Brasil Agressores sob orientação

10:50  01 dezembro  2019
10:50  01 dezembro  2019 Fonte:   em.com.br

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Policiais da Companhia de Prevenção com Ana Luíza, que pediu ajuda: efetivo feminino e masculino para conscientização de homens e mulheres © Jair Amaral/EM/D.A Press Policiais da Companhia de Prevenção com Ana Luíza, que pediu ajuda: efetivo feminino e masculino para conscientização de homens e mulheres

A Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica, da Polícia Militar de Minas,  é descendente do Serviço de Prevenção à Violência Doméstica, criado em 2010 no estado. Hoje, a unidade conta com 42 policiais militares, de ambos os sexos. “O efetivo é composto por policiais masculinos e femininos. Damos prioridade ao contato com as vítimas, por intervenção da policial feminina, e com o autor, pelo policial masculino”, diz a comandante, a major Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues.

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Isso porque, além de visita tranquilizadora às mulheres vítimas de violência doméstica, os militares fazem visitas ao agressor e passam a monitorá-lo. O ex-companheiro de Ana Luíza Apolônio Silva, de 19 anos, uma das mulheres acompanhadas pela companhia especializada da PM, recebeu a visita dos policiais. “Há várias reações por parte do agressor. Nesse caso, o autor se mostrou inicialmente  surpreso, por não esperar a visita da Polícia Militar e não saber da existência de serviço que vai monitorá-lo, levando orientação e, ao mesmo tempo, fiscalizando a atitude dele”, diz a cabo Michele Gontijo Silva, que atua na companhia desde 2018. Se o homem porventura descumprir a medida protetiva, a polícia pode desde relatar o incidente ao Poder Judiciário como até prendê-lo.

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Os casos acompanhados são escolhidos a partir da análise dos boletins de ocorrência. “Analisamos os critérios de gravidade e reincidência. Escolhemos os casos mais graves, em que houve o registro de mais de um boletim de ocorrência”, informa a cabo Michele. O passo seguinte é encontrar a vítima para oferecer o serviço. “Fazemos visita a essas mulheres e apresentamos nosso trabalho, apresentamos a Lei Maria da Penha e todos os institutos protetivos que a legislação prevê, incluindo a medida protetiva.”

 

Casos de violência contra a mulher geralmente seguem um ciclo difícil de ser quebrado. “A mulher vítima de violência não pode ficar calada. Tem que denunciar, tem usar o 190. As ferramentas existem. Estamos aí para auxiliar e ajudar na resolução dos problemas que estão vivenciando”, afirma a cabo Michele Gontijo Silva.

 

A meta é sempre quebrar o ciclo de violência. “O nosso objetivo a partir dessa visita tranquilizadora é que não haja mais agressões. Muitas mulheres são vítimas e nem sabem, por pensar que violência é apenas física. Por meio da informação, conseguimos estabelecer o melhor encaminhamento para a vítima”, diz a cabo Michele. A Polícia Militar atua em parceria com o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Casa Benvinda, que acolhe vítimas.

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MONITORAMENTO O sargento André César Medeiros, que integra a companhia, é um dos que fazem a abordagem ao agressor. “Fazemos da maneira mais tranquila possível, procurando orientar”, diz o policial, que tem formação em psicologia. A vítima tem o direito de aceitar ou não o monitoramento, mas o agressor não tem escolha: é apenas notificado. “Avisamos que a ex ou atual companheira está sendo acompanhada e que, a partir daquele momento, ele passa a ser monitorado”, conta.

 

Segundo os militares da unidade, os agressores costumam negar e até tentam transferir a culpa para a vítima, em uma tendência de tentar desconstruir a realidade. No entanto, se não houver cooperação e insistirem na violência, os acusados acabam presos.

 

Nesse trabalho, o sargento aconselha aos homens que agem de forma machista que se abram para novas ideias. “Vivemos numa sociedade patriarcal, num momento de desconstrução mesmo do machismo. É ilusão achar que estamos totalmente livres disso. O recado para todos os homens é que tentem se abrir para novas ideias e entender as mulheres como iguais.”

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     Agressores sob orientação © Jair Amaral/EM/D.A Press

Entrevista

Major Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues

comandante da Companhia de Polícia Militar Independente de Prevenção à Violência Doméstica

 

'A violência está em todas as classes'

 

Qual o perfil das vítimas da violência doméstica?

Muitos podem pensar que esse grupo é formado em sua maioria por mulheres da periferia ou que mulheres de regiões nobres solicitam menos intervenção para esses casos. Mas, dentro do nosso universo de atendimento, verificamos que a violência doméstica está em todos os lares, em todas as classes sociais, em todas as raças. É mais um problema de formação, de educação, de relações humanas. Mas violência é violência, independentemente de ser contra mulheres negras, brancas ou indígenas. Ato que não pode ser aceito em hipótese alguma, com qualquer tipo de mulher.

 

A conversa com o agressor surte efeito, ou a abordagem precisa ser mais enérgica, chegando à prisão? 

Não se pode falar sobre prevenção à violência doméstica se não tratarmos com o agressor de forma repressiva, quando houver o cometimento de crime ou contravenção, mas também de forma instrutiva, de fazer com que entenda o contexto de violência doméstica em que está inserido. Alguns simplesmente não percebem que o que estão fazem é crime, seja por formação na família, seja pela personalidade. Mas o conhecimento é libertador. A partir do momento em que esse homem passa a compreender que o comportamento dele está trazendo sofrimento, é uma oportunidade de mudar. Não temos objetivo de separar o casal. Essa é uma decisão deles. Mas a decisão de mudança também cabe a ele. Se não mudar, vamos trazer todo o rigor da lei para que seja responsabilizado pelo que está fazendo.

 

Como é essa abordagem? Requer um conhecimento especializado, um cuidado maior?

Os policiais militares têm capacitação especializada para fazer o atendimento e acolhimento às vítimas de violência doméstica. Eles têm aula de abordagem psicológica, aula sobre a Lei Maria da Penha, diversas disciplinas que dão esse suporte para que possam estabelecer essa relação de confiança com a vítima, para que possa ter a liberdade de falar o que ela está vivenciando. 

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