Brasil Jovem que diz ter sido ferida por PM em Paraisópolis: 'Comecei a sangrar e ele mandou sair correndo'

23:15  06 dezembro  2019
23:15  06 dezembro  2019 Fonte:   estadao.com.br

Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em Paraisópolis

  Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em Paraisópolis Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em ParaisópolisA confusão começou após a chegada da Polícia Militar no local para uma ação de controle de distúrbios civis. De acordo com as autoridades, a festa abrigava cerca de cinco mil pessoas.

A jovem ferida durante a confusão descreveu o momento em que foi atingida. "Eu não sei o que aconteceu, só vi correria , e várias viaturas fecharam a Vídeo mostra ação da PM em baile funk em Paraisópolis . De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Operação Pancadão tem sido

Corporação diz que afastou o policial que aparece nas imagens e que a ação aconteceu em 19 de outubro. Nove pessoas morreram por pisoteamento e 12 ficaram feridas após a ação da PM em baile funk. Vídeo de outubro mostra PM agredindo jovens em Paraisópolis .

SÃO PAULO - Os 50 pontos que G., de 17 anos, precisou receber estão espalhados pela testa, supercílios e queixo de um rosto inchado e arroxeado. Os ferimentos, narra ela, são de uma garrafada que tomou no Baile da DZ7, em Paraisópolis, objeto atirado por um policial militar que atuava na dispersão da festa na madrugada do domingo passado, quando nove pessoas morreram pisoteadas. A confusão também a levou a ficar encurralada em um dos becos onde as pessoas morreram, mas, com sorte, conseguiu escapar. Agora, quer a responsabilização do agente, mas teme que o caso termine impune. “Eu quero que ele seja punido, mas eu acredito que ele não vai ser. Porque para muitas pessoas o que aconteceu foi normal.”

Moradores relatam aumento de tensão em Paraisópolis após morte de sargento

  Moradores relatam aumento de tensão em Paraisópolis após morte de sargento Moradores relatam aumento de tensão em Paraisópolis após morte de sargentoNas redes sociais, moradores vinham comentando nos últimos dias sobre uma possível “invasão” da PM na comunidade. "Os moradores estão com medo, e nos enviam relatos de agressões e ameaças constantes”, disse a pesquisadora Marisa Fefferman, da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, grupo que busca que dar visibilidade a casos de abuso nas periferias.

ação da PM em um baile funk na comunidade de Paraisópolis , na Zona Sul de São Paulo. O tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da PM , disse que o policial que agride os jovens , segundo as imagens, já foi identificado e afastado do policiamento.

Um jovem de 18 anos, que não é morador de Paraisópolis , mas que costuma frequentar os bailes, disse que viu muitos adolescentes passando mal e desmaiando Não tinha para onde correr , para onde ir. Muita gente caindo já morta, a polícia atirou. Muitas pessoas tentavam salvar a própria vida.

O baile do fim de semana passado não era o primeiro que G. frequentava. Ela diz ter perdido as contas de quantas vezes saiu de Pirituba, na zona norte da capital, para ir à festa em Paraisópolis, na zona sul. Estima que o trajeto tenha sido feito mais de 20 vezes. Naquela noite, chegou por volta da meia-noite na Rua Ernest Renan, onde o baile ainda começava a encher. No caminho, passou por uma viatura, o que não serviu de prenúncio para um conflito. Não porque a relação entre os frequentadores e os agentes fosse boa; ela já tinha visto os policiais "invadirem" o baile, mas a festa sempre voltava quando a situação se acalmava.

Paraisópolis: jovens morreram por asfixia e trauma na coluna

  Paraisópolis: jovens morreram por asfixia e trauma na coluna Paraisópolis: jovens morreram por asfixia e trauma na colunaOs atestados de óbito indicam as seguintes causas de morte: Gabriel Rogerio de Moraes e Luara Victoria Oliveira morreram por “asfixia mecânica por ‘enforcação indireta'”, ou seja, foram enforcados. Mateus dos Santos Costa morreu por “trauma raquimedular por agente contudente” e a morte de Bruno Gabriel dos Santos ainda está “a determinar”, pois aguarda resultado de exames.

Resumo da notícia Cães da PM farejam em trecho de mata cheiro de jovem que desapareceu após abordagem Cheiro foi identificado a 35 quilômetros do local de onde o jovem foi levado por PMs A família diz ter esperança de que a polícia consiga encontrar o jovem , mas também faz

Pai diz que jovem sumiu após abordagem da PM : "Passei o Ano-Novo buscando". Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, 20, passou o último mês entregando Médica e enfermeiro são sequestrados em Paraisópolis para socorrer baleado. Criminosos armados sequestraram, na madrugada de ontem

O evento já estava lotado perto das 4h da manhã do domingo, quando G. se recorda ouvir os primeiros barulhos de bombas e disparos. Ela permaneceu na rua desde que chegou ao local e conta não ter memória de qualquer episódio envolvendo uma perseguição a uma moto, versão sustentada pelos policiais. O que se lembra é a sucessão de bombas e a correria que se seguiu. Com as duas pontas da rua fechadas, procurou qualquer alternativa que a tirasse dali e acabou num beco. “Em momento algum teve gente com moto no baile. Ficou todo mundo super assustado porque eles fecharam as duas pontas, o povo só sabia correr, em momento algum as pessoas revidaram. Eles chegaram super agressivos.”

Adolescente foi ferida no rosto após ser atingida por garrafa no baile em Paraisópolis © WERTHER SANTANA/ESTADÃO Adolescente foi ferida no rosto após ser atingida por garrafa no baile em Paraisópolis

No beco, assistiu à continuidade da truculência policial. “O beco lotou, nisso começaram a tacar bomba dentro do beco. Tinha gente desmaiando, gente pulando por cima de outras pessoas para tentar sair de lá. Muita gente. Tinha muita gente chorando, gente pedindo socorro, gente no chão. Eles tacavam tudo que eles viam na rua”, contou ao Estado na sala da sua casa nesta sexta-feira, 6. Testemunhas apontam que as nove mortes aconteceram em dois becos paralelos e vizinhos que são travessas da Rua Ernest Renan, onde o baile acontecia.

PM realizará operação em baile de Paraisópolis neste sábado, diz Doria

  PM realizará operação em baile de Paraisópolis neste sábado, diz Doria PM realizará operação em baile de Paraisópolis neste sábado, diz DoriaSegundo Doria, o procedimento de atuação dos policiais serão revistos para evitar excessos, mas não detalhou quais as mudanças serão feitas e nem quando serão implementadas.

Morador de Paraisópolis diz que PM impediu pessoas de ajudarem vítimas. Ele afirmou que na tentativa de sair da favela, chamou reforço via rádio. E que, depois, retornou ao Frequentadores disseram , também, que os PMs afunilaram os jovens em vielas e que houve espancamentos a

Dizem , também, que, durante a perseguição, houve correria provocada pelos criminosos. Os PMs afirmam que, mesmo alvos de tiros, garrafadas e A ação em Paraisópolis ocorre menos de uma semana após o governo do Estado ter divulgado as metas de segurança pública da gestão Doria.

As agressões dos policiais cessaram e, segundo conta G., eles pediram para que as pessoas começassem a sair com a mão na cabeça, ordem que ela obedeceu. Ao ver uma garota caída na rua após a agressão de um policial, ela parou para ajudar. “Ela falou que tinha perdido o tênis e tinha que pegar o tênis e agachou para procurar. Nessa hora, o policial estava com uma garrafa na mão e falei para ela que ele talvez iria jogar a garrafa na gente. Pedi para ela abaixar e ela abaixou. Eu virei para o lado para ver se ele estava ali ainda e ele tacou a garrafa. Comecei a sangrar e ele só mandou eu sair correndo”, diz G., chorando. O rosto ensanguentado não a impediu de sofrer um golpe de cassetete nas costas enquanto tentava sair do local.

Adolescente foi ferida no rosto após ser atingida por garrafa no baile em Paraisópolis © WERTHER SANTANA/ESTADÃO Adolescente foi ferida no rosto após ser atingida por garrafa no baile em Paraisópolis

Foi uma mulher que a encontrou na rua quem a ajudou a chegar ao pronto-socorro mais próximo e a ligar para a mãe contando o que tinha acontecido. A mãe disse ter ficado atordoada com a informação, já que nem sabia que a filha tinha ido a Paraisópolis. Foi correndo ao hospital, mas teve dificuldade de encontrar a filha em um primeiro momento. “Não dava para reconhecê-la, não dava para reconhecer pelo rosto. Tive certeza que era ela pela roupa”, conta.

Corinthians convida familiares de vítima de Paraisópolis para entrar com o time

  Corinthians convida familiares de vítima de Paraisópolis para entrar com o time Irmão e primo de Dennys Santos, que era torcedor do Corinthians, estarão com os atletas no jogo com o FluminenseLucas Santos, irmão de Dennys que tem dez anos, e Murilo dos Santos, quatro anos, primo, estarão no estádio para entrar com o time e assistir ao jogo. Dennys era torcedor do clube e foi um dos nove mortos na ação policial - oficialmente, por ter sido pisoteado.

Pai diz que jovem sumiu após abordagem da PM : "Passei o Ano-Novo buscando". PM não entrou no baile e evitou algo pior em Paraisópolis , diz advogado. Os seis primeiros policiais militares que teriam perseguido dois criminosos em uma moto dentro da favela de

Resumo da notícia Jovem está preso sob suspeita de roubo desde 31 de julho de 2019 Vítima do crime disse que a voz do criminoso é diferente da voz do rapaz preso Foi realizada a abordagem e após a busca pessoal, nada de ilícito foi encontrado e ele foi

No pronto-socorro, G. ouviu de um enfermeiro que, por ter perdido muito sangue, sua vida estava em risco e teria de ser transferida para um hospital. Foi no Hospital do Campo Limpo que ela teve uma noção da gravidade do que havia acontecido no baile naquela madrugada. “Na hora que eu estava esperando para passar no médico, vi três corpos. Perguntei para a enfermeira e ela falou que eram corpos que estavam vindo da Dz7.”

Moradores de Paraisópolis e parentes das vítimas participam de passeata nesta quarta  © NILTON FUKUDA/ESTADÃO Moradores de Paraisópolis e parentes das vítimas participam de passeata nesta quarta

Ela foi liberada do hospital no fim da tarde do domingo e desde então se recupera dos ferimentos em casa, onde passa a maior parte do tempo descansando e tenta não acompanhar as notícias de jornais sobre o que aconteceu em Paraisópolis. O distanciamento também é incentivado pela mãe, que diz ter sido especialmente difícil ler comentários no Facebook de uma reportagem que falava sobre o ferimento sofrido pela filha. “As pessoas falavam que ela merecia ter morrido. Eu não consigo entender.”

A mãe espera que o depoimento dela à polícia possa ocorrer logo para que alguma paz possa começar a ser reincorporada à rotina. “Quero levá-la para longe daqui.”

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que "todas as circunstâncias relacionadas à ocorrência deste final de semana em Paraisópolis são investigadas por meio de inquérito conduzido pela Corregedoria da Polícia Militar". "O DHPP também instaurou inquérito policial e ouvirá toda e qualquer vítima e/ou testemunha apta a colaborar com a elucidação do caso, quer notificada para tanto, quer compareça diretamente no departamento, inclusive a jovem citada e sua representante", acrescentou a pasta. Nesta sexta-feira, 6, o governador João Doria (PSDB) disse que não tem "compromisso com erro" e chamou de "dramático" o episódio.

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