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Brasil Mulheres negras recebem menos da metade do salário dos homens brancos no Brasil

16:20  13 novembro  2019
16:20  13 novembro  2019 Fonte:   brasil.elpais.com

Mulheres ganham 16% a menos do que os homens na União Europeia

  Mulheres ganham 16% a menos do que os homens na União Europeia Mulheres na União Europeia ainda ganham em média 16% a menos do que os homens. Apesar das conquistas femininas, a desigualdade salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho é, dependendo do país, bem marcante. Nos últimos anos, os avanços foram pequenos. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas Um homem pode ganhar até 25% a mais do que uma mulher, ambos desempenhando a mesma função, na Alemanha, Reino Unido, República Tcheca e Estônia. Esta segunda-feira (4), Dia Europeu da Igualdade Salarial, assinala simbolicamente o dia que as mulheres deixam de ser remuneradas pelo seu trabalho em comparação com os seus colegas masculinos.

A mulher branca ganha menos que o homem branco . O salário delas, contudo, ultrapassa o dos homens e mulheres negros . Segundo o Ipea, o índice de ocupação das mulheres entre 16 a 59 anos é de 55%, ou seja, quase metade das mulheres está fora do mercado de trabalho.

O salário médio das mulheres do Citi em todo o mundo foi de apenas 71% da mediana para homens , afirmou o próprio banco após análise interna. Atualmente, mais da metade dos funcionários do Citi no mundo são mulheres e mais de 45% de sua força de trabalho nos EUA são minorias, disse a

Funcionárias do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) na rodoviária de Brasília. © Gabriel Jabur (Agência Brasília) Funcionárias do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) na rodoviária de Brasília.

As mulheres pretas ou pardas continuam na base da desigualdade de renda no Brasil. No ano passado, elas receberam, em média, menos da metade dos salários dos homens brancos (44,4%), que ocupam o topo da escala de remuneração no país. Atrás deles, estão as mulheres brancas, que possuem rendimentos superiores não apenas aos das mulheres pretas ou pardas, como também aos dos homens pretos ou pardos. Os dados fazem parte da pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O estudo aponta ainda como a desigualdade está presente na distribuição de cargos gerenciais: somente 29,9% deles são exercidos por pessoas pretas e pardas. Quanto mais alto o salário, menor é o número de pessoas pretas e pardas que ocupam esses postos.

Negros têm mais dificuldade de encontrar emprego e recebem até 31% menos que brancos

  Negros têm mais dificuldade de encontrar emprego e recebem até 31% menos que brancos Negros têm mais dificuldade de encontrar emprego e recebem até 31% menos que brancosAs desigualdades raciais no Paísse refletem em menos oportunidades e também menos renda disponível. A renda média domiciliar per capita dos pretos ou pardos foi de R$ 934 em 2018, metade do que era recebido pelos brancos, de R$ 1.846.

Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos . Apesar da diferença entre os Comparando-se gênero e cor ou raça, o atraso escolar das mulheres brancas estava mais distante Essa trajetória escolar desigual, relacionada a papéis de gênero e à entrada precoce dos homens no

A renda das mulheres negras não chega nem à metade daquela recebida pelos homens brancos e corresponde a cerca de 56% dos rendimentos das mulheres brancas . Os dados estão no livro Dossiê Mulheres Negras : retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil , editado

Independentemente do nível de escolaridade, pretos e pardos continuam recebendo bem menos que os brancos no Brasil, aponta a pesquisa. No ano passado, o rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas (2.796 reais) foi 73,9% superior ao das pretas ou pardas (1.608 reais). Os brancos com nível superior completo ganhavam por hora 45% a mais do que os pretos ou pardos com o mesmo nível de instrução.

O recorte em categorias de rendimento, segundo o tipo de ocupação, revelou também que, tanto na ocupação formal, como na informal, as pessoas pretas ou pardas receberam menos do que as de cor ou raça branca. A diferença salarial entre os dois grupos é, de acordo com o IBGE, um padrão que se repete, ano a ano, na série histórica disponível. A desigualdade de rendimento em favor da população branca ocorreu, segundo a pesquisa, com intensidades distintas nas Grandes Regiões brasileiras em 2018, mas se manteve tanto nos Estados que apresentaram os menores rendimentos —Maranhão, Piauí e Ceará—, quanto nos que registraram os rendimentos mais elevados —Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.

Presidente do Senado diz que PEC da Previdência será promulgada na manhã desta terça, 12

  Presidente do Senado diz que PEC da Previdência será promulgada na manhã desta terça, 12 Presidente do Senado diz que PEC da Previdência será promulgada na manhã desta terça, 12As novas regras entrarão em vigor na data da promulgação, exceto as alíquotas de contribuição, que passam a valer após 90 dias. Novos trabalhadores só poderão se aposentar com idades de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), tanto na iniciativa privada quanto no setor público federal, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos (mulheres), 20 anos (homens) e 25 anos para servidores de ambos os sexos. Professores, policiais e profissionais expostos a agentes nocivos (como quem trabalha na mineração) têm regras mais brandas.

Na média, uma mulher recebe 74% do salário de um brasileiro. A equiparação de salários entre sexos injetaria R$ 461 bilhões na economia do Brasil . As mulheres negras ainda não se veem nesse lugar de força porque não têm oportunidade. Mesmo assim, menos da metade das (47

Os negros enfrentam dificuldade na progressão de carreira, na igualdade de salários e são os mais vulneráveis ao assédio moral no ambiente de trabalho, apesar da Para a sindicalista, outra questão grave é que as mulheres negras recebem o equivalente a 68% do rendimento dos homens brancos .

Desocupados e informais

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018. Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018.

Além de ganharem menos, pretos ou pardos representam cerca de dois terços da população desocupada (que hoje passa de 12 milhões de pessoas) e 66,1% do grupo dos subutilizados, que inclui, além dos desocupados, os subocupados e a força de trabalho potencial. Os postos informais também são mais ocupados por esse grupo. Enquanto 34,6% dos trabalhadores brancos estavam em empregos informais, entre os pretos ou pardos o percentual é maior, de 47,3%.

Em relação à distribuição de renda, o levamento mostra que os pretos ou pardos representavam 75,2% da camada mais pobre do país (formada pelos 10% com menos rendimentos). Dentre os 10% mais ricos, eram apenas 27,7%.

De acordo com o IBGE, as análises do estudo foram concentradas somente nas desigualdades entre brancos, pretos ou pardos devido às restrições estatísticas impostas pela baixa representação dos indígenas e amarelas no total da população brasileira "quando se utilizam dados amostrais".

Em 2018, 43,1% da população do Brasil era branca, 9,3% era preta e 46,5%, parda. Os três grupos juntos representavam, no ano passado, 99% dos moradores do país.

Negros apontam inclusão no mercado de trabalho como tema mais urgente .
Negros apontam inclusão no mercado de trabalho como tema mais urgenteEsses são apenas alguns dados que justificam o panorama traçado por uma pesquisa do Google lançada nesta segunda-feira, 18, realizada pela consultoria Mindset-WGSN e pelo Instituto Datafolha, que levantou os temas mais urgentes e as pautas mais discutidas pelos negros brasileiros.

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