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Brasil Baile da DZ7 em Paraisópolis é opção de lazer para milhares de jovens

13:55  03 dezembro  2019
13:55  03 dezembro  2019 Fonte:   estadao.com.br

Mortes em Paraisópolis ‘nada têm a ver com conduta dos policiais’, diz advogado dos agentes

  Mortes em Paraisópolis ‘nada têm a ver com conduta dos policiais’, diz advogado dos agentes Mortes em Paraisópolis ‘nada têm a ver com conduta dos policiais’, diz advogado dos agentesAs declarações constam de nota pública divulgada pelo escritório de advocacia de Capano. Ele diz que o estopim do problema foi a conduta criminosa de indivíduos que atiraram contra os policiais. Os agentes sustentam desde domingo que a intervenção na região ocorreu após ocupantes de uma moto terem atirado contra eles, o que deu início a uma perseguição e levou à dispersão do Baile da DZ7.

Chamado de baile DZ 7 , o evento aconteceu na madrugada de domingo (1º), e reunia milhares de pessoas durante o ocorrido. Paraisópolis fica ao lado do Morumbi, bairro nobre da capital paulista na zona oeste, e possui cerca de 100 mil moradores. Confira o que se sabe até o momento sobre o caso

Vista panorâmica da comunidade de Paraisópolis — Foto: Marcelo Mora/G1. Nove jovens morreram pisoteados na madrugada deste domingo (1º) durante uma ação da Polícia Militar no Baile da 17, uma festa de funk que costuma reunir milhares de jovens em Paraisópolis

  Baile da DZ7 em Paraisópolis é opção de lazer para milhares de jovens © Foto: Frederic Soltan/Corbis/Getty

Alvo da ação da Polícia Militar que terminou com nove mortos e 12 feridos, o Baile da Dz7 é o pancadão mais famoso de Paraisópolis. Há quase uma década, o baile funk reúne, em média, entre 3 mil e 5 mil pessoas em fins de semana e é considerado por muitos moradores como a principal alternativa de lazer da favela. Hoje, a maior parte do público vem de outros bairros da capital ou da Grande São Paulo e a festa até recebe caravanas de fora do Estado.

Não raro, o pancadão começa na quinta-feira e só termina no domingo. Sábado é considerado o pico do evento. No Baile da Dz7, uma série de bares abre as portas durante a madrugada e carros ou paredões de som tocam funk nas alturas. Também há alto consumo de bebidas alcoólicas e de drogas, segundo relatam os moradores.

Moradores relatam aumento de tensão em Paraisópolis após morte de sargento

  Moradores relatam aumento de tensão em Paraisópolis após morte de sargento Moradores relatam aumento de tensão em Paraisópolis após morte de sargentoNas redes sociais, moradores vinham comentando nos últimos dias sobre uma possível “invasão” da PM na comunidade. "Os moradores estão com medo, e nos enviam relatos de agressões e ameaças constantes”, disse a pesquisadora Marisa Fefferman, da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, grupo que busca que dar visibilidade a casos de abuso nas periferias.

Vendedor de produtos de limpeza em um caminhão, costumava trabalhar aos domingos e feriados para se. O sonho de uma vida melhor acabou enquanto se divertia, na madrugada de domingo (1º), no baile da DZ 7 , em Paraisópolis , zona sul de São Paulo.

no IML Central, de ver o corpo de sua sobrinha, Luara Victoria de Oliveira, 18, uma das nove mortas após ação da Polícia Militar realizada na favela de Paraisópolis com o intuito de dispersar o Baile da DZ 7 , festa funk que Atestados: jovens de Paraisópolis morreram por asfixia e trauma na coluna.

Embora não tenha autorização legal ou estrutura adequada, a região chega a realizar festas com 30 mil pessoas. A multidão toma principalmente a Rua Ernest Renan, para onde também vai a maioria dos vendedores ambulantes, mas o fluxo se espalha ainda por outras ruas e vielas do entorno.

Maioria vem de fora do bairro, diz líder comunitário

“Das pessoas que participam do baile funk, 80% não são moradores de Paraisópolis”, afirma o líder comunitário Gilson Rodrigues. “Muitos jovens vêm do Morumbi, que é vizinho daqui, ou de outras áreas da cidade. Vários frequentadores vêm de municípios próximos e há excursões de outros Estados.”

Esse era o caso de vítimas da tragédia no baile funk. O jovem Denys Henrique Quirino da Silva, de 16 anos, por exemplo, morava no Limão, bairro do outro lado da cidade. “Ele saiu para trabalhar e não voltou”, diz a mãe, Maria Cristina Portugal.

Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em Paraisópolis

  Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em Paraisópolis Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em ParaisópolisA confusão começou após a chegada da Polícia Militar no local para uma ação de controle de distúrbios civis. De acordo com as autoridades, a festa abrigava cerca de cinco mil pessoas.

A mãe de uma jovem de 17 anos relatou que a adolescente foi agredida por um policial militar durante a O baile prosperou e , aos sábados, atrai milhares em uma mistura com festas menores. "O baile funk (aumentou) por conta da ausência do Estado, que não investe em equipamentos de lazer

Chamado de baile DZ 7 , o evento aconteceu na madrugada de domingo (1º), e reunia milhares de pessoas durante o ocorrido. Paraisópolis fica ao lado do Morumbi, bairro nobre da capital paulista na zona oeste, e possui cerca de 100 mil moradores. Confira o que se sabe até o momento sobre o caso

Moradores negam a versão oficial da PM de que tiros tenham partido de uma moto e afirmam que os frequentadores, na verdade, foram encurralados pelos policiais. Para Rodrigues, as vítimas que não eram de Paraisópolis sofreram ainda mais na correria. “Eles não sabiam que essa viela tem uma escada”, afirma, apontando para o beco onde a maioria dos corpos foi encontrada. “Acabaram caindo e sendo pisoteados, como se fossem uma ‘rampa’.”

“Os bailes funk acontecem por ausência de outras oportunidades ou alternativas de lazer”, afirma Rodrigues. “Eu gostaria que tivesse estrutura e segurança. O baile já é uma realidade há muitos anos e não vai acabar, então tem de estruturar.”

O morador Rogério Ferreira, de 29 anos, defende o pancadão. “É o único lazer que nós temos. Não consigo pagar o ingresso de uma balada fora daqui”, diz. “É claro que tem problema de barulho ou xixi na rua. Mas querem acabar com o problema sem dar solução.”

Festa não tem estrutura adequada, afirma PM

Em entrevista à Rádio Eldorado, o porta-voz da PM, tenente-coronel Emerson Massera, disse nessa segunda, 2, que ainda “não é possível apontar que houve uma falha dos policiais”. “O baile funk acontece há anos na comunidade de Paraisópolis, sem estrutura adequada. É preciso focar em providências para oferecer local mais adequado para a realização”, afirmou.

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Corinthians convida familiares de vítima de Paraisópolis para entrar com o time .
Irmão e primo de Dennys Santos, que era torcedor do Corinthians, estarão com os atletas no jogo com o FluminenseLucas Santos, irmão de Dennys que tem dez anos, e Murilo dos Santos, quatro anos, primo, estarão no estádio para entrar com o time e assistir ao jogo. Dennys era torcedor do clube e foi um dos nove mortos na ação policial - oficialmente, por ter sido pisoteado.

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