Brasil Bastidores: Doria decidiu afastar PMs sem cálculo prévio no caso Paraisópolis

06:16  11 dezembro  2019
06:16  11 dezembro  2019 Fonte:   estadao.com.br

Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em Paraisópolis

  Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em Paraisópolis Oito pessoas morrem pisoteadas durante baile funk em ParaisópolisA confusão começou após a chegada da Polícia Militar no local para uma ação de controle de distúrbios civis. De acordo com as autoridades, a festa abrigava cerca de cinco mil pessoas.

Governo de SP vai afastar mais 32 PMs que participaram de operação em Paraisópolis . O governo de SP confirmou que mais 32 policiais envolvidos na ação que deixou 9 mortos na saída de um baile funk em Paraisópolis , Zona Sul de São Paulo, serão afastados das ruas.

O governador João Doria (PSDB) decidiu afastar 38 policiais militares que participaram da ação em baile funk que acabou com nove mortes em Paraisópolis , na zona sul de São Paulo. O pedido foi feito por familiares de vitimas durante reunião no Palácio dos Bandeirantes na noite desta segunda-feira

O governador de SP João Doria     © Felipe Rau/Estadão O governador de SP João Doria

SÃO PAULO - A decisão de afastar de uma só vez 25 policiais militares (31 somados aos seis que já haviam sido retirados das ruas) foi tomada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sem cálculo prévio e não sinaliza uma mudança de discurso com relação à segurança pública. Essa foi uma resposta (algo raro na relação entre governo e PM), dada na hora, a parentes de vítimas da tragédia de Paraisópolis, comunidade da zona sul paulistana, em uma reunião na segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes.

Eles pediram afastamento de todos os envolvidos e Doria, que já não havia gostado de ter sido surpreendido por vários vídeos de violência policial gratuita, concordou de imediato. Os seis afastados, até então, PMs de moto, não haviam participado da dispersão do baile funk com bombas.

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A versão apresentada por Doria é a mesma da polícia: PMs reagiram a um ataque de dois criminosos que estavam em uma moto atirando. A ação em Paraisópolis ocorre menos de uma semana após o governo do Estado ter divulgado as metas de segurança pública da gestão Doria .

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No total, foram retirados das ruas 31 policiais do 16º Batalhão da PM que participaram da ação que terminou com nove mortos. Esses agentes deverão passar a atuar exclusivamente em atividades administrativas até a conclusão das investigações.

O cálculo posterior necessário foi transmitir ao comando da PM e à tropa que os afastamentos seriam provisórios, e não uma condenação antecipada de ninguém. E se preparar para eventuais críticas de apoiadores da corporação na Assembleia Legislativa e no Congresso. No primeiro momento, a decisão política não foi bem recebida entre os PMs. 

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Laudos apontam traumas compatíveis com pisoteamento em Paraisópolis, diz polícia .
Laudos apontam traumas compatíveis com pisoteamento em Paraisópolis, diz políciaO teor dos laudos não foi detalhado pela pasta. Em entrevista coletiva à imprensa nesta sexta-feira, 13, o governador de São Paulo, João Doria e o secretário da Segurança, general João Camilo Pires de Campos, não comentaram a conclusão da análise conduzida pelo Instituto Médico Legal (IML). A forma como as mortes aconteceram no baile funk é fator-chave para entender a responsabilidade dos policiais militares que atuavam em uma operação no local.

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