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Brasil Um a cada cinco negros que moram em zona rural ainda é analfabeto

16:15  13 novembro  2019
16:15  13 novembro  2019 Fonte:   estadao.com.br

Homem invade salão de festa e mata três pessoas no RS

  Homem invade salão de festa e mata três pessoas no RS Entre os feridos está o pai do atirador, que foi morto pela polícia na zona rural de Sério, no interior do RSO atirador, identificado como Vanderlei Matthes, 32 anos, foi morto pouco depois em confronto com a Brigada Militar.

Entretanto algumas características sobressaem em cada paisagem. Na zona rural há grandes áreas verdes, que podem ser naturais ou cultivadas. Em geral nas zona rural há pouca concentração de pessoas e de construções, sendo marcante a presença de elementos naturais como rio e vegetação.

A educação em Angola diz respeito ao conjunto de elementos formais que se somam para formar do sistema de ensino do país, que mescla estabelecimentos de ensino público, privado e comunitário/confessional.

Na zona rural, a taxa de analfabetismo de pretos e pardos é de 20,7%, contra 11% dos brancos © Dida Sampaio/Estadão Na zona rural, a taxa de analfabetismo de pretos e pardos é de 20,7%, contra 11% dos brancos

Embora a escolarização venha avançando nos últimos anos, o País ainda tem um longo caminho a percorrer para reduzir as desigualdades raciais no campo da educação. Um em cada cinco negros que vivem em zonas rurais ainda é analfabeto, ou seja, está entre as pessoas com pelo menos 15 anos de idade que não sabem ler nem escrever. Os dados são do Estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 13.

A taxa de analfabetismo de pretos e pardos (9,1%) é mais do que o dobro do que a dos brancos (3,9%). Na zona rural, a taxa de analfabetismo de pretos e pardos sobe a 20,7%, contra 11% dos brancos. Mesmo em áreas urbanas, o analfabetismo é mais de duas vezes maior entre negros: a taxa de analfabetismo de brancos é de 3,1%, enquanto a de pretos e pardos é de 6,8%.

E se um buraco negro engolisse a Terra? Calculadora revela o que aconteceria

  E se um buraco negro engolisse a Terra? Calculadora revela o que aconteceria E se um buraco negro engolisse a Terra? Calculadora revela o que aconteceriaDe acordo com a ferramenta desenvolvida por Álvaro Díez, um estudante de física da Universidade de Varsóvia, na Polônia, se nosso planeta fosse consumido por um buraco negro, seriam liberados 32.204.195.564.497.649.676.480.000.000.000.000 megajoules de energia. Isso é cerca de 54 quintilhões de vezes todo o consumo anual de energia da humanidade.

Os chamados analfabetos funcionais não aprenderam o suficiente para entender um texto ou fazer uma simples conta matemática no dia a dia. E tem adultos tentando aprender aquilo que não conseguiram ou não tiveram oportunidade quando ainda eram crianças.

O campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE prorrogou, até o dia 5 de novembro, as inscrições para o curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) em Músico de Banda: Iniciação à Flauta Doce. O campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE realizou sua I Corrida/Caminhada do Outubro Rosa.

A taxa ajustada de frequência escolar líquida - que frequentam a etapa escolar na idade adequada - mostra que as desigualdades raciais se aprofundam conforme avança o nível de ensino. Em 2018, havia uma pequena diferença entre as proporções de crianças de 6 a 10 anos brancas e pretas ou pardas cursando os anos iniciais do ensino fundamental (96,5% e 95,8%, respectivamente).

No entanto, a proporção de jovens de 18 a 24 anos de cor branca que frequentavam ou já tinham terminado o ensino superior (36,1%) era quase o dobro da registrada entre os pretos ou pardos da mesma faixa etária (18,3%).

Desigualdade racial até entre os mais ricos

A desigualdade de escolarização persiste mesmo quando comparadas as populações brancas e pretas ou pardas por faixas de renda, incluindo a população mais abastada. Entre os 20% da população com maiores rendimentos per capita, a evasão escolar de jovens adultos com 18 a 24 anos era de 4,3% entre os brancos. Entre os negros nessa faixa etária, essa evasão subia a 7,6%.

Negros têm mais dificuldade de encontrar emprego e recebem até 31% menos que brancos

  Negros têm mais dificuldade de encontrar emprego e recebem até 31% menos que brancos Negros têm mais dificuldade de encontrar emprego e recebem até 31% menos que brancosAs desigualdades raciais no Paísse refletem em menos oportunidades e também menos renda disponível. A renda média domiciliar per capita dos pretos ou pardos foi de R$ 934 em 2018, metade do que era recebido pelos brancos, de R$ 1.846.

As zonas rurais surgiram na história a partir do momento em que o homem deixou de lado sua condição de caçador e passou a cultivar seus alimentos. Este tipo de divisão de tarefas proporcionou um salto na produtividade e caracterizou a importância de dedicar-se a uma atividade específica.

Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no País - 29% do total, o equivalente a cerca de Sobre os analfabetos absolutos, a variação entre 2015 e este ano é de 4 para 8 - não é possível Em São Paulo, teve cinco filhos. Todos terminaram o ensino médio. Na feira, um deles ajuda Onorina

"Mesmo quem está no quinto de maiores rendimentos, há desigualdade entre população branca e preta ou parda. Não é só questão de rendimento", observou a analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Luanda Botelho.

A taxa de ingresso da população preta ou parda no nível superior (35,4%) é menor do que a da população branca (53,2%). O problema já está presente na etapa anterior: a taxa de conclusão do ensino médio da população preta ou parda (61,8%) é que a da população branca (76,8%).

Saneamento básico

As desigualdades raciais persistentes no País também se refletem nas condições de moradia dos brasileiros. O Brasil tem quase três vezes mais negros do que brancos vivendo com ao menos uma restrição de acesso ao saneamento básico.

Na população que habitava em moradias com alguma deficiência no saneamento em 2018, 69,404 milhões eram pretos ou pardos, outros 25,015 milhões eram brancos.

IBGE: 35,7% dos brasileiros vive sem esgoto, mas 79,9% da população já tem acesso à internet

  IBGE: 35,7% dos brasileiros vive sem esgoto, mas 79,9% da população já tem acesso à internet IBGE: 35,7% dos brasileiros vive sem esgoto, mas 79,9% da população já tem acesso à internetDo total de pessoas vivendo em casas sem esgoto, 63%, ou 46,526 milhões de pessoas moram no Norte ou no Nordeste. No Norte, 79,3% dos habitantes moram em domicílios sem esgoto sanitário. No Nordeste, a proporção da população local vivendo nessas condições é de 57,1%, também acima da média nacional.

Um analfabeto funcional não é necessariamente uma pessoa que não saiba ler nem escrever, mas sim um indivíduo que tenha dificuldades de comunicação. Acontece de o indivíduo não conseguir estabelecer uma comunicação eficiente em determinadas situações devido a uma grande dificuldade

A cada cinco segundos, uma criança de menos de 15 anos não sobrevive a doenças, violência ou acidentes no mundo. Em 2017, 6,3 milhões morreram e , segundo o De acordo com o estudo, uma criança da zona rural tem 50% a mais de chance de morrer do que aquelas em zonas urbanas.

No ano passado, era maior proporção da população preta ou parda residindo em domicílios sem coleta de lixo (12,5%, contra uma fatia de 6% da população branca), sem abastecimento de água por rede geral (17,9%, contra 11,5% da população branca), e sem esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial (42,8%, contra 26,5% da população branca).

O resultado significa que os pretos e pardos estão em maior condição de vulnerabilidade e exposição a vetores de doenças, lembrou o IBGE.

Os negros também têm menos acesso aos bens duráveis do que os brancos. Em 2018, 44,8% da população preta ou parda residia em domicílios sem máquina de lavar roupa, o dobro da fatia da população branca nessa mesma condição (21%).

População negra ou parda em desvantagem; origem histórica

Para os pesquisadores do IBGE, as desigualdades étnico-raciais têm origens históricas e são persistentes, levando a população preta ou parda a sofrer "severas desvantagens" em relação à branca em indicadores do mercado de trabalho, distribuição de renda, condições de moradia, educação, violência e representação política.

"Os ciclos econômicos do País ao longo de 300 anos tiveram pilar no trabalho escravo. Formalmente, a liberdade tem 130 anos. E esse desenvolvimento econômico ao longo da sua história construiu uma estrutura social que os indicadores estão mostrando, esses números não estão soltos", justificou Claudio Crespo, analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE. "Tem indicadores de transformação, mas a distância social ainda é bastante relevante, tem uma raiz histórica. A posse da terra, a valorização cultural, a estigmatização que ao longo dos anos os pretos e pardos são submetidos."

Segundo dados de 2017, uma pessoa preta ou parda tinha 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio intencional do que uma pessoa branca. A taxa de homicídios era de 16 entre as pessoas brancas e de 43,4 entre as pretas ou pardas a cada 100 mil habitantes.

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Ambos os times estão na zona de rebaixamento do Campeonato BrasileiroAs duas equipes estão na zona de rebaixamento. O CSA ocupa a 18ª posição, com 29 pontos, e o Fluminense está em 17º lugar, com 35 pontos. Faltando cinco rodadas, a partida é, portanto, decisiva para os dois times lutarem pela permanência na elite do futebol nacional. Com seis pontos de desvantagem, o time alagoano encara a partida como fundamental para tentar sair da zona de rebaixamento. Nos últimos cinco jogos, foram quatro derrotas e apenas uma vitória. Na última partida, o revés foi de 3 a 0 para o Fortaleza.

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