

  Rede pede a Witzel proteção a porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle Rede pede a Witzel proteção a porteiro que citou Bolsonaro no caso MarielleOs congressistas argumentam que após a divulgação da suposta conexão de Bolsonaro no caso investigado, o foco tem sido direcionado ao porteiro, que, por isso, precisa ser protegido.

Augusto Nunes e Jose Maria Trindade dizem que a Globo forçou a barra na matéria da Rede Globo ao tentar vincular Jair Bolsonaro ao caso de assassinato de Marielle Franco.

Live: Após associação ao caso Marielle , Bolsonaro chama a Globo de 'podre, canalha' - Продолжительность: 23:42 Jornal da Record vai atrás de porteiro que mentiu ao envolver Bolsonaro em morte de Marielle - Продолжительность: 1:53 Jornal da Record 107 075 просмотров.

Consultados, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria Geral da República (PGR), que têm poder para processar o presidente, afirmaram não haver prova contra Bolsonaro. Os autos foram devolvidos ao Ministério Público do Rio, para prosseguir com a investigação sobre o mandante ou mandantes do crime. O inquérito do Rio, porém, não poderá abordar nada relativo ao mandatário, por não ser legalmente habilitado para isso.

A Veja também localizou o porteiro cuja voz aparece no áudio. Trata-se de outro funcionário do condomínio, que também deve ser chamado a depor para esclarecer a situação.

Lessa e Élcio foram presos em março passado e denunciados pelos homicídios de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Eles negam o crime, mas o registro do encontro dos dois no dia do crime - que eles depois admitiram - é considerada uma prova importante no processo.

A Polícia Federal, após pedido do Ministério Público Federal, abriu investigação sobre o porteiro pelos supostos crimes de denunciação caluniosa, falso testemunho e obstrução de Justiça. A Defensoria Pública do Rio informou que assumiu a defesa de Mateus. Oficialmente, a Polícia Civil limitou-se a dizer que o “inquérito corre sob sigilo”.

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Procuradoria pede à PF inquérito sobre depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro no caso Marielle .
Procuradoria pede à PF inquérito sobre depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro no caso MarielleNo último dia 30, o procurador-geral da República, Augusto Aras encaminhou à Procuradoria da República no Rio de Janeiro o ofício assinado pelo ministro Sérgio Moro, que pedia a abertura de um inquérito para apurar se houve 'tentativa de envolvimento indevido' do nome do presidente na investigação sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro  Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

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